Versículo em destaque
Êxodo 1:8 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Almeida Corrigida Fiel
" E levantou-se um novo rei sobre o Egito, que não conhecera a José; "
Êxodo 1:8
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
6 Faleceu José, e todos os seus irmãos, e toda aquela geração.
7 E os filhos de Israel frutificaram, aumentaram muito, e multiplicaram-se, e foram fortalecidos grandemente; de maneira que a terra se encheu deles.
8 E levantou-se um novo rei sobre o Egito, que não conhecera a José;
9 O qual disse ao seu povo: Eis que o povo dos filhos de Israel é muito, e mais poderoso do que nós.
10 Eia, usemos de sabedoria para com eles, para que não se multipliquem, e aconteça que, vindo guerra, eles também se ajuntem com os nossos inimigos, e pelejem contra nós, e subam da terra.
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O Egito, que antes tinha sido um lar seguro e feliz para Israel, tornou-se uma casa de escravidão. Isso mostra que um lugar de consolo pode rapidamente se transformar em um lugar de dor, e aquilo que parecia segurança pode virar nossa maior angústia. Pessoas que antes eram amigas podem se tornar inimigas, e até os mesmos que nos amaram podem mais tarde nos odiar. Por isso, não devemos colocar nossa confiança final em pessoas nem em qualquer lugar aqui na terra, nem dizer em nosso coração: “Aqui será o meu descanso para sempre”.
A antiga benevolência demonstrada a Israel por causa de José foi esquecida. Levantou-se um novo rei no Egito, que não conhecia José (Êxodo 1:8). Todos os que tinham conhecido José o amaram e trataram bem a sua família por causa dele, mas, depois de sua morte, ele foi logo esquecido. Até o bem que ele tinha feito deixou de ser lembrado ou valorizado, e já não influenciava os planos do Egito.
Assim costuma ser tratado o serviço humano. Mesmo as obras mais excelentes e úteis feitas em favor dos outros raramente são lembradas o bastante para recompensar quem as realizou, nem são transmitidas para o benefício de seus filhos (Eclesiastes 9:5, 15). Por isso, nossa principal preocupação deve ser servir a Deus e agradá-lo, pois ele não é injusto para se esquecer da nossa obra e do amor que mostramos em seu nome (Hebreus 6:10). Se trabalhamos apenas para pessoas, nossos esforços morrem conosco; se trabalhamos para Deus, nossas obras nos seguem (Apocalipse 14:13).
Esse rei do Egito não conhecia José, e depois dele veio outro que teve ousadia de dizer: “Não conheço o Senhor” (comparar com Êxodo 5:2). Quem se esquece de seus benfeitores humanos pode muito bem esquecer também o maior Benfeitor de todos. Um coração que despreza a bondade de Deus está em grave perigo de se afastar do próprio Deus (1 João 4:20).
O rei então apresentou razões políticas para tratar Israel com dureza (Êxodo 1:9, 10). Ele descreveu o povo como mais forte e mais numeroso que os egípcios, embora isso não fosse verdade. Mas, tendo decidido oprimi-los, queria que fossem vistos como ameaça, um povo perigoso. A partir disso argumentou que precisavam ser controlados, ou poderiam se aliar aos inimigos do Egito em caso de guerra e se levantar contra a coroa.
Esse tem sido muitas vezes o procedimento dos perseguidores. Eles pintam o povo de Deus como prejudicial aos reis e aos países, indigno de confiança ou até de tolerância, para ter desculpa para a crueldade que planejam. O temor aqui era que Israel deixasse a terra, provavelmente porque os egípcios sabiam que eles tinham ouvido a promessa feita a seus pais, de que se estabeleceriam em Canaã. Os inimigos da igreja frequentemente tentam impedir o cumprimento das promessas de Deus, mas não conseguem. O propósito de Deus permanece firme.
Então Faraó propôs um plano para frear o crescimento de Israel: “Eia, usemos de astúcia para com eles, para que não se multipliquem”. Quando as pessoas agem perversamente, costumam chamar isso de sabedoria. Mas a loucura do pecado mais cedo ou mais tarde é desmascarada. O crescimento de Israel incomodava o Egito, assim como incomoda os poderes do mal sempre que o povo de Deus aumenta.
Como Israel havia se comportado pacificamente e não dera motivo para guerra, Faraó escolheu outro meio de enfraquecê-los. Sobrecarregou-os com pesados tributos e os reduziu à escravidão. Os israelitas parecem ter sido mais trabalhadores que os próprios egípcios, por isso Faraó os usou para construções e para o trabalho no campo, inclusive na edificação de cidades-armazéns. Tudo isso lhes foi imposto com extrema crueldade.
O texto usa diversas expressões fortes para que sintamos sua miséria. Foram colocados feitores sobre eles, não apenas para distribuir as tarefas, mas para tornar seus fardos o mais dolorosos possível. Foram obrigados a servir com dureza, e suas vidas foram tornadas amargas. Faraó provavelmente queria quebrar seus ânimos, prejudicar sua saúde e encurtar-lhes os dias, para que seu número diminuísse. Também pretendia desanimá-los de se casar, já que os filhos nasceriam para a escravidão, e levá-los a abandonar seu próprio povo e se misturar com os egípcios.
Desse modo, ele esperava apagar o nome de Israel da memória. É provável que essa opressão também tenha levado muitos israelitas à prática da idolatria egípcia, pois Josué mais tarde declara que eles serviram a outros deuses no Egito (Josué 24:14). Ezequiel afirma que Deus os advertiu de que os julgaria por isso ainda quando estavam no Egito (Ezequiel 20:8). Mesmo assim, permaneceram um povo distinto, não foram absorvidos pelos egípcios, porque Deus os preservou de forma verdadeiramente maravilhosa.
Apesar de toda essa opressão, eles não foram detidos. Quanto mais eram afligidos, tanto mais se multiplicavam, para grande pesar e frustração dos egípcios (Êxodo 1:12). Tempos de sofrimento muitas vezes têm sido tempos de crescimento para a igreja. Aquilo que é pressionado para baixo ainda assim pode crescer. O cristianismo se espalhou mais justamente quando foi perseguido, e o sangue dos mártires se tornou semente da igreja.
Os que conspiram contra o Senhor e contra o seu povo apenas desperdiçam seus esforços (Salmo 2:1). Eles acumulam mais juízo sobre si mesmos, enquanto o céu continua a acrescentar àqueles que Deus se propôs a abençoar. Nem o inferno nem a terra podem derrubar o povo que Deus escolheu para exaltar.
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Deste capítulo
Êxodo 1:1
"Estes pois são os nomes dos filhos de Israel, que entraram no Egito com Jacó; cada um entrou com sua casa:"
Êxodo 1:2
"Rúben, Simeão, Levi, e Judá;"
Êxodo 1:3
"Issacar, Zebulom, e Benjamim;"
Êxodo 1:4
"Dã e Naftali, Gade e Aser."
Êxodo 1:5
"Todas as almas, pois, que procederam dos lombos de Jacó, foram setenta almas; José, porém, estava no Egito."
Êxodo 1:6
"Faleceu José, e todos os seus irmãos, e toda aquela geração."
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