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2 Crônicas 17:1 - Significado e aplicação
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Tradução: Almeida Corrigida Fiel
" E Jeosafá, seu filho, reinou em seu lugar; e fortificou-se contra Israel. "
2 Crônicas 17:1
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
1 E Jeosafá, seu filho, reinou em seu lugar; e fortificou-se contra Israel.
2 E pôs soldados em todas as cidades fortificadas de Judá, e estabeleceu guarnições na terra de Judá, como também nas cidades de Efraim, que Asa seu pai tinha tomado.
3 E o Senhor era com Jeosafá; porque andou nos primeiros caminhos de Davi seu pai, e não buscou a Baalins.
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Aqui vemos Josafá sob três aspectos: sábio, piedoso e útil.
Ele foi sábio. Assim que subiu ao trono, fortaleceu-se contra Israel (2 Crônicas 17:1). Acabe, o rei de Israel ativo e guerreiro, já estava havia três anos no trono. Judá provavelmente começava a se enfraquecer, enquanto Israel se tornava mais forte e mais ameaçador. Por isso, a primeira tarefa de Josafá foi manter sua posição e conter o crescimento de Israel. Ele fez isso tão bem, e sem guerra, que logo Acabe passou a desejar sua amizade. No fim, porém, Acabe se mostrou mais perigoso como amigo do que poderia ter sido como inimigo.
Josafá não se fortaleceu atacando Israel nem invadindo-o. Ele apenas trabalhou para proteger o seu próprio reino, fortificando as cidades fronteiriças e colocando guarnições mais fortes, isto é, guardas militares, nas cidades de Efraim que ele controlava (2 Crônicas 17:2). Não confiou em aliança com o rei da Síria, como seu pai fizera. Em vez disso, usou meios justos e adequados, do tipo que ele podia esperar que Deus abençoasse.
Ele também era um homem bom. O texto diz que ele andou nos caminhos de Davi, seu pai. Na Escritura, os caminhos de Davi frequentemente são usados como padrão para avaliar os reis (1 Reis 15:3, 1 Reis 15:11; 2 Reis 14:3; 2 Reis 16:2; 2 Reis 18:3). Mas aqui o contraste é especialmente forte entre os primeiros e os últimos anos de Davi. Antes do seu pecado com Urias, os caminhos de Davi eram bons, embora ele nunca tenha recuperado plenamente a paz e a firmeza que perdeu naquela queda.
Josafá seguiu Davi até onde Davi seguiu a Deus, e não além disso. Esse é o verdadeiro critério para a imitação. O próprio Paulo disse: “Sede meus imitadores, como também eu de Cristo”, ou seja, somente enquanto ele mesmo estivesse seguindo a Cristo (1 Coríntios 11:1). Muitos servos de Deus tiveram seus melhores dias no começo, quando o primeiro amor era o mais fervoroso. Ao imitarmos outros, devemos escolher neles o que há de melhor, não o que há de pior. A expressão também pode significar que Josafá andou nos primeiros e antigos caminhos de Davi, os caminhos mais antigos e puros, antes que entrassem corrupções posteriores. Isso se harmoniza com o chamado: “Perguntai pelas veredas antigas” (Jeremias 6:16).
Ele buscou o Senhor Deus de seu pai e não os baalins, os falsos deuses locais (2 Crônicas 17:3, 2 Crônicas 17:4). As nações em redor de Judá tinham muitos baalins e muitos sistemas de idolatria, mas ele rejeitou todos. Adorou somente o Senhor, orou somente a Ele e para Ele somente olhou. Buscar a Deus inclui tanto a oração quanto uma dependência refletida e consciente dEle.
Ele também andou nos mandamentos de Deus, isto é, não apenas adorou o verdadeiro Deus, mas O adorou da forma que Deus havia determinado, e não segundo os costumes de Israel (2 Crônicas 17:4). Embora o rei de Israel vivesse perto e até fosse seu aliado em assuntos civis, Josafá não o seguiu na religião. Manteve-se fiel à regra de Deus.
Seu coração se exaltou nos caminhos do Senhor, ou, em outras palavras, ele colocou todo o seu coração na obra de Deus (2 Crônicas 17:6). Seu culto era sincero. Seu coração se alargou para o que era bom (Salmo 119:32). Ele nunca pensou ter feito o suficiente para Deus. Era vivo, caloroso e zeloso na religião. Serviu ao Senhor com coragem e alegria, e avançou com confiança, como Jacó depois da visão em Betel, que “levantou os seus pés”, isto é, prosseguiu com novo vigor (Gênesis 29:1). Não deixou que as dificuldades o detivessem. Elevou-se acima dos obstáculos do dever e não se deixou amedrontar pelos ventos e nuvens que podem impedir alguém de semear e colher (Eclesiastes 11:4).
Ele também foi um rei útil, e não apenas um homem piedoso. Fez o bem à sua geração, e fez muito bem. Removeu o falso culto, inclusive os altos e os bosques, que eram lugares usados para idolatria (2 Crônicas 17:6). Isso não quer dizer que tenha removido todos os altos usados para o culto ao verdadeiro Deus, pois alguns permaneceram (2 Crônicas 20:33). Ele aboliu somente a idolatria. Nada havia prejudicado tanto a nação quanto aqueles bosques idólatras e imagens, que o profeta chama de “mestres de mentiras” (Habacuque 2:18).
Ele também enviou mestres da verdade. Ao observar o estado religioso do povo, ele os encontrou em geral ignorantes. Eles nem sabiam que faziam o mal. Mesmo no último bom reinado, tinha havido pouco esforço para ensiná-los quanto ao seu dever. Assim, Josafá começou pelo ponto certo. Tratou-os como pessoas que pensam, não como se devessem ser conduzidas cegamente, nem mesmo numa reforma. Ele desejava que fossem bem instruídos, pois esse era o caminho para que fossem bem corrigidos.
Ele usou seus príncipes nessa obra. Enviou os que estavam perto dele, e também os que viviam no interior, para ensinarem nas cidades de Judá (2 Crônicas 20:7). Ordenou-lhes que, ao julgar o povo, não apenas corrigissem o que estava errado, mas também ensinassem o que era melhor e explicassem a diferença entre o certo e o errado. Juízes e governantes têm grande oportunidade de ensinar ao povo o seu dever para com Deus e uns para com os outros. Isso faz parte do seu chamado, pois as leis de Deus devem ser tratadas como leis do próprio país.
Os levitas e sacerdotes foram com os príncipes e ensinaram em Judá, levando consigo o livro da lei (2 Crônicas 17:8, 2 Crônicas 17:9). Ensinar fazia parte de seu ofício (Deuteronômio 33:10). Era uma das razões pelas quais eram sustentados. Os sacerdotes e levitas tinham pouco mais o que fazer, mas, ao que parece, haviam negligenciado esse dever, talvez dizendo que o povo não lhes daria ouvidos.
Josafá, em essência, disse: “Vocês irão com os príncipes e eles, usando sua autoridade, exigirão que o povo venha ouvi-los. Se o povo não for bem instruído, a culpa será de vocês.” Grande bem pode ser feito quando Moisés e Arão, isto é, governantes civis e ministros, trabalham juntos dessa forma. Quando os príncipes usam seu poder e os sacerdotes e levitas usam seu conhecimento das Escrituras, o povo pode ser instruído no verdadeiro conhecimento de Deus e de seu dever.
Esses juízes itinerantes e pregadores itinerantes trabalharam juntos para espalhar uma bendita luz pelas cidades de Judá. O texto também diz que levavam consigo o livro da lei do Senhor. Eles o tinham, primeiro, para sua própria orientação, para que tudo o que ensinassem viesse dali, e não de ideias humanas. E o tinham, em segundo lugar, para convencer o povo, para que este pudesse ver que a mensagem vinha de Deus e não dos homens. Ministros, ao saírem para ensinar, devem sempre ter a Escritura consigo.
Josafá também foi um homem muito bem-aventurado, porque Deus claramente o aprovou e o abençoou. O Senhor era com ele (2 Crônicas 17:3) e, como diz o Targum caldeu, a palavra do Senhor o ajudava. O Senhor firmou o reino na sua mão (2 Crônicas 17:5). Permanecem firmes aqueles que têm a presença de Deus com eles. Se a formosura do Senhor nosso Deus estiver sobre nós, Ele estabelecerá a obra das nossas mãos e nos manterá firmes no que é reto.
Ele também foi feliz no amor do seu povo (2 Crônicas 17:5). Todo o Judá lhe trazia presentes, demonstrando gratidão por sua bondade em lhes enviar mestres. Quanto mais verdadeira religião há em um povo, tanto mais provável é que seja leal. Um governo que cumpre bem sua função será apoiado. Como Deus favorecia tanto a ele quanto ao seu reino, ele teve grande riqueza e honra. É uma realidade certa, embora muitos não creiam, que a verdadeira religião e a piedade são as melhores amigas da prosperidade exterior.
Observe ainda o que se segue: seu coração se exaltou nos caminhos do Senhor. Para muitas pessoas, riquezas e honra se tornam um peso e um obstáculo no seguimento a Deus. Conduzem ao orgulho, à acomodação e a prazeres pecaminosos. Mas, no caso de Josafá, o efeito foi o oposto. Sua riqueza o ajudou a mover-se com mais liberdade na obediência, como óleo nas engrenagens. Quanto mais riquezas possuía, mais seu coração se elevava nos caminhos do Senhor.
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Deste capítulo
2 Crônicas 17:2
"E pôs soldados em todas as cidades fortificadas de Judá, e estabeleceu guarnições na terra de Judá, como também nas cidades de Efraim, que Asa seu pai tinha tomado."
2 Crônicas 17:3
"E o Senhor era com Jeosafá; porque andou nos primeiros caminhos de Davi seu pai, e não buscou a Baalins."
2 Crônicas 17:4
"Antes buscou ao Deus de seu pai, andou nos seus mandamentos, e não segundo as obras de Israel."
2 Crônicas 17:5
"E o Senhor confirmou o reino na sua mão, e todo o Judá deu presentes a Jeosafá, o qual teve riquezas e glória em abundância."
2 Crônicas 17:6
"E exaltou-se o seu coração nos caminhos do Senhor e, ainda mais, tirou os altos e os bosques de Judá."
2 Crônicas 17:7
"E no terceiro ano do seu reinado enviou ele os seus príncipes, a Bene-Hail, a Obadias, a Zacarias, a Natanael e a Micaías, para ensinarem nas cidades de Judá."
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