Versículo em destaque
Eclesiastes 2:12 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Almeida Corrigida Fiel
" Então passei a contemplar a sabedoria, e a loucura e a estultícia. Pois que fará o homem que seguir ao rei? O mesmo que outros já fizeram. "
Eclesiastes 2:12
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
10 E tudo quanto desejaram os meus olhos não lhes neguei, nem privei o meu coração de alegria alguma; mas o meu coração se alegrou por todo o meu trabalho, e esta foi a minha porção de todo o meu trabalho.
11 E olhei eu para todas as obras que fizeram as minhas mãos, como também para o trabalho que eu, trabalhando, tinha feito, e eis que tudo era vaidade e aflição de espírito, e que proveito nenhum havia debaixo do sol.
12 Então passei a contemplar a sabedoria, e a loucura e a estultícia. Pois que fará o homem que seguir ao rei? O mesmo que outros já fizeram.
13 Então vi eu que a sabedoria é mais excelente do que a estultícia, quanto a luz é mais excelente do que as trevas.
14 Os olhos do homem sábio estão na sua cabeça, mas o louco anda em trevas; então também entendi eu que o mesmo lhes sucede a ambos.
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Salomão havia experimentado o estudo, depois os prazeres dos sentidos, e depois tentou juntar os dois. Aqui ele compara essas coisas e emite seu juízo. Ele volta a considerar a sabedoria e a loucura, embora já tivesse refletido sobre elas antes (Eclesiastes 1:17). Ele quer um segundo exame, para ver se uma nova revisão lhe traria mais satisfação do que a primeira.
Ele já estava cansado do prazer, quase enojado dele, então se afastou e voltou ao estudo. Se, depois desse novo olhar, o seu juízo permanecesse o mesmo, o veredito estaria confirmado. Quem poderia vir depois do rei e fazer melhor, sobretudo um rei como Salomão, que tinha grande riqueza e grande sabedoria para realizar esse “experimento”? Ninguém deveria esperar encontrar mais neste mundo do que Salomão encontrou, nem aprender mais sobre a vida moral do que ele aprendeu.
Disso deveríamos aprender a não pensar demais de nós mesmos, como se pudéssemos melhorar aquilo que mentes mais capazes já fizeram. Devemos honrar o trabalho de outros e reconhecer o quanto lhes devemos (João 4:37-38). Também devemos aceitar o juízo de Salomão a respeito do mundo e não ficar tentando repetir sua experiência. Não podemos igualar suas vantagens, sua concentração nem a segurança com que pôde fazer seus testes.
Salomão então concede à sabedoria uma clara vantagem sobre a loucura. Ele não pretende zombar da sabedoria nem elogiar a loucura, como se estivesse fazendo uma brincadeira em sua honra. Ele está falando a verdade com seriedade, e por isso toma cuidado para não ser mal-entendido. Ele afirma que logo percebeu que a sabedoria é maior do que a loucura, assim como a luz é maior do que as trevas.
Os prazeres da sabedoria não fazem uma pessoa verdadeiramente feliz, mas são muito melhores do que os prazeres do vinho e de uma vida insensata. A sabedoria ilumina a mente. Ela revela coisas surpreendentes e dá direção necessária para o bom governo de si mesmo. Mas a vida entregue aos sentidos, que parece ser a loucura em vista aqui, escurece a mente como um eclipse. Ela cega as pessoas, faz com que tropecem e percam o caminho.
Ainda que sabedoria e conhecimento não tornem uma pessoa bem-aventurada no sentido mais elevado, pois Paulo mostra um caminho ainda mais excelente, que é a graça, eles são, mesmo assim, muito melhores do que não ter sabedoria alguma. Ajudam na segurança, no consolo e na utilidade nesta vida. “Os olhos do sábio estão na sua cabeça” (Eclesiastes 2:14), onde devem estar. Ele enxerga o perigo antes que chegue e percebe boas oportunidades. Não fica procurando sua razão justamente na hora em que precisa dela. Está atento, sabe onde pisar e sabe quando parar.
O insensato anda em trevas. Vive se perdendo ou se enfiando em problemas. Não sabe para onde ir, nem consegue seguir adiante com segurança. A pessoa cuidadosa e refletida administra bem seus negócios e anda com firmeza. Mas a pessoa precipitada, ignorante e tola segue fazendo más escolhas, tropeçando de problema em problema. Seus planos e negócios são insensatos, e isso o leva à ruína. Portanto, devemos buscar sabedoria e entendimento.
Ainda assim, Salomão diz que, quanto à felicidade duradoura, a sabedoria deste mundo oferece muito pouca vantagem. Sábios e tolos muitas vezes passam pelas mesmas coisas. O sábio pode ter mais prudência e melhor juízo, mas muitas vezes os acontecimentos se desenrolam da mesma forma para ambos. “Uma mesma coisa sucede a todos” (Eclesiastes 2:14). A pessoa cuidadosa ainda assim adoece, e a pessoa desconfiada ainda assim pode ser enganada.
Davi já havia dito que os sábios morrem e têm o mesmo fim comum que os tolos e brutais (Salmo 49:12). Veja também Eclesiastes 9:11. Há muito tempo se observa que a sorte muitas vezes parece favorecer os tolos, e que pessoas pouco refletidas às vezes prosperam mais do que aquelas que planejam melhor. A mesma enfermidade, a mesma espada, atingem tanto o sábio quanto o tolo.
Salomão aplica essa verdade humilhante a si mesmo (Eclesiastes 2:15). Embora fosse sábio, não devia se gloriar em sua sabedoria. Ele diz a si mesmo que o que sucede ao tolo sucede também a ele, até a ele. A ideia é expressa de forma muito enfática. Se um tolo adoece ou cai, ele também está sujeito ao mesmo. Sua riqueza e sabedoria não o protegerão disso. Então, por que pensar que era mais sábio? Por que ter tanto trabalho para adquirir sabedoria, se ela ajuda tão pouco nesta vida? Ele conclui que isso também é vaidade, vazio, incapaz de proporcionar ganho duradouro.
Alguns entendem essas palavras como uma correção de um pensamento anterior, como se ele estivesse dizendo que era tolice colocar sábios e tolos no mesmo nível. Mas, quanto ao desfecho da vida, eles de fato parecem iguais. Assim, isso é na verdade uma confirmação do que ele já havia dito: alguém pode ser profundamente sábio e habilidoso, e ainda assim não ser um homem feliz.
Sábios e tolos também são igualmente esquecidos (Eclesiastes 2:16). Não há lembrança duradoura do sábio mais do que do tolo. Aos justos é prometida memória eterna, e o seu nome será abençoado. Eles logo resplandecerão como as estrelas. Mas não existe promessa semelhante para a sabedoria deste mundo. A sabedoria mundana não preserva o nome de uma pessoa. Só os nomes escritos nos céus permanecem; os nomes dos sábios segundo o mundo jazem no pó junto com os dos tolos.
O que está acontecendo agora será esquecido nos dias futuros. Aquilo que foi muito comentado em uma geração pode ser como se nunca tivesse acontecido na geração seguinte. Novas pessoas e novos eventos empurram os antigos para fora da memória. Em pouco tempo, eles passam a ser vistos com desdém e depois são enterrados em completo esquecimento. “Onde está o sábio? Onde está o escriba deste mundo?” (1 Coríntios 1:20). Por isso Salomão pergunta: como morre o sábio? Do mesmo modo que o tolo.
Há grande diferença entre a morte de uma pessoa piedosa e a morte de uma pessoa ímpia. Mas não há diferença clara, aos olhos do mundo, entre a morte de um sábio e a de um tolo. O tolo é sepultado e logo esquecido (Eclesiastes 8:10), e as pessoas não se lembraram do pobre que, com sua sabedoria, salvou a cidade (Eclesiastes 9:15). Nesse sentido, a sepultura é um lugar de esquecimento para ambos.
Até mesmo pessoas sábias e instruídas, depois de algum tempo no túmulo, quando já não são vistas, vão se apagando da memória. Surge uma nova geração que nunca as conheceu.
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Deste capítulo
Eclesiastes 2:1
"Disse eu no meu coração: Ora vem, eu te provarei com alegria; portanto goza o prazer; mas eis que também isso era vaidade."
Eclesiastes 2:2
"Ao riso disse: Está doido; e da alegria: De que serve esta?"
Eclesiastes 2:3
"Busquei no meu coração como estimular com vinho a minha carne (regendo porém o meu coração com sabedoria), e entregar-me à loucura, até ver o que seria melhor que os filhos dos homens fizessem debaixo do céu durante o número dos dias de sua vida."
Eclesiastes 2:4
"Fiz para mim obras magníficas; edifiquei para mim casas; plantei para mim vinhas."
Eclesiastes 2:5
"Fiz para mim hortas e jardins, e plantei neles árvores de toda a espécie de fruto."
Eclesiastes 2:6
"Fiz para mim tanques de águas, para regar com eles o bosque em que reverdeciam as árvores."
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