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Eclesiastes 1:9 - Significado e aplicacao

Entenda como este versiculo fala com o que voce esta vivendo e como aplica-lo hoje

Traducao: Almeida Corrigida Fiel

" O que foi, isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se fará; de modo que nada há de novo debaixo do sol. "

Eclesiastes 1:9

menu_book Versiculo no contexto

7

Todos os rios vão para o mar, e contudo o mar não se enche; ao lugar para onde os rios vão, para ali tornam eles a correr.

8

Todas as coisas são trabalhosas; o homem não o pode exprimir; os olhos não se fartam de ver, nem os ouvidos se enchem de ouvir.

9

O que foi, isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se fará; de modo que nada há de novo debaixo do sol.

10

Há alguma coisa de que se possa dizer: Vê, isto é novo? Já foi nos séculos passados, que foram antes de nós.

11

Já não há lembrança das coisas que precederam, e das coisas que hão de ser também delas não haverá lembrança, entre os que hão de vir depois.

auto_stories Comentario Bible Guided

Duas coisas costumam dar grande prazer às pessoas e fazê‑las sentir‑se importantes no mundo: a novidade do que fazem e a ideia de que suas obras serão lembradas. Salomão mostra que essas duas esperanças são enganosas.

Em primeiro lugar, as pessoas valorizam a novidade, a ideia de que algo nunca foi conhecido antes. Gostamos de pensar que nossa época fez um progresso especial em conhecimento, habilidade, negócios ou na forma de desfrutar as riquezas. Ideias antigas são facilmente colocadas de lado, e muitos se vangloriam de novas modas, novas teorias, novos métodos e novas expressões. Mas isso é um engano. “Nada há de novo debaixo do sol” (Eclesiastes 1:9). O versículo reforça o ponto em forma de pergunta, como se dissesse: “Alguém pode apontar para alguma coisa e, com admiração, dizer: ‘Veja, isto é novo’?”. Assim, desafia aqueles que exaltam o saber do presente acima do saber das épocas anteriores.

Se alguém indicar algo que considera novo, talvez não consigamos provar, pelos registros, que já existia antes. Ainda assim, temos bons motivos para pensar que algo semelhante já esteve aqui há muito tempo, antes de nós. No mundo da natureza, o que nos parece novo não é verdadeiramente novo. Deus terminou suas obras desde a fundação do mundo (Hebreus 4:3). Os céus são antigos, a terra permanece, e as forças da natureza continuam atuando por meio dos mesmos elos e causas de sempre.

No mundo da providência, isto é, no modo como Deus governa os acontecimentos humanos, o padrão não é tão uniforme quanto na natureza. Ainda assim, em geral, é a mesma coisa se repetindo. O coração humano, e o pecado que habita nele, continuam os mesmos. Os desejos, planos e queixas das pessoas também são os mesmos. O modo como Deus lida com os homens segue linhas bem conhecidas, de modo que grande parte da vida é repetição. Coisas que nos espantam não precisariam nos surpreender, porque já houve, outras vezes, os mesmos tipos de ganhos repentinos, perdas, reviravoltas e mudanças. As aflições da vida humana sempre foram muito parecidas, e as pessoas continuam andando em círculo, como o sol e o vento, que parecem sempre retornar ao ponto de partida.

O objetivo é mostrar a insensatez de quem corre atrás de novidades, imagina tê‑las descoberto e depois se orgulha disso. Cansamo‑nos do que é antigo e ansiamos por algo diferente. Israel se cansou do maná, e os atenienses gostavam de contar ou ouvir alguma coisa nova. Mas aquilo que louvamos como novo costuma ser apenas uma repetição do que já existiu. Tatiano, o assírio, disse aos gregos que as artes de que se vangloriavam vinham de povos que eles chamavam de incivilizados. Seu ponto era claro: não se deve chamar de invenção aquilo que, na verdade, é simples imitação.

Esse ensino também nos afasta da expectativa de encontrar felicidade duradoura nas coisas criadas. Por que deveríamos buscá‑la ali, se ninguém antes de nós a encontrou nessas coisas? Por que imaginar que o mundo nos tratará melhor do que tratou os que vieram antes, se ele não tem nada novo a oferecer? “Vossos pais comeram o maná no deserto e morreram” (João 6:49). A mesma lição aparece em (João 8:8–9).

Em segundo lugar, as pessoas se agradam com a ideia de que suas realizações serão lembradas. Esperam que seus nomes continuem vivos, que as gerações futuras elogiem o que fizeram, as honras que conquistaram e as riquezas que acumularam. Imaginam que suas casas durarão para sempre (Salmo 49:11). Mas essa também é uma falsa esperança. Quantas pessoas e quantas coisas pareceram muito grandes em seu tempo, e agora ninguém mais se lembra delas? Foram sepultadas no esquecimento.

Às vezes, uma pessoa ou um fato marcante encontra um historiador cuidadoso e acaba registrado, enquanto muitos outros, igualmente notáveis, são deixados de fora. Portanto, é de se esperar que até coisas que as pessoas julgam dignas de memória para o futuro acabem sendo perdidas ou ignoradas.

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