Versículo em destaque
Eclesiastes 1:4 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Almeida Corrigida Fiel
" Uma geração vai, e outra geração vem; mas a terra para sempre permanece. "
Eclesiastes 1:4
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
2 Vaidade de vaidades, diz o pregador, vaidade de vaidades! Tudo é vaidade.
3 Que proveito tem o homem, de todo o seu trabalho, que faz debaixo do sol?
4 Uma geração vai, e outra geração vem; mas a terra para sempre permanece.
5 Nasce o sol, e o sol se põe, e apressa-se e volta ao seu lugar de onde nasceu.
6 O vento vai para o sul, e faz o seu giro para o norte; continuamente vai girando o vento, e volta fazendo os seus circuitos.
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Salomão mostra aqui por que tudo o que está debaixo do sol é vazio e incapaz de nos tornar realmente felizes. Primeiro, nosso tempo de desfrutar dessas coisas é muito curto, como o dia de um trabalhador contratado. Permanecemos neste mundo apenas por uma geração, e essa geração vai passando para dar lugar à seguinte. Nossos bens terrenos chegaram até nós há pouco tempo, vindos de outros, e logo os deixaremos para outros; por isso, são vazios e incapazes de durar. Eles não podem ser mais sólidos do que a vida que os sustenta, e a própria vida é só uma neblina que aparece por um pouco e logo se dissipa.
Enquanto a vida humana flui, como um rio, cada pessoa tem apenas uma pequena parte de suas margens agradáveis. Podemos agradecer a Deus pelo constante suceder de gerações, pois ele tem mantido o mundo assim até hoje, por sua paciência com os pecadores e por seu poder em preservar pessoas mortais. Isso também deve nos mover a cumprir fielmente a obra da nossa própria geração, porque nosso tempo em breve terminará. E, se nos importamos com a humanidade como um todo, devemos buscar o bem das gerações que virão depois de nós. Mas não devemos esperar que nossa felicidade caiba em limites tão estreitos; precisamos buscar um descanso eterno e uma estabilidade duradoura.
Em segundo lugar, quando deixamos este mundo, deixamos a terra para trás. A terra permanece onde está, e por isso as coisas terrenas não podem nos ajudar na vida futura. É bom, para o conjunto da humanidade, que a terra permaneça até o fim dos tempos, quando ela e todas as suas obras serão queimadas. Mas isso não ajuda nenhuma pessoa em particular quando ela passa para o mundo espiritual.
Em terceiro lugar, a condição do ser humano, nesse ponto, é pior do que a das criaturas inferiores. A terra permanece, mas o homem fica sobre ela apenas por pouco tempo. O sol se põe toda noite, mas volta a nascer pela manhã, tão brilhante como antes. Os ventos, embora mudem de direção, continuam sempre soprando em algum lugar. As águas que correm para o mar, pela superfície, voltam dele por caminhos ocultos. Mas o homem se deita e não torna a se levantar nesta vida (Jó 14:7, Jó 14:12).
Em quarto lugar, tudo neste mundo está em movimento e mudança, sempre trabalhando e nunca descansando. Nada é firme, a não ser a própria inconstância. O sol está sempre em seu curso, nunca parando. Ele nasce apenas para se apressar em direção ao ocaso, e quando se põe, se apressa de novo para nascer (Eclesiastes 1:5). Os ventos continuam mudando de rumo (Eclesiastes 1:6), e as águas se movem num ciclo constante (Eclesiastes 1:7). Seria tão prejudicial para elas ficarem paradas quanto é para o sangue parar de circular no corpo. Como, então, poderíamos esperar descanso em um mundo em que tudo é cheio de trabalho (Eclesiastes 1:8), num mar que está sempre subindo e descendo, com ondas que jamais cessam?
Em quinto lugar, embora tudo esteja em movimento, acaba voltando ao ponto de partida. O sol percorre seu circuito, mas retorna ao mesmo lugar. O vento gira até voltar ao mesmo ponto, e as águas retornam à fonte de onde saíram. Do mesmo modo, uma pessoa pode empregar grande esforço na busca de satisfação nas coisas criadas e, ainda assim, terminar tão distante da verdadeira felicidade quanto no começo. A mente humana é tão inquieta em suas buscas quanto o sol, os ventos e os rios, mas nunca fica satisfeita ou contente. Quanto mais do mundo ela possui, mais ela deseja. Mal é cheia de prosperidade exterior, de correntes de conforto e abundância (Jó 20:17), e não está mais satisfeita do que o mar está cheio com os rios que nele desembocam. Continua sendo o que era: um mar agitado, que não pode descansar.
Em sexto lugar, as coisas neste mundo continuam como vêm acontecendo desde o princípio da criação (2 Pedro 3:4). A terra permanece em seu lugar. O sol, os ventos e os rios seguem o mesmo curso de sempre. Portanto, se nunca foram suficientes para tornar alguém feliz, não é provável que venham a ser agora, pois só podem oferecer o mesmo tipo de conforto que sempre ofereceram. Precisamos, então, olhar acima do sol, em busca de verdadeira satisfação e de um novo mundo.
Em sétimo lugar, este mundo é, em seu melhor estado, um lugar cansativo. Tudo é vaidade, porque tudo é cheio de trabalho. Toda a criação foi sujeita a essa frustração desde que o homem foi sentenciado a comer o pão com o suor do seu rosto. Se olharmos para toda a criação, vemos que tudo está ocupado. Cada coisa tem trabalho suficiente apenas para manter o seu próprio lugar. Nada aqui pode ser a verdadeira porção ou felicidade de uma pessoa. Todas as coisas trabalham para servir o homem, mas nenhuma delas pode ser uma companhia adequada para ele. Ninguém consegue descrever plenamente o quanto tudo é cheio de fadiga, nem contar tudo o que é trabalhoso, nem medir todo esse esforço.
Em oitavo lugar, nossos sentidos nunca ficam totalmente satisfeitos, e as coisas que os agradam também não saciam de fato. Salomão menciona os sentidos mais fáceis de serem desfrutados e os menos cansativos de usar. O olho não se farta de ver; ele se cansa da mesma paisagem e deseja coisas novas e variedade. O ouvido se alegra, a princípio, em ouvir um cântico ou melodia agradável, mas logo se enfada e precisa de outra coisa. Ambos os sentidos ficam sobrecarregados, mas nenhum fica contente. O que antes era prazeroso torna-se cansativo. A curiosidade continua pedindo, porque permanece insatisfeita; e quanto mais é alimentada, mais exigente e difícil de agradar se torna, clamando sempre: “Quero mais”.
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Deste capítulo
Eclesiastes 1:1
"Palavras do pregador, filho de Davi, rei em Jerusalém."
Eclesiastes 1:2
"Vaidade de vaidades, diz o pregador, vaidade de vaidades! Tudo é vaidade."
Eclesiastes 1:3
"Que proveito tem o homem, de todo o seu trabalho, que faz debaixo do sol?"
Eclesiastes 1:5
"Nasce o sol, e o sol se põe, e apressa-se e volta ao seu lugar de onde nasceu."
Eclesiastes 1:6
"O vento vai para o sul, e faz o seu giro para o norte; continuamente vai girando o vento, e volta fazendo os seus circuitos."
Eclesiastes 1:7
"Todos os rios vão para o mar, e contudo o mar não se enche; ao lugar para onde os rios vão, para ali tornam eles a correr."
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