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Deuteronômio 7:12 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Almeida Corrigida Fiel

" Será, pois, que, se ouvindo estes juízos, os guardardes e cumprirdes, o Senhor teu Deus te guardará a aliança e a misericórdia que jurou a teus pais; "

Deuteronômio 7:12

menu_book Versículo no contexto

10 E retribui no rosto qualquer dos que o odeiam, fazendo-o perecer; não será tardio ao que o odeia; em seu rosto lho pagará.

11 Guarda, pois, os mandamentos e os estatutos e os juízos que hoje te mando cumprir.

12 Será, pois, que, se ouvindo estes juízos, os guardardes e cumprirdes, o Senhor teu Deus te guardará a aliança e a misericórdia que jurou a teus pais;

13 E amar-te-á, e abençoar-te-á, e te fará multiplicar; abençoará o fruto do teu ventre, e o fruto da tua terra, o teu grão, e o teu mosto, e o teu azeite, e a criação das tuas vacas, e o rebanho do teu gado miúdo, na terra que jurou a teus pais dar-te.

14 Bendito serás mais do que todos os povos; não haverá estéril entre ti, seja homem, seja mulher, nem entre os teus animais.

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auto_stories Comentário Bible Guided

Aqui, a advertência contra a idolatria é repetida, junto com a advertência para não ter comunhão com idólatras. “Destruirás, pois, a todos os povos que te der o Senhor teu Deus; o teu olho não os poupará; e não servirás a seus deuses” (Deuteronômio 7:16). Se apreciamos a companhia de pessoas que praticam o mal, corremos o perigo de participar de suas obras de trevas. Moisés também repete a ordem de destruir os ídolos (Deuteronômio 7:25, 26).

Os ídolos que as nações adoravam eram odiosos para Deus, portanto deviam ser odiosos também para Israel. Quem de fato ama a Deus odiará aquilo que ele odeia. Observe como isso é afirmado com força: deviam “detestar” e “abominar” completamente aqueles ídolos. Também nós devemos ter uma santa indignação contra o pecado, essa coisa terrível que o Senhor odeia. Eles não deviam guardar a prata ou o ouro dos ídolos por ganância, como se fosse desperdício destruí-los. Acã pagou caro por tomar para si aquilo que Deus havia destinado à destruição.

Eles também não deviam conservar os ídolos por curiosidade, como se fossem belas peças para pendurar em casa ou guardar como relíquias antigas. Não; o lugar deles era o fogo. Duas razões são dadas. Primeiro, para que não caíssem em laço por meio deles, isto é, para que não viessem, aos poucos, a apreciar e respeitar aquilo que deveriam odiar. Segundo, para que não se tornassem eles próprios objetos malditos, como os ídolos (Deuteronômio 7:25, 26). Tudo o que nos leva a um laço também nos põe debaixo de maldição.

Em seguida, Moisés fala longamente sobre a bênção de Deus em caso de obediência. A forma rica e insistente com que ele descreve isso mostra o quanto Deus deseja que seu povo lhe seja fiel, e como isso é bom para nós. Deus dá toda a garantia de que, se eles cumprirem sinceramente sua parte na aliança, ele certamente cumprirá a dele. “O Senhor teu Deus te guardará a aliança e a misericórdia que jurou a teus pais” (Deuteronômio 7:12). Se permanecermos firmes no nosso dever, podemos confiar que a misericórdia de Deus também permanecerá firme.

Se eles amarem a Deus, o servirem e se consagrarem a ele com suas famílias, Deus os amará, os abençoará e grandemente os multiplicará (Deuteronômio 7:13, 14). Que mais poderiam desejar para a verdadeira felicidade? Ele os amará. Deus nos amou primeiro (1 João 4:10), e se retribuímos esse amor com devoção obediente, podemos esperar que esse amor continue (João 14:21). Ele os abençoará com sinais do seu favor acima de todos os povos. Se se colocarem à parte em serviço consagrado, Deus os honrará com bênçãos especiais. Ele também os multiplicará. O aumento foi a antiga bênção para encher a terra (Gênesis 1:28; 9:1) e aqui significa encher Canaã, aquele pequeno mundo à parte. Suas famílias e seus bens cresceriam juntos. Não teriam propriedades sem herdeiros, nem herdeiros sem sustento, mas desfrutariam de filhos e provisão ao mesmo tempo.

Se se mantivessem livres dos ídolos e das práticas do Egito, Deus os manteria livres das enfermidades do Egito (Deuteronômio 7:15). Isso parece incluir não apenas as pragas que ajudaram a libertá-los, mas também outras doenças graves comuns no Egito, que Deus havia usado para castigar os pecados daquela nação. As doenças servem aos propósitos de Deus e vão aonde ele as envia. Assim, é bom para a saúde do corpo afastar-se do pecado da alma.

Se destruíssem as nações condenadas, então, de fato, poderiam destruí-las, e ninguém poderia resistir a eles. O dever deles também era a sua vantagem: “Consumirás a todos os povos que te der o Senhor teu Deus” (Deuteronômio 7:16). E a promessa é que “o Senhor teu Deus, porá estes diante de ti, e os fará morrer” (Deuteronômio 7:23). Do mesmo modo, somos ordenados a não deixar o pecado reinar em nós, a não lhe dar lugar nem o favorecer, mas a odiá-lo e combatê-lo. Então Deus prometeu que o pecado não terá domínio sobre nós (Romanos 6:12, 14) e que seremos mais que vencedores sobre ele.

Como a conquista de Canaã parecera difícil e incerta para os pais deles, Moisés os fortalece contra tudo o que poderia desanimá-los. Ele lhes diz para não temer o inimigo, e repete essa advertência (Deuteronômio 7:18, 21). Eles não deviam se perturbar diante do número e da força dos adversários. Não deviam dizer: “Estas nações são mais numerosas do que eu; como as poderei lançar fora?” (Deuteronômio 7:17). Costumamos pensar que o exército maior deve vencer, mas Moisés lembra a Israel como Deus destruiu Faraó e todo o poder do Egito (Deuteronômio 7:18, 19). Eles tinham visto os grandes sinais e maravilhas pelos quais Deus os tirou do Egito. Disso podiam concluir facilmente que ele também poderia expulsar os cananeus. Ele já fizera a obra maior; certamente podia fazer a menor. E se havia tirado Israel do Egito, não os abandonaria antes de introduzi-los em Canaã. Aquele que começara a boa obra a completaria.

Eles também não deviam se desanimar por causa da própria fraqueza. Deus enviaria até vespas ou animais semelhantes, conforme alguns entendem, para ajudá-los (Deuteronômio 7:20). Essas criaturas provavelmente seriam maiores do que o comum e aterrorizariam e incomodariam os cananeus, talvez até matando muitos, de modo que Israel pudesse vencer exércitos muito maiores do que o seu. Deus castigara o Egito com moscas, mas Canaã com vespas. Aqueles que não aprendem com juízos mais leves sobre outros podem enfrentar sobre si juízos mais pesados. Contudo, o maior consolo de Israel era este: Deus estava no meio deles, Deus grande e temível (Deuteronômio 7:21). Se Deus é conosco, não precisamos temer o que qualquer criatura possa fazer contra nós.

Eles também não deviam se desanimar se a conquista avançasse lentamente. Os cananeus não seriam expulsos de uma vez, mas pouco a pouco (Deuteronômio 7:22). Não devemos pensar que, porque o livramento da igreja ou a derrota de seus inimigos não acontece de imediato, nunca acontecerá.

Deus fará sua própria obra à sua maneira e no seu tempo, e podemos estar certos de que o seu modo é o melhor. Do mesmo modo, a corrupção no coração dos crentes é expulsa pouco a pouco. A obra da santificação, isto é, de sermos tornados santos, avança gradualmente, mas no fim Deus levará esse julgamento até a vitória completa.

A razão dada aqui, como em (Êxodo 23:29-30), é: “para que as feras do campo se não multipliquem contra ti”. Deus deu a terra aos seres humanos; assim, era melhor que alguns cananeus permanecessem até que Israel se tornasse numeroso o bastante para encher a terra, do que deixá-la se tornar um lugar de feras selvagens, um lar para animais do deserto (Isaías 34:13-14). Deus poderia ter impedido esse perigo vindo dos animais (Levítico 26:6), mas o orgulho, a comodidade excessiva e outros pecados que frequentemente brotam de uma prosperidade estável eram ainda mais perigosos. Esses pecados teriam mais probabilidade de se multiplicar entre eles do que as feras do campo (Juízes 3:1, 3:4).

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