Versículo em destaque

Deuteronômio 26:1 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Almeida Corrigida Fiel

" E será que, quando entrares na terra que o SENHOR teu Deus te der por herança, e a possuíres, e nela habitares, "

Deuteronômio 26:1

menu_book Versículo no contexto

1 E será que, quando entrares na terra que o SENHOR teu Deus te der por herança, e a possuíres, e nela habitares,

2 Então tomarás das primícias de todos os frutos do solo, que recolheres da terra, que te dá o Senhor teu Deus, e as porás num cesto, e irás ao lugar que escolher o Senhor teu Deus, para ali fazer habitar o seu nome.

3 E irás ao sacerdote, que houver naqueles dias, e dir-lhe-ás: Hoje declaro perante o Senhor teu Deus que entrei na terra que o Senhor jurou a nossos pais dar-nos.

auto_stories

Explore estudos bíblicos guiados

Sessões estruturadas com notas, perguntas e insights de orientadores

Micro-Study 5 dias

As Bem-Aventuranças (5 Dias)

Cinco encontros curtos com as bênçãos de Jesus e o caráter do reino de Deus.

Prévia da sessão 1:

Bem-Aventurados os Humildes e os que Choram

schedule 6 min

Micro-Study 5 dias

Salmos de Consolo (5 Dias)

Cinco encontros curtos nos Salmos, pensados para dias pesados em que há pouco tempo e pouca energia.

Prévia da sessão 1:

O Cuidado do Pastor

schedule 5 min

lock_open Crie uma conta grátis para salvar notas, acompanhar progresso e desbloquear todas as sessões

person_add Criar conta grátis

auto_stories Comentário Bible Guided

Aqui, em primeiro lugar, vemos uma boa obra que Deus ordenou ao povo: todos os anos deviam trazer a ele um cesto com as primícias (Deuteronômio 26:1, 2). Além do molho das primícias que era oferecido pelo país inteiro no dia seguinte à Páscoa (Levítico 23:10), cada pessoa devia trazer um cesto com as primícias por ocasião de Pentecostes, quando a colheita já estivesse concluída. Por isso essa festa também era chamada de festa das primícias (Êxodo 34:22), e era celebrada com ofertas voluntárias (Deuteronômio 16:10).

Os judeus ensinavam que, se as primícias não fossem trazidas exatamente nesse momento, ainda poderiam ser apresentadas em qualquer data posterior, até o inverno. Quando o homem entrava no seu campo ou na sua vinha e via o fruto começando a amadurecer, devia marcar o primeiro e o melhor para as primícias. Trigo, cevada, uvas, figos, romãs, azeitonas e tâmaras estavam incluídos; colocava-se um pouco de cada espécie no mesmo cesto, separados por folhas, e esse cesto era levado ao Senhor no lugar que ele havia escolhido.

Dessa lei podemos aprender várias coisas. Devemos reconhecer Deus como o doador de todos os bens que sustentam e consolam a nossa vida diária e, por isso, honrá-lo com esses mesmos bens. Devemos também negar a nós mesmos. Desejamos com mais ansiedade o primeiro fruto maduro, e quem é exigente quer provar cada fruto assim que aparece. Quando Deus ordenou que esses primeiros frutos fossem separados para ele, ensinou o povo a colocar a sua honra acima dos próprios apetites e prazeres.

Aprendemos ainda a dar a Deus o primeiro e o melhor que temos, porque cremos que ele é o primeiro e o melhor de todos os seres. Aqueles que dedicam a juventude e os melhores anos da vida a Deus lhe trazem as suas primícias, e ele se agrada dessas ofertas. “Lembro-me de ti, da afeição da tua mocidade.”

Em segundo lugar, Deus pôs palavras adequadas na boca do ofertante, para que o ato explicasse a si mesmo e se tornasse um culto racional. O adorador devia começar a falar antes de entregar o cesto ao sacerdote. Depois que o sacerdote colocasse o cesto diante do altar, ele devia continuar ali a sua confissão, como um tributo a Deus, o grande proprietário da terra (Deuteronômio 26:3, 4).

Primeiro, devia dar um testemunho completo sobre a boa terra que Deus lhes havia dado (Deuteronômio 26:3). Em essência, ele declarava: “Agora venho, depois de quarenta anos de peregrinação, ao país que o Senhor jurou dar-nos.” Isso se aplicava especialmente às primeiras gerações que entraram em Canaã, embora se possa supor que, mais tarde, a fórmula usada tenha sofrido alguma adaptação. Quando Deus cumpre suas promessas, ele espera que reconheçamos isso, para que a sua fidelidade seja honrada. É como devolver o documento de dívida, como fez Salomão ao dizer: “Nenhuma palavra falhou de todas as suas boas promessas” (1 Reis 8:56). Os consolos que recebemos no dia a dia são mais doces quando os enxergamos como vindos da promessa de Deus.

Ele devia também lembrar e confessar abertamente o humilde começo da nação à qual pertencia. Por mais grandiosos que agora fossem, o início fora muito pequeno. Essa confissão pública deveria ser preservada por todas as gerações da igreja, para que não se envaidecessem de seus privilégios, mas permanecessem sempre agradecidos ao Deus cuja graça os escolheu quando eram pequenos e os exaltou. Para isso, tinham de reconhecer duas coisas.

Primeiro, deviam confessar a condição humilde do seu antepassado comum: “Um sírio prestes a perecer foi meu pai” (Deuteronômio 26:5). Jacó é chamado de sírio, ou arameu, porque viveu vinte anos em Padã-Arã, suas esposas eram de lá, e todos os seus filhos, exceto Benjamim, nasceram ali. O que fala pode estar se referindo a Jacó propriamente ou ao filho de Jacó que foi o chefe da sua tribo. De qualquer modo, tanto o pai quanto os filhos estiveram mais de uma vez à beira da ruína, por causa da dureza de Labão, da ira de Esaú e da fome na terra que os forçou a descer ao Egito. A versão caldaica diz: “Labão, o sírio, tentou destruir meu pai”, e a árabe acrescenta que ele quase o destruiu.

Segundo, deviam confessar a condição miserável da nação nos seus primeiros tempos. Habitaram no Egito como estrangeiros e ali serviram como escravos (Deuteronômio 26:6), por um longo período. Como a família tinha pertencido antes a outra terra, não podia reivindicar direito a Canaã por posse antiga. Tinham sido pobres, desprezados e oprimidos no Egito. Assim, mesmo agora sendo ricos e fortes, não tinham motivo para orgulho, nem para confiar em si mesmos, nem para se esquecer de Deus.

Ele devia também agradecer a Deus pela sua grande bondade, não apenas para consigo, mas para com todo o Israel. Em primeiro lugar, devia agradecer pela saída do Egito (Deuteronômio 26:7, 8). Essa libertação é descrita como um ato de compaixão, pois Deus viu a sua aflição, e como um ato de poder, pois os tirou de lá com mão poderosa. Foi um grande livramento, que devia ser sempre lembrado, especialmente nessa ocasião. Não tinham motivo para negar a Deus um simples cesto de primícias, pois ele os havia poupado de carregar tijolos para seus senhores cruéis.

Devia também agradecer a Deus por tê-los estabelecido em Canaã: “Ele nos deu esta terra” (Deuteronômio 26:9). Ele não devia agradecer apenas pela própria porção, mas pela terra como um todo, que pertencia a Israel. Não só pela colheita daquele ano, mas pela terra que a produzia. Deus, em sua graça, havia dado aquela terra aos pais e a transmitira aos filhos.

O consolo que desfrutamos nas bênçãos pessoais deve levar-nos a agradecer a Deus pela nossa parte na paz e na abundância públicas. Junto com as misericórdias presentes, devemos bendizê-lo também pelas misericórdias passadas que lembramos e pelas futuras que esperamos.

Por fim, ele devia oferecer o cesto das primícias a Deus (Deuteronômio 26:10). Era como se dissesse: “Trouxe as primícias da terra, como um pequeno pagamento, um aluguel pela terra que me deste.” Tudo o que oferecemos a Deus é, na verdade, o próprio dom dele retornando para ele (1 Crônicas 29:14). Recebendo tanto da sua mão, devemos ponderar com seriedade o que lhe devolveremos. O cesto era colocado diante do Senhor, e os sacerdotes, como recebedores de Deus, tomavam as primícias como parte do seu sustento e salário pelo serviço (Números 18:12).

Terminada a cerimônia, o ofertante devia fazer duas coisas. Primeiro, dar glória a Deus: “Adorarás ao Senhor teu Deus.” As primícias não eram aceitas se não viessem acompanhadas de adoração. Deus busca um coração humilde, reverente e agradecido; sem isso, nada do que colocamos num cesto tem valor. Se alguém desse tudo o que possui apenas para escapar desse dever interior, sua oferta seria totalmente rejeitada.

Segundo, ele devia desfrutar com a sua família o consolo associado a isso: “Te alegrarás por todo o bem” (Deuteronômio 26:11). Deus quer que sejamos alegres, não só no culto público, mas também no uso cotidiano dos seus dons.

Tudo o que Deus nos concede de bom deve ser usado da melhor forma possível, para nosso verdadeiro consolo. E, ao mesmo tempo, devemos sempre conduzir cada riacho de conforto até a sua fonte, que é o próprio Deus, a fonte de toda consolação.

IA cristã que considera sua denominação

Aplique Deuteronômio 26:1 na sua vida hoje

Receba orientação fundamentada nas Escrituras, que considera sua denominação e é personalizada para a sua situação.

1 Faça sua pergunta arrow_forward 2 Considere sua tradição arrow_forward 3 Aplique as Escrituras

✓ Sem cartão de crédito • ✓ 100% privado • ✓ 30 créditos grátis para começar

Como a sua IA cristã pode ajudar

Explore as Escrituras e a vida por uma perspectiva cristã

menu_book

Estudo bíblico

psychology

Orientação para a vida

favorite

Apoio em oração

lightbulb

Sabedoria diária

forum Pergunte à sua IA cristã — Grátis

Faça 3 perguntas grátis por semana. Não é necessário cartão de crédito. Ver planos

Deste capítulo

auto_awesome

Oração diária

Receba uma reflexão bíblica diária por e-mail

Comece cada manhã com um versículo, uma oração e um próximo passo simples.

Grátis. Cancele quando quiser. Nunca compartilhamos seu email.

Aviso importante: Esta orientação bíblica não substitui cuidados profissionais de saúde mental. Se você estiver com sintomas de crise, ligue para 188 (CVV) no Brasil ou 988 nos EUA, ou procure ajuda profissional imediatamente.

Bible Guided oferece orientação baseada na fé e deve complementar, não substituir, apoio terapêutico profissional.