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Colossenses 1:9 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Almeida Corrigida Fiel

" Por esta razão, nós também, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós, e de pedir que sejais cheios do conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e inteligência espiritual; "

Colossenses 1:9

menu_book Versículo no contexto

7 Como aprendestes de Epafras, nosso amado conservo, que para vós é um fiel ministro de Cristo,

8 O qual nos declarou também o vosso amor no Espírito.

9 Por esta razão, nós também, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós, e de pedir que sejais cheios do conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e inteligência espiritual;

10 Para que possais andar dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda a boa obra, e crescendo no conhecimento de Deus;

11 Corroborados em toda a fortaleza, segundo a força da sua glória, em toda a paciência, e longanimidade com gozo;

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auto_stories Comentário Bible Guided

O apóstolo continua orando por eles nestes versículos. Ele tinha ouvido coisas boas a respeito deles, e orava para que se tornassem ainda melhores. Não foi uma oração isolada, feita uma única vez. Ele diz: “não cessamos de orar por vós”. Mesmo que não recebesse notícias frequentes da igreja, continuava apresentando aqueles irmãos diante de Deus.

Ele pede que sejam cheios do conhecimento da vontade de Deus, em toda sabedoria e entendimento espiritual. O melhor tipo de conhecimento é saber qual é o nosso dever. Uma mente cheia de informações é inútil se isso não leva à obediência. Precisamos conhecer a vontade de Deus para poder praticá-la. Nosso conhecimento se torna, de fato, uma bênção quando é acompanhado de sabedoria, para aplicarmos a verdade geral às situações concretas e agirmos corretamente em cada necessidade.

Os cristãos devem desejar ser cheios desse tipo de conhecimento. Não devemos conhecer a vontade de Deus apenas em parte, mas seguir crescendo nesse conhecimento. Devemos crescer no conhecimento de Deus, crescer na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador (2 Pedro 3:18). Não se trata de um aprendizado raso, mas de um entendimento cada vez mais profundo, que molda a vida toda.

Paulo também ora para que a conduta deles seja boa. Um bom conhecimento sem uma boa vida não nos ajuda. Nosso entendimento é realmente espiritual quando aparece no modo como vivemos. Por isso ele ora para que andem de modo digno do Senhor e que em tudo possam agradá‑lo (Colossenses 1:10). Isso significa viver de acordo com o relacionamento que temos com Cristo e com a confissão que fazemos a respeito dele. Quando nossa vida corresponde à nossa fé, isso agrada a Deus e também honra as pessoas verdadeiramente piedosas.

Ele acrescenta que devem ser frutíferos em toda boa obra. É isso que devemos buscar. Boas palavras não bastam sem boas obras. Devemos praticar boas obras com frequência, e em toda espécie de boa obra, não apenas nas que são fáceis, seguras ou convenientes. Deve haver um desejo constante e sincero de obedecer a toda a vontade de Deus. Quanto mais frutíferos somos em boas obras, mais cresceremos no conhecimento de Deus. “Se alguém quiser fazer a vontade de Deus, pela mesma doutrina conhecerá se ela vem de Deus” (João 7:17).

Paulo então ora para que sejam fortalecidos com todo poder, segundo a força da glória de Deus (Colossenses 1:11). Isso significa que precisam de força para resistir às tentações de Satanás e para cumprir cada dever. É um consolo saber que aquele que concede essa força é o Deus todo‑poderoso, de glorioso poder. Onde há vida espiritual, ainda há necessidade de força espiritual, força para cada ação dessa vida.

Ser fortalecido significa ser capacitado pela graça de Deus para toda boa obra e guardado pela mesma graça contra todo o mal. Significa ser habilitado a cumprir o dever e a preservar a integridade. O Espírito Santo é quem concede essa força, pois somos fortalecidos com poder pelo seu Espírito no homem interior (Efésios 3:16). Deus usa a sua Palavra como meio, e a oração é o caminho pelo qual pedimos e recebemos essa força. O próprio apóstolo recebeu graça suficiente em resposta à oração insistente. E como as promessas de Deus não têm limite, também nossas esperanças e pedidos não devem ser limitados.

Ele ora para que sejam fortalecidos em poder. Isso pode soar repetitivo, mas o sentido é que sejam poderosamente fortalecidos, com uma força que não procede deles mesmos. É “segundo a força da sua glória”, isto é, com toda a força necessária para as tarefas e provações que enfrentamos. Ele não quer dizer que nos tornamos onipotentes, mas que recebemos graça suficiente para cada dever, cada prova e cada necessidade. A força que Deus concede vem de acordo com o seu glorioso poder, o seu próprio poder bondoso e excelente, não de acordo com a nossa fraqueza. Quando Deus dá, ele dá de uma forma que está à altura de si mesmo.

O propósito especial dessa força é o sofrimento. Paulo ora para que sejam fortalecidos para toda perseverança e longanimidade, com alegria (Colossenses 1:11). Ele não pede apenas que sejam sustentados debaixo da aflição, mas que sejam fortalecidos para ela, porque ainda há trabalho a ser feito no sofrer. Aqueles que são fortalecidos pelo poder de Deus são fortalecidos para toda paciência. Quando a paciência tem sua obra perfeita (Tiago 1:4), não apenas suportamos a aflição, mas a aceitamos como vinda de Deus e lhe damos graças por isso. “Vos foi concedido, em relação a Cristo, não somente crer nele, como também padecer por ele” (Filipenses 1:29). Quando suportamos bem muitos sofrimentos, ainda que muito pesados, isso é paciência em sua forma plena.

Isso inclui longanimidade, que é suportar o sofrimento por muito tempo. Não é apenas permanecer firme por um pouco, mas continuar firme enquanto Deus permitir que a prova dure. E isso é feito com alegria. Somos chamados a nos alegrar nas tribulações, a aceitar com alegria a perda dos bens terrenos e a considerar uma honra sofrer por causa do nome de Cristo. Necessitamos tanto de paciência quanto de alegria nas aflições da vida. Nunca poderíamos viver assim por nossas próprias forças, mas somente à medida que a graça de Deus nos fortalece.

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