Versículo em destaque
Colossenses 1:12 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Almeida Corrigida Fiel
" Dando graças ao Pai que nos fez idôneos para participar da herança dos santos na luz; "
Colossenses 1:12
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
10 Para que possais andar dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda a boa obra, e crescendo no conhecimento de Deus;
11 Corroborados em toda a fortaleza, segundo a força da sua glória, em toda a paciência, e longanimidade com gozo;
12 Dando graças ao Pai que nos fez idôneos para participar da herança dos santos na luz;
13 O qual nos tirou da potestade das trevas, e nos transportou para o reino do Filho do seu amor;
14 Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a saber, a remissão dos pecados;
Explore estudos bíblicos guiados
Sessões estruturadas com notas, perguntas e insights de orientadores
As Bem-Aventuranças (5 Dias)
Cinco encontros curtos com as bênçãos de Jesus e o caráter do reino de Deus.
Prévia da sessão 1:
Bem-Aventurados os Humildes e os que Choram
6 min
Salmos de Consolo (5 Dias)
Cinco encontros curtos nos Salmos, pensados para dias pesados em que há pouco tempo e pouca energia.
Prévia da sessão 1:
O Cuidado do Pastor
5 min
Crie uma conta grátis para salvar notas, acompanhar progresso e desbloquear todas as sessões
Criar conta grátisComentário Bible Guided
Aqui temos um resumo do ensino do evangelho sobre a grande obra da nossa redenção por meio de Cristo. Ela aparece aqui não como parte de um sermão, mas como parte de uma ação de graças. Nossa salvação por meio de Cristo nos dá riquíssimas razões para agradecer, de qualquer lado que a contemplemos: “dando graças ao Pai” (Colossenses 1:12).
Paulo não apresenta a redenção na sua ordem “natural”. Se o fizesse, falaria primeiro do preço pago por Cristo pela nossa salvação e depois da aplicação desse benefício a nós. Mas aqui ele inverte a ordem, porque, na nossa experiência, a aplicação vem primeiro. Primeiro sentimos as bênçãos da redenção em nosso coração, e então somos conduzidos por esses rios de bênção de volta à sua fonte. O encadeamento do pensamento do apóstolo pode ser visto assim.
Ele fala primeiro da obra do Espírito de graça em nós. Devemos agradecer a Deus por isso, porque por meio dessa obra somos preparados para ter parte na obra de Cristo como Mediador, aquele que nos conduz a Deus: “dando graças ao Pai” (Colossenses 1:12; Colossenses 1:13). Isso é atribuído à obra do Pai porque o Espírito de graça é o Espírito do Pai, e o Pai opera em nós por meio do seu Espírito. Aqueles em quem a graça está operando devem dar graças ao Pai. Se recebemos o consolo, a Ele cabe a glória.
O que Deus faz por nós ao aplicar a redenção? Primeiro, “nos tirou do poder das trevas” (Colossenses 1:13). Ele nos arrancou da vida escura e pecaminosa das nações. Livrou-nos do domínio do pecado, que é trevas (1 João 1:6), do domínio de Satanás, pois Satanás é o príncipe das trevas (Efésios 6:12), e do juízo do inferno, que é trevas absolutas (Mateus 25:30). Os crentes são chamados das trevas (1 Pedro 2:9).
Em segundo lugar, “nos transportou para o reino do Filho do seu amor”, isto é, nos introduziu no modo de vida do evangelho e nos fez membros da igreja de Cristo, lugar de luz e pureza. “Outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor” (Efésios 5:8). “Ele vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1 Pedro 2:9). Os que eram escravos de Satanás tornam-se súditos voluntários de Cristo. A conversão de um pecador é uma alma sendo tirada do reino do diabo e colocada no reino de Cristo. O poder do pecado é quebrado e o governo de Cristo é aceito. A “lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus”, liberta da “lei do pecado e da morte”. Este é o reino do Filho amado de Deus (Mateus 3:17), o seu Filho especialmente amado (Efésios 1:6).
Em terceiro lugar, Deus fez ainda mais. Ele “nos fez idôneos para participar da herança dos santos na luz” (Colossenses 1:12). Ele nos preparou para o júbilo eterno do céu, assim como os israelitas receberam por sorte a terra prometida, e nos deu um sinal e garantia seguros disso. Paulo menciona isso em primeiro lugar porque é o primeiro sinal claro da bem-aventurança futura: pela graça de Deus, vemo-nos sendo preparados para ela.
Deus dá tanto a graça quanto a glória, e este versículo mostra o que são ambas. Glória é “a herança dos santos na luz”. É uma herança, portanto pertence aos filhos de Deus, que é o tipo mais seguro e mais doce de posse: “E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros” (Romanos 8:17). Pertence aos santos, isto é, a pessoas santas. Quem não é santo na terra nunca será santo no céu. E é uma herança “na luz”, isto é, conhecimento perfeito, santidade e alegria por meio da comunhão com Deus, que é luz e Pai das luzes (Tiago 1:17; João 1:5).
Graça é a capacitação para essa herança. Deus “nos fez idôneos para participar” dela, isto é, moldou-nos e preparou-nos para a vida celestial, dando-nos o espírito e o caráter adequados. Ele faz isso pela poderosa operação do seu Espírito. É o poder de Deus que transforma o coração e o torna celestial. Todo aquele que é destinado ao céu depois está sendo preparado para o céu agora.
Os que vivem e morrem sem mudança deixam este mundo com o seu inferno já dentro deles. Mas os que são santificados e renovados deixam este mundo com o seu céu já dentro deles. Os que recebem a herança de filhos também recebem a disciplina e o caráter de filhos. Têm “o Espírito de adoção”, pelo qual clamam: “Aba, Pai” (Romanos 8:15). “Porque sois filhos, Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai” (Gálatas 4:6). Essa preparação para o céu é também o “penhor do Espírito” no coração, um primeiro pagamento que garante o pagamento completo. Aqueles que Deus santifica, também glorificará (Romanos 8:30), e eles deverão para sempre a sua salvação à sua graça.
Paulo então se volta para a pessoa do Redentor. Ele diz coisas gloriosas sobre Cristo, porque estava cheio de Cristo e sempre aproveitava as oportunidades para honrá-lo. Ele fala de Cristo tanto como Deus quanto como Mediador.
Como Deus, Cristo é descrito em (Colossenses 1:15-17). Ele é “a imagem do Deus invisível”. Não é como Adão, que foi feito à imagem de Deus quanto às suas capacidades naturais e ao seu domínio sobre as criaturas (Gênesis 1:27). Cristo é a imagem exata do ser de Deus, a própria impressão da sua natureza (Hebreus 1:3). É como um filho que naturalmente se parece com o pai. Assim, quem vê a Cristo vê o Pai, e a sua glória era a glória como do unigênito do Pai (João 1:14; João 14:9).
Ele é também “o primogênito de toda a criação”. Isso não quer dizer que ele seja uma criatura. O termo significa aquele que nasceu antes de toda a criação, antes que qualquer criatura existisse. É a forma bíblica de falar da eternidade, como na descrição da sabedoria: ela foi estabelecida “desde a eternidade, desde o princípio, antes do começo da terra” (Provérbios 8:23-26). Fala também do seu domínio sobre todas as coisas. Numa família, o primogênito é herdeiro e senhor de tudo; assim, Cristo é herdeiro de todas as coisas (Hebreus 1:2). A palavra pode ainda indicar o primeiro originador ou produtor de todas as coisas, o que se encaixa bem com o versículo seguinte.
Cristo está longe de ser uma criatura. Ele é o Criador: “porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis” (Colossenses 1:16). Ele fez todas as coisas do nada, tanto o mais alto anjo no céu quanto os seres humanos na terra. Fez todo o universo, o mundo de cima e o de baixo, com todos os que neles habitam. “Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez” (João 1:3). Paulo parece apontar para diferentes ordens de anjos ao falar de “tronos, dominações, principados ou potestades”, o que pode indicar diferentes níveis de honra ou diferentes funções. Cristo é a eterna sabedoria do Pai, e o mundo foi feito em sabedoria. Ele é o eterno Verbo, e o mundo foi feito pela palavra de Deus.
Cristo é o braço do Senhor, e o mundo foi criado por esse braço. Todas as coisas foram criadas por ele e para ele, isto é, por meio dele e em vista dele. Como ele fez todas as coisas, elas foram feitas para o seu propósito, pelo seu poder e para o seu louvor. Ele é ao mesmo tempo a causa e o alvo de tudo. “Porque dele, e por ele, e para ele são todas as coisas” (Romanos 11:36).
Ele é antes de todas as coisas. Existia antes que o mundo fosse feito, antes que o tempo começasse, portanto desde toda a eternidade. A sabedoria estava com o Pai e por ele possuída “no princípio de seu caminho, antes de suas obras mais antigas” (Provérbios 8:22). No princípio, o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus (João 1:1). Assim, Cristo não começou a existir ao nascer da virgem; ele existia antes de todo o tempo.
Por ele todas as coisas subsistem. Isso significa que não só existem, mas permanecem em ordem e conservam a devida relação umas com as outras. Ele não apenas as criou no princípio, mas ainda as sustenta pela palavra do seu poder (Hebreus 1:3). Toda a criação é sustentada pelo Filho de Deus e preservada de cair em desordem e confusão.
O apóstolo então mostra o que Cristo é como Mediador, isto é, como aquele que aproxima Deus e pecadores (Colossenses 1:18; Colossenses 1:19). Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Não é apenas um governante que emite ordens, como um rei sobre uma nação, mas também a cabeça que comunica vida, como a cabeça no corpo humano. Toda graça e força vêm dele, e a igreja é o seu corpo, a plenitude daquele que cumpre tudo em todos (Efésios 1:22; Efésios 1:23).
Ele é o princípio, o primogênito dentre os mortos, o primeiro princípio e fonte da ressurreição. É o primogênito dentre os mortos, não porque ninguém jamais tivesse ressuscitado antes, mas porque foi o primeiro e único a ressuscitar pelo seu próprio poder e a ser declarado Filho de Deus e Senhor de todos. Ele é a cabeça da ressurreição, e a sua ressurreição nos dá tanto o exemplo quanto a garantia da nossa própria ressurreição dentre os mortos. Ele ressuscitou como as primícias (1 Coríntios 15:20).
Ele tem a primazia em todas as coisas. Foi da vontade do Pai que ele tivesse todo o poder no céu e na terra, e que estivesse acima dos anjos e de todo principado nos céus. Ele tem um nome mais excelente do que o deles (Hebreus 1:4). Em todos os assuntos do reino de Deus entre os homens, ele deve ocupar o primeiro lugar. Ele tem o primeiro lugar no coração do seu povo, acima do mundo e da carne. Quando lhe damos esse lugar, estamos obedecendo à vontade do Pai, de que todos honrem o Filho assim como honram o Pai (João 5:23).
Nele habita toda a plenitude, e o Pai se agradou que fosse assim (Colossenses 1:19). Não é apenas uma plenitude para si mesmo, mas uma plenitude que transborda para nós: plenitude de mérito, de justiça, de força e de graça. Assim como a cabeça é a fonte da vida do corpo, Cristo é a fonte de toda graça para o seu povo. Já que toda a plenitude habita nele, podemos nos achegar livremente a ele para receber toda graça de que precisamos. Ele não apenas pede isso em nosso favor, mas possui essa plenitude como aquele a quem foi confiado distribuí-la. Da sua plenitude todos nós recebemos, graça sobre graça, graça em nós correspondendo à graça que há nele (João 1:16), e ele enche tudo em todos (Efésios 1:23).
O apóstolo em seguida fala da obra da redenção. Ele mostra o que ela é e como foi adquirida. Ela é composta de duas coisas. Primeiro: nele temos a redenção, a remissão dos pecados (Colossenses 1:14). O pecado nos vendeu e o pecado nos escravizou; portanto, se somos redimidos, é necessário que sejamos redimidos do pecado. Isso acontece mediante o perdão, isto é, removendo a obrigação da punição. Por isso também se diz: nele temos a redenção, a remissão dos pecados, segundo as riquezas da sua graça (Efésios 1:7).
Segundo, redenção significa reconciliação com Deus. Deus reconciliou consigo mesmo todas as coisas por meio de Cristo (Colossenses 1:20). Cristo é o Mediador da reconciliação. Ele obtém tanto a paz como o perdão para os pecadores, trazendo-os agora à amizade e ao favor de Deus, e por fim reunindo todas as criaturas santas, anjos e homens, numa só companhia gloriosa e bem-aventurada, coisas que estão nos céus e coisas que estão na terra. Assim está escrito: ele tornará a congregar em Cristo todas as coisas, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra (Efésios 1:10). A ideia é trazer tudo sob uma única Cabeça.
Os gentios, que antes estavam longe de Deus e eram inimigos no entendimento por causa das obras más, agora foram reconciliados (Colossenses 1:21). Vemos aqui a sua condição natural e a sua condição como gentios: afastados de Deus e em inimizade com ele. No entanto, essa inimizade foi quebrada e, apesar de tanta distância, agora foram aproximados. Cristo lançou o fundamento dessa reconciliação. Ele pagou o preço dela, adquiriu a promessa dela, a proclama como Profeta e a aplica como Rei. Até os maiores inimigos de Deus, que estiveram longe e o desafiaram, ainda podem ser reconciliados, se não recusarem essa graça.
A redenção é obtida por meio do seu sangue (Colossenses 1:14). Ele fez a paz pelo sangue da sua cruz (Colossenses 1:20), e isso se deu no corpo da sua carne, pela morte (Colossenses 1:22). Foi o sangue que fez expiação, isto é, satisfez a exigência da pena do pecado, porque o sangue é a vida. Sem derramamento de sangue não há remissão (Hebreus 9:22). O sangue de Cristo teve tal valor que, por tê-lo ele derramado, Deus se dispôs a tratar com os homens em novas bases, introduzindo-os numa aliança de graça, isto é, um arranjo salvador fundamentado na bondade de Deus. Por amor de Cristo, e por causa da sua morte na cruz, Deus perdoa e recebe em favor todos os que se submetem a essas condições.
O apóstolo então fala da pregação dessa redenção. Ela devia ser anunciada a toda criatura debaixo do céu (Colossenses 1:23), isto é, foi ordenado que fosse pregada a todas as pessoas (Marcos 16:15). Ela pode ser pregada a toda criatura, porque o evangelho não exclui ninguém, exceto aqueles que se excluem a si mesmos. De um modo ou de outro, o evangelho já foi ou ainda será anunciado a toda nação, embora muitas tenham perdido a sua luz, e algumas talvez nunca a tenham tido.
Paulo foi aquele que a pregou: “da qual eu, Paulo, estou feito ministro”. Paulo foi um grande apóstolo, mas considerava sua mais alta honra ser ministro do evangelho de Jesus Cristo. Ele fala muitas vezes do seu ofício, porque o valorizava muito (Romanos 11:13). E novamente diz: “da qual estou feito ministro” (Colossenses 1:25). Devemos notar de onde Paulo recebeu esse ministério. Foi segundo a dispensação que Deus lhe deu, a sábia administração dos assuntos da casa de Deus (Colossenses 1:25). Ele era um despenseiro e um construtor sábio, e isso lhe foi dado. Não assumiu isso por si mesmo, nem podia reivindicá-lo como algo que lhe fosse devido. Recebeu-o de Deus como um dom e o aceitou como um favor.
Quanto ao fim pelo qual Paulo recebeu esse ministério, foi para o bem deles. Ele diz: “somos vossos servos por amor de Jesus” (2 Coríntios 4:5). Os ministros de Cristo servem ao povo de Cristo, e uma das razões pelas quais trabalham é para cumprir plenamente a pregação da palavra de Deus, de modo que a igreja obtenha mais fruto dela. Quanto mais plenamente desempenham sua obra, mais os crentes são cheios de conhecimento e preparados para o serviço.
Paulo também mostra que tipo de pregador ele era. Primeiro, ele era um pregador sofredor: “regozijo-me agora no que padeço por vós” (Colossenses 1:24). Ele sofreu pela causa de Cristo e pelo bem da igreja, porque lhes pregou o evangelho. Ainda assim podia se alegrar, porque considerava uma honra sofrer por tal causa.
Quando fala em cumprir na sua carne o que resta das aflições de Cristo, não quer dizer que os sofrimentos de Paulo, ou de qualquer outra pessoa, possam pagar pelo pecado. Os sofrimentos de Cristo foram completos e plenamente suficientes para satisfazer a justiça de Deus e salvar o seu povo. Os sofrimentos de Paulo o tornavam mais semelhante a Cristo, como alguém que segue o seu Senhor numa vida de sofrimento. Ou Paulo pode querer dizer que estava completando a porção de sofrimentos por Cristo que lhe fora designada.
Segundo, Paulo era um pregador cuidadoso. Pregava não só em público, mas também de casa em casa e de pessoa a pessoa. Ele diz: “a quem anunciamos, admoestando a todo o homem e ensinando a todo o homem em toda a sabedoria” (Colossenses 1:28). Toda pessoa precisa tanto de advertência como de instrução, por isso toda pessoa deve receber algo de ambas. Quando apontamos o que as pessoas fazem de errado, também devemos ensiná-las o que é melhor.
Ele diz que essa admoestação e esse ensino devem ser feitos em toda a sabedoria. Isso significa escolher o momento oportuno, usar os melhores meios e ajustar a mensagem às diferentes situações e capacidades das pessoas. O alvo é apresentar todo homem perfeito em Cristo Jesus. Isso pode significar maduro na verdade cristã, ou finalmente conduzido à plena glória no céu. Os ministros devem visar o crescimento e a salvação de cada pessoa que os ouve.
Terceiro, Paulo era um pregador esforçado. Não era negligente nem descuidado em sua obra. Ele diz: “e para isto também trabalho, combatendo segundo a sua eficácia, que opera em mim poderosamente” (Colossenses 1:29). Ele se esforçava muito e enfrentava muitas dificuldades, segundo a medida de graça que lhe foi dada e a ajuda especial do poder de Cristo com ele. Quanto mais Paulo se entregava a fazer o bem, mais o poder de Deus operava nele. Quanto mais trabalhamos na obra do Senhor, mais auxílio podemos esperar dele nela.
O evangelho que Paulo pregava também é descrito como um mistério que esteve oculto desde séculos e gerações, mas agora foi manifesto aos santos (Colossenses 1:26, 27). O mistério do evangelho permaneceu escondido ao longo das muitas eras da igreja do Antigo Testamento. O povo de Deus então era como criança, sendo preparado para um tempo mais pleno e mais claro, e ainda não podia enxergar todo o propósito do que estava sendo ordenado.
Agora, na plenitude dos tempos, esse mistério foi revelado aos santos, isto é, claramente dado a conhecer. O véu posto sobre o rosto de Moisés foi tirado em Cristo (2 Coríntios 3:14). Mesmo o mais simples crente sob o evangelho entende mais do que os maiores profetas sob a lei. O mistério de Cristo, que em outras gerações não foi manifestado, agora é revelado pelo Espírito aos seus santos apóstolos e profetas (Efésios 3:4, 5).
E qual é esse mistério? São as riquezas da glória de Deus entre os gentios. A doutrina especial do evangelho, antes oculta, agora foi dada a conhecer. Mas o grande mistério aqui é que a parede de separação entre judeu e gentio foi derrubada, e o evangelho é pregado ao mundo gentílico. Aqueles que antes viviam em ignorância e idolatria agora se tornam participantes dos privilégios do evangelho, de modo que os gentios são coerdeiros, membros do mesmo corpo e coparticipantes da promessa em Cristo por meio do evangelho (Efésios 3:6).
Esse mistério revelado é Cristo em vós, ou entre vós, a esperança da glória. Cristo é a esperança da glória. A base dessa esperança é Cristo na Palavra, isto é, o evangelho que nos mostra o que é essa esperança e como ela é alcançada. A comprovação dessa esperança é Cristo no coração, isto é, a alma santificada e preparada para a glória celestial.
Os que participam dessa redenção também precisam permanecer na fé, fundados e firmes, e não se afastar da esperança do evangelho que ouviram (Colossenses 1:23). É necessário manter-nos firmes na fé, tão decididos em nossa mente que as tentações não possam nos afastar dela. Devemos ser firmes e inabaláveis (1 Coríntios 15:58) e segurar com firmeza a confissão da nossa esperança, sem vacilar (Hebreus 10:23).
Só podemos esperar o feliz fim da fé se continuarmos na fé, permanecendo tão enraizados e firmes que nada nos afaste dela. Não devemos retroceder para a perdição, mas crer para a conservação da alma (Hebreus 10:39). Precisamos ser fiéis até a morte, em todas as provas, para receber a coroa da vida e o desfecho final da fé, a salvação de nossas almas (1 Pedro 1:9).
Como a sua IA cristã pode ajudar
Explore as Escrituras e a vida por uma perspectiva cristã
Estudo bíblico
Orientação para a vida
Apoio em oração
Sabedoria diária
Faça 3 perguntas grátis por semana. Não é necessário cartão de crédito. Ver planos
Deste capítulo
Colossenses 1:1
"Paulo, apóstolo de Jesus Cristo, pela vontade de Deus, e o irmão Timóteo,"
Colossenses 1:2
"Aos santos e irmãos fiéis em Cristo, que estão em Colossos: Graça a vós, e paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo."
Colossenses 1:3
"Graças damos a Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, orando sempre por vós,"
Colossenses 1:4
"Porquanto ouvimos da vossa fé em Cristo Jesus, e do amor que tendes para com todos os santos;"
Colossenses 1:5
"Por causa da esperança que vos está reservada nos céus, da qual já antes ouvistes pela palavra da verdade do evangelho,"
Colossenses 1:6
"Que já chegou a vós, como também está em todo o mundo; e já vai frutificando, como também entre vós, desde o dia em que ouvistes e conhecestes a graça de Deus em verdade;"
Oração diária
Receba uma reflexão bíblica diária por e-mail
Comece cada manhã com um versículo, uma oração e um próximo passo simples.
Aviso importante: Esta orientação bíblica não substitui cuidados profissionais de saúde mental. Se você estiver com sintomas de crise, ligue para 188 (CVV) no Brasil ou 988 nos EUA, ou procure ajuda profissional imediatamente.
Bible Guided oferece orientação baseada na fé e deve complementar, não substituir, apoio terapêutico profissional.