Versículo em destaque
Romanos 13:7 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
" Paguem a cada um o que lhe compete: o imposto, a quem vocês devem o imposto; o tributo, a quem vocês devem o tributo; o temor e o respeito, a quem vocês devem o temor e o respeito. "
Romanos 13:7
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
5 Portanto, é necessário submeter-se, não somente por temor do castigo, mas também por dever de consciência.
6 É também por essa razão que vocês pagam os impostos, pois os magistrados são ministros de Deus quando exercem pontualmente esse ofício.
7 Paguem a cada um o que lhe compete: o imposto, a quem vocês devem o imposto; o tributo, a quem vocês devem o tributo; o temor e o respeito, a quem vocês devem o temor e o respeito.
8 Não fiquem devendo coisa alguma a ninguém, a não ser o amor recíproco; porque aquele que ama o seu próximo cumpriu toda a Lei.
9 Pois os preceitos: Você não cometerá adultério, não matará, não furtará, não cobiçará, e quaisquer outros mandamentos que existam, eles se resumem nestas palavras: Você amará o seu próximo como a si mesmo.
Explore estudos bíblicos guiados
Sessões estruturadas com notas, perguntas e insights de orientadores
As Bem-Aventuranças (5 Dias)
Cinco encontros curtos com as bênçãos de Jesus e o caráter do reino de Deus.
Prévia da sessão 1:
Bem-Aventurados os Humildes e os que Choram
6 min
Salmos de Consolo (5 Dias)
Cinco encontros curtos nos Salmos, pensados para dias pesados em que há pouco tempo e pouca energia.
Prévia da sessão 1:
O Cuidado do Pastor
5 min
Crie uma conta grátis para salvar notas, acompanhar progresso e desbloquear todas as sessões
Criar conta grátisComentário Bible Guided
Aqui aprendemos uma lição de justiça e de caridade.
Primeiro, somos ensinados quanto à justiça: “Portanto, dai a cada um o que deveis” (Romanos 13:7). Isso se aplica especialmente às autoridades, pois Paulo ainda está tratando do dever para com o governo, mas também vale para todas as pessoas com quem lidamos. Ser justo é dar a cada um o que lhe pertence. O que temos nos foi confiado como despenseiros, isto é, como administradores e não como donos absolutos, e outras pessoas têm, de fato, direitos sobre o que Deus colocou em nossas mãos.
Devemos, antes de tudo, dar a Deus o que é devido a Ele. Depois, dar a nós mesmos, à nossa família, aos parentes, ao bem público, à igreja, aos pobres e a todos com quem temos qualquer tipo de relação aquilo que é de direito. E isso deve ser feito de boa vontade e com alegria, não esperando ser forçados pela lei. Em seguida, Paulo especifica alguns desses deveres.
Ele começa falando sobre tributos e impostos: “a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto”. Naquele tempo, muitos dos lugares onde o evangelho foi inicialmente pregado estavam sob domínio romano, como províncias do império. Paulo escreve aos romanos, que eram ricos, mas também muito sobrecarregados com tributos e taxas, e os convoca a um pagamento honesto e cuidadoso. Alguns distinguem entre tributo e imposto, dizendo que tributo seria a carga fixa e imposto seriam cobranças ocasionais, mas, de todo modo, ambos devem ser pagos fielmente quando são devidos de forma legítima.
Nosso Senhor nasceu quando sua mãe foi registrada para fins de tributação, e Ele ensinou que se deve dar a César o que é de César. Muitos parecem corretos em outros assuntos, mas não sentem culpa alguma em enganar o governo. Justificam isso com frases de efeito, mas a regra de Paulo é clara: pague o que você deve.
Paulo fala também sobre o devido respeito: “a quem temor, temor; a quem honra, honra”. Isso abrange não apenas os governantes, mas todos os que estão colocados sobre nós: pais, patrões e todos que, no Senhor, exercem autoridade sobre nossa vida, como ensina o quinto mandamento: “Honra teu pai e a tua mãe” (compare Levítico 19:3). Não se trata de um medo que faz a pessoa tremer de pavor, mas de uma obediência amorosa e respeitosa. Se esse respeito não estiver no coração, nenhum outro dever será cumprido corretamente.
Ele trata também do pagamento de dívidas: “A ninguém devais coisa alguma”, ou seja, não viva em dívidas continuadas quando tem condições de pagar, a não ser que haja um acordo com a pessoa a quem se deve. Dê a cada um o que é seu. Não gaste consigo mesmo o que pertence a outros. “O ímpio toma emprestado, e não paga” (Salmo 37:21). Muitos sentem o peso das dívidas, mas pouco consideram o pecado de permanecer nelas quando deveriam quitar o que devem.
Em segundo lugar, somos ensinados sobre a caridade, isto é, o amor uns aos outros: “A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros” (Romanos 13:8). Alguns entendem assim: qualquer outra coisa que você deva a um parente ou vizinho se reúne e se resume nesta única dívida de amor. O amor é uma dívida que devemos estar sempre pagando, embora nunca a quitemos totalmente. A lei de Deus e o bem da humanidade mostram claramente isso. Não é algo deixado à nossa escolha; é mandamento, e resume todo o dever mútuo.
O amor é o cumprimento da lei, não no sentido de alcançar por si só uma obediência perfeita, mas como um grande passo em direção a ela. Ele abrange os deveres mencionados na segunda tábua dos Dez Mandamentos, e esses deveres supõem o amor a Deus. Veja (1 João 4:20). Se o amor é sincero, Deus o aceita como cumprimento da lei. Que bom Senhor nós servimos, que reuniu todo o nosso dever em uma só palavra – e uma palavra tão doce: amor. Amar e ser amado é a alegria e felicidade de um ser inteligente. “Deus é amor” (1 João 4:16), e o amor é a imagem de Deus na alma. Onde o amor governa, a alma é bem formada e preparada para toda boa obra.
Para mostrar que o amor cumpre a lei, Paulo apresenta duas provas. Primeiro, ele cita mandamentos específicos em (Romanos 13:9). Ele menciona os cinco últimos mandamentos e afirma que todos se resumem nesta lei real: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. Isso não significa amar o próximo na mesma medida, mas com a mesma sinceridade. Quem ama o próximo como a si mesmo se importará com o corpo, os bens e o bom nome do próximo, assim como cuida dos seus. Nisso se fundamenta a regra de ouro: fazer aos outros o que gostaríamos que nos fosse feito.
Se não existissem leis humanas nem punições, e se a natureza humana não fosse tão corrupta a ponto de precisar desses freios, a própria lei do amor seria suficiente para impedir o mal e manter a paz e a boa ordem entre nós. Ao enumerar esses mandamentos, Paulo coloca o sétimo antes do sexto e menciona primeiro o adultério. Embora muitos falem desse pecado como se fosse amor, na verdade ele é uma grave violação do amor, assim como o homicídio e o roubo. Isso mostra que o verdadeiro amor fraternal é, antes de tudo, amor às almas do próximo. Quem induz outros ao pecado e destrói suas mentes e consciências pode falar a linguagem da paixão, mas, na realidade, odeia essas pessoas, como o diabo as odeia, pois luta contra a alma delas.
Em segundo lugar, Paulo dá uma regra geral sobre o amor fraternal: “O amor não faz mal ao próximo” (Romanos 13:10). Aquele que anda em amor, guiado pelo amor, não causa dano. Não pratica o mal contra ninguém, nem o planeja. Planejar o mal já é, em certo sentido, praticá‑lo. Por isso, maquinar o pecado é chamado de “conceber o mal sobre a sua cama” (Miquéias 2:1). Amor significa ausência de dano e de prejuízo. Ele se opõe a tudo o que possa trazer a outra pessoa perda, ofensa ou tristeza.
O amor não faz mal, e há mais incluído nisso do que está expresso. Ele não apenas evita o mal, mas faz todo o bem que pode. É pecado não só tramar o mal contra o próximo, mas também reter o bem de quem tem direito de recebê‑lo. As duas coisas são proibidas em conjunto (Provérbios 3:27-29). Assim se vê que o amor cumpre a lei, porque o propósito da lei é desviar-nos do mal e conduzir-nos ao bem. O amor é um princípio vivo e atuante de obediência a toda a lei. Toda a lei está escrita no coração quando ali está a lei do amor.
Deste capítulo
Romanos 13:1
"Cada um seja submisso às autoridades constituídas, porque não há autoridade que não venha de Deus; as que existem foram instituídas por Deus."
Romanos 13:2
"Assim, aquele que resiste à autoridade se opõe à ordem estabelecida por Deus; e os que se opõem a ela atraem sobre si a condenação."
Romanos 13:3
"De fato, as autoridades inspiram temor, não, porém, a quem pratica o bem, mas a quem faz o mal! Você quer não ter o que temer a autoridade? Faça o bem e terá o seu louvor."
Romanos 13:4
"Porque ela é instrumento de Deus para o seu bem. Mas, se você fizer o mal, tema, porque não é sem razão que ela leva a espada: é ministro de Deus para fazer justiça e exercer a ira contra aquele que pratica o mal."
Romanos 13:5
"Portanto, é necessário submeter-se, não somente por temor do castigo, mas também por dever de consciência."
Romanos 13:6
"É também por essa razão que vocês pagam os impostos, pois os magistrados são ministros de Deus quando exercem pontualmente esse ofício."
Oração diária
Receba uma reflexão bíblica diária por e-mail
Comece cada manhã com um versículo, uma oração e um próximo passo simples.
Aviso importante: Esta orientação bíblica não substitui cuidados profissionais de saúde mental. Se você estiver com sintomas de crise, ligue para 188 (CVV) no Brasil ou 988 nos EUA, ou procure ajuda profissional imediatamente.
Bible Guided oferece orientação baseada na fé e deve complementar, não substituir, apoio terapêutico profissional.