Versículo em destaque
Romanos 13:11 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
" Isso é tanto mais importante porque vocês sabem em que tempo vivemos. Já é hora de vocês despertarem do sono. A salvação está mais perto do que quando abraçamos a fé. "
Romanos 13:11
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
9 Pois os preceitos: Você não cometerá adultério, não matará, não furtará, não cobiçará, e quaisquer outros mandamentos que existam, eles se resumem nestas palavras: Você amará o seu próximo como a si mesmo.
10 A caridade não pratica o mal contra o próximo. Portanto, a caridade é o pleno cumprimento da Lei.
11 Isso é tanto mais importante porque vocês sabem em que tempo vivemos. Já é hora de vocês despertarem do sono. A salvação está mais perto do que quando abraçamos a fé.
12 A noite já vai adiantada, e o dia vem chegando. Despojemo-nos das obras das trevas e vistamo-nos das armas da luz.
13 Comportemo-nos honestamente, como em pleno dia: nada de orgias, nada de bebedeira; nada de desonestidades nem dissoluções; nada de contendas, nada de ciúmes.
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Aqui somos ensinados à sobriedade e à piedade em relação a nós mesmos. Nossa principal preocupação deve ser vigiar o próprio coração. São colocadas diante de nós quatro coisas como guia cristão para a vida diária: quando despertar, como nos vestir, como andar e que tipo de provisão fazer.
I. Quando despertar: já é hora de despertarmos (Romanos 13:11), de acordar do sono do pecado, porque uma vida pecaminosa é uma vida adormecida; de acordar do sono da falsa segurança, da preguiça, do descuido, e da morte e torpor espirituais. As virgens prudentes e as loucas, todas, dormiram e tosquenejaram (Mateus 25:5). Precisamos ser despertados frequentemente para a vigilância. O mandamento a todos os discípulos de Cristo é: Vigiai. Despertai, preocupai-vos com as vossas almas e com o vosso bem eterno. Vigiai contra o pecado, estai prontos para o bem e vivei em constante expectativa da vinda do Senhor.
Consideremos o tempo em que vivemos. Conhecei o tempo, e vereis que é mais do que hora de despertar. É tempo do evangelho, tempo aceitável, tempo de trabalhar. É uma época em que se espera mais de nós do que nos dias da ignorância, quando Deus não levava em conta aquelas coisas e os homens permaneciam em trevas. É hora de despertar, porque o sol já vai alto há muito tempo e brilha em nosso rosto. Recebemos essa luz para dormir nela? Veja (1 Tessalonicenses 5:5, 1 Tessalonicenses 5:6). É hora de despertar, porque outros à nossa volta já estão acordados. Conheça o tempo como tempo de diligência, pois temos muito trabalho a fazer, e nosso Mestre está continuamente nos chamando a isso. Reconheça também que o tempo é perigoso. Estamos em meio a inimigos e armadilhas. É hora de despertar, pois os filisteus estão sobre nós. A casa do nosso próximo está em chamas, e a nossa corre perigo. É tempo de despertar, porque já dormimos bastante (1 Pedro 4:3). É, de fato, hora avançada, pois o Noivo está vindo.
Pensemos também na salvação que está próxima de nós. Agora a nossa salvação está mais perto de nós do que quando cremos, isto é, mais perto do que quando, pela primeira vez, cremos e abraçamos a profissão de cristãos. A felicidade eterna que escolhemos como nossa porção está hoje mais próxima do que quando começamos na fé. Logo, cuidemos do nosso caminho e aceleremos o passo, pois estamos mais perto do fim da jornada do que quando começamos a amar a Cristo. Quanto mais perto do nosso centro, mais veloz deve ser o nosso movimento. Se o céu está apenas a um passo, convém andarmos devagar e frios na vida cristã? À medida que os dias se encurtam e a graça se fortalece, a nossa salvação se aproxima, e assim também nossos movimentos espirituais devem tornar-se mais rápidos e vigorosos.
II. Como nos vestir. Esta é a preocupação seguinte, depois que despertamos e nos levantamos: a noite é passada, o dia é chegado, logo é tempo de nos vestir. Em breve será dada uma luz ainda mais clara no evangelho do que a que já temos recebido, assim como a luz natural vai crescendo. A noite da fúria e crueldade judaica estava quase passando. O poder deles de perseguir estava perto do fim. O dia de libertação daquela perseguição estava próximo, aquele dia de redenção prometido por Cristo (Lucas 21:28). E também se aproxima o dia da nossa plena salvação na glória celestial.
Note o que devemos tirar. Devemos tirar as roupas da noite, aquelas com que seria vergonhoso aparecer em público. Rejeitemos as obras das trevas. As obras pecaminosas são obras das trevas porque procedem da ignorância e do erro, gostam da obscuridade e do esconderijo, e terminam nas trevas do inferno e da perdição. Portanto, nós, que pertencemos ao dia, lancemo-las fora, não apenas deixando de praticá-las, mas passando a detestá-las, rejeitá-las e a nada mais ter com elas. Como a eternidade está à porta, cuidemos de não sermos achados fazendo aquilo que então se levantará contra nós (2 Pedro 3:11, 2 Pedro 3:14).
Note também o que devemos vestir. Nossa preocupação deve ser com que roupas vestiremos, como adornaremos a alma. Revistamo-nos das armas da luz. Os cristãos são soldados em meio a inimigos, e a vida é uma batalha; por isso, sua vestimenta deve ser uma armadura, para que estejam prontos a se defender. É a armadura de Deus, que somos ordenados a tomar (Efésios 6:13 e seguintes). Um cristão pode considerar-se mal vestido se estiver desarmado. As graças do Espírito são essa armadura, protegendo a alma contra as tentações de Satanás e os ataques deste mundo mau. É chamada de armadura da luz, talvez por lembrar o brilho da armadura dos soldados romanos, ou porque é própria para os que andam de dia. As graças do Espírito são ornamentos adequados e belos, preciosos aos olhos de Deus.
Revistam-se do Senhor Jesus Cristo (Romanos 13:14). Isto se opõe diretamente a muitos pecados vergonhosos mencionados antes em (Romanos 13:13). Devem ser lançados fora as orgias e bebedeiras. Alguém poderia esperar que, em seguida, se dissesse: “Revistam-se de sobriedade, domínio próprio e pureza”, mas o que se ordena é: Revesti-vos de Cristo, porque isso inclui tudo. Revistam-se da justiça de Cristo para justificação, isto é, para serem achados justos diante de Deus. Sejam achados nele (Filipenses 3:9), assim como uma pessoa é reconhecida pelas roupas que veste. Revistam-se das vestes sacerdotais do Irmão mais velho, a fim de, nelas, receberem a bênção. Revistam-se do Espírito e da graça de Cristo para santificação, isto é, para serem feitos santos. Revistam-se do novo homem (Efésios 4:24). Fortaleçam os hábitos de graça e despertem suas operações.
Jesus Cristo é a melhor roupa que o cristão pode vestir, tanto para se adornar quanto para se defender. Ele é apropriado, distingue-nos como seu povo, confere honra e nos protege. Sem Cristo, estamos nus e deformados. Qualquer outra cobertura é como trapo imundo e folha de figueira, um abrigo miserável. Deus nos providenciou túnicas de peles, amplas, fortes, quentes e duradouras. Pelo batismo, em profissão externa, já nos revestimos de Cristo (Gálatas 3:27). Façamos isso em verdade e sinceridade. Revistamo-nos do Senhor Jesus Cristo: como Senhor, para nos governar; como Jesus, para nos salvar; e como Cristo, o Ungido, designado pelo Pai para essa obra de reinar e salvar.
III. Como andar. Uma vez despertos e vestidos, não devemos permanecer sentados, reclusos à força, como monges e eremitas. De que servem boas roupas se não para aparecer em público? Andemos. O cristianismo nos ensina a andar de modo a agradar a Deus, cujo olhar está sobre nós: andemos honestamente, como de dia (1 Tessalonicenses 4:1). Compare com (Efésios 5:8): andai como filhos da luz. Nossa conduta deve estar à altura do evangelho. Andar honestamente é andar com decência e correção, de modo a honrar a profissão de fé, adornar a doutrina de Deus, nosso Salvador, e tornar a religião bela e atraente aos outros. Os cristãos devem ser especialmente cuidadosos naquilo que é mais observado pelos homens, buscando o que é amável e de boa fama.
Em especial, somos advertidos contra três pares de pecados. Não em orgias e bebedeiras. Devemos fugir de todo excesso na comida e na bebida. Não devemos promover banquetes desenfreados, nem dar plena liberdade ao apetite do corpo em exageros secretos. Os cristãos não devem carregar o coração de glutonaria e embriaguez (Lucas 21:34). Isso não é andar como de dia, pois os que se embriagam, de noite se embriagam (1 Tessalonicenses 5:7).
Não em desonestidades e dissoluções, isto é, não em imoralidade sexual nem em paixões sensuais desenfreadas, em nenhum daqueles desejos carnais e obras tenebrosas proibidos pelo sétimo mandamento. Adultério e fornicação públicos são, de modo evidente, os pecados indicados por desonestidade. Pensamentos e desejos impuros, olhares lascivos, palavras, livros, músicas, gestos, danças, flertes, tudo quanto conduz à impureza ou é um passo em direção a ela se inclui aqui sob dissoluções. Em resumo, tudo quanto viola a santa e pura lei da castidade e do recato.
Não em contendas e inveja. Também são obras das trevas. Ainda que atos de briga e ciúme sejam comuns, poucos admitem que esses sejam seus verdadeiros impulsos. Os melhores servos de Deus podem ser invejados e perseguidos, mas não convém aos seguidores do manso e humilde Jesus serem contenciosos ou invejosos. Onde há bebedeira e vida desregrada, normalmente também há pecado sexual, brigas e inveja. Salomão os reúne em (Provérbios 23:29-33). Aqueles que se demoram junto ao vinho acabam em contendas, feridas sem causa e olhos que cobiçam mulheres proibidas.
Que devemos, então, fazer? “Não tenhais cuidado da carne” (compare com Provérbios 23:14, no sentido de refrear o corpo). Não vos ocupeis demasiadamente com o corpo. Nossa principal preocupação deve ser com o cuidado da alma; isso não significa desprezar o corpo quando tem necessidades reais. O mandamento aqui proíbe duas coisas. Primeiro, proíbe a preocupação ansiosa, o tipo de planejamento cuidadoso que mantém a mente presa e tensa em torno das necessidades físicas, como a preocupação contra a qual Jesus advertiu em (Mateus 6:31). Segundo, proíbe ceder aos desejos desordenados da carne.
Não é proibido cuidar do corpo. Ele é como uma lâmpada que precisa de óleo. Porém, é proibido satisfazer seus desejos pecaminosos. As necessidades naturais devem ser atendidas, mas os apetites descontrolados precisam ser contidos.
Pedir alimento para suprir uma necessidade real é correto, e somos ensinados a orar pelo pão de cada dia. Mas pedir alimento apenas para alimentar um desejo pecaminoso é algo que provoca a ira de Deus, como aconteceu em (Salmo 78:18). Aqueles que dizem andar no Espírito não devem ceder aos desejos da carne (Gálatas 5:16).
Deste capítulo
Romanos 13:1
"Cada um seja submisso às autoridades constituídas, porque não há autoridade que não venha de Deus; as que existem foram instituídas por Deus."
Romanos 13:2
"Assim, aquele que resiste à autoridade se opõe à ordem estabelecida por Deus; e os que se opõem a ela atraem sobre si a condenação."
Romanos 13:3
"De fato, as autoridades inspiram temor, não, porém, a quem pratica o bem, mas a quem faz o mal! Você quer não ter o que temer a autoridade? Faça o bem e terá o seu louvor."
Romanos 13:4
"Porque ela é instrumento de Deus para o seu bem. Mas, se você fizer o mal, tema, porque não é sem razão que ela leva a espada: é ministro de Deus para fazer justiça e exercer a ira contra aquele que pratica o mal."
Romanos 13:5
"Portanto, é necessário submeter-se, não somente por temor do castigo, mas também por dever de consciência."
Romanos 13:6
"É também por essa razão que vocês pagam os impostos, pois os magistrados são ministros de Deus quando exercem pontualmente esse ofício."
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