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Salmos 96:1 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro

O Senhor reina! Que a terra exulte de alegria, e que a multidão das ilhas se rejubile.

Salmos 96:1

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auto_stories Comentário Bible Guided

Esses versículos se explicam melhor a partir dos santos sentimentos em ação em nossos corações para com Deus, com profunda reverência por sua majestade e por sua excelência infinitamente superior. O chamado para louvar a Deus aqui é cheio de vida. As palavras sobem e se repetem, e um coração agradecido deve respondê‑las com o mesmo espírito.

Somos primeiro chamados a honrar a Deus com cânticos (Salmo 96:1-2). Três vezes somos conclamados: “Cantai ao SENHOR”. Cantamos ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Esse louvor começou quando as estrelas da alva, juntas, cantaram, continua agora na igreja na terra e seguirá para sempre na igreja no céu. Temos bons motivos para fazê‑lo muitas vezes, e precisamos ser frequentemente lembrados e despertados para isso.

Cantar ao SENHOR significa bendizer seu nome, falar bem dele e ajudar outros a pensarem bem dele. Somos orientados a cantar um cântico novo, um cântico excelente que brota de sentimentos renovados e de palavras novas. As pessoas frequentemente se cansam de um cântico antigo, mas um cântico novo é bem‑vindo porque traz algo fresco e surpreendente. Esse cântico novo é para bênçãos novas, para misericórdias que se renovam a cada manhã. É também um cântico do Novo Testamento, um cântico de louvor pela nova aliança e por seus preciosos dons. E é um cântico que permanece sempre novo, nunca envelhece nem se torna ultrapassado.

Que toda a terra cante esse cântico, não apenas os judeus, a quem o culto a Deus pertencia de modo especial. Antes, eles não puderam cantar o cântico do SENHOR em terra estranha, ou, pelo menos, não quiseram fazê‑lo ali. Agora toda a terra, todos os que são remidos dentre os homens, são chamados a aprender e cantar esse cântico novo (Apocalipse 14:3). Isto aponta para a vocação dos gentios. Todas as nações receberão esse cântico, juntamente com o motivo e o chamado para cantá‑lo.

O tema desse cântico é a sua salvação, a grande salvação realizada pelo Senhor Jesus. É isso que deve ser mostrado como causa dessa alegria e desse louvor. Esse cântico também deve ser cantado continuamente, não apenas nas datas marcadas para as festas solenes, mas dia após dia. Seu tema nunca se esgota. Um dia após o outro deve anunciar essa mensagem, para que, sob a influência do culto evangélico, vivamos uma vida conforme o evangelho.

Somos também chamados a honrar a Deus por meio da pregação (Salmo 96:3). Devemos declarar a sua glória entre as nações, as suas maravilhas entre todos os povos. A salvação por meio de Cristo é apresentada aqui como uma obra maravilhosa, na qual a glória de Deus resplandece com grande brilho. Ao anunciar essa salvação, declaramos a glória de Deus como ela brilha no rosto de Cristo.

Nos tempos do Antigo Testamento, essa salvação era como a felicidade do céu é agora para nós: uma glória ainda por ser revelada. Mas, quando chegou o tempo certo, foi plenamente dada a conhecer, até mesmo a crianças, enquanto profetas e reis, por muito tempo, desejaram vê‑la e não puderam. O que primeiramente foi manifestado entre os judeus agora deve ser anunciado entre as nações, entre todos os povos. As nações que antes estavam assentadas em trevas agora veem uma grande luz. A ordem dada aos apóstolos para pregar o evangelho a toda criatura segue esse mesmo padrão: declarar a sua glória entre as nações.

Também somos chamados a honrar a Deus com serviço religioso (Salmo 96:7-9). Em tempos anteriores, ainda que em toda nação todo aquele que temia a Deus e fazia o que era justo fosse aceito por ele, as formas estabelecidas de culto pertenciam de modo especial à religião judaica. Em tempos do evangelho, os povos do mundo são convidados ao serviço de Deus e são tão bem‑vindos quanto os judeus foram um dia. O pátio dos gentios não será mais um átrio externo separado, mas ficará em pé de igualdade com o pátio de Israel. Toda a terra é convocada a temer diante do SENHOR e adorá‑lo conforme o seu mandamento.

Incenso será oferecido ao seu nome em todo lugar (Malaquias 1:11; Zacarias 14:17; Isaías 66:23). Isso, sem dúvida, humilhava os judeus, mas também abria uma perspectiva para algo que aumentaria grandemente a glória de Deus e a felicidade humana. Observe como esses atos de devoção são descritos.

Devemos dar ao SENHOR. Isso não significa que Deus precise de algo de nós, ou que possa receber algo que já não seja seu. Ainda assim, em nossos melhores afetos, em nosso culto e serviço, devolvemos a ele o que recebemos dele, e o fazemos de boa vontade, como algo que damos. Deus ama a quem dá com alegria. É dívida, é tributo, é aluguel que deve ser pago; e, se não for, será cobrado. Contudo, quando brota de santo amor, Deus se agrada em aceitá‑lo como dádiva.

Devemos também reconhecer Deus como Senhor soberano e honrá‑lo como tal. Em (Salmo 96:7), somos orientados a “dar ao SENHOR glória e força”, isto é, glória e domínio, como alguns explicam. Como Rei, ele está vestido de glória e cingido de poder, e devemos reconhecer ambos. O reino é dele, e dele são o poder e a glória. Dai a glória a Deus, e não a tomeis para vós, nem a deis a qualquer criatura.

Devemos dar ao SENHOR a glória devida ao seu nome, isto é, a honra que corresponde à maneira como ele se revelou à humanidade. Em todo culto, é isso que devemos buscar: honrar a Deus e lhe prestar, ainda que em parte, a reverência que lhe é devida como o melhor dos seres e a fonte do nosso ser.

Devemos trazer oferta para os seus átrios. Primeiro, devemos trazer a nós mesmos, como a oferta dos gentios (Romanos 15:16). Devemos oferecer continuamente o sacrifício de louvor (Hebreus 13:15), vindo muitas vezes diante de Deus no culto público e nunca vindo de mãos vazias. Devemos adorá‑lo na beleza da santidade, na reunião solene em que seus mandamentos são cuidadosamente observados. A beleza dessas solenidades está em sua santidade, ou seja, em sua conformidade com a vontade de Deus. Devemos adorar com corações santos, purificados pela graça de Deus, devotados à sua glória e libertos da mancha do pecado.

Devemos temer diante dele. Todo ato de culto deve proceder do temor de Deus e ser realizado com santo respeito e reverência.

No meio desses chamados para louvar e honrar a Deus, coisas gloriosas são ditas a respeito dele, tanto como motivos de louvor quanto como conteúdo desse louvor. O SENHOR é grande, portanto deve ser mui louvado e temido (Salmo 96:4). Ele é grande e honrado para os que o servem, grande e terrível para os seus inimigos. Até o cântico novo declara que Deus é grande, bem como bom, pois sua bondade faz parte de sua glória. Quando o evangelho eterno é pregado, ele diz: “Temei a Deus e dai‑lhe glória” (Apocalipse 14:6-7).

Ele é grande em seu domínio sobre todos os que se dizem deuses. Ninguém ousa comparar‑se com ele. Ele deve ser temido acima de todos os deuses, acima de todos os príncipes, que muitas vezes eram divinizados após a morte e, até em vida, tratados como pequenos deuses; ou, antes, acima de todos os ídolos, os deuses das nações (Salmo 96:5).

Toda a terra é chamada a cantar um cântico novo, mas as pessoas precisam primeiro ser persuadidas de que o SENHOR Jeová, a quem honram com o cântico, é o único Deus vivo e verdadeiro. Ele está infinitamente acima de todos os rivais e falsos deuses. Ele é grande, e eles são pequenos. Ele é tudo, e eles são nada, como mostra a palavra usada para ídolos: um ídolo nada é no mundo (1 Coríntios 8:4).

Ele também é grande por direito, porque até a parte mais elevada da criação lhe pertence. É obra de suas mãos, e tudo procede dele. O SENHOR fez os céus e todo o seu exército. São obra de seus dedos (Salmo 8:3), feitos com tanto cuidado e habilidade. Os deuses das nações eram apenas deuses inventados, fruto da imaginação humana. Mas o nosso Deus é o Criador do sol, da lua e das estrelas, as luzes do céu que muitos equivocadamente imaginaram ser deuses e adoraram.

Ele é grande também na maneira como manifesta sua glória tanto no mundo superior quanto no inferior, entre seus anjos no céu e seus santos na terra (Salmo 96:6). Glória e majestade estão diante dele em sua presença imediata, lá em cima, onde os anjos cobrem o rosto porque não podem suportar o brilho de sua glória. Força e formosura estão no seu santuário, tanto no céu quanto aqui embaixo. Em Deus há tudo o que inspira temor reverente e tudo o que é amável. Se entrarmos em seu santuário, veremos sua formosura, porque Deus é amor, e sentiremos sua força, porque ele é a nossa rocha. Assim, avancemos na sua força, enquanto somos atraídos pela sua beleza.

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