Versículo em destaque

Salmos 90:1 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro

Você que habita sob a proteção do Altíssimo, que mora à sombra do Onipotente,

Salmos 90:1

menu_book Versículo no contexto

auto_stories

Explore estudos bíblicos guiados

Sessões estruturadas com notas, perguntas e insights de orientadores

Micro-Study 5 dias

As Bem-Aventuranças (5 Dias)

Cinco encontros curtos com as bênçãos de Jesus e o caráter do reino de Deus.

Prévia da sessão 1:

Bem-Aventurados os Humildes e os que Choram

schedule 6 min

Micro-Study 5 dias

Salmos de Consolo (5 Dias)

Cinco encontros curtos nos Salmos, pensados para dias pesados em que há pouco tempo e pouca energia.

Prévia da sessão 1:

O Cuidado do Pastor

schedule 5 min

lock_open Crie uma conta grátis para salvar notas, acompanhar progresso e desbloquear todas as sessões

person_add Criar conta grátis

auto_stories Comentário Bible Guided

Este salmo é chamado de “oração de Moisés”. Não sabemos onde ele foi preservado desde os dias de Moisés até o momento em que os Salmos foram reunidos em um livro. Mas, como foi inspirado por Deus, certamente ele o guardou em segurança. É possível que tenha sido registrado no livro de Jasar ou no livro das Guerras do Senhor.

Moisés ensinou Israel a orar e lhes deu palavras que poderiam usar quando se voltassem novamente para o Senhor. Ele é chamado de homem de Deus porque foi profeta, pai dos profetas e uma figura clara do grande Profeta que haveria de vir. Nestes versículos, somos ensinados a louvar a Deus por seu cuidado constante para com o seu povo em todas as épocas, e também para conosco em nossos dias: “Senhor, tu tens sido o nosso refúgio, de geração em geração” (Salmo 90:1).

Embora o povo tivesse caído em desagrado diante de Deus e temesse que ele os abandonasse, olhavam para trás e lembravam a bondade dele para com seus antepassados. Canaã tinha sido uma terra de peregrinação para os patriarcas, os primeiros pais de Israel, que ali habitavam em tendas. Ainda assim, Deus era o lar deles, e onde quer que andassem, estavam seguros nele. O Egito fora, por muitos anos, um lugar de escravidão, mas até ali Deus era o refúgio deles e preservou com vida aquele povo oprimido.

Os verdadeiros crentes encontram em Deus o seu lar, e isso é o seu consolo em todas as aflições deste mundo. Nele podemos descansar e nos esconder como em nossa própria casa. Devemos também dar a Deus a glória do seu ser eterno (Salmo 90:2). Antes que os montes fossem formados, antes que ele criasse a terra e o mundo, antes que o tempo começasse, Deus já existia. De eternidade a eternidade, ele é Deus, sem princípio nem fim, inalterado pela passagem do tempo.

Isto é um grande consolo diante de tudo o que nos entristece em nossa própria mortalidade e na morte de nossos amigos. Nós somos criaturas que morrem, e todos os consolos que temos neste mundo são consolos que também morrerão. Mas Deus é o Deus sempre vivo, e aqueles que lhe pertencem o encontrarão assim.

Devemos ainda reconhecer o domínio total de Deus sobre o homem e o seu poder de fazer de nós o que lhe agrada (Salmo 90:3). Ele reduz o homem ao pó com uma só palavra, quando quer, e diz: “Tornai para cá, filhos dos homens”.

Quando Deus, por meio de enfermidades ou outros sofrimentos, está conduzindo as pessoas em direção à morte, ao mesmo tempo as está chamando a voltarem para ele em arrependimento e nova vida. Ele fala uma vez e, sim, duas vezes, dizendo: “Converte-te a mim, de quem te desviaste” (Jeremias 4:1). Quando ameaça com a morte e as pessoas sentem em si mesmas a sentença de morte, às vezes ele, de modo maravilhoso, as restaura e, por assim dizer, ordena que voltem à vida e à saúde. Pois Deus mata e faz viver, faz descer à sepultura e faz subir.

Quando Deus reduz os homens à destruição, ele está executando a sentença comum sobre todos: “Tornai para cá, filhos dos homens”. Um a um, devemos voltar ao nosso primeiro estado: o corpo à terra, como pó, e a alma a Deus, que a deu (Gênesis 3:19; Eclesiastes 12:7). Contudo, mesmo enquanto Deus conduz todos os homens à morte, um dia ele dirá novamente: “Tornai para cá, filhos dos homens”, na ressurreição final. Então, ainda que alguém tenha morrido, viverá de novo, e o corpo e a alma serão reunidos outra vez (Jó 14:14-15).

Devemos também perceber a grande distância entre Deus e o homem (Salmo 90:4). Alguns patriarcas viveram quase mil anos, e Moisés sabia disso muito bem. Mas o que é até mesmo a vida humana mais longa em comparação com a vida eterna de Deus? Mil anos são muito para nós; não podemos esperar viver tanto, nem, se vivêssemos, lembrar-nos de tudo. Porém, aos olhos de Deus, é como ontem, como um único dia, ou até como uma vigília da noite, que durava apenas algumas horas.

Mil anos nada são diante da eternidade de Deus. São menos que um dia, menos que uma hora, quando comparados com a vida infinita. Há alguma proporção entre um minuto e um milhão de anos, mas não há proporção entre tempo e eternidade. As longas vidas dos patriarcas nada são para Deus, nem mesmo como a vida de uma criança que nasce e morre no mesmo dia.

Todos os acontecimentos de mil anos, passados ou futuros, estão tão presentes diante da mente de Deus quanto ontem está para nós, e ainda mais. No grande dia, Deus dirá àqueles que foram reduzidos à destruição: “Tornai, ressuscitai, ó mortos”. Alguém poderia objetar à ressurreição dizendo que muito tempo já se passou e ela ainda não veio. Mas isso não deve nos perturbar, pois mil anos, aos olhos de Deus, são como um dia (2 Pedro 3:8). Para o Rei, todos os tempos são iguais.

Tudo isso também nos mostra a fragilidade humana e a nossa completa vacuidade, mesmo em nosso melhor estado (Salmo 90:5-6). Olhando para todos os homens, vemos que sua vida é uma vida que caminha para a morte. Deus os leva como por um dilúvio. Estão sempre descendo pela corrente do tempo rumo ao oceano da eternidade. A enchente segue correndo, e eles são levados por ela. Assim que nascemos, começamos a morrer, e cada dia nos aproxima mais da morte.

É como se fôssemos levados de forma impetuosa, como uma grande cheia que arrasta tudo à sua frente. Nesse sentido, a morte se assemelha ao dilúvio dos dias de Noé. Deus prometeu nunca mais afogar o mundo inteiro, mas a morte é um dilúvio constante que alcança cada pessoa. A vida humana também é como um sono. As pessoas não percebem quão fracas são, nem quão perto estão de uma eternidade séria e solene. Como quem dorme, sonham com grandes coisas, até que a morte as desperta e põe fim ao sonho agradável.

O tempo passa sem que percebamos, assim como para os que dormem, e, quando passou, parece nada. A vida humana é breve e passageira, como a relva. De manhã, cresce e parece verde e viçosa, mas à tarde o ceifeiro a corta, e logo murcha. A morte nos transformará em breve, talvez de repente, e fará em nós uma grande mudança em pouquíssimo tempo.

O homem, mesmo em sua maior força, floresce apenas por um curto período, como a relva. A relva é fraca, baixa, tenra e facilmente atingida por qualquer dano. Quando chega o inverno da velhice, ela murcha por si mesma, mas também pode ser cortada pela doença ou pela calamidade em pleno verão. No fim, toda vida humana é como a relva.

IA cristã que considera sua denominação

Aplique Salmos 90:1 na sua vida hoje

Receba orientação fundamentada nas Escrituras, que considera sua denominação e é personalizada para a sua situação.

1 Faça sua pergunta arrow_forward 2 Considere sua tradição arrow_forward 3 Aplique as Escrituras

Sem cartão de crédito • Orientação bíblica • 15 créditos grátis para começar

Deste capítulo

Oração diária

Receba uma reflexão bíblica diária por e-mail

Comece cada manhã com um versículo, uma oração e um próximo passo simples.

Grátis. Cancele quando quiser. Nunca compartilhamos seu email.

Aviso importante: Esta orientação bíblica não substitui cuidados profissionais de saúde mental. Se você estiver com sintomas de crise, ligue para 188 (CVV) no Brasil ou 988 nos EUA, ou procure ajuda profissional imediatamente.

Bible Guided oferece orientação baseada na fé e deve complementar, não substituir, apoio terapêutico profissional.