Versículo em destaque
Salmos 71:14 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
Ele o livrará da injustiça e da opressão, e sua vida será preciosa diante de seus olhos.
Salmos 71:14
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
12 Porque ele livrará o infeliz que o invoca e o miserável que não tem amparo.
13 Ele terá compaixão do pobre e do indigente e salvará a vida dos necessitados.
14 Ele o livrará da injustiça e da opressão, e sua vida será preciosa diante de seus olhos.
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As Bem-Aventuranças (5 Dias)
Cinco encontros curtos com as bênçãos de Jesus e o caráter do reino de Deus.
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Davi aqui está tomado de santa alegria e louvor, que brotam de sua fé e esperança em Deus. No versículo 14, sua voz muda de forma súbita e clara. Seus temores se aquietam, sua esperança se fortalece, e suas súplicas se transformam em ações de graças. Ele está, em essência, dizendo: “Que meus inimigos falem o que quiserem para me lançar no desespero; eu, porém, esperarei continuamente, em qualquer condição, mesmo no dia mais escuro. Viverei pela esperança e esperarei até o fim”.
Como nossa esperança está naquele que nunca falha, também a nossa esperança nele não deve falhar. Assim, o louvaremos cada vez mais. Quanto mais formos insultados pelos outros, mais firmemente devemos nos apegar a Deus. Devemos louvá-lo de modo mais pleno e mais fiel do que antes. Quanto mais tempo vivermos, mais exercitados deveríamos ser em louvar a Deus, e mais deveríamos fazê-lo. Depois de tudo o que já dissemos sobre a graça de Deus, ainda resta mais a dizer. Este assunto nunca se esgota, por isso não devemos nos cansar dele.
Percebe-se, nestes versículos, como o coração de Davi é firmado em fé e esperança. Isso é algo bom e precioso.
Ele espera no poder de Deus: “Entrarei na fortaleza do Senhor DEUS” (Salmo 71:16). Ele não se deixará afundar no desespero. Irá despertar-se, trabalhar e continuar avançando no cumprimento de seu dever e em seu combate espiritual. Não contará com qualquer força própria, mas somente com a força de Deus, renunciando a seus próprios méritos e confiando em Deus como plenamente suficiente. Ele se refere tanto à força da providência de Deus, isto é, o cuidado sábio de Deus sobre todas as coisas, como à força de sua graça, seu auxílio que transforma e sustenta. Devemos sempre fazer a obra de Deus na força de Deus, olhando para ele a fim de que opere em nós tanto o querer como o realizar.
Ele também espera na promessa de Deus: “Mencionarei a tua justiça”. Isto inclui a fidelidade de Deus a cada palavra que pronunciou, a retidão de todos os seus atos e sua bondade para com os que nele confiam. Davi fará disso seu apelo em oração por misericórdia. E podemos entender aqui também a justiça de Cristo, a justiça que Deus concede pela fé, da qual a lei e os profetas dão testemunho. Devemos depender da força de Deus para obter auxílio e da justiça de Cristo para sermos aceitos. “No SENHOR tenho justiça e força” (Isaías 45:24).
Em seguida, ele declara aquilo que espera que Deus faça por ele. Primeiro, confia que Deus não o abandonará na velhice, mas será o mesmo para ele até o fim, como sempre foi. “Tu me tens ensinado desde a minha mocidade” (Salmo 71:17). Davi agradece a Deus pelo bom ensino e instrução que recebeu quando era jovem. É algo bem-aventurado ser ensinado por Deus desde a infância, conhecer cedo as santas Escrituras, e devemos bendizer a Deus por isso.
Depois ele reflete sobre o que havia feito por Deus na idade madura. Ele havia anunciado todas as obras maravilhosas do Senhor. Aqueles que não começaram bem na juventude ainda assim devem fazer o bem quando adultos e continuar transmitindo o que receberam. Devemos reconhecer que todos os atos de bondade de Deus para conosco são maravilhosos. Ele é tão generoso para com quem não merece. Devemos assumir como nosso trabalho falar dessas obras, para honrar a Deus e ajudar outros.
Agora que é velho, ele pede: “Não me desampares” (Salmo 71:18). Ele está velho e de cabelos brancos, deixando este mundo e aproximando-se de outro. Este é o seu desejo sincero e sua firme esperança. Aqueles que foram ensinados por Deus desde a mocidade e que gastaram a vida honrando-o podem confiar que não serão abandonados na velhice. Deus não os deixará indefesos nem sem consolo. Pelo contrário, pode fazer dos dias difíceis da velhice os seus melhores dias.
Ele também se propõe a continuar servindo a Deus na velhice. Quer não apenas mostrar a esta geração o poder de Deus, com base na própria experiência, mas também deixar registradas suas observações para os que vierem depois. Enquanto vivermos, devemos continuar buscando glorificar a Deus e ajudar uns aos outros. Aqueles que por mais tempo têm experimentado a bondade de Deus têm um dever especial de usar essa experiência para o bem dos demais. Os discípulos mais idosos de Cristo devem às gerações seguintes um testemunho sério sobre o poder, a alegria e o proveito da verdadeira piedade, e sobre a veracidade das promessas de Deus.
Ele também espera que Deus o reanime e o levante de sua condição atual, baixa e triste. “Tu, que me tens feito ver muitos males e angústias, me darás ainda a vida” (Salmo 71:20). Mesmo os melhores santos e servos de Deus às vezes passam por grandes e amargas aflições neste mundo. Devemos enxergar a mão de Deus em todas as aflições de seu povo, e isso ajuda a torná-las mais leves. Davi não diz: “Tu me carregaste de aflições”, mas: “Tu me fizeste ver aflições”, como um pai amoroso mostra a vara ao filho para mantê-lo em santo temor.
Mesmo quando o povo de Deus é levado a um estado muito baixo, ele pode reanimá-lo e levantá-lo. Estão como mortos? Ele pode fazê-los viver. Estão como enterrados, esquecidos? Ele pode tirá-los das profundezas da terra, alegrar o espírito mais abatido e restaurar a causa mais enfraquecida. Se reconhecermos devidamente a mão de Deus em nossas aflições, poderemos esperar livramento no tempo oportuno. Nossas aflições presentes, por mais grandes e amargas, não impedirão nossa alegre ascensão das profundezas da terra. O próprio Cristo dá testemunho disso. Seu Pai permitiu que ele visse grandes e amargos sofrimentos, mas depois o vivificou e o tirou da sepultura.
Ele também espera que Deus faça mais do que livrá-lo da aflição. Crê que Deus ainda aumentará sua honra e sua alegria. “Tu não somente me restituirás, mas ainda me aumentarás a grandeza, e de novo me consolarás” (Salmo 71:21). Isso quer dizer que ele espera não apenas voltar ao estado anterior de honra, mas ter melhor condição depois desse abalo do que tinha antes. Espera consolo de todos os lados, sem nada sombrio ou ameaçador ao seu redor. Às vezes Deus usa as aflições de seu povo para aumentar a sua grandeza, e sua luz brilha ainda mais depois que a nuvem passa. E se ele usar a aflição para aumentar sua santidade, isso também aumentará sua grandeza no fim, porque acrescenta glória. Se ele os consola em todas as direções, na mesma medida em que os havia afligido por todos os lados, não terão motivo para queixa. Quando o Senhor Jesus foi vivificado e levantado das profundezas da terra, sua grandeza foi aumentada, e ele entrou na alegria que lhe estava proposta.
Ele também espera que todos os seus inimigos sejam envergonhados (Salmo 71:24).
Ele fala com plena confiança, como se isso já tivesse acontecido, e celebra assim: “Estão confundidos e envergonhados os que procuram o meu mal”. O fracasso deles seria a sua honra, e a angústia deles se tornaria seu consolo.
Vemos agora como o coração de Davi cresce em alegria e louvor, como ele se alegra na esperança e canta na esperança, pois é na esperança que somos salvos. Ele falará da justiça e da salvação de Deus como grandes coisas, coisas que conhece bem e sente profundamente, coisas pelas quais deseja que Deus seja glorificado e por meio das quais outros sejam consolados. “A minha boca manifestará a tua justiça e a tua salvação”, e de novo: “A minha língua falará da tua justiça o dia todo” (Salmo 71:15, 24). Aqui a justiça de Deus abrange muito: a perfeição do seu caráter, a retidão do seu governo na providência, as leis justas que nos deu, as promessas justas nas quais nos manda confiar e a justiça eterna que seu Filho trouxe para nossa justificação, isto é, para nos tornar justos diante de Deus.
A justiça de Deus e a sua salvação aparecem aqui unidas. Ninguém deve tentar separá-las ou esperar salvação sem justiça (Salmo 50:23). Se desejamos essas duas coisas, devemos falar delas o dia todo, pois nunca se esgotam. Davi também fala com admiração, como quem se espanta com a altura e a profundidade, o comprimento e a largura do amor e da graça de Deus. “Não conheço o número delas” (Salmo 71:15). Ele não consegue dar conta plena dos favores de Deus, porque são muitos e grandiosos. Se tentasse contá-los, seriam mais numerosos que a areia (Salmo 40:5); e, justamente por serem incontáveis, continuará falando deles, pois sempre encontra neles matéria nova (Salmo 71:19).
A justiça de Deus é muito elevada, e o que ele faz por seu povo é muito grande. Somando essas duas coisas, só podemos dizer: “Ó Deus, quem é semelhante a ti?”. É assim que louvamos a Deus, reconhecendo que sua perfeição e suas obras vão além do nosso entendimento. São tão altas que não as podemos abarcar totalmente, e tão grandes que não as podemos compreender por inteiro. Não têm igual. Ninguém no céu ou na terra se compara a ele, nem anjo, nem rei. Deus é incomparável, e não o louvamos de fato se não admitirmos isso.
Ele também falará de Deus com alegria e regozijo (Salmo 71:22, 23). Percebe-se como ele olha para Deus enquanto o louva. Ele o louva como um Deus fiel: “Louvarei também a tua verdade.” Deus se dá a conhecer por meio da sua palavra; por isso, quando louvamos a sua palavra e a sua verdade, estamos louvando o próprio Deus. Pela fé, confirmamos e testemunhamos que Deus é verdadeiro, e assim engrandecemos a sua verdade. Ele o louva também como o Deus da sua aliança, o Deus que ele aceitou e reclamou como seu. Assim como na oração, também no louvor devemos olhar para Deus como nosso Deus e honrar o relacionamento que temos com ele.
Ele o louva ainda como o Santo de Israel, o Deus de Israel de modo especial, glorioso em santidade no meio daquele povo e fiel à sua aliança com eles. É honra para Deus ser santo, e é honra para o seu povo que ele seja o Santo de Israel. Davi expressará sua alegria tanto com as mãos quanto com os lábios. Com as mãos, usará a música sagrada, o saltério e a harpa, em que ele se destacava, e empregará o melhor de sua habilidade para levar outros a sentir e acompanhar o louvor a Deus. Com os lábios, cantará para a glória de Deus e com o desejo de ser aceito por ele. Seus lábios muito se alegrarão quando cantarem, porque ele sabe que não podem ter uso melhor.
Ainda assim, ele une coração e voz. “A minha alma, que tu remiste, se regozijará.” A alegria santa é o coração e a vida do louvor agradecido. Não fazemos verdadeira música ao Senhor se entoamos o seu louvor sem envolver o coração. Serviço de lábios, por mais bem elaborado, é desperdiçado no culto a Deus se for apenas isso. A alma precisa estar em ação, e com tudo o que há em nós devemos bendizer o seu santo nome; do contrário, tudo o que é apenas exterior tem pouco valor. Os remidos, mais do que todos, devem ser alegres e agradecidos. A obra da redenção deve ser celebrada em nosso louvor acima de qualquer outra obra de Deus. O Cordeiro que foi morto e nos remiu para Deus é digno de toda bênção e louvor.
Deste capítulo
Salmos 71:1
"De Salomão. Ó Deus, confia ao rei os teus juízos. Entrega a justiça nas mãos do filho real,"
Salmos 71:2
"para que ele governe com justiça o teu povo e reine sobre os teus humildes servos com equidade."
Salmos 71:3
"As montanhas produzirão frutos de paz para o teu povo; e as colinas, frutos de justiça."
Salmos 71:4
"Ele protegerá os humildes do povo, salvará os filhos dos pobres e abaterá o opressor."
Salmos 71:5
"Ele viverá tanto tempo quanto dura o sol, tanto quanto ilumina a lua, através das gerações."
Salmos 71:6
"Descerá como a chuva sobre a relva, como os aguaceiros que encharcam a terra."
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