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Salmos 58:6 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
porque tu, Senhor dos exércitos, és o Deus de Israel. Ergue-te para castigar esses pagãos; não tenhas misericórdia desses pérfidos.
Salmos 58:6
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
4 Vê: armam ciladas para me tirar a vida; homens poderosos conspiram contra mim.
6 porque tu, Senhor dos exércitos, és o Deus de Israel. Ergue-te para castigar esses pagãos; não tenhas misericórdia desses pérfidos.
7 Eles voltam todas as noites, latindo como cães, e percorrem a cidade toda.
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Nesses versículos vemos as orações de Davi contra seus inimigos, e contra todos os inimigos da igreja e do povo de Deus. Ele os enxerga assim, como opositores do povo de Deus, e por isso é movido pelo zelo pelo bem público, não por vingança pessoal.
Ele pede que Deus os impeça de fazer mais mal: “Ó Deus, quebra-lhes os dentes nas suas bocas” (Salmo 58:6). Ele não está pedindo que sejam mortos, pois preferiria que vivessem o bastante para se arrepender. Ele pede que Deus lhes tire o poder, porque são como leões, filhotes de leões, que vivem da violência.
Ele pede também que seus planos fracassem e não cheguem ao fim desejado. Quando eles armam o arco contra os retos de coração, que suas flechas errem o alvo e caiam antes de alcançá-lo (Salmo 58:7). Que todo ataque seja frustrado antes de atingir o seu objetivo.
Ele ora ainda para que eles e tudo o que construíram se desfaçam e desapareçam, como água que escorre e se infiltra na terra. Assim são as enchentes de homens perversos, que podem nos amedrontar por um tempo (Salmo 18:4). Águas soberbas podem parecer que vão nos submergir, mas Deus as abaterá (Salmo 124:4-5). Pela fé, devemos enxergar desde já o que eles se tornarão, e assim não temeremos o que eles agora parecem ser.
Ele diz que devem se derreter como a lesma, que se desgasta à medida que se desloca. Cada avanço deixa umidade para trás e, assim, ela vai se consumindo, mesmo enquanto deixa um rastro brilhante. A pessoa cheia de si, que confia em si mesma, na verdade está apenas se desperdiçando e logo chegará ao nada.
Ele ora também para que sejam como um feto que morre assim que começa a viver, e nunca vê o sol. Jó, em sua amargura, desejou ter sido um filho assim (Jó 3:16), mas não sabia bem o que dizia. Contudo, em fé, podemos orar contra os planos dos inimigos da igreja, como faz Oséias: “Dá-lhes, ó Senhor; que lhes darás? Dá-lhes uma madre que aborte e seios ressequidos” (Oséias 9:14). Isso ajuda a explicar a oração do salmista aqui.
Em seguida ele prediz a ruína deles. “Antes que as vossas panelas sintam o fogo dos espinhos”, Deus os levará com força repentina, como um redemoinho, e em santa ira (Salmo 58:9). As palavras são difíceis, mas o sentido é claro. Os juízos de Deus muitas vezes alcançam os ímpios em meio aos seus prazeres e rapidamente os arrebatam.
Quando começam a se aquecer ao fogo que acenderam para si, de repente são obrigados a deitar em tormento (Isaías 50:11). O riso deles é como o crepitar dos espinhos debaixo da panela, desaparece quase tão logo começa (Eclesiastes 7:6). Não há força que possa resistir à destruição vinda do Todo-Poderoso. Quando Deus decide remover os pecadores, em vida ou na morte, eles não podem resistir a ele. Os ímpios são lançados fora na sua maldade.
O salmista então apresenta dois bons efeitos que resultarão da destruição dos pecadores. Primeiro, os justos se alegrarão ao ver o juízo de Deus (Salmo 58:10). O poder e o aparente sucesso dos ímpios podem desanimar o povo de Deus, entristecê-lo e até abalar sua fé (Salmo 73:2, Salmo 73:13). Mas, quando veem Deus levando os ímpios e acertando as contas pelos danos causados ao seu povo, eles se alegram. Suas dúvidas são respondidas e sua fé na providência de Deus, em seu governo sábio sobre o mundo, é fortalecida (Salmo 73:17).
Ele diz que os justos “lavarão os seus pés no sangue do ímpio”. Isso significa que haverá grande derramamento de sangue (Salmo 68:23), e o povo de Deus será revigorado por ver o Senhor honrado na ruína dos pecadores, assim como um viajante cansado é revigorado ao lavar os pés. Essa visão também contribuirá para a santificação deles. Fará com que tremam diante de Deus (Salmo 119:120) e enxerguem quão maligno é o pecado. E lembrará quanto eles devem ao Deus que defende a sua causa e não deixa o mal impune. A alegria deles só é correta quando os torna mais santos e os afasta do pecado.
Segundo, pecadores podem ser convencidos e até transformados pelo que veem, como em (Salmo 58:11). Quando Deus, às vezes, pune os ímpios ainda nesta vida, as pessoas são levadas a dizer: “Na verdade, há recompensa para o justo.” Qualquer um pode tirar essa conclusão a partir desses atos da providência, e muitos o farão. Alguns o dirão constrangidos pelos fatos, outros o confessarão de bom grado e agradecerão a Deus por lhes permitir ver isso.
Eles verão que Deus é o generoso recompensador de seus santos e servos. “Certamente há fruto para o justo” significa que, qualquer que seja a perda ou dificuldade que ele enfrente por causa da fé, não sairá perdendo ao final. Mesmo nesta vida há recompensa para o justo, pois ele será retribuído na terra. Aqueles que pareciam desprezados, desonrados e abandonados serão notados, honrados e protegidos.
Verão também que Deus é o justo governante do mundo e que certamente tratará com os inimigos de seu reino. Mesmo que os ímpios prosperem e zombem da justiça divina, ficará evidente que o mundo não é governado pelo acaso. Ele é governado por um Deus de perfeita sabedoria e justiça. Há um Deus que julga na terra, embora tenha estabelecido seu trono nos céus.
Ele dirige todos os assuntos humanos, conduzindo-os segundo o conselho da sua vontade, para a sua própria glória. Ele punirá os ímpios, não apenas na vida futura, mas também na terra onde acumularam seus tesouros e buscaram sua felicidade. Assim, o Senhor se dá a conhecer por meio dos juízos que executa, e esses mesmos juízos servem de advertência para o juízo final que virá.
Ele é Deus, como lemos aqui. Não é um homem fraco, não é um anjo, não é apenas um nome, nem, como afirmam os ateus, produto do medo e da imaginação humanos. Não é um herói transformado em deus, nem o sol ou a lua, como antigamente pensavam os idólatras. Ele é Deus, um ser perfeito que existe por si mesmo. Ele é quem julga a terra, por isso devemos buscar o seu favor. Todo juízo sobre cada pessoa vem dele, e todo julgamento deve, em última instância, ser remetido a ele.
Deste capítulo
Salmos 58:1
"Para o mestre de canto. “Não destruas”. Cântico de Davi, quando Saul mandou cercar a casa dele para matá-lo."
Salmos 58:2
"Livra-me, ó meu Deus, dos meus inimigos; defende-me dos meus adversários."
Salmos 58:3
"Livra-me dos que praticam o mal; salva-me dos homens sanguinários."
Salmos 58:4
"Vê: armam ciladas para me tirar a vida; homens poderosos conspiram contra mim."
Salmos 58:5
"Senhor, não há em mim crime nem pecado. Sem que eu tenha culpa, eles acorrem e atacam. Desperta, vem para mim e vê,"
Salmos 58:7
"Eles voltam todas as noites, latindo como cães, e percorrem a cidade toda."
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