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Isaías 43:14 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro

" Isto é o que diz o Senhor, o Redentor de vocês, o Santo de Israel: “Por causa de vocês, envio à Babilônia, a fim de fazer cair os ferrolhos dos cárceres, e os caldeus se lamentarão em altos brados. "

Isaías 43:14

menu_book Versículo no contexto

12 Fui eu quem predisse e salvei, e não um deus estranho entre vocês. “Vocês são minhas testemunhas” – diz o Senhor –, “eu sou Deus

13 desde toda a eternidade. Ninguém poderia escapar da minha mão; quando executo, quem poderia destruir minha obra?’’

14 Isto é o que diz o Senhor, o Redentor de vocês, o Santo de Israel: “Por causa de vocês, envio à Babilônia, a fim de fazer cair os ferrolhos dos cárceres, e os caldeus se lamentarão em altos brados.

15 Eu sou o Senhor, o Santo de vocês, o criador de Israel, o rei de vocês”.

16 Isto é o que diz o Senhor, que abriu uma passagem através do mar, um caminho em meio às ondas,

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auto_stories Comentário Bible Guided

O povo de Deus na Babilônia tinha afundado tanto em incredulidade e desânimo que precisava de repetidas garantias de que seria liberto. Para consolá-los profundamente, Deus repete muitas vezes a promessa e fala de modo muito claro aqui.

Ele começa assumindo para si títulos que os animariam. Ele é o Senhor, o Redentor deles, o que significa que não apenas os salvará, mas fará disso a sua própria obra. Se ele é o Deus deles, será tudo o que necessitam e, quando estiverem em cativeiro, será o seu Redentor. Ele é o Santo de Israel (Isaías 43:14) e, de novo, o Santo deles (Isaías 43:15), por isso cumprirá cada palavra que lhes falou. Ele é o Criador de Israel, aquele que fez deles um povo a partir do nada, e o seu Rei, aquele que os possui e reina no meio deles.

Ele também promete quebrar o poder dos opressores que os mantêm cativos e, recusando-se a deixá-los ir, só aumentam a própria culpa. Deus enviará contra a Babilônia um príncipe e um exército vitoriosos, derrubando os seus nobres e lançando por terra a sua honra, juntamente com o seu povo, os caldeus. O clamor deles é descrito como estando nos navios, ou voltado para os navios, porque confiam em suas embarcações como meio de fuga quando a cidade cair. A destruição de Babilônia deve abrir o caminho para que o povo de Deus seja libertado. Quando o Novo Testamento fala da queda de Babilônia, também descreve marinheiros clamando em grande lamento (Apocalipse 18:17-18). Babilônia é arruinada por causa de Israel, para que chegue a sua libertação.

Deus então os faz lembrar das grandes coisas que realizou pelos seus pais quando os tirou do Egito. Ele abriu um caminho no mar, o Mar Vermelho, e trouxe para dentro dele os carros e cavalos de Faraó, onde afundaram e nunca mais se levantaram. Aquele que fez isso certamente pode abrir um caminho para o seu povo sair da Babilônia, e o fará, em vez de deixá-los ali. Fortalece a nossa fé e esperança lembrar o que Deus já fez por seu povo contra os seus inimigos.

No mar Vermelho, Deus fez da água ao mesmo tempo uma estrada para o seu povo e uma sepultura para seus inimigos. Para o seu povo, foi um caminho direto e seguro, com as águas como um muro ao redor deles. Para os inimigos, tornou-se lugar de juízo, pois os carros e cavalos foram abatidos pelo Senhor dos Exércitos, ainda que os egípcios tivessem intenções bem diferentes em sua perseguição (Miquéias 4:11-12).

Deus promete para eles coisas ainda maiores do que fizera nos dias antigos, de modo que não precisariam se queixar, como Gideão, de que os antigos prodígios tinham cessado. Eles não deveriam se apegar ao passado de um jeito que diminuísse a importância da misericórdia presente. O Senhor faria uma coisa nova, não menos maravilhosa nem menos preciosa do que a antiga. Isso é bem explicado em Jeremias 16:14-15 e Jeremias 23:7-8. Já não se falaria do Senhor apenas como aquele que tirou Israel do Egito, porque esse milagre antigo pareceria quase esquecido diante do novo, quando ele trouxesse Israel da terra do norte. Não devemos esquecer as misericórdias passadas, mas devemos, acima de tudo, valorizar as novas. Quando Deus faz algo novo, pode vir de repente, como uma surpresa, e devemos reconhecer de bom grado a sua mão nisso.

Ele promete não só tirá-los da Babilônia, mas também guiá-los de forma segura e confortável de volta à sua terra. Fará um caminho no deserto e rios no ermo. A estrada de Babilônia a Canaã, como a do Egito, passava por um deserto seco. Mas Deus proveria para os cativos que voltassem, de modo que a viagem fosse bem suprida e bem guiada. O mesmo poder que abriu caminho pelo mar pode abrir caminho pelos obstáculos mais duros. Aquele que fez aparecer terra seca em meio às águas também pode fazer brotar água na terra mais seca, em tal abundância que saciará não só o seu povo escolhido, mas até mesmo os animais selvagens. Até as feras do campo, os dragões e os avestruzes são figuradamente apresentadas como honrando a Deus por isso, porque o refrigério é tão real que, se pudessem, o louvariam. Isso envergonha os seres humanos, que podem agradecer ao seu benfeitor, mas tantas vezes não o fazem.

Essa promessa olha para trás, para o que Deus fez quando conduziu Israel pelo deserto, do Egito a Canaã, e fez sair água da rocha. O que fizera antes por eles, faria de novo, porque continua sendo o mesmo Deus. Mesmo que o milagre em si não se repetisse exatamente quando voltaram da Babilônia, Deus ainda assim lhes concederia a misericórdia por meio da sua providência comum, e eles deveriam tê-lo agradecido do mesmo modo. A promessa também aponta para o cuidado de Deus com a igreja judaica nos últimos tempos antes de Cristo e, sobretudo, para a graça do evangelho entre os gentios. Ali, um caminho foi aberto no deserto e rios, no ermo. O mundo, que era como um deserto árido em ignorância e vazio espiritual, foi abençoado com a direção e o consolo de Deus, e com o Espírito derramado em abundância. Até pecadores gentios, que eram como feras selvagens, ferozes como dragões ou tolos como aves noturnas, viriam a honrar a Deus pela grandeza de sua graça para com o seu povo escolhido no meio deles.

Deus remonta todas essas bênçãos à sua verdadeira origem, o propósito de sua própria glória: “Este povo eu formei para mim, e por isso faço tudo isto por eles, para que proclamem o meu louvor” (Isaías 43:21). A igreja é obra de Deus, e assim também cada um de seus membros vivos. O novo céu, a nova terra e o novo homem são todos obra de suas mãos, e são apenas aquilo que ele os faz ser. Ele os molda segundo a sua vontade. Ele os forma para si mesmo.

Deus, a primeira causa de todas as coisas, é também o fim supremo tanto da criação antiga quanto da nova. O Senhor fez todas as coisas para si, e a Israel de maneira especial, para ser um povo para ele, para o seu nome e para o seu louvor. Eles só podem servi-lo à medida que a sua graça se manifesta neles e lhe traz honra (Jeremias 13:11; Efésios 1:6, Efésios 1:12, Efésios 1:14).

Assim, é nosso dever mostrar o seu louvor, não só com os lábios, mas também com a vida, entregando-nos ao seu serviço. Assim como ele nos criou, também nos sustenta, guarda e guia, tudo para si mesmo. Por cada sinal de sua bondade, devemos louvá-lo, do contrário deixamos de corresponder ao propósito da nossa existência e de todas as bênçãos que recebemos.

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