Versículo em destaque
Salmos 49:1 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
" Salmo de Asaf. O Senhor Deus falou e convocou toda a terra, desde o levante até o poente. "
Salmos 49:1
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
1 Salmo de Asaf. O Senhor Deus falou e convocou toda a terra, desde o levante até o poente.
2 Do alto de Sião, ideal de beleza, Deus refulgiu:
3 nosso Deus vem vindo e não ficará calado. Um fogo abrasador o precede; ao seu redor, uma furiosa tempestade.
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Este salmo começa com a introdução da mensagem sobre a vaidade do mundo e a incapacidade que ele tem de nos fazer realmente felizes. Raramente se encontra uma abertura tão solene, porque não há verdade mais certa, mais importante e mais proveitosa para se considerar do que esta.
Primeiro, o salmista convoca todos a ouvirem o que está para dizer: “Ouvi isto, vós todos os povos; inclinai os ouvidos, todos os moradores do mundo” (Salmo 49:1; Salmo 49:2). Ele não fala apenas a Israel, mas a todas as nações, porque essa verdade não é dirigida somente aos que receberam revelação especial. Até a razão natural pode percebê-la, todas as pessoas podem conhecê-la e todas deveriam refletir sobre ela: as riquezas não lhes servirão no dia da morte. Ricos e pobres precisam se juntar para ouvir a palavra de Deus e ambos precisam aplicá-la a si mesmos.
Os que são grandes e ricos devem ouvir sobre a vaidade dos bens terrenos. Não devem se orgulhar de suas posses nem confiar nelas como segurança. Antes, devem usar o que têm para fazer o bem e, assim, ganhar amigos por meio de sua generosidade. Os pobres também precisam ouvir isso, para aprender a estar contentes com pouco e não invejar os que têm muito. Os pobres correm perigo desejando as riquezas com avidez, assim como os ricos correm perigo amando-as em excesso.
O salmista apresenta um forte motivo para que suas palavras sejam levadas a sério: “A minha boca falará de sabedoria” (Salmo 49:3). O que ele vai dizer é verdadeiro, bom e sábio. Não é algo incerto ou de pouco valor, mas uma verdade sólida, capaz de nos conduzir ao grande propósito da vida. Ele também mostra que pensou profundamente no assunto. O que fala vem da meditação do seu coração, daquilo que Deus colocou em sua mente e que ele ponderou com cuidado. Palavras que os servos de Deus falam a partir do próprio coração são as que mais provavelmente alcançarão o coração dos ouvintes.
Em seguida ele diz: “Inclinarei os meus ouvidos a uma parábola” (Salmo 49:4). Chama isso de parábola, não por ser algo estranho ou obscuro, mas por ser um dito sábio e instrutivo, como os provérbios de Salomão. Isso mostra que ele aprendeu essa verdade pelo Espírito de Deus, e não que falava por si mesmo. Mostra também que ele via o assunto como pessoal e sério, pois não diria aos outros que não confiassem nas riquezas se ele mesmo não estivesse decidido a não confiar nelas. E não esperaria que outros ouvissem com atenção aquilo a que ele mesmo não desse toda a atenção. Deus dá a língua do erudito somente depois de primeiro despertar o ouvido para ouvir como erudito (Isaías 50:4).
Ele ainda promete tornar o assunto o mais claro e impactante possível: “abrirei o meu enigma na harpa” (Salmo 49:4). Aquilo que ele aprendeu para si mesmo, não quer guardar só para si, mas transmitir para o proveito de outros. Alguns não entendem esse tipo de ensino, porque, quando ouvem falar da vaidade das coisas visíveis e da realidade das invisíveis, isso lhes soa como um enigma. Por causa deles, o salmista se dispõe a explicar de maneira simples, para que qualquer um possa compreender. Outros podem entender bem, mas não se comovem com a verdade. Para esses, ele a revestirá de música, esperando que a melodia ajude a verdade a penetrar mais fundo. Um cântico às vezes alcança quem um sermão não alcança.
Ele começa aplicando a lição a si mesmo, que é a maneira correta de lidar com a verdade espiritual. Devemos primeiro pregar a nós mesmos antes de advertir os outros. Antes de falar sobre a loucura de confiar em segurança terrena (Salmo 49:6), ele mostra, por sua própria experiência, o consolo de confiar santamente em Deus em vez de confiar nas riquezas. Por isso pergunta: “Por que temerei?” Quer dizer: por que eu deveria ter medo como os mundanos têm medo? (Isaías 8:12).
Ele pergunta por que deveria temer os homens no tempo da angústia ou da perseguição, mesmo quando os ímpios procuram armadilhas contra ele e o cercam de perigos. Por que temer aqueles cuja única força está no dinheiro, quando nem mesmo suas riquezas podem salvar os próprios amigos? Seu poder pode parecer grande, mas as riquezas não os livram da ruína, por isso não deveriam fazer o povo de Deus tremer. Não precisamos temer aqueles que nem conseguem sustentar a própria grandeza.
Ele também quer dizer: “Por que eu temeria como eles temem?”. Os dias da velhice e da morte são dias maus (Eclesiastes 12:1). No dia do juízo, os pecados passados de uma pessoa virão diante dela em ordem. Toda obra será trazida a juízo, inclusive tudo o que está oculto, e cada um terá de prestar contas. As pessoas mundanas e ímpias ficarão apavoradas então, porque nada é mais terrível para quem colocou o coração neste mundo do que ter de deixá-lo. A morte é o rei dos terrores para elas, porque depois da morte vem o juízo, e seus pecados se levantarão ao redor como inimigos.
Mas por que o piedoso deveria temer a morte, se Deus está com ele? (Salmo 23:4). Quando seus pecados o cercam, ele vê que todos foram perdoados. Sua consciência está purificada e em paz. Assim, até no dia do juízo, quando outros desmaiarem de medo, ele poderá levantar a cabeça com alegria (Lucas 21:26, Lucas 21:28). Os filhos de Deus, ainda que sejam pobres, são mais felizes do que as pessoas mais bem-sucedidas deste mundo, porque estão protegidos dos terrores da morte e do juízo que há de vir.
Deste capítulo
Salmos 49:2
"Do alto de Sião, ideal de beleza, Deus refulgiu:"
Salmos 49:3
"nosso Deus vem vindo e não ficará calado. Um fogo abrasador o precede; ao seu redor, uma furiosa tempestade."
Salmos 49:4
"Do alto, ele convoca os céus e a terra para julgar seu povo:"
Salmos 49:5
"“Reúnam os meus fiéis, que selaram comigo uma aliança pelo sacrifício”."
Salmos 49:6
"E os céus proclamam sua justiça, porque é o próprio Deus quem vai julgar."
Salmos 49:7
"“Escutem, ó meu povo, pois eu vou falar: Israel, vou testemunhar contra você. Deus, o seu Deus, sou eu."
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