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Salmos 45:6 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro

Deus está no seu centro, ela é inabalável; desde o amanhecer, Deus já vem em seu socorro.

Salmos 45:6

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auto_stories Comentário Bible Guided

Aqui vemos o real Noivo enchendo o seu trono de justiça e cercando a sua corte de esplendor.

Ele enche o seu trono de justiça. Aqui Deus Pai fala ao Filho e diz: “O teu trono, ó Deus, é eterno e perpétuo”. Este versículo é citado em (Hebreus 1:8-9) para mostrar que o Filho é verdadeiramente Deus e tem um nome muito mais excelente do que o dos anjos. O Mediador, aquele que reconcilia Deus e os homens, precisa ser Deus; se não fosse, não poderia realizar essa obra, nem seria digno dessa coroa.

Seu governo é eterno, “para todo o sempre”. Ele continuará na terra por todas as eras do tempo, apesar de todos os ataques das portas do inferno. Nos seus resultados benditos, durará enquanto durarem os dias do céu e se estenderá com a própria eternidade. Mesmo depois que o reino for entregue a Deus Pai (1 Coríntios 15:24), o trono do Redentor ainda permanecerá. Pode haver, inclusive então, um crescimento sem fim na glória do Redentor e na felicidade do povo remido, pois “do aumento deste principado e da paz não haverá fim” (Isaías 9:7).

Seu governo também é perfeitamente justo. “O cetro do teu reino” indica que o modo como ele governa é reto, conforme a sabedoria e a vontade eterna de Deus. Cristo jamais faz injustiça a qualquer de seus súditos; pelo contrário, traz alívio aos que sofrem injustiça. Ele ama a justiça e odeia a impiedade (Salmo 45:7). Ele próprio ama fazer o que é justo e odeia o mal. Pela sua vida santa, pela sua morte salvadora e por todo o propósito do seu evangelho, ele deixou isso claramente demonstrado. Por meio do seu exemplo, da sua obra de expiação e dos seus mandamentos, ele introduziu uma justiça eterna. E nunca o ódio de Deus ao pecado apareceu de forma tão clara como nos sofrimentos de Cristo.

Seu governo também é estabelecido e exaltado por Deus. “Portanto Deus, o teu Deus, te ungiu com óleo de alegria.” Como Mediador, Cristo fala de Deus como seu Deus, porque foi Deus quem o enviou e o constituiu cabeça da aliança sobre os que com ele estão em pacto. Essa unção significa, primeiro, que Deus lhe deu o seu Espírito para capacitá-lo à sua missão (Isaías 61:1): “O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu.” Deus o equipou para a obra à qual o chamou (Isaías 11:2). O Espírito é chamado de óleo de alegria por causa do júbilo de Cristo em realizar sua obra. Ele foi ungido com o Espírito acima de todos os outros que foram ungidos, quer sacerdotes, quer reis.

Significa também que, como recompensa pelo que fez e sofreu para promover a justiça e destruir o pecado, Deus lhe concedeu as honras e alegrias do seu estado exaltado. Porque se humilhou, Deus o exaltou soberanamente (Filipenses 2:8-9). Essa unção aponta para o poder e a glória que ele agora possui. Ele foi revestido de toda a dignidade e autoridade do Messias. Aponta também para a alegria que lhe estava proposta, como diz (Hebreus 12:2), tanto na luz do rosto do Pai (Atos 2:28), como no êxito da sua obra, que ele verá e da qual ficará satisfeito (Isaías 53:11). Ele é ungido sobre todos os seus companheiros, acima de todos os crentes, que são seus irmãos e participam da unção, eles em medida limitada, ele sem medida. O apóstolo usa isso para provar a superioridade de Cristo sobre os anjos (Hebreus 1:4, 1:9). A salvação dos pecadores é motivo de alegria para os anjos (Lucas 15:10), mas é ainda mais a alegria do Filho.

Ele também mantém sua corte com beleza e honra. Suas vestes reais são notadas, não tanto pelo brilho, mas pelo agradável perfume. Elas exalam mirra, aloés e cássia (Salmo 45:8). Esses são alguns dos ingredientes do santo óleo da unção que Deus determinou, o qual não devia ser imitado para uso comum (Êxodo 30:23-24). Aquele óleo apontava para a unção do Espírito, que Cristo, o grande sumo sacerdote que nos representa diante de Deus, recebeu. O suave aroma desses bons unguentos, isto é, de suas graças e consolações, atrai as almas para ele (Cantares 1:3-4) e o torna precioso para os crentes (1 Pedro 2:7).

Seus palácios reais são chamados de palácios de marfim, então considerados o auge da magnificência. Acabe construiu uma casa de marfim (1 Reis 22:39). As moradas de luz nas alturas são os palácios de marfim, de onde procedem todas as alegrias de Cristo e do seu povo e onde essas alegrias serão completas para sempre. Dali ele se alegra, junto com todos os que lhe pertencem, pois eles entrarão no gozo do seu Senhor.

O esplendor de sua corte brilha com grande beleza. Numa corte real, boa parte da glória exterior vem das damas que a servem, e é essa a imagem aqui (Salmo 45:9). Primeiro, crentes individuais são comparados a damas da corte, ricamente ornadas para honrar o rei. “Filhas de reis estão entre as tuas ilustres mulheres.” Seu porte e seus adornos, por causa de sua alta condição, são tidos como superiores aos de todos os outros. Todos os verdadeiros crentes são nascidos do alto. São filhos do Rei dos reis. Eles servem diariamente ao trono do Senhor Jesus com orações e louvores, e esse é, de fato, o seu privilégio, um privilégio que ele se agrada em considerar como sua própria honra. Chamar filhas de reis de suas “ilustres mulheres”, ou damas de honra, sugere que esses reis estariam sujeitos a ele e dependentes dele, e, assim, veriam como honra que suas filhas o servissem.

Em segundo lugar, a igreja como um todo, formada por esses crentes, é comparada à própria rainha, a noiva que ele desposou consigo em aliança eterna. Ela está à sua direita, perto dele e por ele honrada, vestida com as mais ricas roupas, com ouro de Ofir, com vestes tecidas em fios de ouro e outros enfeites de ouro. Esta é a esposa, a noiva do Cordeiro. Suas graças, que são seus verdadeiros adornos, são comparadas ao linho fino, puro e resplandecente, por causa de sua pureza (Apocalipse 19:8), e ao ouro de Ofir, por causa do seu grande valor. Pois, assim como devemos nossa redenção ao precioso sangue do Filho de Deus, assim também devemos nossa beleza e ornamento a nada que seja corruptível.

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