Versículo em destaque

Salmos 40:6 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro

Meus inimigos falam de mim, maldizendo: “Quando ele morrerá e seu nome se extinguirá?”.

Salmos 40:6

menu_book Versículo no contexto

auto_stories

Explore estudos bíblicos guiados

Sessões estruturadas com notas, perguntas e insights de orientadores

Micro-Study 5 dias

As Bem-Aventuranças (5 Dias)

Cinco encontros curtos com as bênçãos de Jesus e o caráter do reino de Deus.

Prévia da sessão 1:

Bem-Aventurados os Humildes e os que Choram

schedule 6 min

Micro-Study 5 dias

Salmos de Consolo (5 Dias)

Cinco encontros curtos nos Salmos, pensados para dias pesados em que há pouco tempo e pouca energia.

Prévia da sessão 1:

O Cuidado do Pastor

schedule 5 min

lock_open Crie uma conta grátis para salvar notas, acompanhar progresso e desbloquear todas as sessões

person_add Criar conta grátis

auto_stories Comentário Bible Guided

O salmista fica tão maravilhado com as grandes obras de Deus em favor do seu povo que é levado além delas, a um prodígio ainda maior: a obra da redenção por meio de nosso Senhor Jesus Cristo. Os pensamentos de Deus a respeito dessa obra foram os mais sábios, abundantes e cheios de graça; por isso merecem o mais alto louvor. O apóstolo cita esta passagem e a aplica a Cristo e à sua obra em nosso favor (Hebreus 10:5 e seguintes). Assim como nas cerimônias do Antigo Testamento, também nas orações do povo de Deus já havia algum conhecimento do Redentor que havia de vir.

Quando o apóstolo quer nos mostrar a aceitação voluntária de Cristo à tarefa que lhe foi dada, ele não apela para o plano oculto de Deus, que não nos pertence, mas para aquilo que Deus revelou. Em primeiro lugar, os sacrifícios legais eram totalmente incapazes de remover o pecado e de nos trazer paz com Deus e alegria nele. “Sacrifício e oferta não quiseste” indica que Deus não destinou o Redentor para oferecer esses sacrifícios como a verdadeira resposta ao problema do pecado. Algo precisava ser oferecido, mas não aqueles sacrifícios (Hebreus 8:3). Por isso o Redentor não veio da família de Arão (Hebreus 7:14). Ou, entendendo as palavras em relação à vinda do Messias, holocaustos e ofertas pelo pecado deixariam de ser necessários, porque a lei cerimonial iria se encerrar.

Mas mesmo enquanto essa lei ainda vigorava, Deus não desejava esses sacrifícios por si mesmos. Eles não podiam tirar a culpa satisfazendo a justiça de Deus. A vida de uma ovelha, de valor muito inferior ao de uma vida humana (Mateus 12:12), não podia servir como pagamento verdadeiramente equivalente, muito menos reparar a desonra feita ao governo de Deus pelo pecado humano. Esses sacrifícios não podiam aquietar a consciência culpada nem mudar um coração pecador. Isso era impossível (Hebreus 9:9; Hebreus 10:1-4). Todo o valor que tinham vinha de apontarem para Jesus Cristo. Eram sombras, de fato, mas sombras dos bens futuros, provando a fé e a obediência do povo de Deus. A realidade tinha de vir, e essa realidade é Cristo, que glorifica a Deus e traz graça às pessoas de um modo que aqueles sacrifícios jamais poderiam trazer.

Em segundo lugar, Cristo foi designado para a obra e o ofício de Mediador, isto é, aquele que se coloca entre Deus e os homens para reconciliá-los. “Os meus ouvidos abriste” significa que o Pai o preparou para esse serviço (Isaías 50:5; Isaías 50:6) e depois exigiu que o cumprisse. A expressão também pode aludir ao costume de furar a orelha do servo para marcar um serviço vitalício (Êxodo 21:6). Cristo amou tanto essa obra que não quis sair livre dela. Entregou-se a servir para sempre, e é por isso que pode salvar perfeitamente, pois se dispôs a servir plenamente a seu Pai, e o Pai o sustém nisso (Isaías 42:1).

Em terceiro lugar, Cristo deu o seu próprio consentimento voluntário a essa tarefa: “Então disse: Eis aqui venho”. Quando os sacrifícios não podiam cumprir a obra necessária, ele declarou que viria, para que a obra não fracassasse. Veio para enfrentar as potestades das trevas e para promover a glória e o reino de Deus. Isso revela três coisas. Primeiro, ele se ofereceu livremente para esse serviço, sem qualquer obrigação anterior ao seu próprio compromisso voluntário. Tão logo lhe foi proposta essa obra, ele a aceitou com alegria. Se não a tivesse escolhido de livre vontade, não poderia ser fiador, representante garantido de outros, nem sacrifício, pois é por essa disposição voluntária, por essa mente daquele que se oferece, que somos santificados (Hebreus 10:10).

Segundo, ele se ligou firmemente a essa obra: “Eis aqui venho”, isto é, “eu virei na plenitude do tempo”. Por isso o apóstolo afirma que, ao entrar no mundo, ele já estava cumprindo, no coração, essa promessa. Ele assumiu essa obrigação não apenas para manifestar o seu amor, mas também para que o seu compromisso fosse honrado antes mesmo de estar plenamente consumado. Embora o preço ainda não tivesse sido pago na história, já estava garantido. Nesse sentido, ele é o Cordeiro morto desde a fundação do mundo. Terceiro, ele reconheceu abertamente esse compromisso. Disse: “Eis aqui venho”, e vinha dizendo isso ao longo de todo o período do Antigo Testamento aos santos de então, que o conheciam como Aquele que havia de vir. Essa promessa era o fundamento da fé e da esperança deles.

Em quarto lugar, a razão de sua vinda é que sobre ele estava escrito no rolo do livro. Isso se refere, em primeiro plano, aos registros ocultos do decreto e do propósito de Deus. Ali estava escrito que seu ouvido seria aberto e que ele diria: “Eis aqui venho”. Ali estava registrado o pacto da redenção, o plano do Pai com o Filho, e Cristo mantinha os olhos nesse mandamento em tudo o que fazia. Refere-se também às palavras escritas do Antigo Testamento. Moisés e todos os profetas testemunharam a respeito dele. Em cada parte desse livro havia algo escrito sobre ele, e ele tinha isso em vista para que tudo fosse cumprido (João 19:28).

Em quinto lugar, ele se agradou da sua obra. Tendo-se oferecido livremente, não recuou nem desanimou, mas avançou com plena satisfação: “Deleito-me em fazer a tua vontade, ó Deus meu”. Para Cristo, fazer a obra do Pai era como comida e bebida (João 4:34). A razão apresentada é: “A tua lei está dentro do meu coração”. Ela estava escrita ali e ali reinava. Trata-se da lei que regulava a obra e o ofício de Mediador, aquilo que ele tinha de fazer e sofrer. Essa lei era preciosa para ele e moldava toda a sua missão. Quando a lei de Deus é escrita em nossos corações, então o nosso dever se torna o nosso prazer.

Em sexto lugar, o evangelho é anunciado às pessoas na grande assembleia (Salmo 40:9; Salmo 40:10). O mesmo Cristo que conquistou a redenção por nós como sacerdote a torna conhecida como profeta: primeiro por sua própria pregação, depois por meio de seus apóstolos e ainda hoje por sua palavra e pelo seu Espírito. Tão grande salvação começou a ser anunciada pelo próprio Senhor (Hebreus 2:3). É o evangelho de Cristo pregado a todas as nações. O que se anuncia é justiça, a justiça de Deus, a justiça eterna que Cristo trouxe (Daniel 9:24; veja também Romanos 1:16; Romanos 1:17). Anuncia-se também a fidelidade de Deus à sua promessa, a salvação há muito esperada, e a benignidade e verdade de Deus, a sua misericórdia conforme a sua palavra. Na nossa redenção, devemos notar como todos os atributos de Deus reluzem com clareza e dar-lhe louvor por cada um deles. Esse evangelho é pregado à grande congregação, como se diz no versículo 9 e de novo no versículo 10.

Quando Cristo esteve na terra, pregou a grandes multidões, às vezes a milhares de pessoas de uma só vez. O evangelho foi pregado tanto a judeus quanto a gentios, e a grandes reuniões de ambos. O culto público é ordenança do próprio Deus, e nessas reuniões a glória de Deus, vista no rosto de Cristo, deve ser anunciada e louvada para o bem das pessoas.

Como foi anunciado? Livre e abertamente. “Não retive os meus lábios”, “não o ocultei” e “não o encobri”. Isso mostra que todo aquele chamado a pregar o evangelho enfrentaria forte pressão para se calar, pois a mensagem precisava ser proclamada em meio a conflito aberto e sob pesada oposição. Mas o próprio Cristo, e os que ele chamou para essa obra, firmaram o rosto como um seixo (Isaías 50:7), e foram admiravelmente sustentados nela.

Devemos ser gratos por terem sido fiéis. Por causa dessa pregação, nossos olhos podem ver essa luz jubilosa e nossos ouvidos podem ouvir esse som de alegria. Sem isso, poderíamos ter permanecido para sempre perdidos em ignorância.

IA cristã que considera sua denominação

Aplique Salmos 40:6 na sua vida hoje

Receba orientação fundamentada nas Escrituras, que considera sua denominação e é personalizada para a sua situação.

1 Faça sua pergunta arrow_forward 2 Considere sua tradição arrow_forward 3 Aplique as Escrituras

Sem cartão de crédito • Orientação bíblica • 15 créditos grátis para começar

Deste capítulo

Oração diária

Receba uma reflexão bíblica diária por e-mail

Comece cada manhã com um versículo, uma oração e um próximo passo simples.

Grátis. Cancele quando quiser. Nunca compartilhamos seu email.

Aviso importante: Esta orientação bíblica não substitui cuidados profissionais de saúde mental. Se você estiver com sintomas de crise, ligue para 188 (CVV) no Brasil ou 988 nos EUA, ou procure ajuda profissional imediatamente.

Bible Guided oferece orientação baseada na fé e deve complementar, não substituir, apoio terapêutico profissional.