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Salmos 30:1 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
Ao mestre de canto. Salmo de Davi.
Salmos 30:1
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As Bem-Aventuranças (5 Dias)
Cinco encontros curtos com as bênçãos de Jesus e o caráter do reino de Deus.
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Bem-Aventurados os Humildes e os que Choram
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Salmos de Consolo (5 Dias)
Cinco encontros curtos nos Salmos, pensados para dias pesados em que há pouco tempo e pouca energia.
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O Cuidado do Pastor
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Era um costume bom e bem visto entre os judeus piedosos, ainda que não fosse um mandamento direto, dedicar uma casa nova a Deus (Deuteronômio 20:5). Davi fez isso quando sua própria casa ficou pronta e ele se mudou para lá (2 Samuel 5:11). Palácios reais precisam da proteção de Deus tanto quanto as casas mais simples, e devem ser igualmente consagrados ao seu serviço. Devemos considerar os lares em que entramos como pequenos lugares separados para Deus.
No início da vida em um novo lar, devemos entregar a nós mesmos, nossas famílias e todos os assuntos da casa aos cuidados de Deus. Devemos pedir sua presença e bênção, consagrar a Ele tudo o que somos e temos para a sua glória e decidir manter o pecado longe de nossos lares. Devemos também determinar que nós e nossa casa serviremos ao Senhor, tanto no culto em família quanto em todas as partes da obediência ao evangelho. Alguns entendem que este salmo foi cantado quando a casa de Davi foi novamente dedicada, depois que Absalão, seu filho, o expulsou e profanou aquele lugar com incesto. Pensam também que foi um cântico de agradecimento pela derrota daquela rebelião tão perigosa.
Nestes versículos, Davi primeiro dá graças a Deus pelos grandes livramentos que o Senhor lhe concedera. “Exaltar-te-ei, ó Senhor, porque tu me exaltaste.” Ele resolve louvar a Deus como Aquele que é excelso e elevado, e fazer tudo o que estiver ao seu alcance para promover o reino de Deus entre as pessoas. Deus o ergueu não apenas do abismo em que ele estava afundando, mas também o colocou no trono de Israel. O Senhor levanta o pobre do pó e, quando nos exalta por sua providência e por sua graça, a gratidão deve nos mover a louvá-lo ao máximo, ainda que nosso melhor louvor seja pequeno.
Três coisas tornaram o livramento de Davi especialmente grande. Primeiro, isso significou a derrota de seus inimigos. Eles não puderam se alegrar sobre ele, como fariam se ele tivesse morrido de enfermidade ou sido destruído na aflição, o que teria sido cruel e arrogante de sua parte (Salmo 41:11). Segundo, foi uma resposta à oração. “A ti, SENHOR, clamei”, diz ele. Devemos levar todas as nossas aflições a Deus e fazer de cada clamor um clamor dirigido a Ele. Quando derramamos diante dele a nossa dor, isso alivia o coração oprimido. Deus não apenas ouviu a Davi, mas o curou: curou seu corpo, sua mente angustiada e o reino abalado. Assim Ele se revela como “o Senhor que te sara” (Êxodo 15:26), e por isso devemos dar-lhe glória. Terceiro, seu livramento salvou-lhe a vida. Ele havia chegado à beira da morte, descendo à sepultura e pronto a descer ao fosso, mas Deus o resgatou e preservou sua vida (Salmo 30:3). Quanto mais próximo foi o perigo, maior é a sensação de livramento, e mais claramente se manifesta o poder e a bondade de Deus. Uma vida restituída da beira da morte deve ser gastada em louvor ao Deus que a devolveu.
Depois, Davi conclama outros a se unirem a ele em louvor, não apenas pela bondade especial demonstrada a ele, mas pela bondade de Deus a todos os seus santos, o seu povo fiel (Salmo 30:4). “Cantai ao SENHOR, vós que sois seus santos.” Deus reconhece todos os santos verdadeiros como sendo seus. Ainda permanece um remanescente desses no mundo, e deles se espera que cantem ao Senhor, pois foram criados e santificados para o seu louvor e honra. Os santos no céu cantam a Ele; portanto, os santos na terra também devem fazê-lo o melhor que puderem, em harmonia com eles.
Eles creem que Deus é perfeitamente santo, por isso devem cantar a Ele e dar-lhe graças ao se lembrarem de sua santidade. Devem louvar o seu santo nome, pois a santidade o caracteriza em todas as gerações. Deus é santo, e sua santidade é parte de sua glória. Os anjos santos destacam isso especialmente em sua adoração (Isaías 6:3; Apocalipse 4:8). Devemos lembrar e falar muitas vezes da santidade de Deus. É alegria para os santos saber que Deus é santo, porque isso garante que Ele os tornará santos também, e cada vez mais santos. Nenhum aspecto do caráter de Deus é mais terrível para os ímpios, nem mais consolador para os piedosos, do que sua santidade. Se conseguimos realmente nos alegrar em Deus e agradecer por sua santidade, isso é um sinal de que dela participamos em alguma medida.
Eles também o têm experimentado como gracioso e misericordioso, por isso devem cantar a Ele também por isso. Aprendemos que sua ira não dura muito. Mereceríamos que ela durasse para sempre, pois nada merecemos senão juízo; contudo, “o seu favor está pela vida; o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã” (Salmo 30:5). Quando o ofendemos, Ele se ira. Mas, sendo tardio em irar-se e não se irritando com facilidade, sua ira logo se afasta quando nos humilhamos e nos arrependemos, e Ele está pronto para se reconciliar conosco. Se Ele esconde o seu rosto de seus filhos e retém por algum tempo os sinais habituais do seu favor, é apenas por um momento, em um pequeno transbordar de indignação. Mas voltará a ajuntá-los com benignidade eterna (Isaías 54:7, 8). Se o choro dura uma noite, ainda que longa e dolorosa, a alegria certamente volta pela manhã. No tempo devido, o consolo retorna ao povo de Deus, pois a aliança da graça é estável como o ciclo do dia.
Isso muitas vezes se confirma em nossa própria experiência. Choramos durante a noite, mas logo a dor passa e o problema é removido. Enquanto a ira de Deus permanece, os santos continuam chorando; se sua ira é apenas por um momento, o sofrimento também é apenas por um momento. Quando o rosto de Deus volta a brilhar sobre nós, mesmo a aflição severa passa a ser, com razão, chamada de leve e momentânea. Seu favor é vida, ou seja, tudo o que é verdadeiramente bom. Quando o favor de Deus retorna a uma alma aflita, é como vida voltando dentre os mortos, e nada é mais revigorante. Nossa verdadeira felicidade repousa no favor de Deus. Quem o possui tem o suficiente, ainda que falte todo o resto. Ele é a vida da alma, a vida espiritual, e a garantia da vida eterna.
Deste capítulo
Salmos 30:2
"Junto de ti, Senhor, eu me refugio. Que eu não seja confundido para sempre; por tua justiça, livra-me!"
Salmos 30:3
"Inclina para mim teus ouvidos, apressa-te em me libertar. Sê para mim uma rocha de refúgio, uma fortaleza bem armada para me salvar."
Salmos 30:4
"Pois só tu és minha rocha e fortaleza: tu me guiarás e dirigirás, por amor do teu nome."
Salmos 30:5
"Tu me livrarás das ciladas que me armaram, porque és minha defesa."
Salmos 30:6
"Em tuas mãos entrego meu espírito; livra-me, ó Senhor, Deus fiel."
Salmos 30:7
"Tu detestas os que adoram ídolos vãos. Eu, porém, confio no Senhor."
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