Versículo em destaque
Salmos 2:1 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
" Por que as nações se tumultuam? Por que os povos tramam conspirações vãs? "
Salmos 2:1
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
1 Por que as nações se tumultuam? Por que os povos tramam conspirações vãs?
2 Os reis da terra se levantam juntos, e os príncipes se unem para conspirar contra o Senhor e contra seu Cristo.
3 “Quebremos seu jugo — disseram eles — e lancemos para longe de nós as suas cadeias!”
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As Bem-Aventuranças (5 Dias)
Cinco encontros curtos com as bênçãos de Jesus e o caráter do reino de Deus.
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Bem-Aventurados os Humildes e os que Choram
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O Cuidado do Pastor
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Aqui vemos um grande conflito em torno do reino de Cristo. Céu e inferno estão em guerra, e o campo dessa batalha é a terra, onde Satanás há muito exerce um domínio ilegítimo. Ele é chamado de príncipe da potestade do ar e deus deste mundo, porque espalhou amplamente a sua influência.
Satanás sabe muito bem que, à medida que o reino do Messias cresce, o seu próprio reino perde terreno. Por isso, embora o reino de Cristo certamente será estabelecido, isso não acontecerá sem resistência. O Salmo 2 mostra a forte oposição que se levantaria contra o Messias e o seu reino, contra a sua santa religião e contra tudo o que lhe pertence (Salmo 2:1-3).
Seria de se esperar que uma bênção assim fosse bem-vinda em toda parte. Poderíamos supor que todo joelho se dobraria logo diante do Messias, e que toda coroa e cetro da terra seriam colocados aos seus pés. Mas acontece o contrário. Nunca as ideias de nenhum filósofo, por mais tolas que fossem, nem o poder de qualquer governante, por mais cruel que fosse, foram combatidos com tanta violência quanto a doutrina e o governo de Cristo. Isso é um sinal de que o seu reino veio do céu, pois essa oposição claramente veio do inferno.
Somos informados de quem se levantou como inimigo dele e se tornou instrumento do diabo nessa luta. Príncipes e povos, corte e povo do interior, muitas vezes têm interesses diferentes, mas aqui se unem contra Cristo. Não são apenas os poderosos, mas também a multidão, as nações, os povos, muitas comunidades juntas. Embora os homens geralmente prezem a liberdade, resistiram à liberdade que Cristo veio trazer. E não é só a multidão. Os grandes da terra também se levantam contra ele, mesmo sendo o seu reino algo que não é deste mundo e que não ameaça o verdadeiro bem deles. Na verdade, se quisessem, esse reino poderia fortalecê-los.
Isso mostra a antiga inimizade entre a semente da serpente e a semente da mulher e revela quão profunda e ampla é a corrupção humana. Também mostra quão perigosos são os inimigos da igreja, pois são muitos e fortes. Os judeus incrédulos aqui são chamados de nações, porque haviam caído tão longe da fé e da santidade de seus antepassados. Eles incitaram os gentios a perseguirem os cristãos. Assim como os filisteus e seus príncipes, e Saul com a sua corte, se opuseram à elevação de Davi ao trono, assim também Herodes e Pilatos, juntamente com judeus e gentios, fizeram de tudo contra Cristo e sua obra entre os homens (Atos 4:27).
A oposição é contra o Senhor e contra o seu Ungido, isto é, contra a verdadeira religião em geral e a religião cristã em particular. Todo aquele que é inimigo de Cristo é também inimigo do próprio Deus, qualquer que seja a desculpa que apresente. “Me odiaram a mim e a meu Pai” (João 15:24). Cristo é chamado o Ungido do Senhor, o Messias, o Cristo, em alusão à unção de Davi como rei. Ele é plenamente autorizado e plenamente capacitado para ser o Cabeça e Rei da igreja, e mesmo assim alguns se colocam contra ele. De fato, se opõem a ele justamente por isso, porque resistem à autoridade de Deus, ressentem-se da exaltação de Cristo e odeiam a santidade.
A oposição deles é descrita de várias maneiras. Primeiro, é uma oposição amarga e cheia de ódio. Eles se enfurecem, se agitam, rangem os dentes de raiva porque o reino de Cristo está sendo estabelecido. Isso os inquieta profundamente e os enche de ira, de modo que não conseguem encontrar prazer em si mesmos. Isso se viu em muitos episódios, como em (Lucas 13:14), (João 11:47), (Atos 5:17), (Atos 5:33) e (Atos 19:28). Os idólatras se enfureciam quando sua loucura era desmascarada, e os principais sacerdotes e fariseus se enfureciam quando a sua glória murchava e o seu poder usurpado era abalado. Os que praticam o mal se enfurecem contra a luz.
Segundo, é uma oposição planejada e estratégica. Eles imaginam planos perversos e inventam maneiras de sufocar a crescente obra do reino de Cristo. Estão muito seguros de que os seus esquemas darão certo. Pensam que podem derrubar a religião e vencer a batalha.
Terceiro, é uma oposição teimosa e determinada. Eles se colocam contra Cristo com rostos como pederneira e corações como pedra. Ficam de pé desafiando a razão, a consciência e as advertências do Senhor. São orgulhosos e ousados, como os construtores de Babel, e estão decididos a prosseguir aconteça o que acontecer.
Quarto, é uma oposição unida e organizada. Eles se aconselham em conjunto para se encorajar mutuamente nessa luta. Concordam sem divergência em levar adiante, o máximo possível, essa guerra ímpia contra o Messias. São convocados conselhos, tramam-se conspirações secretas, e todos os esforços são feitos para impedir o estabelecimento do reino de Cristo (Salmo 83:5).
Também é mostrado o que os irrita e o que eles procuram alcançar (Salmo 2:3): “Rompamos as suas ataduras”. Não querem estar debaixo de nenhum jugo. São filhos de Belial, pessoas que não suportam o jugo, especialmente o jugo do Senhor e do seu Ungido. Podem até aceitar ideias religiosas que sustentem o próprio poder e conforto deles. Se o Senhor e o seu Ungido os fizerem ricos e grandes neste mundo, eles os receberão bem. Mas, se Cristo vier refrear desejos pecaminosos, reformar corações e vidas e trazer os homens debaixo do governo de uma religião pura e celestial, então dizem: “Não queremos que este reine sobre nós” (Lucas 19:14).
Cristo tem ataduras e cordas para nós. Os que querem ser salvos por ele devem também ser governados por ele. Contudo, as suas cordas são cordas de homem, adequadas à reta razão, e as suas ataduras são ataduras de amor, porque conduzem ao nosso verdadeiro bem. Mesmo assim, os homens lutam contra elas. Por que se opõem à religião, senão porque odeiam as suas restrições e deveres? Querem romper as ataduras da consciência e as cordas dos mandamentos de Deus, que chamam ao abandono do pecado e ligam a todo dever. Recusam receber essas cordas e as lançam para longe, o mais que podem.
Eles também são questionados quanto a isso (Salmo 2:1). Por que fazem isso? Não podem apresentar nenhuma razão justa para se oporem a um governo tão reto, santo e bondoso. Esse governo não entra em choque com a autoridade civil nem introduz ideias perigosas que prejudicam reis ou nações. Pelo contrário, se fosse recebido em toda parte, traria algo semelhante ao céu sobre a terra. Também não podem ter esperança de sucesso ao lutarem contra um reino tão poderoso, que são totalmente incapazes de derrotar.
É algo vão. Depois de terem feito o pior que puderem, Cristo ainda terá uma igreja no mundo, e essa igreja será gloriosa e vitoriosa. Ela está edificada sobre a rocha, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. A lua continua brilhando, mesmo quando os cães latem para ela.
O salmo então mostra a grande vitória conquistada sobre toda essa oposição ameaçadora. Se céu e terra são os dois lados nesse combate, é fácil ver quem vencerá. Os que se levantam são os povos da terra e os reis da terra, e, por pertencerem à terra, são terrenos. Mas aquele contra quem se levantam é o que está entronizado nos céus (Salmo 2:4). Ele está nos céus, de onde vê todos eles e todos os seus planos. Ele também tem poder para vencê-los e frustrar todos os seus esforços. Assentado ali com calma, está fora do alcance de todas as suas fracas ameaças e ataques. Ali ele se assenta como Juiz de todos os negócios humanos, plenamente certo de que todos os seus próprios desígnios prosperarão, apesar de toda oposição (Salmo 29:10). A perfeita paz da mente eterna pode consolar-nos quando as nossas mentes estão perturbadas. Somos abalados em terra e no mar, mas ele está assentado nos céus. Preparou o seu trono para o juízo.
Assim, os esforços dos inimigos de Cristo são facilmente reduzidos a motivo de escárnio. Deus ri deles como de um bando de insensatos. Ele os toma, a eles e a tudo o que tentam fazer, por desprezíveis, e, desse modo, a virgem, filha de Sião, os olhou do alto com desprezo (Isaías 37:22). A insensatez dos pecadores é o alvo apropriado da sabedoria e do poder infinitos de Deus. E os planos do reino de Satanás, que a nós parecem tão assustadores, nada são aos olhos de Deus. Em alguns momentos, Deus é descrito como despertando, levantando-se e movendo-se para derrotar seus inimigos. Aqui, é descrito como sentado, e ainda assim os derrota. Mesmo as obras mais poderosas de Deus não lhe causam fadiga nem perturbam o seu descanso eterno.
Eles também são justamente castigados (Salmo 2:5). Embora Deus os despreze como impotentes, não os ignora. Ele se ira contra eles com justiça, porque são atrevidos e ímpios, e fará os pecadores mais ousados saberem disso e tremerem diante dele. O pecado deles o provoca. Ele se ira, fica profundamente indignado. Não podemos esperar que Deus esteja em paz conosco ou se agrade de nós senão por meio do Ungido, o Messias. Portanto, se o insultamos e rejeitamos, pecamos contra o único remédio e perdemos a bênção de tê‑lo como mediador entre nós e Deus.
A ira de Deus também os inquietará. Se ele apenas lhes falar em sua ira, até o sopro da sua boca significará ruína, matança e destruição para eles (Isaías 11:4; 2 Tessalonicenses 2:8). Ele fala, e acontece. Ele fala em ira, e os pecadores são desfeitos. Assim como uma palavra nos criou, uma palavra pode nos desfazer de novo. Quem pode medir o poder da sua ira? Os inimigos se enfurecem, mas não conseguem perturbar a Deus. Deus permanece sentado, e ainda assim os perturba, enchendo‑os de terror e lançando‑os em pânico. O fato de ele estabelecer o reino de seu Filho apesar deles é o maior transtorno que podem sofrer. Eles foram um peso para o povo fiel de Cristo, mas chegará o dia em que esse peso lhes será devolvido.
Eles também são certamente derrotados, e todos os seus planos são frustrados (Salmo 2:6): “Eu, porém, ungi o meu Rei sobre o meu santo monte Sião.” Davi foi elevado ao trono e feito senhor da fortaleza de Sião, apesar da agitação em seu reino e, de modo especial, apesar do insulto que recebeu da guarnição de Sião, que zombou dele usando seus cegos e coxos, seus soldados incapacitados (2 Samuel 5:6). O Senhor Jesus é exaltado à destra do Pai. Ele tem todo o poder no céu e na terra, e é cabeça sobre todas as coisas para a igreja, apesar dos esforços incansáveis de seus inimigos para impedir a sua exaltação.
Jesus Cristo é Rei. O Pai, que é a fonte de todo poder, deu‑lhe a dignidade e a autoridade de Soberano tanto na providência, isto é, no cuidado e governo de Deus sobre o mundo, quanto na graça, isto é, no seu governo salvador na vida dos crentes. Deus se agrada de chamá‑lo de seu Rei porque o designou para isso e lhe confiou toda a obra de governar e julgar. Ele é seu Rei porque é precioso ao Pai, e porque o Pai se compraz nele. Cristo não tomou para si essa honra, mas foi chamado para ela, e aquele que o chamou também o declara seu: “Eu ungi o meu Rei.” Ele recebeu sua comissão do Pai.
Sendo chamado para essa honra, também foi firmemente estabelecido nela. Costumamos dizer que lugares altos são escorregadios, mas Cristo, uma vez exaltado, permanece ali de forma inabalável: “Eu o pus, eu o estabeleci.” Ele é posto em Sião, o monte santo de Deus, que aponta para a igreja do evangelho. Aquele monte era santo porque ali estava o templo, e por causa do templo todo o monte era chamado santo. O trono de Cristo está estabelecido em sua igreja, isto é, nos corações de todos os crentes e nas comunidades que eles formam. O ensino do evangelho de Cristo é dito sair de Sião (Isaías 2:3; Miqueias 4:2), e assim Sião é apresentado como a sede desse grande Governante, esse trono real do Príncipe no qual os filhos dos homens se alegrarão.
Devemos cantar estas palavras com santa alegria, triunfando sobre todos os inimigos do reino de Cristo, sem duvidar de que todos em breve serão postos por estrado de seus pés. Devemos também nos alegrar em Jesus Cristo como aquele a quem foi confiado todo o poder. E devemos orar com firme confiança nesta promessa: “Pai celestial, venha o teu reino; venha o reino do teu Filho.”
Deste capítulo
Salmos 2:2
"Os reis da terra se levantam juntos, e os príncipes se unem para conspirar contra o Senhor e contra seu Cristo."
Salmos 2:3
"“Quebremos seu jugo — disseram eles — e lancemos para longe de nós as suas cadeias!”"
Salmos 2:4
"Aquele, porém, que habita nos céus ri; o Senhor os reduz ao ridículo."
Salmos 2:5
"Dirigindo-se a eles com cólera, ele os aterroriza com o seu furor:"
Salmos 2:6
"“Sou eu — diz — quem me consagrei um rei em Sião, minha montanha santa”."
Salmos 2:7
"Vou proclamar o decreto do Senhor. O Senhor me disse: “Você é meu filho; eu hoje gerei você."
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