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Salmos 148:1 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro

Aleluia. Nos céus, louvem o Senhor, louvem-no nas alturas do firmamento.

Salmos 148:1

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auto_stories Comentário Bible Guided

Vivemos em um mundo escuro e atribulado, por isso sabemos muito pouco sobre o mundo de luz e honra que está acima de nós. Habitamos dentro de limites estreitos, e é difícil para nós compreender a imensidão do que está acima. Ainda assim, sabemos isto: acima de nós há um mundo de anjos bem-aventurados que louvam a Deus, uma multidão incontável. Milhares de milhares o servem, e miríades estão diante dele. É glória para ele ter tais servos; porém, é glória ainda maior o fato de que ele não precisa deles e em nada pode ser ajudado por eles.

O salmista tem esse mundo claro e feliz em vista aqui, nos versículos 1 e 2. Ele começa com os céus, as alturas lá em cima. Sendo os céus acima de nós, devemos erguer o coração acima deste mundo e em direção a Deus no céu, colocando a mente nas coisas do alto. O desejo dele é que Deus seja louvado desde os céus, e que um espírito de louvor desça de lá até este mundo. Embora muitas vezes sejamos frios, rasteiros e fracos em nosso louvor a Deus, há lá em cima quem o faça de maneira muito melhor, e eles nunca cessam, nem de dia nem de noite.

Ele tem especialmente em mente os anjos de Deus, os exércitos do Senhor, e os conclama a louvarem a Deus. É claro que os anjos são seus exércitos. Assim que foram criados, foram alistados, armados e preparados. Deus os usa em suas batalhas; eles guardam suas fileiras, conhecem o seu lugar e obedecem às suas ordens. Mas é mais difícil explicar o que o salmista quer dizer ao chamá-los a louvar a Deus. Não se pode dizer que eles ignorem isso, pois a Escritura afirma que, por meio da igreja, os principados e potestades conhecem a multiforme sabedoria de Deus (Efésios 3:10). Porém, pode-se dizer que eles não precisam dessa lembrança, pois estão sempre louvando a Deus, e o louvor deles nada tem de deficiente. Assim, quando cantamos este salmo e convocamos os anjos a louvarem a Deus, como em (Salmo 103:20), queremos dizer que desejamos que Deus seja louvado pelos melhores servos e da melhor maneira. Alegramo-nos em saber que ele é assim louvado, e sentimos comunhão espiritual com os que habitam em sua casa lá em cima e o louvam sem cessar. Pela fé, pela esperança e pelo santo amor, chegamos à incontável companhia de anjos (Hebreus 12:22).

Acima de nós há não só uma assembleia de espíritos bem-aventurados, mas também um grande sistema de corpos celestes brilhantes, e estes também louvam a Deus. Eles nos dão motivo, na medida em que os conhecemos, para glorificar a Deus não apenas por sua existência, mas também pelo bem que trazem à humanidade. Sol, lua e estrelas estão sempre diante de nossos olhos, de dia ou de noite, como espelhos que nos mostram uma sombra tênue, e não a imagem plena, da glória do Pai das luzes (Salmo 148:3). As grandes luzes, o sol e a lua, não são grandiosas demais nem brilhantes demais para louvá-lo; e as pequenas luzes, as estrelas, não são pequenas demais para serem consideradas. Os idólatras fizeram do sol, da lua e das estrelas deuses para si, e os louvaram, adorando a criatura em lugar do Criador, porque a criatura podia ser vista com mais facilidade. Mas nós adoramos somente o Deus verdadeiro; por isso, fazemos dessas luzes nossas companheiras de adoração e as conclamamos a louvá-lo conosco. Elas são, por assim dizer, como levitas, servos do templo que nos assistem enquanto, como sacerdotes, oferecemos este sacrifício espiritual.

Acima do sol e das estrelas estão os céus dos céus, a morada dos bem-aventurados. De sua imensidão e de seu brilho sobe muita glória a Deus, pois os céus dos céus são do Senhor (Salmo 115:16), e ainda assim não podem contê-lo (1 Reis 8:27). Alguns entendem essa expressão como as regiões superiores do ar, ou todo o firmamento, como em (Salmo 68:33). A Escritura também fala do céu dos céus, de onde Deus faz sair a sua voz, voz poderosa, isto é, o trovão. Há ainda as águas acima dos céus, as nuvens suspensas no ar, reservadas para o dia da peleja e da guerra (Jó 38:23). Temos motivo para louvar a Deus não só porque essas águas não tornam a inundar a terra, mas também porque a regam e a tornam frutífera. Foi bem dito: “Louvai-o, céus dos céus, e vós, águas que estais sobre os céus, que dependeis da palavra daquele que está acima dos céus”, pois a chave das nuvens está entre as chaves que estão na mão de Deus. Ele abre, e ninguém fecha; ele fecha, e ninguém abre.

“Louvem o nome do SENHOR” significa: louvemos nós o nome do SENHOR por causa deles, e atentemos para quanta nova razão de louvor podemos recolher deles. Ele os fez, concedeu-lhes suas forças e lhes designou os lugares. Ele os ordenou, grandes como são, a partir do nada, e foram criados à sua palavra. Deus criou, e por isso pode ordenar; ele ordenou, e assim os criou. Sua autoridade deve ser sempre honrada e aceita, porque um dia falou com tal autoridade.

Ele ainda os sustém e conserva no ser, nos seus lugares e nos seus movimentos (Salmo 148:6). Ele os estabeleceu para todo o sempre, isto é, até o fim do tempo, que é um “para sempre” curto, mas é o “para sempre” deles. Durarão enquanto forem necessários. Ele lhes fixou um decreto, a lei da criação, e este decreto não passará. Foi estabelecido pela sabedoria de Deus, e por isso não precisa ser mudado. Foi firmado por seu governo e por seu poder fiel, e por isso não pode ser mudado. Todas as criaturas que um dia louvaram a Deus por terem sido criadas devem continuar a louvá-lo por serem preservadas na existência. E temos forte razão para louvá-lo porque elas são mantidas dentro dos limites de seu decreto; é por isso que as águas que estão acima dos céus não tornaram a cobrir a terra.

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