Versículo em destaque
Salmos 140:8 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
Pois é para ti, Senhor, que se voltam os meus olhos; eu me refugio junto de ti, não me deixes perecer.
Salmos 140:8
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
8 Pois é para ti, Senhor, que se voltam os meus olhos; eu me refugio junto de ti, não me deixes perecer.
9 Guarda-me do laço que me armaram e das ciladas dos que praticam o mal.
10 Caiam os ímpios, de uma vez, nas próprias malhas; quanto a mim, que eu escape são e salvo.
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As Bem-Aventuranças (5 Dias)
Cinco encontros curtos com as bênçãos de Jesus e o caráter do reino de Deus.
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Aqui vemos a visão de fé que Davi tinha.
Ele previu, em primeiro lugar, a vergonha e a confusão daqueles que o perseguiam.
Ele orou para que os planos deles fracassassem. No versículo 8, ele pede que Deus não conceda aos ímpios os seus desejos, isto é, o seu apetite por poder, inveja e vingança. Em outras palavras: “Não permitas que eles consigam a destruição da minha causa, que tanto desejam ver; antes, ouve a minha oração.” Ele roga para que seus projetos não tenham êxito, mas sejam reduzidos a nada. Em essência, pede que Deus interrompa os desígnios perversos deles e os impeça de chegar ao alvo. Devemos orar da mesma forma quanto aos inimigos do povo de Deus, para que não prosperem em seu mau trabalho. Davi fez esse tipo de oração contra Aitofel, pedindo a Deus que transformasse em loucura o seu conselho tão reputado como sábio.
A razão é clara: se os soberbos triunfam, tornam‑se ainda mais soberbos. Passam a interpretar o seu sucesso como se fosse aprovação de Deus, e então ficam mais ousados contra o próprio Deus e mais cruéis para com o seu povo. Por isso Davi suplica: “Senhor, não permitas que eles prosperem.”
Ele também previu a ruína deles. Isso pode ser entendido tanto como oração quanto como profecia, e o texto hebraico admite as duas leituras. Ainda que seja lido como súplica, é uma oração guiada pelo Espírito de Deus, de modo que o sentido permanece o mesmo.
Primeiro ele fala de seus inimigos pessoais. O mal que planejavam contra ele recairia sobre eles mesmos. A maldade de seus lábios cobriria a própria cabeça, isto é, a desgraça que tramaram por meio de palavras acabaria voltando contra si. Suas maldições retornariam para eles, e as armadilhas que armaram se tornariam a sua própria perdição (Salmo 7:15, Salmo 7:16). Os que ferem por meio de calúnias, falsos relatos e histórias distorcidas deveriam temer o fim desse pecado. Deveriam considerar quão terrível será quando todo o estrago que ajudaram a causar voltar sobre a sua própria vida.
Os juízos de Deus também cairão sobre eles, e Davi os compara a brasas ardentes. Isso lembra a destruição de Sodoma. Em um sentido mais amplo, lembra o dilúvio, quando as águas de cima e de baixo se uniram para destruir o mundo. Assim também, os inimigos de Cristo e do seu reino enfrentarão tanto o juízo de Deus quanto a miséria resultante da própria ruína. Não é um fogo do qual possam escapar, mas um abismo do qual não conseguem subir. Tofete, o lugar de juízo, é descrito como profundo e largo (Isaías 30:33).
Depois ele fala de todos os que se parecem com eles. Os que falam o mal devem esperar ser abalados, pois jamais serão firmemente estabelecidos na terra. O que se obtém por mentira, fraude, falsas acusações e difamação não permanece. A riqueza adquirida desse modo se esvai. Homens como Doeg não devem esperar governar por muito tempo, pois o seu fim será o mesmo (Salmo 2:5). A língua mentirosa dura apenas um momento, mas a palavra verdadeira permanece para sempre.
Os que praticam o mal devem esperar a destruição. O mal perseguirá o homem violento como um cão de caça segue o rastro de um assassino, ou como um leão persegue a sua presa. Os ímpios serão descobertos e abatidos. A ruína preparada para eles os alcançará e os abaterá. O mal persegue os pecadores.
Davi também previu o livramento e o consolo dos perseguidos (Salmo 140:12, Salmo 140:13).
Deus lhes fará justiça por meio do livramento. Davi tem plena certeza de que o Senhor defenderá a causa do seu povo aflito. Deus não permitirá que a força triunfe para sempre sobre o direito, mesmo quando o direito pertence aos pobres, que pouco ou nada mais têm a seu favor. Deus é, e sempre será, o defensor da inocência oprimida, e muito mais daqueles que sofrem por causa da fé. Quem conhece a Deus pode confiar nisso.
Eles também farão justiça a Deus, por assim dizer, dando‑lhe a glória pelo livramento. Os justos, que se preocupam em dar a Deus o que é de Deus, tanto quanto em dar aos outros o que lhes pertence, louvarão o seu nome quando virem sua causa ser defendida com cuidado e levada adiante com poder. As palavras finais, “os retos habitarão na tua presença”, indicam tanto o favor de Deus para com eles quanto o dever deles para com Deus. Ele lhes dará o privilégio de viver diante dele, em graça agora e em glória depois; e nisso estará a sua segurança e alegria. Ao mesmo tempo, eles o servirão, como servos diante do seu senhor, prontos tanto para honrá‑lo quanto para receber as suas ordens. Esse é o verdadeiro louvor: um louvor que se expressa em uma vida agradecida. Cada livramento deve ser usado dessa maneira, levando a servi‑lo com mais fidelidade e alegria.
Deste capítulo
Salmos 140:1
"Salmo de Davi. Senhor, eu te chamo, vem logo em meu socorro; escuta a minha voz quando te invoco."
Salmos 140:2
"Que minha oração suba até ti como a fumaça do incenso, que minhas mãos estendidas para ti sejam como a oferenda da tarde."
Salmos 140:3
"Põe, Senhor, uma guarda em minha boca, uma sentinela à porta de meus lábios."
Salmos 140:4
"Não deixes meu coração inclinar-se ao mal, para impiamente cometer alguma ação criminosa. Não permitas que eu tome parte nos festins dos homens que praticam o mal."
Salmos 140:5
"Se o justo me bate, é um favor; se me repreende, é como perfume em minha fronte. Minha cabeça não o rejeitará; porém, sob seus golpes, apenas rezarei."
Salmos 140:6
"Seus chefes foram precipitados pelas encostas do rochedo, e ouviram quão brandas eram as minhas palavras."
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