Versículo em destaque
Salmos 126:4 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
" Como flechas nas mãos do guerreiro, assim são os filhos gerados na juventude. "
Salmos 126:4
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
2 É inútil vocês se levantarem antes da aurora e adiarem seu descanso até alta noite, para comer o pão de um trabalho árduo, pois Deus o dá aos seus amados até mesmo durante o sono.
3 Vejam, os filhos são um dom de Deus: o fruto das entranhas é uma recompensa.
4 Como flechas nas mãos do guerreiro, assim são os filhos gerados na juventude.
5 Feliz o homem que assim encheu sua aljava: não será confundido quando defender sua causa contra seus inimigos à porta da cidade.
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Esses versículos olham para misericórdias que ainda eram necessárias. Aqueles que tinham voltado do cativeiro ainda enfrentavam dificuldades, mesmo em sua própria terra (Neemias 1:3), e muitos ainda permaneciam na Babilônia. Assim, eles se alegravam, mas com temor, carregando no coração fardos que ainda precisavam de alívio.
Aqui temos uma oração pela plena conclusão do livramento: “Traze-nos outra vez, ó Senhor, do cativeiro” (Salmo 126:4). Que os que já voltaram para casa sejam libertos dos pesos debaixo dos quais ainda gemem. Que os que permanecem em Babilônia tenham o coração despertado, como o nosso foi, para aproveitarem a liberdade que lhes é oferecida. Os primeiros sinais da misericórdia de Deus devem nos animar a orar por sua plena realização.
Enquanto estivermos neste mundo, sempre haverá mais pelo que orar, mesmo quando temos muito pelo que louvar a Deus. E, quando nós mesmos estamos livres e em boa situação, não devemos nos esquecer dos irmãos e irmãs que ainda estão em aflição e debaixo de restrições. Trazer o restante dos cativos para se unir aos que já voltaram seria bem-vindo por ambos os lados, como correntes de águas numa terra seca do sul. Seria como água fria para a alma sedenta, como boas-novas vindas de uma terra distante (Provérbios 25:25).
Há também aqui uma promessa para encorajá-los a continuar esperando, assegurando que, embora o momento presente seja triste, o fim será bom. A promessa é dada de modo geral, para que todos os santos possam achar consolo nela. O tempo de lágrimas certamente terminará, por fim, em uma colheita de alegria (Salmo 126:5-6).
Os crentes aflitos têm um tempo de lágrimas. Frequentemente choram porque participam das dores comuns da vida humana, e muitas vezes têm até mais do que a sua parte nessas dores. Contudo, eles “semeiam em lágrimas”, isto é, realizam a obra da fé em tempos difíceis e vivem da maneira que Deus lhes ordena. As lágrimas não devem nos impedir de semear. Mesmo no sofrimento, precisamos continuar fazendo o que é certo.
Da mesma forma que a chuva prepara o solo para a semente, a aflição pode nos preparar para o arrependimento, a oração e a humildade. Há até lágrimas que, elas mesmas, são a semente que semeamos: lágrimas pelos próprios pecados e pelos pecados dos outros, lágrimas de compaixão pela igreja sofredora e lágrimas de ternura na oração e sob a ação da Palavra. Essas são sementes preciosas. É como o lavrador que semeia grão quando a comida está escassa, chorando por ter de abrir mão de tanto, e ainda assim o enterra na terra, esperando uma recompensa melhor.
Os que semeiam em lágrimas terão uma colheita de alegria. As aflições do povo de Deus não durarão para sempre, mas terminarão assim que tiverem cumprido seu propósito. Os cativos na Babilônia semearam em lágrimas por muito tempo, mas afinal foram tirados de lá com alegria. Então colheram o fruto de seu sofrimento paciente e voltaram para casa trazendo seus molhos, isto é, o resultado de seu trabalho e da bondade de Deus, carregado com eles.
Jó, José e Davi, entre muitos outros, também tiveram colheitas de alegria após tempos de tristeza. Os que semeiam em tristeza segundo Deus colherão a alegria do perdão concedido e da paz firmada. Os que semeiam para o Espírito, neste mundo de lágrimas, do próprio Espírito colherão a vida eterna, e essa será uma colheita verdadeiramente jubilosa. Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados para sempre.
Deste capítulo
Salmos 126:1
"Cântico das peregrinações. De Salomão. Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a constroem. Se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigiam as sentinelas."
Salmos 126:2
"É inútil vocês se levantarem antes da aurora e adiarem seu descanso até alta noite, para comer o pão de um trabalho árduo, pois Deus o dá aos seus amados até mesmo durante o sono."
Salmos 126:3
"Vejam, os filhos são um dom de Deus: o fruto das entranhas é uma recompensa."
Salmos 126:5
"Feliz o homem que assim encheu sua aljava: não será confundido quando defender sua causa contra seus inimigos à porta da cidade."
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