Versículo em destaque

Provérbios 9:13 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro

" A senhora Loucura é irrequieta, uma tola que não sabe nada. "

Provérbios 9:13

menu_book Versículo no contexto

11 porque por mim os seus dias se multiplicarão, e anos de vida lhe serão acrescentados.

12 Se você é sábio, é para o seu próprio bem que o é; mas, se você é um “soberbo”, somente você sofrerá as consequências.

13 A senhora Loucura é irrequieta, uma tola que não sabe nada.

14 Ela se senta à porta de sua casa, numa cadeira, nos pontos mais altos da cidade,

15 para convidar os viajantes que seguem direito pelo seu caminho.

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auto_stories Comentário Bible Guided

Já ouvimos o que Cristo diz para atrair o nosso coração para Deus e para uma vida piedosa. Poderíamos pensar que todos o seguiriam, mas Provérbios também mostra o quanto o tentador se empenha para puxar almas descuidadas para o pecado. Muitos ainda são conquistados, e o chamado da Sabedoria nem sempre alcança o resultado desejado.

Primeiro, vemos quem é o tentador. É uma mulher insensata, a própria Loucura, em oposição à Sabedoria. Aqui, isso aponta especialmente para o prazer do corpo, porque é um inimigo fortíssimo da virtude e uma porta muito larga para o pecado. Esse tipo de prazer mancha e corrompe a mente, embota a consciência e apaga as fagulhas de convicção como poucas outras coisas fazem.

Essa tentadora é muito ignorante. Ela é simples e nada sabe, isto é, não tem nenhum motivo sólido para apresentar. Quando ganha domínio sobre uma alma, ela expulsa todo conhecimento das coisas santas, e esse conhecimento logo se perde e é esquecido. O pecado sexual, o vinho e as bebidas fortes tiram o bom senso e fazem as pessoas agirem como loucas.

Ela também é muito insistente. Como tem pouco de razoável a oferecer, aperta com mais força e usa de ousadia para vencer. É alvoroçadora e barulhenta, sempre rondando os jovens com suas tentações. Assenta-se à porta de sua casa, à espreita de vítimas, ao contrário de Abraão, que ficava à porta de sua tenda procurando ocasião para fazer o bem.

Ela se assenta num assento, na verdade num trono, nos lugares altos da cidade, como se tivesse direito de fazer leis. Age como se o ser humano devesse ao corpo viver para o corpo. Também se apresenta como alguém respeitável e honrada, digna dos lugares altos da cidade. Muitas vezes ela conquista mais pessoas fingindo ser “de bom tom” e “na moda” do que fingindo ser agradável. Ela diz, em efeito: “Os grandes, os de posição, não se dão mais liberdade do que a estrita virtude permite? Por que você se rebaixaria, deixando regras antigas segurarem você?” Assim, o tentador procura parecer ao mesmo tempo bondoso e importante.

Em segundo lugar, vemos quem está sendo tentado. São jovens bem instruídos, justamente aqueles que ela mais deseja arruinar. São descritos como transeuntes que vão direito em seu caminho, isto é, foram educados na religião e na virtude e começaram bem. Pareciam encaminhados para o bem e não estão, como o jovem de (Provérbios 7:8), se dirigindo à casa dela. Ela mira pessoas assim, arma laços para elas e usa todos os atrativos que possui para desviá-las. Se eles continuam andando em linha reta e se recusam a olhar para ela, ainda assim ela grita atrás deles, de tão urgentes que são essas tentações.

Ela também os apresenta de forma mentirosa. Chama-os de simples e faltos de entendimento, e então os convida para a sua “escola”, como se pudesse libertá‑los dos limites e “formalidades” da religião. O palco do teatro muitas vezes faz o mesmo, e é um retrato fiel deste trecho. Ali o jovem sóbrio, criado com bons costumes, é tratado como o tolo da peça, e o enredo visa torná‑lo muito pior do que seus companheiros abertamente pecadores, enquanto a história finge que está apenas lapidando, refinando e transformando-o num homem esperto e elegante. Aquilo que o pecado e a impiedade com razão chamam de loucura, em (Provérbios 9:4), é injustamente jogado de volta contra a virtude aqui. Mas o tempo mostrará quem são os verdadeiros loucos.

Em terceiro lugar, vemos o que a tentação oferece. “As águas roubadas são doces.” Ela oferece água e pão, enquanto a Sabedoria oferece a carne que preparou e o vinho que misturou. Pão e água são coisas simples, adequadas para quem tem fome e sede, mas aqui são apresentados como especialmente agradáveis justamente porque são roubados e comidos em segredo, com medo de serem descobertos. Os prazeres da luxúria proibida são exaltados como melhores do que o amor permitido, e o ganho desonesto é tratado como melhor que o ganho honesto.

Isso mostra desprezo ousado, até desafio aberto à lei de Deus, porque as águas parecem mais doces justamente por terem sido roubadas e obtidas rompendo a cerca que Deus colocou. Temos uma inclinação natural para o que é proibido. Essa teimosia veio de nossos primeiros pais, que viram a árvore proibida como especialmente desejável. E isso também mostra desprezo pelo juízo de Deus. O pão é comido em segredo porque o pecador teme ser descoberto e castigado, mas se orgulha de ter silenciado tanto a consciência a ponto de ousar continuar, achando que o segredo esconderá para sempre o que fez. O prazer é a isca, mas, pelas próprias palavras da tentadora, é uma isca tão pobre e tola que mal se entende como alguém que pensa com clareza pode ser atraído por ela.

Por fim, Salomão dá um forte alerta contra essa tentação. Quem tem tão pouco entendimento a ponto de se deixar levar por esses atrativos está sendo conduzido, sem perceber, a uma ruína certa. Não sabe, não quer crer ou não para para pensar, e o tentador não o deixa se lembrar, que ali estão os mortos. Os que vivem para o prazer estão mortos enquanto vivem, mortos em delitos e pecados. Os horrores que pertencem à própria morte acompanham esses prazeres.

Ali estão os gigantes, os refains, lembrando os pecadores do mundo antigo, os gigantes que havia naqueles dias. Os convidados dela, que se alimentam dessas águas roubadas, não estão apenas a caminho do inferno ou parados à sua beira. Em certo sentido, já estão nas profundezas dele, debaixo do poder do pecado, feitos cativos de Satanás à vontade dele, e muitas vezes atormentados pela própria consciência, que faz uma espécie de inferno na terra. As profundezas de Satanás são as profundezas do inferno. Um pecado duro, insistido sem arrependimento, já é ruína sem esperança, o abismo aberto desde agora. Salomão mostra o anzol para que aqueles que confiam nele não toquem na isca.

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