Versículo em destaque
Provérbios 6:1 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
" Meu filho, se você ficou como fiador do seu próximo, se estendeu a mão a um estranho, "
Provérbios 6:1
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
1 Meu filho, se você ficou como fiador do seu próximo, se estendeu a mão a um estranho,
2 se você se comprometeu com as palavras dos seus lábios, se ficou cativo pela sua própria linguagem,
3 faça, pois, meu filho, o que digo a você: livre-se, pois você caiu nas mãos do seu próximo; vá, apresse-se, insista com ele,
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A Palavra de Deus é excelente porque nos ensina não apenas a sabedoria divina para a vida futura, mas também o bom senso para esta vida. Ela nos ajuda a administrar com prudência nossos negócios e responsabilidades. Um princípio seguro é evitar tornar-se fiador, pois isso muitas vezes traz pobreza e ruína para as famílias. Pode até tirar o conforto e a paz nos relacionamentos de que o capítulo anterior tratou.
Devemos enxergar o ser fiador como uma armadilha e manter distância disso, como ensinam (Provérbios 6:1-2). Já é arriscado o bastante comprometer-se por um amigo, mesmo alguém cuja situação conhecemos bem e em cuja capacidade de pagar confiamos. Muito pior é “dar a mão ao estranho”, isto é, garantir a dívida de alguém que não conhecemos direito, seja o estranho o devedor ou o credor. Se você entrou nesse tipo de acordo por impulso, seja porque foi pressionado, seja esperando receber o mesmo favor depois, entenda que ficou preso pelas palavras da sua própria boca.
Isso deve nos lembrar a não tratar com leviandade o que dizemos. Poucas palavras podem nos colocar debaixo de dívidas diante dos homens e nos expor a processos e constrangimentos. Do mesmo modo, nossas palavras também podem nos trazer debaixo do juízo de Deus. Palavras não são vento; podem se tornar laços que nos aprisionam.
Se já caímos nessa armadilha, a sabedoria manda sair dela o mais depressa possível, como ensinam (Provérbios 6:3-5). Por enquanto, pode parecer que está tudo calmo. Talvez ninguém ainda esteja cobrando, e o devedor principal diga: “Não se preocupe, eu resolvo isso.” Mas o compromisso continua valendo, os juros podem continuar correndo, o credor pode exigir o pagamento a qualquer momento, e o devedor pode se mostrar desonesto ou incapaz de pagar.
Então você pode acabar tendo que tirar do que é de sua esposa e de seus filhos, arruinando sua casa para pagar uma dívida que nem era originalmente sua. Por isso, livre-se dessa situação. Não descanse até que o credor o libere ou o devedor lhe dê garantias sólidas, substituindo você. Se você se colocou debaixo do poder de outra pessoa, não é hora de ameaças nem de palavras duras; isso só piora as coisas. Em vez disso, humilhe-se, peça com insistência para ser liberado e não poupe esforços até que tudo seja resolvido e sua obrigação já não possa prejudicar você nem sua família.
Esse cuidado é do tipo que pode até tirar o sono, e é melhor que tire mesmo, até que você esteja livre. Não dê sono aos seus olhos até que tenha se livrado. Esforce-se com rapidez e empenho, como a gazela ou o pássaro que fogem da armadilha do caçador. A demora é perigosa, e esforços pela metade não resolvem. Deus, em sua Palavra, mostra interesse em como lidamos com dinheiro e bens, e nos ensina não só a fé para a eternidade, mas também a sabedoria prática para o dia a dia.
Ainda assim, é preciso entender isso corretamente. A Bíblia não diz que é sempre errado ser fiador ou prestar fiança por alguém. Em alguns casos, isso pode ser um ato de justiça ou de bondade. Um homem que tem amigos pode, com razão, escolher demonstrar amizade desse modo, e pode não ser tolice. O apóstolo Paulo, por exemplo, se dispôs a assumir responsabilidade por Onésimo (Filemom 1:19). Também podemos ajudar um jovem a começar um negócio, se sabemos que ele é honesto e trabalhador, e nosso apoio pode ajudá-lo a obter crédito sem nos causar dano real.
Mesmo assim, é sábio evitar dívidas tanto quanto possível, porque elas pesam sobre a pessoa, enredam em cuidados deste mundo e a colocam em risco tanto de praticar o mal como de sofrer injustiça. O que toma emprestado torna-se servo do que empresta. Cristãos, que foram comprados por preço, não devem se fazer servos de homens sem uma razão muito justa (1 Coríntios 7:23). É também grande tolice se amarrar a pessoas necessitadas que estão sempre tomando emprestado e empurrando uma dívida com outra, pois mais cedo ou mais tarde o peso provavelmente cairá sobre nós.
Ninguém deve tornar-se fiador por mais do que está disposto e é capaz de pagar, nem por mais do que pode suportar sem prejudicar a própria família, caso o devedor falhe. Deve encarar aquilo como se fosse dívida sua. A sábia advertência de Eclesiástico 8:13 é apropriada aqui: não se torne fiador além da sua capacidade, porque, se o fizer, deve estar pronto para pagar. Se já agimos tolamente, então o bom senso manda sair da armadilha o mais depressa possível, não poupar esforço e não recusar nenhum passo humilde necessário para tornar tudo seguro e resolvido. É melhor se humilhar para alcançar paz do que arruinar a si mesmo por orgulho teimoso.
Portanto, procure tornar seu amigo seguro, livrando-se das promessas imprudentes que você fez a ele, pois a fiança temerária pode prejudicar a amizade tanto quanto, às vezes, a fiança sábia pode fortalecê-la. Devemos também ser cuidadosos para não nos tornarmos culpados, de nenhuma forma, dos pecados de outras pessoas contra Deus (1 Timóteo 5:22). Isso é muito pior e mais perigoso do que ser responsável pela dívida de alguém. Se precisamos ser tão zelosos para acertar dívidas com as pessoas, muito mais devemos ser zelosos em buscar paz com Deus.
Humilhe-se diante dele. Certifique-se de ter a Cristo como amigo, para que ele interceda por você. Rogue com sinceridade que seus pecados sejam perdoados e que você seja guardado de descer à perdição, e sua oração não será em vão. Não dê sono aos seus olhos, nem repouso às suas pálpebras, até que isso esteja resolvido.
Deste capítulo
Provérbios 6:2
"se você se comprometeu com as palavras dos seus lábios, se ficou cativo pela sua própria linguagem,"
Provérbios 6:3
"faça, pois, meu filho, o que digo a você: livre-se, pois você caiu nas mãos do seu próximo; vá, apresse-se, insista com ele,"
Provérbios 6:4
"não conceda sono aos seus olhos, nem repouso às suas pálpebras."
Provérbios 6:5
"Salve-se como a gazela do caçador e como o pássaro das mãos daquele que arma laços."
Provérbios 6:6
"Vá, ó preguiçoso, até a formiga, observe o seu proceder e torne-se sábio:"
Provérbios 6:7
"ela não tem chefe, nem inspetor, nem mestre;"
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