Versículo em destaque
Provérbios 1:10 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
" Meu filho, se pecadores quiserem seduzir você, não consinta; "
Provérbios 1:10
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
8 Ouça, meu filho, a instrução de seu pai: não despreze o ensinamento de sua mãe.
9 Pois isso será um diadema de graça para sua cabeça e um colar para seu pescoço.
10 Meu filho, se pecadores quiserem seduzir você, não consinta;
11 se lhe disserem: “Venha conosco, faremos emboscadas para derramar sangue, armaremos ciladas ao inocente, sem motivo,
12 como a região dos mortos, vamos devorá-lo vivo, inteiro, como aquele que desce à cova.
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Aqui Salomão dá aos jovens mais uma regra geral para achar e permanecer no caminho da sabedoria: evitar a armadilha das más companhias. Os salmos de Davi começam com esse alerta, e os provérbios de Salomão também, porque nada é mais prejudicial para uma fé viva ou para uma vida correta (Provérbios 1:10): “Filho meu, a quem amo e por quem tenho profundo cuidado, se os pecadores tentarem te desviar, não concordes com eles.” Este é um bom conselho para os pais darem aos filhos quando os enviam para o mundo. É o mesmo aviso que Pedro deu aos primeiros crentes: “Salvai-vos desta geração perversa” (Atos 2:40).
Perceba como os ímpios se esforçam para atrair outros ao caminho da ruína: eles “procuram atrair com agrados”. Pecadores gostam de ter companhia em seu pecado. Os anjos que caíram tornaram-se tentadores quase tão logo se tornaram pecadores. Em geral, não começam ameaçando nem discutindo. Começam aliciando com elogios e palavras suaves, como isca que puxa o jovem descuidado em direção ao anzol. Mas se enganam quando pensam que, trazendo outros para a mesma culpa e amarrando-os ao seu pecado, terão menos a responder diante de Deus. Na verdade, isso só aumenta a sua própria responsabilidade.
Veja também quão cuidadosos os jovens precisam ser para não se deixar levar: “não aceites”. Se te tentam, não podem te obrigar. Não digas o que eles dizem, não faças o que eles fazem e não te unas a eles no pecado. Para reforçar essa advertência, Salomão mostra o raciocínio enganoso que os pecadores usam para seduzir outros e os truques com que enganam almas inconstantes. Ele toma como exemplo salteadores de estrada, que procuram atrair outros para sua quadrilha (Provérbios 1:11-14).
Observe o que querem que o jovem faça: “Vem conosco” (Provérbios 1:11). A princípio, parece que só pedem companhia. Depois o convite se torna mais forte (Provérbios 1:14): “Junta-te de vez a nós. Divide tua sorte conosco. Une tua força à nossa, e ficaremos de pé ou cairemos juntos. Serás tratado como nós somos tratados. Tenhamos todos uma só bolsa, para gastarmos juntos o que conseguirmos.” Esse é o objetivo a que visam.
Eles apelam a dois desejos gananciosos e destrutivos. Primeiro, a crueldade. Têm sede de sangue e odeiam pessoas inocentes que nada lhes fizeram. Gente honesta e trabalhadora os envergonha e os condena pela própria retidão de vida. Por isso dizem: “Embosquemo-nos à espreita do sangue deles, fiquemos ocultos” (Provérbios 1:11). Os inocentes não esperam perigo e não se defendem, por isso são presa fácil. “Quão doce será tragá-los vivos!”, pensam (Provérbios 1:12). Esses homens violentos são tão ávidos quanto um leão faminto despedaçando um cordeiro. Se alguém objetar que os corpos dos assassinados vão denunciar o crime, eles respondem: “Não há perigo. Nós os engoliremos de uma vez, como se estivessem enterrados.” Quem imaginaria que a natureza humana poderia descer tão baixo, a ponto de alguém sentir prazer em destruir o outro?
O segundo desejo é a ganância. Eles esperam uma grande recompensa do crime (Provérbios 1:13): “Encontraremos todo tipo de bens preciosos se seguirmos esse ofício. Mesmo arriscando a vida, encheremos de despojos as nossas casas.” Isso revela, primeiro, como pensam sobre as riquezas do mundo. Chamam-nas de bens preciosos, mas não são verdadeiramente sólidas nem realmente preciosas. São apenas sombra, vaidade, sobretudo quando adquiridas por roubo (Salmo 62:10). É como algo que, no fundo, nem existe, porque não pode dar satisfação duradoura. Mesmo assim, consideram-nas tesouro, e por causa disso arriscam a vida e até a alma para consegui-las. Muitos se arruínam porque atribuem valor exagerado às riquezas deste mundo e as tratam como grande tesouro. Em segundo lugar, isso mostra quanto eles prometem a si mesmos. “Encheremos nossas casas com isso.” Quem negocia com o pecado espera lucros enormes e imagina que isso lhe trará grande vantagem. Mas estão apenas sonhando que estão comendo. Suas casas abarrotadas se reduzem a quase nada, como a relva dos telhados.
Em seguida, Salomão mostra quão danosos são esses caminhos, para que os detestemos (Provérbios 1:15): “Filho meu, não andes com eles. Não tenhas comunhão com eles. Mantém-te o mais longe que puderes. Desvia o teu pé do caminho deles. Não sigas o exemplo deles.” Nossa natureza é tão corrompida que nossos pés são rápidos para entrar na vereda do pecado. Por isso precisamos de um domínio próprio firme para nos manter longe dela e deter-nos se começarmos a escorregar, ainda que um pouco, em sua direção.
Pensa primeiro no quanto o caminho deles é prejudicial por sua própria natureza (Provérbios 1:16). “Seus pés correm para o mal”, para o que desagrada a Deus e fere o próximo, “e se apressam a derramar sangue.” O pecado é um caminho em descida. As pessoas não apenas deixam de se conter, mas muitas vezes aceleram quanto mais permanecem nele, como se tivessem pressa de causar o máximo de dano e não pudessem perder um momento sequer. Eles diziam que agiriam devagar, “embosquemo-nos à espreita do sangue” (Provérbios 1:11), mas, na prática, se precipitam, porque Satanás encheu seus corações.
Considera também quão desastroso será o resultado. São claramente avisados de que esse caminho perverso terminará em sua própria destruição, e ainda assim prosseguem. Nisso se parecem com o pássaro tolo que vê a rede estendida para apanhá-lo e, mesmo assim, voa para dentro dela por causa da isca (Provérbios 1:17). Nós valemos mais do que muitos pardais, portanto deveríamos ter mais juízo e agir com mais cuidado. Deus nos fez mais sábios que as aves do céu (Jó 35:11), e não devemos ser tão insensatos quanto elas.
Na verdade, eles são piores que os pássaros, porque até os pássaros às vezes percebem o perigo. O caçador sabe que é inútil armar um laço onde a ave consegue enxergá-lo, por isso o esconde. Mas o pecador vê a ruína no fim do seu caminho. O assassino e o ladrão conseguem ver, à frente, a prisão e o patíbulo, e podem até entrever o inferno diante de si. Seus avisos lhes dizem que certamente morrerão, mas de nada adianta. Correm para o pecado e continuam correndo, como cavalo que se lança à batalha. A própria armadilha que armam para outros acabará se voltando contra eles (Provérbios 1:18-19). Eles se põem à espreita da vida e do sangue dos outros, mas isso se tornará, contra seus planos, o preço do seu próprio sangue e da sua própria vida. Chegarão a um fim vergonhoso. Se escaparem da justiça humana, o juízo de Deus ainda os alcançará. Sua cobiça os empurra para pecados que não lhes permitem completar nem metade de seus dias, mas abreviam a vida pela metade.
Eles têm pouca razão para se orgulhar de bens adquiridos assim, pois esses bens tiram a vida do dono e depois passam a outras mãos. Que proveito há em alguém ganhar o mundo inteiro e perder a própria vida? Depois disso, já não pode desfrutar do mundo. Muito menos alguém pode lucrar coisa alguma se perder a alma e for tragado pela ruína e destruição, como tantos são, por causa do amor ao dinheiro.
Salomão menciona o roubo nas estradas, mas quer nos advertir contra todo tipo de mal para o qual os pecadores tentem atrair as pessoas. Os caminhos dos beberrões e dos sexualmente imorais são assim também. Seguem prazeres que conduzem à ruína nesta vida e na eternidade, portanto não te juntes a eles.
Deste capítulo
Provérbios 1:1
"Provérbios de Salomão, filho de Davi, rei de Israel,"
Provérbios 1:2
"para conhecer a sabedoria e a instrução, para compreender as palavras sensatas,"
Provérbios 1:3
"para adquirir as lições do bom senso, da justiça, da equidade e da retidão;"
Provérbios 1:4
"para dar discernimento aos simples e, ao adolescente, conhecimento e reflexão."
Provérbios 1:5
"Que o sábio escute, e aumentará seu saber, e o homem inteligente adquirirá prudência"
Provérbios 1:6
"para compreender os provérbios, as alegorias, as máximas dos sábios e seus enigmas."
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