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Filipenses 3:17 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro

" Irmãos, sejam meus imitadores e observem atentamente os que vivem segundo o exemplo que nós damos a vocês. "

Filipenses 3:17

menu_book Versículo no contexto

15 Nós, que somos mais aperfeiçoados, coloquemos nisso o nosso afeto; e, se vocês têm outro modo de sentir, sobre isto Deus há de esclarecer vocês.

16 Contudo, seja qual for o grau a que chegamos, o que importa é prosseguir decididamente.

17 Irmãos, sejam meus imitadores e observem atentamente os que vivem segundo o exemplo que nós damos a vocês.

18 Porque há muitos por aí, dos quais repetidas vezes tenho falado a vocês e dos quais agora falo chorando, que se comportam como inimigos da cruz de Cristo,

19 e cujo destino é a perdição, cujo deus é o ventre, para os quais a própria ignomínia é causa de envaidecimento, e que só sentem prazer no que é terreno.

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auto_stories Comentário Bible Guided

Ele encerra o capítulo com advertências e encorajamentos. Primeiro, ele os alerta a não seguirem sedutores e falsos mestres (Filipenses 3:18-19). “Muitos há”, diz ele, “dos quais muitas vezes vos disse, e agora também digo, chorando, que são inimigos da cruz de Cristo”. Há muitos que carregam o nome de Cristo, mas o modo como vivem mostra que são contra Cristo e contra o propósito da sua cruz. Suas atitudes são uma prova mais forte do que suas palavras. “Pelos seus frutos os conhecereis” (Mateus 7:20).

Paulo adverte contra esse tipo de gente com frequência, porque somos lentos em acolher as advertências. “Muitas vezes vos disse”, ele afirma, e “para vós é segurança que eu escreva as mesmas coisas” (Filipenses 3:1). Ele também os adverte com profundo sentimento. “Agora também digo, chorando.” Paulo era um pregador que sabia chorar quando a ocasião pedia, como Jeremias, o profeta chorão. Uma advertência antiga pode ser repetida com um sentimento sempre novo. Se a dizemos com real preocupação e nós mesmos vivemos debaixo de seu peso, não a repetimos em vão.

Em seguida, ele descreve os inimigos da cruz de Cristo. “O deus deles é o ventre.” Eles só se importam com prazeres e apetites do corpo. É vergonhoso para qualquer pessoa, e especialmente para cristãos, abrir mão do favor de Deus, da paz da consciência e da felicidade eterna por um ídolo tão pobre. Gulosos e bêbados fazem do estômago o seu deus, e toda a sua preocupação é satisfazê-lo. Paulo diz o mesmo sobre esse tipo de gente em Romanos 16:18: eles servem ao próprio ventre, e não ao Senhor Jesus Cristo.

“Gloriam-se na sua vergonha.” Eles não apenas pecam, mas se vangloriam disso. Têm orgulho justamente daquilo que deveria envergonhá-los. O pecado é a vergonha do pecador, e se torna ainda pior quando alguém se gaba dele. Eles se valorizam pelas próprias coisas que os mancham.

“Só pensam nas coisas terrenas.” Cristo veio, por meio de sua cruz, para nos libertar do domínio do mundo sobre nós e do nosso domínio sobre o mundo. Portanto, aqueles que fixam seus pensamentos nas coisas terrenas se colocam contra a cruz de Cristo e contra o seu propósito. Eles desfrutam as coisas terrenas, correm atrás delas e nelas encontram seu conforto, em vez de buscá-lo nas coisas celestiais. Paulo pinta esse quadro para que os cristãos não os copiem nem sejam conduzidos por eles. Ele também mostra aonde esse caminho leva: “o fim deles é a perdição”. O caminho deles pode parecer agradável por um tempo, mas conduz à morte e à ruína. “O fim delas é a morte” (Romanos 6:21). É perigoso segui-los, ainda que pareça que vão pela direção mais fácil. Se escolhemos o caminho deles, temos motivos para temer o mesmo fim. Ele pode também estar aludindo à destruição final da nação judaica.

Em segundo lugar, Paulo aponta para si mesmo e para seus cooperadores como um exemplo melhor: “Sede também meus imitadores, irmãos, e tende cuidado, segundo o exemplo que tendes em nós, pelos que assim andam” (Filipenses 3:17). Ele lhes diz para olharem com atenção para esse tipo de pessoa e tomá-las como modelo. Explica isso dizendo: “a nossa cidade está nos céus” (Filipenses 3:20). Bons cristãos, mesmo vivendo na terra, pertencem ao céu. É lá que está sua pátria verdadeira e seus direitos reais. Este mundo não é o país definitivo deles. Suas maiores bênçãos e interesses estão na Nova Jerusalém. E, por pertencerem a lá, mantêm já agora comunhão com aquele mundo.

A vida de um cristão está no céu, onde está o seu Cabeça, onde está sua casa, e onde espera estar em breve. Ele põe o coração nas coisas de cima, e para onde o coração vai, a vida o acompanha. Paulo os tinha exortado a segui-lo, assim como a outros ministros de Cristo. Eles poderiam dizer: “Vocês são pobres, odiados e perseguidos. Não têm destaque algum neste mundo. Por que deveríamos seguir vocês?” A resposta dele é: “A nossa cidade está nos céus.” Estamos ligados àquele mundo e temos um forte direito a ele, por isso não somos tão baixos e desprezíveis quanto muitos pensam. É bom ter comunhão com aqueles que têm comunhão com Cristo e caminhar com os que têm a vida voltada para o céu.

Isso é importante, primeiro, porque estamos aguardando o Salvador que virá do céu, o Senhor Jesus Cristo (Filipenses 3:20). Ele não está aqui agora. Subiu e entrou na presença de Deus por nós. Esperamos que venha novamente de lá e reúna em torno de si todos os cidadãos da Nova Jerusalém. É importante também porque, em sua vinda, esperamos ser tornados felizes e glorificados ali. Há uma glória reservada para os corpos dos santos, e eles a receberão na ressurreição. Nossos corpos atuais são “corpos de humilhação”, corpos baixos e fracos. Vêm da terra, são sustentados por coisas terrenas e estão sujeitos a doenças e à morte. Muitas vezes também são instrumentos e ocasião de muito pecado, razão pela qual Paulo o chama de “este corpo de morte” (Romanos 7:24). Ou Paulo pode querer dizer que nossos corpos são humildes porque um dia estarão no túmulo, reduzidos a pó. Então serão ressuscitados em glória.

Será uma mudança verdadeira, e será grandiosa. O modelo é o corpo glorioso de Cristo. Quando ele foi transfigurado no monte, “o seu rosto resplandeceu como o sol” e “as suas vestes se tornaram brancas como a luz” (Mateus 17:2). Ele foi ao céu com um corpo, para que, em nossa natureza, tomasse posse da herança. Ele é o primogênito dentre os mortos e o primogênito entre muitos irmãos. Seremos conformados à imagem do Filho, para que Cristo seja “o primogênito entre muitos irmãos” (Romanos 8:29).

O poder que fará isso é o mesmo pelo qual Cristo pode “sujeitar a si todas as coisas” (Filipenses 3:21). Paulo fala da força de Deus como poder grandioso, poder excelente e poder atuante (Efésios 1:19). Isso deve nos consolar. Cristo pode pôr todas as coisas debaixo do seu domínio e, em tempo oportuno, o fará. A ressurreição acontecerá por esse mesmo poder. “Eu o ressuscitarei no último dia” (João 6:44). Que isso fortaleça nossa fé na ressurreição. Não temos apenas as Escrituras, que nos dizem que ela acontecerá, mas também o poder de Deus, que é capaz de realizá-la (Mateus 22:29).

A ressurreição de Cristo foi uma manifestação gloriosa do poder de Deus. Por isso, ele é declarado Filho de Deus com poder, pela ressurreição dentre os mortos (Romanos 1:4). Da mesma forma, nossa ressurreição será uma demonstração desse mesmo poder. A ressurreição dele é, ao mesmo tempo, prova clara e padrão da nossa.

Então todos os inimigos do reino do Redentor serão plenamente derrotados. Não apenas aquele que tinha o poder da morte, o diabo (Hebreus 2:14), mas o próprio último inimigo será destruído, isto é, a morte (1 Coríntios 15:26). A morte será tragada na vitória (1 Coríntios 15:54).

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