Versículo em destaque
Filipenses 1:21 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
" Porque, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro. "
Filipenses 1:21
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
19 Pois sei que isso me resultará em salvação, graças às orações de vocês e ao socorro do Espírito de Jesus Cristo.
20 Meu ardente desejo e minha esperança são que em nada serei confundido, mas que, hoje como sempre, Cristo será glorificado em meu corpo (tenho toda a certeza disso), quer pela minha vida, quer pela minha morte.
21 Porque, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro.
22 Mas, se o viver no corpo é útil para o meu trabalho, então não sei o que devo preferir.
23 Sinto-me pressionado dos dois lados: por um lado, desejaria desprender-me para estar com Cristo — o que seria imensamente melhor;
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Aqui temos um testemunho sobre a vida e a morte do bem‑aventurado Paulo. A sua vida era Cristo, e a sua morte seria lucro. Em primeiro lugar, isto é a marca clara de todo verdadeiro cristão: “viver é Cristo”. A glória de Cristo deve ser o alvo da nossa vida, a graça de Cristo deve ser a força que impulsiona a nossa vida, e a palavra de Cristo deve ser a regra para a nossa conduta. A vida cristã vem de Cristo e é dirigida para Cristo. Ele é a fonte, o guia e o fim dessa vida.
Em segundo lugar, todos os que podem dizer “o viver é Cristo” podem também dizer, com segurança, “o morrer é ganho”. É um grande ganho, ganho agora e ganho para sempre. A morte é grande perda para o homem mundano, porque ele perde seus confortos e suas esperanças. Mas, para o bom cristão, a morte é ganho. Ela põe fim à fraqueza e à miséria e introduz na alegria plena e no cumprimento da esperança. Livra de todo mal desta vida e coloca o crente na posse do bem supremo.
Ou Paulo pode querer dizer: “para mim, morrer é ganho”, no sentido de que a própria morte ajudaria o progresso do evangelho, assim como o beneficiaria pessoalmente. Seu sangue daria novo testemunho da verdade do evangelho, assim como sua vida já o havia ajudado por meio de seu trabalho. Desse modo, Cristo seria engrandecido também por sua morte (Filipenses 1:20). Alguns entendem toda a frase assim: “Para mim, vivendo ou morrendo, Cristo é ganho”. Ou seja: “Nada mais desejo, quer viva, quer morra, senão ganhar a Cristo e ser achado nele”.
Poderia parecer que, se a morte era ganho para Paulo, ele estaria ansioso para deixar esta vida e impaciente por morrer. Mas não era assim. Ele diz: “Mas, se o viver na carne vos dá fruto da minha obra…” (Filipenses 1:22). Isto é, Cristo é o fruto do seu labor. Ele considerava bem empregado todo o seu esforço se pudesse promover a honra e os interesses do reino de Cristo no mundo. Vale a pena, para um bom cristão e um bom ministro, viver o máximo que puder, enquanto puder glorificar a Deus e fazer bem à igreja.
No entanto, ele acrescenta: “não sei então o que deva escolher, pois de ambos os lados estou em aperto”. Era uma luta bem‑aventurada, não entre dois males, mas entre dois bens. Davi esteve em aperto entre três juízos, espada, fome e peste. Paulo estava em aperto entre duas bênçãos: viver para Cristo e estar com Cristo. Ele pondera consigo mesmo essa questão.
Sua primeira inclinação era em direção à morte. Aqui vemos o poder da fé e da graça. Elas podem firmar a mente diante da morte e tornar‑nos dispostos a morrer, embora a morte seja o fim desta vida presente e o maior mal segundo a natureza. Por natureza recuamos diante da morte, mas Paulo tinha desejo de partir (Filipenses 1:23), “tendo desejo de partir, e estar com Cristo”. Note‑se que é “estar com Cristo” que torna desejável a partida para o verdadeiro homem de Deus. Morrer, despir‑se do corpo, em si, não é agradável. Mas, se partir é o único caminho para estar com Cristo, então se torna desejável por causa disso.
Logo que a alma parte, imediatamente está com Cristo. “Hoje estarás comigo no paraíso” (Lucas 23:43). “Deixando o corpo, estamos presentes ao Senhor” (2 Coríntios 5:8), sem intervalo entre uma coisa e outra. Isso é muito melhor, infinitamente melhor. Os que conhecem o valor de Cristo e do céu admitem de bom grado que é muito melhor estar no céu do que neste mundo, e melhor estar com Cristo do que com qualquer criatura. Neste mundo estamos cercados de pecado, nascemos para a aflição e, mesmo nascidos de novo, continuamos a enfrentar aflições. Mas, quando chegamos a estar com Cristo, o pecado se vai, a tentação se vai, a tristeza se vai e a morte se vai para sempre.
Seu juízo, porém, era que seria melhor permanecer ainda algum tempo neste mundo, por causa do bem da igreja (Filipenses 1:24): “mas julgo mais necessário, por amor de vós, ficar na carne”. A igreja precisa de ministros, e ministros fiéis podem fazer muita falta quando a seara é grande e poucos são os trabalhadores. Aqueles que têm os motivos mais fortes para desejar partir devem, ainda assim, estar dispostos a permanecer no mundo enquanto Deus tiver obra para que realizem.
A luta de Paulo não era entre viver neste mundo e viver no céu; aí não há comparação. A luta era entre servir a Cristo aqui e gozá‑lo plenamente lá. Em qualquer dos lados, porém, Cristo era o centro do seu coração. Assim, pela honra de Cristo e pelo bem de sua igreja, ele se dispõe a ficar aqui por algum tempo, em meio a oposições e dificuldades, adiando a alegria imediata de sua recompensa.
Ele prossegue: “E, tendo esta confiança, sei que ficarei, e permanecerei com todos vós para proveito vosso e gozo da fé” (Filipenses 1:25). Vemos, primeiro, quão grande era a confiança de Paulo na providência de Deus, de que Deus dirigiria todas as coisas para o seu bem. Ele estava certo de que seria necessário para a igreja que ele permanecesse, e por isso sabia que ficaria. Em segundo lugar, tudo o que é melhor para a igreja, Deus certamente fará. Se sabemos o que é necessário para a edificação do corpo de Cristo, podemos estar seguros de que Deus o proverá, pois ele guarda os interesses da igreja e faz o que é melhor em cada situação. Em terceiro lugar, os ministros são conservados no seu ofício para o progresso e o gozo da fé da igreja, para crescimento em santidade e em consolação. Em quarto lugar, tudo o que aumenta a nossa fé e a alegria que dela procede muito nos ajuda no caminho para o céu. Quanto mais fé temos, mais alegria temos; e quanto mais fé e alegria temos, mais avançamos na vida cristã. Em quinto lugar, há uma necessidade real de um ministério constante, não apenas para convencer e converter pecadores, mas também para edificar os santos e ajudá‑los a crescer na vida espiritual.
Ele acrescenta: “para que a vossa glória abunde por mim em Cristo Jesus, pela minha nova ida a vós” (Filipenses 1:26). Eles se alegravam com a esperança de tornar a vê‑lo e de receber mais auxílio por meio do seu ministério entre eles. A permanência dos ministros junto à igreja deve ser motivo de alegria para todos os que se importam com a igreja e com o seu bem. Mas toda a nossa alegria deve encontrar o seu fim em Cristo. A nossa alegria em bons ministros deve ser alegria em Cristo Jesus por causa deles, pois eles são apenas amigos do noivo, devem ser acolhidos em seu nome e por amor a ele.
Deste capítulo
Filipenses 1:1
"Paulo e Timóteo, servos de Jesus Cristo, a todos os santos em Jesus Cristo que se encontram em Filipos, juntamente com os bispos e diáconos:"
Filipenses 1:2
"a vocês, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e da parte do Senhor Jesus Cristo!"
Filipenses 1:3
"Dou graças ao meu Deus cada vez que me lembro de vocês."
Filipenses 1:4
"Em todas as minhas orações, oro sempre com alegria por todos vocês,"
Filipenses 1:5
"lembrando-me da cooperação que vocês têm dado na difusão do Evangelho, desde o primeiro dia até agora."
Filipenses 1:6
"Estou persuadido de que aquele que iniciou em vocês esta obra excelente lhe dará o acabamento até o dia de Jesus Cristo."
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