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Números 15:22 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro

" “Se vocês pecarem involuntariamente, deixando de observar um desses mandamentos que o Senhor deu a Moisés, – "

Números 15:22

menu_book Versículo no contexto

20 Essa oferta será um bolo feito das primícias da farinha de vocês: vocês a separarão como se separa a oferta da eira.

21 Como primícias da farinha de vocês, vocês e seus descendentes separarão uma oferta para o Senhor”.

22 “Se vocês pecarem involuntariamente, deixando de observar um desses mandamentos que o Senhor deu a Moisés, –

23 tudo o que, por meio dele, ordenou a vocês desde o dia em que o Senhor lhes deu os seus mandamentos, e daí por diante, nas gerações futuras de vocês –

24 se alguém pecar involuntariamente, e a assembleia não o tiver notado, toda a assembleia oferecerá em holocausto, de agradável odor ao Senhor, um novilho com sua oblação e sua libação, segundo o rito prescrito, bem como um bode em sacrifício pelo pecado.

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auto_stories Comentário Bible Guided

Aqui começam as leis sobre sacrifícios pelos pecados cometidos por ignorância. Os judeus entendiam isso principalmente em relação à idolatria ou ao culto falso que acontecia por causa dos erros dos seus mestres. O caso aqui considerado é o de o povo não ter guardado todos esses mandamentos (Números 15:22-23). Se deixaram de trazer as ofertas que demonstravam gratidão e obediência, ainda assim precisavam trazer uma oferta de expiação, mesmo que a falha tivesse vindo de esquecimento ou engano. Se deixassem faltar uma parte da cerimônia, tinham de reparar isso obedecendo a outra parte. Desse modo, essa lei funcionava como um remédio.

O primeiro caso é o de um pecado nacional cometido por ignorância e depois mantido por um erro comum e generalizado (Números 15:24). “Toda a congregação” significa o povo como um corpo, como o versículo 25 explica: “toda a congregação dos filhos de Israel”. As leis cerimoniais eram tantas e tão variadas que algumas podiam facilmente ser esquecidas ou aos poucos negligenciadas, especialmente a que acabara de ser mencionada, sobre oferecer uma parte da massa. Se, com o tempo, um exame atento da lei mostrasse que toda a nação havia negligenciado esse mandamento, ou qualquer outro, então tinha de ser oferecido um sacrifício por todo o povo, e o erro seria perdoado (Números 15:25-26). Assim, o povo não seria castigado com o juízo nacional que merecia. A expressão “conforme o estatuto” remete a uma lei já dada, que aqui é retomada. O mesmo novilho que em Levítico 4:13 e 4:21 é chamado de oferta pelo pecado aqui é chamado de holocausto (Números 15:24), porque era totalmente queimado, embora não sobre o altar, mas fora do arraial. Além disso, acrescentava-se um bode como oferta pelo pecado.

Com base nessa lei, Ezequias, rei de Judá, fez expiação pelos pecados do reinado de seu pai com sete novilhos, sete carneiros, sete cordeiros e sete bodes, que ele ofereceu como oferta pelo pecado pelo reino, pelo santuário, por Judá (2 Crônicas 29:21) e por todo o Israel. Vemos sacrifício semelhante depois do retorno do exílio (Esdras 8:35).

A lei também fala de uma pessoa em particular: “E, se alguma alma pecar por ignorância” (Números 15:27). Isso se refere a alguém que deixa de cumprir alguma parte do seu dever. Essa pessoa devia trazer a oferta prevista especificamente para esse caso (Levítico 4:27 em diante). Assim se fazia expiação por aquele que pecara por ignorância (Números 15:28). Pecados cometidos por ignorância ainda precisam de expiação, porque a ignorância pode diminuir a culpa, mas não isenta aqueles que poderiam ter conhecido a vontade do seu Senhor e não a cumpriram. Davi orou para ser purificado dos seus pecados ocultos, isto é, dos pecados que nem sabia que tinha cometido, dos erros que ele não compreendia (Salmo 19:12).

Os pecados de ignorância são perdoados por meio de Cristo, o grande sacrifício, que se ofereceu uma vez por todas na cruz. Ele pareceu explicar o propósito da sua própria oferta quando orou: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”. Paulo também parece fazer referência a essa lei sobre pecados de ignorância quando diz: “Mas alcancei misericórdia, porque o fiz ignorantemente, na incredulidade” (1 Timóteo 1:13). É ainda um sinal gracioso que essa lei incluísse os estrangeiros que moravam entre Israel, considerados prosélitos, isto é, gentios que se haviam unido à verdadeira fé (Números 15:29). Assim, a bênção prometida a Abraão chegava também aos gentios.

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