Versículo em destaque
Mateus 12:38 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
" Então, alguns escribas e fariseus tomaram a palavra: “Mestre, queríamos ver-te fazer um milagre”. "
Mateus 12:38
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
36 Eu digo a vocês: no dia do juízo, os homens prestarão contas de toda palavra vã que tiverem proferido.
37 É por suas palavras que você será justificado ou condenado”.
38 Então, alguns escribas e fariseus tomaram a palavra: “Mestre, queríamos ver-te fazer um milagre”.
39 Jesus lhes respondeu: “Esta geração adúltera e perversa pede um sinal, mas não lhe será dado outro sinal além daquele do profeta Jonas:
40 assim como Jonas esteve três dias e três noites no ventre do peixe, o Filho do Homem ficará três dias e três noites no seio da terra.
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É provável que estes fariseus não fossem os mesmos que já tinham discutido com Cristo e se recusado a crer nos sinais que ele havia feito (Mateus 12:24). Parecem ser outro grupo, pessoas que não conseguiam negar honestamente os seus milagres, mas ainda assim não ficariam satisfeitas a menos que ele lhes desse uma prova extra, segundo as condições que elas mesmas impunham.
É assim que se aproximam dele em (Mateus 12:38). Chamam-no de “Mestre” e aparentam respeito, mas na verdade querem insultá-lo. Nem todo o que diz “Mestre” pertence de fato a Cristo. O pedido deles é: “Queremos ver da tua parte algum sinal.” Pedir um sinal no início poderia ser algo razoável, para que um mensageiro divino comprovasse sua missão por meio de milagres, como em (Êxodo 4:8, 9). Cristo estava trazendo a plenitude de uma religião que já tinha sido confirmada com sinais, então era adequado que viesse acompanhado das mesmas provas. Mas era profundamente irracional pedir um sinal depois de tantos já terem sido concedidos. O coração orgulhoso tende a querer impor termos a Deus e, depois, usar isso como desculpa para não crer. A ofensa de uma pessoa nunca poderá servir de defesa para ela.
Cristo responde a essa exigência dura chamando-a de voz de uma geração má e adúltera (Mateus 12:39). Ele lança essa acusação não só sobre escribas e fariseus, mas sobre a nação judaica como um todo. Estavam seguindo seus líderes numa longa sequência de pecados. Eram maus porque endureciam o coração contra a prova dos milagres de Cristo e, depois, zombavam dos próprios milagres. Eram adúlteros de duas maneiras: como filhos que se desviaram gravemente da fé e da obediência de seus antepassados, a ponto de Abraão e Israel não os reconhecerem, como em (Isaías 57:3); e como uma esposa infiel que quebrou a aliança com o marido. Não praticavam idolatria aberta como em tempos antigos, mas eram culpados de incredulidade e de toda sorte de pecados, e isso também é adultério espiritual. Não estavam pedindo ídolos feitos por eles, mas sinais fabricados segundo o gosto deles, e isso era outra forma de infidelidade.
Cristo se recusa a dar qualquer sinal além do que já dera, exceto o sinal do profeta Jonas. Ele está sempre disposto a ouvir desejos sinceros e orações honestas, mas não satisfaz pedidos corrompidos nem orgulho teimoso. Quem pede mal, até pede, mas não recebe. Sinais foram dados a pessoas como Abraão e Gideão, para fortalecer a fé; mas foram negados a quem só queria um pretexto para continuar na incredulidade. Cristo poderia ter dito que nunca mais veriam milagre algum, mas sua bondade se mostra aqui de modo ainda melhor. Eles continuariam tendo os sinais anteriores, repetidos para seu proveito e para maior advertência, e ainda teriam um sinal diferente, a ressurreição de Cristo dentre os mortos pelo seu próprio poder. Esse é o sinal de Jonas, ainda por ser dado, para convencê-los. Seria a grande prova de que Cristo é o Messias, pois por meio dela foi declarado Filho de Deus com poder (Romanos 1:4). Era um sinal maior do que todos os outros, que os completava e coroava. Se não haviam crido nos primeiros sinais, esse deveria tê-los convencido (Êxodo 4:9). Se nem isso os persuadisse, nada mais o faria. E, no entanto, a incredulidade judaica achou desculpa até aí, dizendo que os discípulos roubaram o corpo. Não há cego pior do que aquele que já decidiu não enxergar.
Cristo então explica mais plenamente o sinal de Jonas em (Mateus 12:40). Assim como Jonas ficou três dias e três noites no ventre do grande peixe e depois saiu vivo, assim Cristo ficaria na sepultura e então ressuscitaria. A sepultura foi para Cristo o que o ventre do peixe foi para Jonas. Ele foi lançado ali como resgate por vidas que corriam perigo e ali permaneceu como se estivesse no ventre do inferno (Jonas 2:2), aparentemente cortado da vista de Deus. Permaneceu no túmulo o mesmo tempo que Jonas no peixe: três dias e três noites, isto é, não três períodos completos de 24 horas, mas parte de três dias, como a própria Escritura costuma falar. Foi sepultado na tarde do sexto dia e ressuscitou na manhã do primeiro dia. Jonas esteve no peixe como prisioneiro por causa dos seus próprios pecados; Cristo esteve na sepultura como prisioneiro por causa dos nossos.
Assim como Jonas, no ventre do peixe, esperava ainda tornar a olhar para o santo templo de Deus (Jonas 2:4), assim Cristo, deitado no sepulcro, é descrito como aquele que descansou em esperança, plenamente certo de que não veria a corrupção (Atos 2:26, 27). E da mesma forma que Jonas foi libertado no terceiro dia e voltou à terra dos viventes, assim Cristo, ao terceiro dia, ressuscitaria dentre os mortos e seguiria adiante, fazendo o evangelho chegar também aos gentios.
Cristo aproveita esse momento para mostrar a triste condição daquela geração. Eles não seriam transformados, e por isso não poderiam escapar da ruína. Ele fala deles como aparecerão no dia do juízo, quando tudo for plenamente revelado e definitivamente decidido. No presente, pessoas e acontecimentos podem parecer algo diferente do que realmente são. Se quisermos um juízo verdadeiro, precisamos medir tudo pelo juízo final, porque as coisas são de fato o que serão para sempre.
Ele diz que o povo judeu será condenado pelos homens de Nínive, porque os ninivitas se arrependeram com a pregação de Jonas, e o arrependimento deles se levantará em juízo contra os judeus (Mateus 12:41). A ressurreição de Cristo seria para eles o sinal de Jonas, mas não produziria o mesmo resultado. Os ninivitas, pela pregação de Jonas, foram levados a um arrependimento que os livrou da destruição; os judeus, porém, se endureceriam na incredulidade, apressando assim a própria ruína. No dia do juízo, o arrependimento dos ninivitas será lembrado para tornar ainda mais grave o pecado dos ouvintes de Cristo e, por isso, mais pesada a sua condenação. Cristo é maior do que Jonas. Jonas era apenas um homem, sujeito às mesmas paixões e fraquezas que nós. Cristo é o Filho de Deus. Jonas era um estrangeiro em Nínive, entrando entre um povo já cheio de preconceitos contra ele e contra sua nação; Cristo, porém, veio aos seus quando pregou aos judeus, e isso é ainda mais verdadeiro quando ele é pregado entre os cristãos que levam o seu nome.
Jonas pregou apenas um sermão curto, e o fez sem grande cerimônia, caminhando pelas ruas. Cristo chamava as pessoas repetidas vezes. Ele se sentava para ensinar, e ensinava nas sinagogas. Jonas só anunciou ira e ruína iminente dentro de quarenta dias. Não ofereceu orientação, nem ensino, nem promessa de acolhimento em caso de arrependimento. Já Cristo, além de nos advertir do perigo, também nos mostrou como nos arrepender e assegurou que seremos recebidos quando o fizermos, porque o reino dos céus está próximo.
Jonas não fez milagres para confirmar sua mensagem, e não mostrou qualquer bondade especial aos ninivitas. Cristo realizou muitos milagres, e todos foram milagres de misericórdia. Mesmo assim, os ninivitas se arrependeram com a pregação de Jonas, ao passo que os judeus não se comoveram com a pregação de Cristo. A boa resposta de quem tem menos recursos e menos luz torna ainda pior a má resposta de quem recebeu ajuda muito maior. Aqueles que conseguem enxergar, mesmo na penumbra, as coisas que conduziriam à sua paz, envergonham os que tateiam às cegas em pleno meio-dia.
A rainha do Sul, a rainha de Sabá, também se levantará no juízo contra aquela geração (Mateus 12:42). Os ninivitas os envergonhariam por não se arrependerem, e a rainha de Sabá os envergonharia por não crerem em Cristo. Ela veio de uma terra distante para ouvir a sabedoria de Salomão; porém há quem não queira vir ouvir a sabedoria de Cristo, embora ele seja maior do que Salomão em todos os aspectos.
Ela não tinha convite para ir até Salomão, nem promessa de que seria bem recebida. Nós, porém, somos convidados a ir até Cristo, a nos assentarmos aos seus pés e ouvirmos a sua palavra. Salomão era apenas um homem sábio; Cristo é a própria sabedoria, em quem estão escondidos todos os tesouros da sabedoria. A rainha de Sabá teve ainda muitas dificuldades a superar. Era mulher, e viajar não era algo simples para ela. A viagem era longa e perigosa. Era rainha, e sua ausência levantava outra preocupação: o que aconteceria com o seu reino enquanto estivesse fora? Nós não temos tais obstáculos para nos impedir.
Ela nem sequer tinha certeza se a viagem valeria a pena. A fama costuma exagerar, e talvez já houvesse homens sábios em seu próprio país ou na sua corte. Ainda assim, ao ouvir falar da fama de Salomão, ela foi vê-lo. Nós não nos aproximamos de Cristo sob essa mesma incerteza. Ela veio das extremidades da terra, mas Cristo está no meio de nós, e a sua palavra está perto de nós. Ele está à porta e bate. E parece que a sabedoria que ela buscou dizia respeito apenas à filosofia e à arte de governar; mas a sabedoria encontrada em Cristo é sabedoria que conduz à salvação.
A rainha de Sabá pôde apenas ouvir a sabedoria de Salomão, porque ele não tinha como transmitir sabedoria ao coração dela. Mas Cristo dá sabedoria aos que vêm a Ele. Mais do que isso, Ele mesmo foi constituído por Deus como sabedoria para os seus. Por isso, se não damos ouvidos à sabedoria de Cristo, o zelo da rainha de Sabá em vir de longe para ouvir Salomão se voltará contra nós em juízo e nos condenará. Jesus Cristo é maior do que Salomão.
Essa geração também é comparada a pessoas decididas a manter Satanás no domínio, mesmo depois de todo esforço ter sido feito para expulsá-lo e libertá-las. Por isso são comparados a alguém de quem o diabo saiu, mas que volta com força ainda maior (Mateus 12:43-45). Aqui o diabo é chamado de espírito imundo, porque perdeu toda pureza e promove todo tipo de impureza entre os homens.
Essa figura fala primeiro do modo como ele dominava os corpos das pessoas. Cristo acabara de expulsar um demônio, e o povo havia dito que Ele mesmo tinha um demônio. Isso deu ocasião para mostrar quão totalmente estavam debaixo do poder de Satanás. E também prova que Cristo não expulsava demônios por algum acordo com o diabo, pois nesse caso o diabo logo teria voltado. A expulsão feita por Cristo é definitiva e fecha a porta para o seu retorno. Lemos que Cristo ordenou ao espírito maligno que saísse e nunca mais entrasse (Marcos 9:25).
É provável que o diabo costumasse brincar com aqueles que possuía. Ele saía e depois voltava com ainda mais furor. Por isso, tempos de alívio nesses casos eram muitas vezes seguidos de ataques mais violentos. Quando o diabo sai, ele não fica em paz. Ele não pode descansar se não estiver fazendo o mal (Provérbios 4:16). Anda por lugares áridos como alguém profundamente infeliz. Procura descanso, mas não encontra, até que resolva voltar. Quando Cristo expulsou a legião daquele homem, eles pediram permissão para entrar nos porcos; ali não permaneceram muito tempo em lugares secos, mas logo se precipitaram no lago.
A parábola também aponta para a nação e a comunidade religiosa judaica como um todo. Assim aconteceria com aquela geração perversa, que então resistia ao evangelho de Cristo e por fim o rejeitaria. O diabo, que tinha sido expulso de muitos judeus pela obra de Cristo e de seus discípulos, buscou descanso entre os gentios, de cujo meio e de cujos templos os cristãos em toda parte o expulsariam, como observa o Dr. Whitby. Ou, como diz o Dr. Hammond, ele não encontrou em nenhum outro lugar do mundo gentílico moradas tão agradáveis e adequadas para si quanto nos corações dos judeus. Por isso voltaria a entrar neles, porque Cristo não tinha sido bem recebido entre eles e porque sua terrível maldade e sua obstinada incredulidade os tornavam mais dispostos do que antes a recebê-lo.
Então ele tomaria posse duradoura ali, e o estado daquele povo se tornaria ainda mais sem esperança e mais culpado, como diz o Dr. Hammond, do que era antes de Cristo lhes ter vindo, ou do que seria se Satanás nunca tivesse sido expulso. A nação é apresentada aqui, primeiro, como um povo apóstata. Depois do cativeiro na Babilônia, começaram a se reformar. Abandonaram seus ídolos e passaram a aparentar alguma religiosidade. Mas logo voltaram a se corromper. Embora não tenham retornado à idolatria, mergulharam em toda sorte de maldade e irreverência, piorando cada vez mais, e acrescentaram a todos os outros pecados um deliberado desprezo a Cristo e aberta oposição ao seu evangelho.
Em segundo lugar, são apresentados como um povo destinado à destruição. Uma nova sentença de juízo estava sendo selada contra aquela nação hipócrita, o povo do furor de Deus, como em (Isaías 10:6). Sua destruição pelos romanos seria maior do que outros castigos, porque seus pecados eram mais claros e graves. Então a ira veio sobre eles até o fim (1 Tessalonicenses 2:15-16). Isso serve de aviso a todas as nações e igrejas para que não percam o primeiro amor, não deixem esfriar uma boa obra de reforma e não retornem às maldades que pareciam ter abandonado. O último estado de tais pessoas será pior do que o primeiro.
Deste capítulo
Mateus 12:1
"Jesus atravessava os campos de trigo em um dia de sábado. Seus discípulos, estando com fome, começaram a arrancar as espigas para comê-las."
Mateus 12:2
"Ao verem isso, os fariseus lhe disseram: “Veja! Teus discípulos fazem o que é proibido no dia de sábado”."
Mateus 12:3
"Jesus lhes respondeu: “Vocês não leram o que Davi fez em um dia em que ele e seus companheiros tiveram fome,"
Mateus 12:4
"como entrou na casa de Deus e comeu os pães da proposição? Ora, nem a ele nem àqueles que o acompanhavam era permitido comer esses pães, reservados somente aos sacerdotes."
Mateus 12:5
"Vocês não leram na Lei que, nos dias de sábado, os sacerdotes transgridem no templo o descanso do sábado e não se tornam culpados?"
Mateus 12:6
"Ora, eu declaro a vocês que aqui está quem é maior que o templo."
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