Versículo em destaque
Marcos 2:13 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
" Jesus saiu novamente para perto do mar, e toda a multidão foi até ele, e ele os ensinava. "
Marcos 2:13
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
11 eu lhe ordeno: levante-se, pegue o seu leito e vá para casa”.
12 No mesmo instante, ele se levantou e, pegando o leito, foi embora à vista de todos. A multidão inteira encheu-se de profunda admiração, e puseram-se a louvar a Deus, dizendo: “Nunca vimos coisa semelhante”.
13 Jesus saiu novamente para perto do mar, e toda a multidão foi até ele, e ele os ensinava.
14 Enquanto passava, viu Levi, filho de Alfeu, sentado no posto de arrecadação, e disse-lhe: “Siga-me”. E Levi se levantou e o seguiu.
15 Em seguida, pôs-se à mesa na casa dele, e muitos cobradores de impostos e pecadores tomaram lugar com ele e seus discípulos; de fato, eram numerosos os que o seguiam.
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Aqui vemos Cristo ensinando à beira-mar (Marcos 2:13). Ele foi para lá porque precisava de mais espaço, já que nem mesmo uma casa ou uma rua comportava a multidão. À beira d’água, podiam se aproximar dele todos os que quisessem ouvir. Isso sugere que nosso Senhor Jesus tinha voz forte e falava com clareza, em alta voz, pois a sabedoria “clama” nos lugares públicos. Onde quer que fosse, até junto ao mar, as multidões se ajuntavam. Assim também deve acontecer com o ensino de Cristo: sempre que for pregado fielmente, ainda que seja empurrado para cantos escondidos ou desertos, devemos segui-lo.
Vemos também Ele chamando Levi, o mesmo que é chamado Mateus, que trabalhava no posto de cobrança em Cafarnaum e por isso era conhecido como publicano, cobrador de impostos. Seu trabalho o mantinha perto da água, e Cristo foi ali para encontrá-lo e lhe fazer um chamado eficaz. Levi é chamado de filho de Alfeu, ou Cleopas e, se for o mesmo, é provável que fosse irmão de Tiago, o Menor, de Judas e de Simão, o cananeu. Isso significaria que quatro irmãos da mesma família se tornaram apóstolos. Mateus talvez tivesse sido um jovem desregrado e perdulário; caso contrário, como judeu, dificilmente teria aceitado esse tipo de função. Mesmo assim, Cristo o chamou para segui-lo. Paulo, embora fariseu, tinha sido um dos maiores pecadores, e ainda assim foi chamado para ser apóstolo. Em Cristo, Deus mostra misericórdia para perdoar os maiores pecados e graça para transformar os piores pecadores.
Mateus, que antes fora cobrador de impostos, tornou-se evangelista, o primeiro a escrever um relato da vida de Cristo, e um dos mais completos. Grande pecado e vergonha antes da conversão não são barreira para grandes dons, graça e honra depois dela. Pelo contrário, Deus pode ser ainda mais glorificado. Cristo chamou Mateus antes que Mateus o buscasse. Nas curas físicas, geralmente as pessoas é que vinham pedindo ajuda, mas, na cura espiritual, é Cristo quem encontra aqueles que não o procuram. Esse é um dos grandes perigos do pecado: os que estão debaixo de seu poder nem sequer desejam ser curados.
Em seguida, vemos Cristo comendo com publicanos e pecadores na casa de Levi (Marcos 2:15). Levi havia convidado Jesus e seus discípulos para uma refeição de despedida com seus amigos, quando deixou tudo para seguir a Cristo. Foi algo semelhante ao banquete que Eliseu fez quando deixou o antigo trabalho (1 Reis 19:21). Levi queria mostrar como deixava tudo com alegria em resposta ao chamado de Cristo, e quão grato era a Deus. Ele fez, de modo adequado, do dia de sua nova união com Cristo um dia de celebração. Quis também honrar a Cristo e demonstrar gratidão por tê-lo livrado, como um tição tirado do fogo.
Muitos publicanos e pecadores estavam sentados com Jesus na casa de Levi, pois muita gente trabalhava naquele posto de cobrança. Eles seguiram Levi, dizem alguns, porque ele era um cobrador de impostos de destaque e provavelmente rico, e os outros foram esperando favores. É mais provável, porém, que tenham seguido Jesus porque ouviram falar dele. Não foram por obediência nem por arrependimento, mas talvez por curiosidade, para vê-lo naquele banquete de Levi. Seja qual for o motivo que os levou até lá, estavam sentados com Jesus e seus discípulos. Publicanos são frequentemente associados a pecadores, aos piores pecadores. Em parte, porque muitos deles de fato eram corruptos, já que o cargo frequentemente levava à opressão, à fraude, ao suborno, à cobrança de taxas indevidas e a falsas acusações (Lucas 3:13-14). Um cobrador de impostos honesto era tão raro, mesmo em Roma, que um homem justo nesse ofício foi elogiado, depois de morto, com a inscrição: “Aqui jaz um cobrador de impostos honesto”. Em parte, também, porque os judeus detestavam os publicanos e viam esse ofício como sinal da escravidão de sua nação. Por isso lhes davam má fama e consideravam vergonhoso ser visto em sua companhia. Mesmo assim, nosso bendito Senhor se dispôs a conviver com esse tipo de gente, quando veio em semelhança de carne pecaminosa.
Os escribas e fariseus se escandalizaram com isso (Marcos 2:16). Não quiseram ir ouvi-lo pregar, embora pudessem ter sido beneficiados por isso. Mas foram observá-lo e criticá-lo por comer com publicanos e pecadores, o que só lhes deu, em sua mente, mais motivo para rejeitá-lo. Tentaram afastar os discípulos do Mestre, como se Ele não fosse suficientemente santo nem severo para o que dizia ser. Perguntaram: “Por que come e bebe ele com publicanos e pecadores?” Não é novidade que algo bem feito e bem intencionado seja mal interpretado e transformado em acusação contra as pessoas mais sábias e piedosas.
Cristo defendeu o que tinha feito (Marcos 2:17). Ele sustentou sua atitude e não recuou, embora os fariseus tivessem se ofendido, ao contrário de Pedro, mais tarde, que cedeu à pressão (Gálatas 2:12). Preocupa-se demais com a própria reputação quem deixa de fazer o bem apenas para manter a aprovação de alguns críticos rigorosos. Cristo não agiu assim. Os fariseus viam os publicanos como gente para ser odiada; Cristo os via como pessoas dignas de compaixão, porque estavam doentes e precisavam de médico. Eram pecadores e precisavam de um Salvador. Os fariseus pensavam que a santidade de Cristo deveria afastá-lo deles; Cristo declarou que sua missão o levava justamente a eles. Ele não veio chamar justos, mas pecadores ao arrependimento. Se o mundo fosse justo, não haveria necessidade de Ele vir, nem para pregar arrependimento, nem para obter perdão. Ele foi enviado a um mundo pecador, por isso sua obra se ocupa principalmente dos maiores pecadores que nele há.
Ou isso pode ser entendido de outro modo. Cristo não estava chamando os justos fariseus, orgulhosos, que se julgavam justos, que perguntavam: “Que mal fizemos?” e “De que precisamos nos arrepender?” Em vez disso, Ele chamava pobres publicanos, que sabiam que eram pecadores e se alegravam de ser convidados e ajudados em direção ao arrependimento. É sabedoria lidar com aqueles em quem ainda há esperança. Há mais esperança para um tolo do que para alguém sábio aos próprios olhos (Provérbios 26:12).
Deste capítulo
Marcos 2:1
"Alguns dias depois, Jesus entrou novamente em Cafarnaum, e souberam que ele estava em casa."
Marcos 2:2
"Reuniu-se uma multidão tão grande que não podiam encontrar lugar nem mesmo junto à porta. E ele os instruía."
Marcos 2:3
"Trouxeram-lhe um paralítico, carregado por quatro homens."
Marcos 2:4
"Como não podiam apresentá-lo a ele por causa da multidão, descobriram o teto acima do lugar onde Jesus estava e, por uma abertura, desceram o leito em que jazia o paralítico."
Marcos 2:5
"Jesus, vendo a fé deles, disse ao paralítico: “Filho, os seus pecados estão perdoados”."
Marcos 2:6
"Ora, estavam ali sentados alguns escribas, que diziam uns aos outros:"
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