Versículo em destaque
Marcos 10:13 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
" Então lhe apresentaram crianças para que as tocasse, mas os discípulos repreendiam os que as apresentavam. "
Marcos 10:13
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
11 E ele lhes disse: “Quem repudia sua mulher e se casa com outra comete adultério contra a primeira.
12 E, se a mulher repudia o marido e se casa com outro, comete adultério”.
13 Então lhe apresentaram crianças para que as tocasse, mas os discípulos repreendiam os que as apresentavam.
14 Vendo-o, Jesus ficou indignado e lhes disse: “Deixem os pequeninos vir a mim e não os impeçam, porque o Reino de Deus pertence aos que se assemelham a eles.
15 Em verdade digo a vocês: todo aquele que não receber o Reino de Deus com a mentalidade de uma criança não entrará nele”.
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Muitas vezes se vê como sinal de coração bondoso e terno a atenção dada às crianças pequenas, e isso se via de modo marcante em nosso Senhor Jesus. Isso deve encorajar tanto as crianças a virem a Cristo ainda novas, quanto os adultos que conhecem a própria fraqueza e dependência, semelhantes às de uma criança. Por causa de muitos problemas e fraquezas, eles também muitas vezes são como meninos pequenos.
Aqui vemos crianças sendo trazidas a Cristo (Marcos 10:13). Seus pais, ou outros que cuidavam delas, as levaram para que ele lhes tocasse, como sinal de que as abençoaria e as separaria para o bem. Não parece que precisassem de cura, e não eram ainda grandes o bastante para serem ensinadas do modo habitual. Mas quem as trazia estava principalmente preocupado com a alma delas, a melhor parte da vida, que deveria ser a principal preocupação de todo pai em relação ao filho. Estando bem a alma, todo o resto está bem.
Eles criam que a bênção de Cristo faria bem a seus filhos, por isso os levavam até ele. Sabiam que ele podia alcançar o coração deles quando nada que os pais dissessem ou fizessem o conseguiria. Ainda hoje podemos levar nossos filhos a Cristo, agora que ele está no céu, pois pode abençoá‑los de lá. Ao fazer isso, confiamos na plenitude da sua graça, nas suaves promessas que fez aos filhos dos crentes, na sua aliança com Abraão e na promessa feita a nós e a nossos filhos, especialmente na promessa de derramar seu Espírito sobre a nossa posteridade e sua bênção sobre os nossos descendentes (Isaías 44:3).
Os discípulos tentaram impedir isso e repreenderam os que traziam as crianças. Agiram como se conhecessem a mente do seu Mestre nesse assunto, embora ele recentemente os tivesse advertido a não desprezarem os pequeninos.
Cristo aprovou fortemente que as crianças fossem trazidas a ele. Quando viu o que os discípulos faziam, indignou‑se muito (Marcos 10:14). Em essência, perguntava por que o impediriam de fazer o bem, especialmente à geração que está crescendo, aos cordeirinhos do rebanho. Cristo se desagrada até mesmo de seus próprios seguidores quando eles desencorajam qualquer pessoa de ir até ele, ou quando impedem que crianças sejam trazidas a ele.
Então ele ordenou que as crianças fossem trazidas e que nada fosse dito ou feito para afastá‑las. Que os meninos, assim que forem capazes, venham a ele, apresentem‑lhe suas orações e recebam dele instrução. As crianças são bem‑vindas desde cedo ao trono da graça com seus louvores.
Ele também as recebeu como membros de sua igreja, assim como tinham sido membros da igreja judaica. Ele viera para estabelecer o reino de Deus entre os homens, e aproveitou esse momento para mostrar que esse reino inclui crianças e lhes concede participação em suas bênçãos. Mais ainda, o reino de Deus se mantém e se prolonga por meio de tais crianças. Elas devem ser trazidas ainda pequenas, para que sejam guardadas para o futuro e ajudem a levar adiante o nome de Cristo.
Também é necessário que haja algo do espírito de uma criança em todo aquele a quem Cristo reconhecerá e abençoará. Devemos receber o reino de Deus como meninos (Marcos 10:15). Isso significa que devemos nos aproximar de Cristo e da sua graça com a mesma confiança e abertura que as crianças demonstram para com pais, cuidadores e mestres. Devemos ser desejosos de aprender, como as crianças são. Quem aprende precisa crer. A mente de uma criança é como uma página em branco, pronta para ser escrita, e assim nossa mente deve estar aberta à atuação do Espírito Santo. Crianças também estão debaixo de autoridade, e assim devemos estar. Devemos dizer: “Senhor, que queres que eu faça?” Devemos receber o reino de Deus como o jovem Samuel, dizendo: “Fala, Senhor, porque o teu servo ouve”.
As crianças pequenas dependem da sabedoria e do cuidado dos pais. São levadas nos braços, vão para onde são enviadas e recebem o que lhes é dado. Do mesmo modo, devemos receber o reino de Deus com humilde entrega a Jesus Cristo e com confiança simples nele. Dependemos dele para força e justiça, para ensino, provisão e para nossa plena porção de bênçãos.
Cristo recebeu as crianças e lhes concedeu o que lhe pediam (Marcos 10:16). Tomou‑as nos braços, demonstrando seu amoroso cuidado por elas. Impôs‑lhes as mãos, como se lhe havia pedido, e as abençoou. Veja como ele foi além do que aqueles pais pediram. Eles pediram apenas que as tocasse, mas ele fez mais.
Ele as tomou nos braços. Assim se cumpriu a Escritura: “Como pastor, apascentará o seu rebanho; entre os seus braços recolherá os cordeirinhos e os levará no seu seio” (Isaías 40:11). Houve um tempo em que o próprio Cristo foi tomado nos braços do velho Simeão (Lucas 2:28). Agora ele mesmo tomou aquelas crianças. Não reclamou do peso, como Moisés fez quando foi mandado carregar Israel, aquele filho teimoso, nos braços, como a ama carrega a criança de peito (Números 11:12). Ele se agradou de fazê‑lo. Se trouxermos corretamente nossos filhos a Cristo, ele os tomará, não apenas nos braços do seu poder e cuidado, mas também nos braços da sua compaixão e graça (Ezequiel 16:8). Debaixo deles estão os seus braços eternos.
Ele impôs sobre eles as mãos, o que representava o dom do seu Espírito, pois a mão do Senhor significa seu poder em ação, e mostrava que os separava para si mesmo. Ele os abençoou com as bênçãos espirituais que veio trazer. Nossos filhos são verdadeiramente felizes se tiverem apenas a bênção do Mediador como sua porção. É verdade que não lemos aqui que ele tenha batizado essas crianças. O batismo ainda não estava plenamente estabelecido como forma de recepção na igreja até depois da ressurreição de Cristo. Mas ele confirmou o lugar delas na igreja visível e, por outro sinal, concedeu‑lhes as bênçãos que agora são comunicadas e confirmadas por meio do batismo, o selo da promessa que é para nós e para nossos filhos.
Deste capítulo
Marcos 10:1
"Saindo dali, ele foi para a região da Judeia, além do Jordão. As multidões voltaram a segui-lo pelo caminho, e novamente ele se pôs a ensiná-las, como era seu costume."
Marcos 10:2
"Os fariseus chegaram e lhe perguntaram, para pô-lo à prova, se era permitido ao homem repudiar sua mulher."
Marcos 10:3
"Ele lhes respondeu: “O que Moisés ordenou a vocês?”."
Marcos 10:4
"Eles responderam: “Moisés permitiu escrever uma carta de divórcio e despedir a mulher”."
Marcos 10:5
"Jesus continuou: “Foi por causa da dureza do coração de vocês que ele lhes deu essa Lei;"
Marcos 10:6
"mas, no princípio da Criação, Deus os fez homem e mulher."
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