Versículo em destaque

Lucas 18:15 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro

" Também lhe trouxeram criancinhas para que ele as tocasse. Vendo isso, os discípulos as repreendiam. "

Lucas 18:15

menu_book Versículo no contexto

13 O publicano, porém, mantendo-se à distância, não ousava sequer levantar os olhos para o céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem piedade de mim, que sou pecador!

14 Eu declaro a vocês: este voltou para casa justificado, e não o outro. Pois todo aquele que se exaltar será humilhado, e quem se humilhar será exaltado.”

15 Também lhe trouxeram criancinhas para que ele as tocasse. Vendo isso, os discípulos as repreendiam.

16 Jesus, porém, chamou-as e disse: “Deixem as criancinhas vir a mim e não as impeçam, porque o Reino de Deus pertence aos que se parecem com elas.

17 Em verdade declaro a vocês: quem não receber o Reino de Deus como uma criancinha não entrará nele.”

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auto_stories Comentário Bible Guided

Essa história também é encontrada em Mateus e Marcos. Ela se encaixa aqui logo depois da parábola do fariseu e do publicano, porque confirma a lição daquela parábola. Deus aceita e honra os que se humilham, e Cristo tem bênçãos preparadas para eles, as melhores e mais ricas bênçãos.

Em primeiro lugar, aqueles que foram abençoados em Cristo devem desejar que seus filhos também sejam abençoados nele. Ao fazerem isso, demonstram verdadeira honra a Cristo, porque trazem seus filhos a ele. E demonstram verdadeiro amor por seus filhos, porque se preocupam com a alma deles. Trouxeram a Jesus meninos de colo, crianças bem pequenas, alguns provavelmente ainda precisando ser carregados. Ninguém é pequeno demais ou jovem demais para ser levado a Cristo, que sabe mostrar bondade até mesmo aos que ainda não podem servi-lo.

Um único toque gracioso de Cristo pode tornar nossos filhos felizes. Eles trouxeram as crianças para que Jesus lhes tocasse, como um sinal de que a sua graça e o seu Espírito lhes seriam concedidos. Aquele toque abria o caminho para a sua bênção, que também era esperada. Isso se harmoniza com a promessa de (Isaías 44:3), onde Deus diz que derramará o seu Espírito sobre a descendência do seu povo e a sua bênção sobre os seus descendentes.

Não é de estranhar que aqueles que vêm a Jesus, por si mesmos ou por seus filhos, às vezes encontrem desânimo, até da parte de quem deveria apoiá-los. Quando os discípulos viram o que estava acontecendo, acharam que isso traria muitos incômodos ao Mestre, e por isso repreendiam as pessoas e as afastavam. Muitas vezes a igreja tem feito o mesmo com buscadores sinceros, como a noiva se queixa dos guardas em (Cantares 3:3; 5:7).

Muitos que os discípulos afastam, o Mestre acolhe. Jesus chamou as pessoas para perto de si quando elas já começavam a se retirar por causa da repreensão dos discípulos. Eles nem precisaram apelar dos discípulos para Jesus, porque o próprio Jesus tomou conhecimento daquela causa desprezada. Ele deixou claro que se importava com aqueles a quem outros haviam desprezado.

É vontade de Cristo que as criancinhas sejam trazidas a ele e oferecidas a ele como sacrifícios vivos para a sua honra. “Deixai vir a mim os meninos, e não os impeçais.” Nada deve ser feito para afastá-los, pois são tão bem-vindos quanto qualquer outro. A promessa pertence aos crentes e a seus filhos; por isso, aquele que reparte as bênçãos prometidas os recebe junto conosco.

Os filhos daqueles que pertencem ao reino de Deus também pertencem a esse reino, assim como os filhos de pessoas livres são livres. Se os pais são membros da igreja visível, então os filhos também o são, pois se a raiz é santa, também os ramos o são. Assim, as crianças não apenas são bem-vindas a Cristo, mas, em certo sentido real, pertencem ao meio do seu povo.

As crianças são bem-vindas a Cristo de outro modo também. As pessoas adultas mais bem-vindas a ele são as que têm o espírito mais semelhante ao de uma criança, como se declara em (Lucas 18:17). Quem não recebe o reino de Deus como uma criança, isto é, com humildade e gratidão, de modo algum entrará nele. Não devem fingir que merecem os dons de Deus, como fez o fariseu. Antes, devem reconhecer de bom grado que dependem inteiramente da graça gratuita, como o publicano. Se alguém não vier a Deus nesse espírito de renúncia de si mesmo, não entrará no reino. Deve receber o reino de Deus como uma criança recebe uma herança, não como algo que comprou, mas como dom de seu Pai.

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