Versículo em destaque
Lucas 3:21 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
" Quando todo o povo ia sendo batizado, Jesus também o foi. E, enquanto ele orava, o céu se abriu "
Lucas 3:21
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
19 Mas Herodes, o tetrarca, repreendido por ele por causa de Herodíades, mulher de seu irmão, e por causa de todos os crimes que havia praticado,
20 acrescentou a todos eles também este: encerrou João no cárcere.
21 Quando todo o povo ia sendo batizado, Jesus também o foi. E, enquanto ele orava, o céu se abriu
22 e o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea, como uma pomba; e veio do céu uma voz: “Você é o meu Filho bem-amado; em você ponho minha afeição”.
23 Quando Jesus começou o seu ministério, tinha cerca de trinta anos e era tido por filho de José, filho de Heli, filho de Matat,
Explore estudos bíblicos guiados
Sessões estruturadas com notas, perguntas e insights de orientadores
As Bem-Aventuranças (5 Dias)
Cinco encontros curtos com as bênçãos de Jesus e o caráter do reino de Deus.
Prévia da sessão 1:
Bem-Aventurados os Humildes e os que Choram
6 min
Salmos de Consolo (5 Dias)
Cinco encontros curtos nos Salmos, pensados para dias pesados em que há pouco tempo e pouca energia.
Prévia da sessão 1:
O Cuidado do Pastor
5 min
Crie uma conta grátis para salvar notas, acompanhar progresso e desbloquear todas as sessões
Criar conta grátisComentário Bible Guided
O evangelista menciona o encarceramento de João antes de narrar o batismo de Cristo, embora ele só tenha acontecido quase um ano depois. Faz isso porque deseja concluir primeiro o ministério de João para então introduzir o de Cristo. Aqui temos um relato breve do batismo de Jesus, que é descrito de forma mais detalhada por Mateus.
Jesus veio para ser batizado por João, e foi batizado quando todo o povo estava sendo batizado, isto é, junto com a multidão então presente. Cristo escolheu ser batizado por último, entre as pessoas comuns e atrás delas, e nisso se humilhou. Esvaziou-se de qualquer honra visível, tomando o lugar do menor, abaixo até do mais humilde. Esperou até que o povo fosse preparado e só então se apresentou no meio deles.
Lucas observa também que Cristo estava orando quando foi batizado, algo que Mateus não menciona. Ele não confessava pecados, pois não tinha nenhum a confessar, mas orava, como os outros, porque mantinha comunhão com o Pai. A graça interior e espiritual, o dom salvador que está por trás do sinal exterior do sacramento, precisa ser recebido por meio da oração. Por isso a oração deve sempre acompanhar os sacramentos.
Podemos entender que Cristo estava orando para que o favor do Pai fosse manifestado sobre ele, o que de fato ocorreu em seguida. Ele pedia que a aprovação do Pai fosse revelada e que o Espírito descesse sobre ele. Aquilo que era prometido a Cristo, ele o receberia por meio da oração: “Pede-me, e eu te darei”, e assim por diante. Dessa forma, ele honrou a oração, nos vinculou a ela e nos encorajou a praticá-la.
Enquanto ele orava, o céu se abriu. Aquele que pelo seu poder dividiu as águas para abrir um caminho pelo mar rumo a Canaã, agora dividiu o ar, outro elemento fluido, para abrir um caminho de comunhão com a Canaã celestial. Assim se abriu um novo e vivo caminho para Cristo, e por meio dele para nós, até o lugar santíssimo. O pecado havia fechado o céu, mas a oração de Cristo o abriu novamente. A oração é um ato que abre o céu: “Batei, e abrir-se-vos-á”.
O Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea, como pomba. O Senhor Jesus ia receber agora medidas maiores do Espírito do que antes, para equipá-lo para o seu ofício profético, sua obra como pregador e porta-voz de Deus (Isaías 61:1). Quando ele começa a pregar, o Espírito do Senhor está sobre ele. Esse sinal visível lhe deu ânimo na sua obra e deu a João Batista uma prova clara, pois lhe havia sido dito anteriormente que esse sinal identificaria o Cristo.
Alguns estudiosos sugerem que o Espírito Santo veio em forma corpórea para mostrar que ele é um ser pessoal real, e não apenas uma ação ou influência de Deus. Assim, houve uma manifestação plena, clara e visível da Trindade no início do evangelho. Foi adequado que isso acontecesse no batismo de Cristo, pois ele faria do batismo o sinal da fé na doutrina da Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo.
Em seguida, veio uma voz do céu, de Deus Pai, da excelsa glória (como diz 2 Pedro 1:17): “Tu és o meu Filho amado”. Em Mateus, as palavras são dirigidas aos que ouvem sobre Cristo: “Este é o meu Filho amado”. Em Marcos e aqui, são dirigidas diretamente a Cristo: “Tu és o meu Filho amado”. No fundo, o sentido é o mesmo. As palavras tinham o objetivo de mostrar a João quem Jesus era; nesse sentido, “Este é o meu Filho amado” é apropriado. Mas também são resposta à oração de Cristo; nesse sentido, “Tu és” é a forma mais adequada. Isso já havia sido prometido a respeito do Messias: “Eu lhe serei por Pai, e ele me será por Filho” (2 Samuel 7:14). “Fá-lo-ei meu primogênito” (Salmo 89:27). Também fora profetizado que ele seria o escolhido de Deus, em quem sua alma se agrada (Isaías 42:1). Assim, a voz declara: “Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo”.
Depois disso, Lucas apresenta um relato mais extenso da linhagem de Cristo, que Mateus já havia dado de forma mais breve. Jesus tinha então cerca de trinta anos. José tinha trinta anos quando se apresentou diante de Faraó (Gênesis 41:46), Davi tinha trinta anos quando começou a reinar (2 Samuel 5:4), e os sacerdotes deviam iniciar o serviço pleno aos trinta anos (Números 4:3). Alguns estudiosos entendem que a expressão usada indica que Jesus acabara de completar vinte e nove anos e entrava em seu trigésimo ano, no mês de tisri. Depois disso, teria vivido mais três anos e meio e morrido com trinta e dois anos e meio.
Esses três anos e meio formam um período muito notável nas Escrituras. Nos dias de Elias, os céus ficaram fechados por três anos e seis meses (Lucas 4:25; Tiago 5:17). Esse é o meio “semana” em que o Messias havia de confirmar a aliança (Daniel 9:27). Os profetas se referem a esse período como “um tempo, tempos e metade de um tempo” (Daniel 12:7; Apocalipse 12:14), e também como quarenta e dois meses e mil duzentos e sessenta dias (Apocalipse 11:2-3). É o tempo estabelecido para as testemunhas pregarem vestidas de pano de saco, correspondendo ao próprio ministério de Cristo em sua humilhação, pela mesma duração.
Mateus já tinha apresentado parte da genealogia de Cristo. Ele não sobe além de Abraão, enquanto Lucas a leva até Adão. Mateus quis mostrar que Cristo é o filho de Abraão, em quem todas as famílias da terra são abençoadas, e que é o herdeiro do trono de Davi. Por isso Mateus começa em Abraão e desce a linhagem até Jacó, pai de José e herdeiro masculino da casa de Davi. Lucas, porém, quer mostrar que Cristo é a semente da mulher que esmagaria a cabeça da serpente; por isso ele sobe até Adão e começa em Eli, ou Heli, que seria o pai não de José, mas de Maria, a virgem.
Alguns entendem que a forma como a genealogia é comumente vertida não é a mais exata. Sugerem que não se deveria ler que José era filho de Heli, mas que Jesus era filho de José, de Eli, de Matate, e assim por diante, chegando ao final com ele, isto é, Jesus, sendo filho de Sete, de Adão, de Deus (Lucas 3:38). A diferença entre as genealogias de Mateus e Lucas tem sido usada por incrédulos como pretexto para criticar as Escrituras, mas estudiosos eruditos, tanto da igreja antiga quanto de tempos posteriores, já a explicaram de forma satisfatória. Mateus segue a linhagem por Salomão, cuja linha natural termina em Jeconias, enquanto o direito legal passa a Salatiel, que descendia da casa de Natã, outro filho de Davi. Lucas acompanha essa outra linha e, por isso, não menciona os reis de Judá.
É bom para nós que a nossa salvação não dependa de resolvermos todas as dificuldades dessas listas de antepassados. A autoridade divina dos Evangelhos não é enfraquecida por elas. Não se esperava que os evangelistas elaborassem essas genealogias de memória ou por nova revelação, mas que as copiassem dos registros oficiais judaicos, os livros públicos de famílias. Nesses registros encontraram Jacó, pai de José, na linha apresentada por Mateus, e Heli, pai de Maria, na linhagem apresentada por Lucas.
Esse é o sentido da expressão em Lucas 3:23, que pode ser entendida como “conforme estava registrado”, e não apenas “como se dizia” a respeito de José. Quer dizer: “conforme consta no registro”. Assim se vê que Jesus era Filho de Davi tanto pelo lado de seu pai legal quanto pelo lado de sua mãe. Os próprios judeus podiam conferir esses registros nos documentos originais da época, de modo que os evangelistas não precisavam ir além disso. Na verdade, se tivessem alterado o que constava, teriam perdido toda credibilidade.
O fato de não ter havido contestação a essas genealogias naquele tempo é suficiente para que hoje as aceitemos como cópias fiéis. Também vale notar que esses registros de famílias judaicas permaneceram apenas uns trinta ou quarenta anos depois que os Evangelhos foram escritos. Isso foi tempo bastante para confirmar o que os evangelistas registraram. Depois disso, os registros se perderam com a destruição da nação e do Estado judaico, pois já não havia nenhum uso para eles.
Uma dificuldade surge entre Abraão e Noé em Lucas 3:35-36. Lucas diz que Salá era filho de Cainã, e Cainã filho de Arfaxade, mas Gênesis afirma que Salá era filho de Arfaxade (Gênesis 10:24; 11:12), e ali não se menciona nenhum Cainã. A resposta mais simples é que a versão grega do Antigo Testamento usada antes do tempo de Cristo incluía Cainã por motivos conhecidos de seus tradutores. Lucas escreveu para judeus de língua grega, por isso utilizou essa tradução como a encontrou.
A genealogia termina com as palavras: “filho de Adão, filho de Deus”. Alguns entendem que isso se refere a Adão, que, de modo especial, foi filho de Deus por ter sido formado diretamente pela criação, de forma mais imediata do que qualquer um de seus descendentes. Outros aplicam essas palavras a Cristo, de modo que a frase final aponta ao mesmo tempo para sua natureza humana e divina. Ele era Filho de Adão e Filho de Deus, e assim podia ser o Mediador adequado, o intermediário que une Deus e os seres humanos, e podia conduzir os filhos de Adão a se tornarem, por meio dele, filhos de Deus.
Deste capítulo
Lucas 3:1
"No décimo quinto ano do reinado do imperador Tibério, quando Pôncio Pilatos era governador da Judeia, Herodes era tetrarca da Galileia, seu irmão Filipe era tetrarca da Itureia e da província de Traconites, e Lisânias era tetrarca da Abilina,"
Lucas 3:2
"sendo Anás e Caifás sumos sacerdotes, a palavra do Senhor veio, no deserto, a João, filho de Zacarias."
Lucas 3:3
"Ele percorria toda a região do Jordão, pregando o batismo de arrependimento para a remissão dos pecados,"
Lucas 3:4
"como está escrito no livro das palavras do profeta Isaías: Uma voz clama no deserto: Preparem o caminho do Senhor, endireitem as suas veredas."
Lucas 3:5
"Todo vale será aterrado, e todo monte e outeiro serão arrasados; o que estiver torto se tornará direito, e os caminhos escabrosos serão aplainados."
Lucas 3:6
"Todo homem verá a salvação de Deus."
Oração diária
Receba uma reflexão bíblica diária por e-mail
Comece cada manhã com um versículo, uma oração e um próximo passo simples.
Aviso importante: Esta orientação bíblica não substitui cuidados profissionais de saúde mental. Se você estiver com sintomas de crise, ligue para 188 (CVV) no Brasil ou 988 nos EUA, ou procure ajuda profissional imediatamente.
Bible Guided oferece orientação baseada na fé e deve complementar, não substituir, apoio terapêutico profissional.