Versículo em destaque
Lucas 3:1 - Significado e aplicação
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Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
" No décimo quinto ano do reinado do imperador Tibério, quando Pôncio Pilatos era governador da Judeia, Herodes era tetrarca da Galileia, seu irmão Filipe era tetrarca da Itureia e da província de Traconites, e Lisânias era tetrarca da Abilina, "
Lucas 3:1
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
1 No décimo quinto ano do reinado do imperador Tibério, quando Pôncio Pilatos era governador da Judeia, Herodes era tetrarca da Galileia, seu irmão Filipe era tetrarca da Itureia e da província de Traconites, e Lisânias era tetrarca da Abilina,
2 sendo Anás e Caifás sumos sacerdotes, a palavra do Senhor veio, no deserto, a João, filho de Zacarias.
3 Ele percorria toda a região do Jordão, pregando o batismo de arrependimento para a remissão dos pecados,
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Como o batismo de João introduzia uma nova forma de Deus lidar com as pessoas, é apropriado que a Escritura registre isso com tanta clareza. Grandes coisas já haviam sido ditas sobre João, quão honrado ele seria diante de Deus e quanto bem faria na terra (Lucas 1:15, Lucas 1:17). Mas ele desaparece de nossa vista no deserto, onde permaneceu até o dia em que havia de ser manifestado a Israel (Lucas 1:80). Agora esse dia finalmente chegou, e foi um dia de alegria para aqueles que o aguardavam.
Observe primeiro o tempo em que João começou sua obra. Os outros evangelistas não nos dão essa data tão exata, mas Lucas o faz, para confirmar a veracidade do acontecimento. Ele a marca pelo governo dos gentios, isto é, das nações fora de Israel, porque os judeus estavam agora sob domínio estrangeiro. Isso mostrava que eram um povo subjugado, e que tinha chegado o tempo de o Messias vir estabelecer um reino espiritual e eterno em lugar de toda grandeza terrena.
Lucas data o fato pelo reinado do imperador romano. Era o décimo quinto ano de Tibério César, o terceiro dos doze Césares, um homem muito perverso, conhecido por ganância, embriaguez e crueldade. Alguns observam que um governante assim é mencionado em primeiro lugar como se fosse um lembrete do que se deveria esperar daquela cidade cruel onde Satanás reinara por tanto tempo. Os judeus tinham se tornado recentemente uma província do Império Romano e estavam sob o poder de Tibério. Uma nação que outrora estivera tão alta sob Davi e Salomão era agora apenas uma parte pequena e desprezada de Roma, oprimida em vez de honrada. O legislador havia se afastado de Judá, e como sinal disso, os acontecimentos públicos agora eram datados pelo nome de um imperador romano. Assim, estava claro que Siló, o governante prometido, precisava vir.
Lucas também data esse momento pelos governantes das regiões judaicas sob Roma, o que mostrava ainda mais claramente que os judeus estavam em servidão. Esses governantes eram todos estrangeiros, uma mudança triste para um povo cujos chefes antes saíam do meio deles mesmos (Jeremias 30:21). Como o ouro se havia escurecido. Pôncio Pilatos é chamado de governador, presidente ou procurador da Judeia. Outros escritores o descrevem como um homem perverso, que não se importava em mentir. Governou mal e mais tarde foi deposto por Vitélio, o governador da Síria, e enviado a Roma para responder por sua conduta. Os outros três são chamados de tetrarcas, isto é, governantes sobre a quarta parte, ou talvez oficiais de quarto escalão. Em qualquer caso, seus títulos mostravam o lugar rebaixado que o povo judeu agora ocupava.
Lucas então descreve a condição dos judeus sob seus próprios líderes religiosos, para mostrar que também estavam corrompidos e precisavam de reforma. Anás e Caifás eram sumos sacerdotes. Deus havia instituído apenas um sumo sacerdote por vez, mas aqui vemos dois. Alguns dizem que eles oficiavam em anos alternados. Outros dizem que um era o sumo sacerdote em exercício e o outro seu substituto, ou que um representava Arão e o outro Moisés. Mas para nós há apenas um sumo sacerdote, um só Senhor sobre todos, a quem todo juízo foi entregue.
Em segundo lugar, Lucas mostra de onde veio o batismo de João e com que propósito foi instituído. Sua origem foi do céu. A palavra de Deus veio a João (Lucas 3:2), dando‑lhe plena autoridade e instruções completas para sua obra. É a mesma forma de falar usada a respeito dos profetas do Antigo Testamento (Jeremias 1:2), e João era profeta, mais que profeta, nele a profecia recomeçou depois de um longo silêncio. Não nos é dito exatamente como a palavra de Deus veio a ele, se por anjo, sonho, visão ou voz, mas veio de modo suficientemente claro para satisfazê‑lo, e isso deve ser suficiente também para nós.
João é chamado de filho de Zacarias, o que nos remete ao que o anjo havia dito a seu pai, prometendo que ele teria esse filho. A palavra do Senhor veio a ele no deserto, o que mostra que Deus pode encontrar e capacitar seus servos onde quer que estejam. A palavra de Deus não fica presa por paredes de prisão, nem se perde em um deserto. Ela veio a Ezequiel entre os cativos junto ao rio Quebar, e a João na ilha de Patmos.
João era filho de um sacerdote e estava entrando em seu trigésimo ano. Pela norma do templo, estaria pronto para começar o serviço sacerdotal cinco anos antes. Mas Deus o havia chamado para um ministério mais elevado, e por isso o Espírito Santo registra aqui o início de seu serviço, ainda que os registros do templo não o fizessem. João, filho de Zacarias, começou seu ministério nesse tempo.
Em terceiro lugar, Lucas mostra o propósito do batismo de João. João percorreu toda a região ao redor do Jordão, a área em que vivia. Foi ali que Israel, sob Josué, tomou posse pela primeira vez da terra prometida, e ali o estandarte do evangelho foi erguido pela primeira vez. João havia vivido na parte mais solitária do país, mas, quando a palavra de Deus veio a ele, deixou o deserto e foi para as regiões habitadas. Aqueles que desfrutam de lugares tranquilos ainda assim devem deixá‑los de bom grado quando Deus os chama para uma obra pública.
Ele saiu do deserto para toda a região com uma mensagem específica, pregando um novo batismo. Não era o início de uma nova seita ou partido, mas um sinal ou profissão pública. A cerimônia exterior era algo que os judeus já conheciam: a lavagem com água, usada às vezes quando prosélitos, isto é, convertidos gentios, eram recebidos, ou quando discípulos se ligavam a um mestre. Mas o significado do batismo de João era arrependimento para remissão de pecados. Todo aquele que se submetia a ele devia, primeiro, confessar que precisava se desviar do pecado, entristecer‑se pelo mal praticado e não mais fazê‑lo. Deviam falar com sinceridade e cumprir a promessa que faziam.
Ele ligou as pessoas ao arrependimento, não às regras cerimoniais impostas pelos anciãos. Chamou‑as a mudar a mente e todo o modo de viver, a abandonar todo pecado, a receber novos corações e viver novas vidas. O evangelho, que agora começava, visava tornar as pessoas devotas e piedosas, santas e voltadas para o céu, humildes e mansas, sóbrias e puras, honestas e justas, generosas e bondosas, boas em todas as áreas da vida, ainda que antes tivessem sido muito diferentes. Isso é o que significa arrepender‑se.
Ele também lhes assegurou que, se se arrependessem, seus pecados seriam perdoados. Seu batismo não apenas os chamava a deixar de servir ao poder do pecado, mas também lhes selava uma libertação graciosa e bem fundada da culpa do pecado. “Convertei‑vos e desviai‑vos de todas as vossas transgressões, e a iniquidade não vos servirá de tropeço” harmoniza‑se com a palavra do Senhor por meio do profeta Ezequiel (Ezequiel 18:30).
O cumprimento da Escritura no ministério de João também é mostrado aqui. Os outros evangelhos já haviam nos dirigido ao mesmo texto de Isaías (Isaías 40:3). Está escrito no livro das palavras do profeta Isaías, palavras que ele recebeu de Deus e falou por Deus, preservadas para as gerações futuras. Ali encontramos a voz do que clama no deserto, e João é essa voz, clara, distinta, forte e simples. Ele clama: “Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas.”
A obra de João era abrir espaço para o evangelho no coração das pessoas, levá‑las a uma disposição em que Cristo lhes fosse bem‑vindo e em que elas fossem bem‑vindas a Cristo. Lucas estende a citação mais do que Mateus e Marcos e aplica também as palavras seguintes ao ministério de João (Lucas 3:5, Lucas 3:6): “Todo vale será aterrado.” Alguns entendem isso como uma predição da destruição que sobreviria aos judeus por causa de sua incredulidade: a terra seria nivelada para o exército romano e devastada, e então haveria uma separação nítida entre os impenitentes e os que recebessem o evangelho. Mas parece melhor entender essas palavras a respeito do evangelho de Cristo, do qual a obra de João foi o início.
Os humildes seriam enriquecidos com graça e exaltados. Todo vale baixo e úmido seria aterrado. Os orgulhosos seriam abatidos, tanto os autoconfiantes quanto os cheios de si. Todo monte e outeiro seriam humilhados. Se se arrependessem, seriam humilhados até o pó. Se não, seriam lançados ao mais profundo inferno.
Os pecadores seriam trazidos de volta para Deus. Caminhos tortos e corações tortos seriam endireitados, pois, ainda que ninguém possa endireitar aquilo que Deus tornou curvo (Eclesiastes 7:13), a graça de Deus pode endireitar o que o pecado entortou. Dificuldades que desanimavam no caminho para o céu seriam removidas. Os caminhos ásperos seriam aplainados, e os que amam a lei de Deus teriam muita paz, sem nada que os faça tropeçar. O evangelho tornou o caminho para o céu claro, fácil de encontrar e suave para caminhar.
A grande salvação seria revelada de modo mais pleno do que nunca, e sua mensagem se espalharia mais amplamente (Lucas 3:6). A expressão “toda carne verá a salvação de Deus” indica não apenas os judeus, mas também os gentios. Todos a veriam, no sentido de que lhes seria apresentada e oferecida, e pessoas de toda espécie e condição a veriam, gozariam dela e seriam por ela beneficiadas. Quando o evangelho é preparado no coração, quando os pensamentos orgulhosos são submetidos ao domínio de Cristo e a alma é nivelada e desimpedida de tudo o que bloqueia Cristo e sua graça, então a salvação de Deus está pronta para ser acolhida.
João também dirigiu advertências gerais e chamados ao arrependimento aos que vinham para o batismo (Lucas 3:7-9). Mateus registra que ele disse essas mesmas palavras a muitos fariseus e saduceus, os líderes religiosos que vieram ao seu batismo (Mateus 3:7-10). Aqui, porém, é dito que as falou à multidão que vinha para ser batizada por ele (Lucas 3:7). Esse era o conteúdo central de sua pregação a todos os que vinham, e ele não abrandou sua mensagem quando os fariseus e saduceus chegaram. Falou com a mesma franqueza a eles como a qualquer outro. Tampouco adulou a multidão ou buscou seu favor, mas deu os mesmos avisos sobre pecado e juízo à multidão que deu aos fariseus e saduceus. Se não tinham os mesmos pecados, tinham outros igualmente graves.
Toda a raça humana, culpada e corrompida, tornou-se uma raça de víboras, ao mesmo tempo venenosa e envenenada, odiosa a Deus e odiando uns aos outros. Isso evidencia a paciência de Deus em manter a humanidade viva na terra e não destruir esse ninho de víboras. Ele já o fez uma vez com água, e o fará novamente com fogo. Essa geração de víboras é advertida a fugir da ira futura, que certamente virá se permanecerem como estão. Serem muitos não lhes dará proteção alguma, pois nada custará a Deus cortá-los.
Não somos apenas alertados sobre essa ira, mas também instruídos quanto ao caminho de escape, se atentarmos a tempo. Não há como fugir da ira vindoura senão por meio do arrependimento. Os que se submetiam ao batismo de arrependimento demonstravam que haviam ouvido o aviso e o levado a sério. Pelo nosso batismo, também declaramos que fugimos de Sodoma porque tememos o que virá sobre ela. Os que professam arrependimento precisam viver como quem se arrependeu (Lucas 3:8): “Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento”, caso contrário, mesmo com todo o discurso sobre arrependimento, não poderão escapar da ira que vem. O fruto mostrará se o arrependimento é real. Uma vida transformada deve comprovar um coração transformado.
Se não formos realmente santos, de coração e de vida, então nossa profissão de fé e nossa ligação com Deus e com sua igreja não nos aproveitarão em nada. Portanto, não comecemos a nos escusar deste grande dever do arrependimento dizendo: “Temos por pai a Abraão.” De que nos vale ser filhos de pais piedosos se não formos piedosos nós mesmos, ou estar dentro da comunidade visível da igreja se não fomos trazidos ao vínculo da aliança? Não devemos depender de privilégios exteriores e títulos religiosos, porque Deus não precisa de nós nem do nosso serviço. Ele pode assegurar sua própria honra e cumprir seus propósitos sem nós. Se fôssemos cortados e arruinados, ele poderia suscitar filhos a Abraão até mesmo das pedras.
Quanto mais professamos arrependimento e quanto mais ajuda e estímulo recebemos para nos arrepender, mais próxima e mais severa será nossa destruição se não produzirmos frutos dignos de arrependimento.
Agora que o evangelho está sendo pregado, que o reino dos céus está próximo e que o machado já está posto à raiz das árvores, os avisos aos ímpios e obstinados são mais solenes do que antes. Ao mesmo tempo, o consolo para os que se arrependem é agora mais pleno e doce. Quando o juízo está tão perto, as pessoas devem vigiar cuidadosamente a si mesmas.
As árvores infrutíferas, por fim, serão lançadas no fogo, e é ali que pertencem. “Toda árvore, pois, que não dá bom fruto, corta-se e lança-se no fogo.” Se uma pessoa não serve para dar fruto, para honrar a graça de Deus, sirva então como lenha, para honrar a sua justiça.
João também deu orientações práticas a diferentes tipos de pessoas que perguntaram o que deveriam fazer: o povo, os publicanos e os soldados. Alguns dos fariseus e saduceus vieram ao seu batismo, mas não lemos que tenham perguntado: “Que faremos?” Achavam que já sabiam o suficiente, ou estavam decididos a fazer o que bem entendessem, não importando o que ele dissesse. Mas o povo, os publicanos e os soldados sabiam que haviam procedido mal. Sabiam também que precisavam agir melhor e que eram ignorantes da lei de Deus, por isso perguntaram, com verdadeira preocupação: “Que faremos?”
Os que são batizados devem ser instruídos, e os que batizam devem estar prontos para instruí-los sempre que tiverem oportunidade (Mateus 28:19-20). Os que confessam arrependimento em termos gerais devem demonstrá-lo em mudanças específicas, adequadas à sua vocação e condição de vida. E quem deseja cumprir bem o dever deve desejar também conhecer qual é esse dever. As primeiras boas palavras que Paulo proferiu após sua conversão foram: “Senhor, que queres que eu faça?” Essas pessoas não perguntaram: “O que este homem deve fazer?” Perguntaram: “Que faremos nós?” Queriam saber que frutos dignos de arrependimento deveriam produzir.
João respondeu a cada grupo segundo a sua situação. Ao povo em geral, ordenou que fosse generoso (Lucas 3:11). Se alguém tivesse duas túnicas, e portanto uma a mais, deveria dar, ou pelo menos emprestar, àquele que não tinha nenhuma e precisava de abrigo contra o frio. João talvez visse alguns com mais roupas do que necessitavam, enquanto outros quase congelavam em trapos. Ele disse aos que tinham de sobra que ajudassem os que não tinham o suficiente. O evangelho exige misericórdia, e não sacrifício, e seu objetivo é nos despertar a fazer todo o bem que pudermos.
Alimento e vestes são os dois principais sustentos da vida. Assim, se alguém tem comida de sobra, deve dar a quem carece do pão de cada dia, da mesma forma que faria se tivesse roupa de reserva. O que temos não é, em sentido absoluto, nosso para reter egoistamente. Somos despenseiros, administradores dos dons de Deus, e devemos usá-los segundo a direção do nosso Senhor.
Aos publicanos, os cobradores dos tributos do imperador, João disse: “Não exijais mais do que o que vos está ordenado” (Lucas 3:13). Deveriam agir com justiça entre o governo e o povo, sem sobrecarregar a população com tributos mais pesados do que a lei permitia. Não deviam pensar que, por terem autoridade para proteger o governo contra fraudes, poderiam usar esse poder para oprimir o povo. Pessoas que têm até um pouco de poder são frequentemente tentadas a abusar dele. Em vez disso, deviam ficar restritos às tabelas de impostos e se contentar em cobrar apenas o que era devido a César, sem se enriquecerem tomando além disso.
O dinheiro público deve ser usado em benefício público, e não para alimentar a cobiça privada. João não mandou que os publicanos deixassem o cargo. O ofício em si era lícito e necessário. Apenas lhes ordenou que fossem honestos e justos em seu exercício.
Aos soldados, João disse: “A ninguém trateis mal, nem defraudeis a ninguém; e contentai-vos com o vosso soldo” (Lucas 3:14). Alguns entendem que esses soldados eram judeus; outros, que eram romanos. Em qualquer dos casos, seria um dos primeiros exemplos de gentios acolhendo o evangelho e submetendo-se a ele. Soldados não costumam ser inclinados à religião; ainda assim, esses aceitaram a rigorosa doutrina do Batista e quiseram saber o que deviam fazer.
Os que têm a vida constantemente em risco e frequentemente encaram a morte precisam refletir seriamente como viver em paz com Deus. João não lhes ordenou que abandonassem a carreira militar. Antes, advertiu-os contra os pecados em que os soldados comumente caíam, pois o arrependimento deve se evidenciar no afastar-se do pecado. Não deviam maltratar o povo entre o qual estavam aquartelados. Seu dever era preservar a paz e conter a violência, não espalhar terror eles mesmos. A espada, seja a da guerra, seja a da justiça, deve ser terror apenas para os malfeitores e proteção para os que fazem o bem. Não deviam proceder com rudeza onde estivessem alojados, nem arrancar dinheiro por ameaças, nem participar da destruição cruel que, às vezes, acompanha os exércitos.
Eles também não deviam fazer falsas acusações contra ninguém para parecerem perigosos ou para obterem suborno. Alguns entendem que essa advertência se aplicava especialmente a queixas contra outros soldados. Eles não deveriam usar relatos falsos para se vingar, enfraquecer seus superiores ou tirar outros de suas posições. Não deviam oprimir pessoa alguma.
E deviam contentar-se com o seu soldo. Se recebiam aquilo que havia sido combinado, não deveriam murmurar por não ser mais. A insatisfação com o que se recebe muitas vezes leva a atitudes injustas e prejudiciais. Quem nunca acha que tem o bastante para si tende a lançar mão de meios desonestos para conseguir mais, causando dano a outros. Essa é uma regra para todos os servos: estar contente com o próprio salário. Quem se entrega à insatisfação abre a porta para muitas tentações; a sabedoria está em fazer o melhor uso do que se tem.
Deste capítulo
Lucas 3:2
"sendo Anás e Caifás sumos sacerdotes, a palavra do Senhor veio, no deserto, a João, filho de Zacarias."
Lucas 3:3
"Ele percorria toda a região do Jordão, pregando o batismo de arrependimento para a remissão dos pecados,"
Lucas 3:4
"como está escrito no livro das palavras do profeta Isaías: Uma voz clama no deserto: Preparem o caminho do Senhor, endireitem as suas veredas."
Lucas 3:5
"Todo vale será aterrado, e todo monte e outeiro serão arrasados; o que estiver torto se tornará direito, e os caminhos escabrosos serão aplainados."
Lucas 3:6
"Todo homem verá a salvação de Deus."
Lucas 3:7
"Ele dizia, pois, ao povo que vinha para ser batizado por ele: “Raça de víboras! Quem ensinou vocês a fugir da ira iminente?"
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