Versículo em destaque
Lucas 18:31 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
" Em seguida, Jesus tomou os Doze à parte e lhes disse: “Eis que estamos subindo a Jerusalém. Tudo o que foi escrito pelos profetas a respeito do Filho do Homem será cumprido. "
Lucas 18:31
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
29 Jesus respondeu: “Em verdade declaro a vocês: não há ninguém que tenha abandonado, por amor ao Reino de Deus, sua casa, sua mulher, seus irmãos, seus pais ou seus filhos,
30 que não receba muito mais neste mundo e, no mundo vindouro, a vida eterna.”
31 Em seguida, Jesus tomou os Doze à parte e lhes disse: “Eis que estamos subindo a Jerusalém. Tudo o que foi escrito pelos profetas a respeito do Filho do Homem será cumprido.
32 Ele será entregue aos pagãos. Hão de zombar dele, ultrajá-lo e desprezá-lo;
33 baterão nele com varas e o farão morrer; e, ao terceiro dia, ressurgirá.”
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Aqui Cristo avisa com antecedência aos discípulos sobre o seu sofrimento e morte, e também sobre o desfecho glorioso. Ele sabia exatamente o que o aguardava e julgou sábio prepará‑los antes, para que não fossem tomados de surpresa e pavor. Duas coisas aqui aparecem de forma mais completa do que nos outros Evangelhos.
Primeiro, Cristo fala dos seus sofrimentos como cumprimento das Escrituras. Era assim que ele firmava o próprio coração, e assim também queria firmar o deles. “Tudo o que pelos profetas foi escrito” acerca do Filho do Homem, especialmente as aflições que ele suportaria, “se cumprirá”. O Espírito de Cristo, nos profetas do Antigo Testamento, já havia testificado “sobre os sofrimentos que a Cristo haviam de vir e sobre a glória que se lhes havia de seguir” (1 Pedro 1:11). Isso mostra que a Escritura é de fato a Palavra de Deus, porque o que ela anunciou se cumpriu exatamente. Mostra também que Jesus Cristo foi enviado por Deus, porque todas as promessas se realizaram nele. Ele era aquele que havia de vir, pois tudo o que foi dito sobre o Messias se confirmou em sua pessoa. Ele se submeteria a qualquer coisa para cumprir a Escritura, a fim de que nem a menor parte dela falhasse. Isso remove a vergonha da cruz e lhe confere honra. Estava escrito que seria assim, e por isso convinha que o Cristo padecesse.
Segundo, a humilhação imposta a Cristo em seus sofrimentos é ressaltada de modo especial. Os outros evangelistas registram que ele seria escarnecido; aqui se acrescenta que seria ultrajado, carregado de desprezo e insultos. Ele receberia toda espécie de afrontas. Em sentido espiritual, isso fazia parte da maneira como ele satisfazia a justiça de Deus pelo dano que o nosso pecado causou à honra divina. Um exemplo claro dessa vergonha é que ele seria cuspido, como já havia sido profetizado (Isaías 50:6). Mas, mesmo ao falar de seu sofrimento e morte, Cristo também anuncia a sua ressurreição, que remove tanto o terror quanto a desonra de seus padecimentos: “ao terceiro dia ressuscitará”.
Os discípulos ficaram profundamente confusos com isso. O que Jesus dizia contrariava totalmente as ideias que eles tinham sobre o Messias e seu reino. Quebrava as expectativas quanto ao que esperavam de seu Mestre e desestruturava todos os seus planos. Por isso não compreenderam nada daquilo (Lucas 18:34). O preconceito em suas mentes era tão forte que não aceitavam aquelas palavras ao pé da letra e tampouco conseguiam entendê‑las de outra forma. No fim, não entenderam coisa alguma. Soava‑lhes como mistério e enigma, e pensavam que isso não combinava com a glória e a honra do Messias nem com o estabelecimento do seu reino.
Essa mensagem estava encoberta para eles, e não conseguiam recebê‑la. Tinham lido muitas vezes o Antigo Testamento, mas não viam ali nada que apontasse para um Messias humilhado e entregue à morte. Estavam tão concentrados nas profecias sobre a sua glória que ignoravam as que falavam de seus sofrimentos. Os escribas e mestres da lei deveriam tê‑los ajudado a perceber também essas passagens e tê‑las incluído tanto no ensino quanto na instrução, com o mesmo peso das outras. Mas como essas profecias não se ajustavam ao esquema deles, foram deixadas de lado.
Muitas vezes é por isso que as pessoas erram: leem a Bíblia apenas pela metade e são tão seletivas com os profetas como são com a lei. Querem somente as partes agradáveis (Isaías 30:10). Do mesmo modo, quando lemos profecias ainda não cumpridas, podemos nos deixar levar por uma expectativa ansiosa apenas quanto ao futuro glorioso da igreja nos últimos dias. Ignoramos sua condição de deserto e de tristeza e gostamos de imaginar que essa fase já passou. Então, quando vêm as dificuldades e perseguições, não entendemos o que está acontecendo, embora tenhamos sido avisados claramente de que “através de muitas tribulações nos importa entrar no reino de Deus”.
Deste capítulo
Lucas 18:1
"Jesus lhes propôs uma parábola para mostrar que é necessário orar sempre, sem jamais deixar de fazê-lo."
Lucas 18:2
"“Havia, em certa cidade, um juiz que não temia a Deus nem respeitava pessoa alguma."
Lucas 18:3
"Na mesma cidade também vivia uma viúva que vinha frequentemente à sua presença para lhe dizer: Faça-me justiça contra o meu adversário."
Lucas 18:4
"Ele, porém, por muito tempo não o quis. Por fim, pensou consigo: Eu não temo a Deus nem respeito os homens;"
Lucas 18:5
"todavia, porque esta viúva me importuna, farei justiça a ela; caso contrário, ela não cessará de me molestar.”"
Lucas 18:6
"O Senhor prosseguiu: “Vocês ouvem o que diz este juiz injusto?"
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