Versículo em destaque
Levítico 25:39 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
" Se o seu irmão se tornar pobre junto de você e se vender a você, não exija dele um serviço de escravo. "
Levítico 25:39
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
37 Não lhe empreste o seu dinheiro com juros e não lhe dê os seus víveres por amor ao lucro.
38 Eu sou o Senhor, Deus de vocês, que os tirei do Egito para lhes dar a terra de Canaã e para ser o Deus de vocês.
39 Se o seu irmão se tornar pobre junto de você e se vender a você, não exija dele um serviço de escravo.
40 Ele estará em sua casa como um operário e, como um hóspede, estará a seu serviço até o ano jubilar.
41 Então sairá da sua casa, ele e seus filhos com ele; voltará para a sua família e para a herança dos seus pais.
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Essas leis sobre servidão tinham o propósito de proteger a honra de Israel como povo livre. Deus os havia tirado da casa da servidão com o seu próprio poder e os feito seus filhos, seu primogênito. Por isso, a lei limitava com muito cuidado a escravidão entre os israelitas.
Um israelita de nascimento nunca deveria ser feito escravo para sempre. Se ele tivesse sido vendido por causa de dívida ou por um crime, por sentença do tribunal, deveria servir apenas seis anos e sair livre no sétimo, como está em (Êxodo 21:2). Mas se ele tivesse se vendido por causa de extrema pobreza, não tendo mais nada para se manter vivo, e tivesse se vendido a alguém do próprio povo, ainda assim não deveria ser tratado como escravo. Deveria ser tratado como servo contratado, alguém cujo trabalho é usado, mas que não está sob domínio absoluto. A razão é simples: “Eles são meus servos” (Levítico 25:42). Deus não faz de seus servos escravos, portanto os irmãos também não devem fazê-lo.
Isso também lembrava Israel de que Deus os havia redimido do Egito, de modo que nunca mais deveriam ser vendidos como escravos. Paulo aplica isso espiritualmente quando diz: “Fostes comprados por bom preço; não vos façais servos dos homens” (1 Coríntios 7:23). Isso significa não ser escravo de desejos humanos, nem escravo de nossos próprios desejos pecaminosos. Como pertencemos a Deus, não devemos deixar o pecado reinar em nosso corpo mortal (Romanos 6:12, Romanos 6:22).
Enquanto esse servo trabalhava, ele também não deveria ser tratado com dureza, como Israel havia sido tratado no Egito (Levítico 25:43). Seu trabalho e seu tratamento precisavam ser condizentes com alguém que era filho de Abraão. Ainda hoje, os senhores são instruídos a dar aos seus servos o que é justo e direito (Colossenses 4:1). Servos podem ser utilizados, mas não maltratados. Quem vive ameaçando, zombando e esmagando seus servos se esquece de que também tem um Senhor no céu, a quem terá de prestar contas. Jó falou assim de si mesmo quando pensou em como Deus julgaria o tratamento injusto dado a outros (Jó 31:13, Jó 31:14).
No ano do jubileu, esse servo devia sair livre, ele e seus filhos, e voltar à sua própria família (Levítico 25:41). Isso apontava para o nosso livramento do serviço do pecado e de Satanás pela graça de Deus em Cristo, cuja verdade nos liberta (João 8:32). Escritores judeus diziam que, por dez dias antes de soar a trombeta do jubileu, os servos que estavam prestes a ser libertos festejavam, com banquetes e grinaldas na cabeça. Por isso se fala do “júbilo” ou do “som de alegria” (Salmo 89:15). Também devemos nos alegrar com a liberdade que temos em Cristo.
Israel também podia comprar servos escravos das nações ao redor, ou de estrangeiros que morassem entre eles, exceto das sete nações destinadas à destruição. Esses servos estrangeiros podiam pertencer a Israel permanentemente e passar como herança aos filhos. O ano do jubileu não os libertava (Levítico 25:44, Levítico 25:46). Assim, a autoridade que Israel tinha sobre esses servos se harmonizava com a bênção de Jacó: “Sejam povos ao teu serviço” (Gênesis 27:29). Isso também apontava para a entrada dos gentios, as nações não judaicas, no serviço de Cristo e de sua igreja. Deus disse: “Pede-me, e eu te darei as nações por herança” (Salmo 2:8). Isaías também diz: “Estrangeiros se apresentarão e apascentarão os vossos rebanhos” (Isaías 61:5), e o Apocalipse fala de modo semelhante (Apocalipse 2:26, Apocalipse 2:27). Os justos um dia terão domínio “pela manhã”, isto é, no tempo da vitória final de Deus (Salmo 49:14).
Essa regra também mostra que somente os verdadeiros israelitas, aqueles que pertencem a Deus pela fé, participam da liberdade do jubileu do evangelho. Quem permanece pagão continua em escravidão. Paulo volta esse mesmo pensamento contra os judeus incrédulos quando diz que Jerusalém, depois de rejeitar Cristo, está em escravidão com seus filhos (Gálatas 4:25). Mesmo assim, os mestres judeus afirmavam que a misericórdia e a sabedoria levam o homem a ser compassivo e a não tornar pesado demais o jugo de nenhum servo.
Deste capítulo
Levítico 25:1
"O Senhor disse a Moisés no monte Sinai: “Diga aos israelitas o seguinte:"
Levítico 25:2
"Quando vocês tiverem entrado na terra que lhes hei de dar, a terra repousará: esse será um sábado em honra do Senhor."
Levítico 25:3
"Durante seis anos você semeará a sua terra, durante seis anos podará a sua vinha e recolherá os seus frutos."
Levítico 25:4
"Mas o sétimo ano será um sábado, um repouso para a terra, um sábado em honra do Senhor: você não semeará o seu campo nem podará a sua vinha;"
Levítico 25:5
"não colherá o que nascer dos grãos caídos da sua ceifa, nem as uvas da sua vinha não podada, porque é um ano de repouso para a terra."
Levítico 25:6
"Mas o que a terra der espontaneamente durante o seu sábado servirá de alimento a vocês, a você, ao seu servo e à sua serva, ao seu operário ou ao estrangeiro que mora com você;"
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