Versículo em destaque
Levítico 25:1 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
" O Senhor disse a Moisés no monte Sinai: “Diga aos israelitas o seguinte: "
Levítico 25:1
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
1 O Senhor disse a Moisés no monte Sinai: “Diga aos israelitas o seguinte:
2 Quando vocês tiverem entrado na terra que lhes hei de dar, a terra repousará: esse será um sábado em honra do Senhor.
3 Durante seis anos você semeará a sua terra, durante seis anos podará a sua vinha e recolherá os seus frutos.
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A lei dada por meio de Moisés dava grande importância ao sábado. O sábado era a mais antiga de todas as instituições estabelecidas por Deus, destinada a preservar entre os homens o conhecimento e a adoração do Criador. Essa lei não apenas renovava o sábado semanal, mas ainda acrescentava um ano sabático, para honrá-lo de modo especial: “No sétimo ano haverá sábado de descanso para a terra” (Levítico 25:4).
A partir disso, os judeus desenvolveram uma tradição popular: depois de o mundo durar seis mil anos, sendo mil anos como um dia diante de Deus, ele chegaria ao fim e começaria o sábado eterno. Mas essa é uma base frágil para marcar dia e hora, que pertencem somente a Deus conhecer. Esse ano sabático começava em setembro, ao fim da colheita, no sétimo mês do ano religioso deles.
A lei para esse ano era clara. Primeiro, quando chegasse o tempo de semear, depois de recolhida a colheita, não deveriam semear grão na terra. Na primavera, não deveriam podar as vinhas, de modo que não deviam esperar, no ano seguinte, nem colheita de cereais nem vindima. Segundo, tudo o que a terra produzisse por si mesma não poderia ser tratado como propriedade deles, nem usado de forma comum. Só podiam usar isso como alimento, dia após dia, e deveriam deixar livre para os pobres, servos, estrangeiros e para os animais (Levítico 25:5-7).
Era para ser um “sábado de descanso” para a terra. Não deviam trabalhar nela, nem esperar dela uma colheita. Todo o trabalho anual do campo deveria cessar no sétimo ano, assim como o trabalho diário cessava no sétimo dia. Os judeus também afirmam que só começaram a contar os anos sabáticos depois de terminarem completamente a conquista de Canaã, no oitavo ano de Josué. Então, o sétimo ano depois disso foi o primeiro ano sabático, e o quinquagésimo ano foi o jubileu.
Nesse ano também devia haver uma remissão geral das dívidas (Deuteronômio 15:1-2) e uma leitura pública da lei na festa dos tabernáculos (Deuteronômio 31:10-11). Essas obrigações adicionais tornavam o ano ainda mais solene. Deus usou essa instituição para ensinar várias lições.
Mostrou-lhes que ele era o verdadeiro dono da terra, e que eles a possuíam apenas como arrendatários, debaixo do seu querer. Donos de terras costumam estabelecer condições para seus arrendatários, dizendo quando trabalhar o solo e quando deixá‑lo em repouso. Do mesmo modo, Deus lhes deu aquela boa terra com condições, para que soubessem que não eram proprietários absolutos, mas dependentes de seu Senhor.
Havia também bondade da parte de Deus para com a própria terra. Deixá-la descansar a manteria fértil e saudável para as gerações futuras, e Deus queria que eles pensassem nos que viriam depois, e não usassem a terra como se existisse só para sua própria época. Além disso, sendo dispensados, por um ano inteiro, dos trabalhos do campo, teriam mais tempo para o culto e para o conhecimento de Deus e da sua lei.
Eles também eram ensinados à generosidade. Não deviam reter tudo para si, mas permitir que outros participassem dos dons da bondade de Deus, especialmente daquilo que a terra produzia sem o trabalho deles. Ao mesmo tempo, aprendiam a depender do cuidado de Deus. A vida humana não depende apenas do pão, e até o pão não vem apenas do esforço humano, mas da bênção de Deus, que pode dá-lo, se assim quiser, sem o trabalho nem a ansiedade do homem (Mateus 4:4).
Essa lei ainda os fazia lembrar a vida fácil do paraíso, quando o ser humano comia livremente de todo bem, antes que o pecado trouxesse o trabalho pesado e o suor do rosto. O labor penoso entrou no mundo com o pecado. Também os ensinava a pensar nos pobres, que não semeavam nem colhiam, e mesmo assim viviam da bênção de Deus sobre o pouco. Em tudo isso, o ano de descanso apontava para o descanso espiritual em que os crentes entram por meio de Cristo, o nosso verdadeiro Noé, que nos dá consolo e descanso em nosso trabalho e no cansaço de nossas mãos, por causa da terra amaldiçoada (Gênesis 5:29).
Por meio de Cristo, somos libertos do pesado jugo das preocupações e trabalhos deste mundo. Ambos são santificados e adoçados para nós, e somos ajudados e encorajados a viver pela fé. E, assim como o fruto desse sábado da terra era partilhado por todos, também a salvação que Cristo conquistou é uma salvação comum. Esse ano sabático parece ter um reflexo novamente na igreja cristã, quando os crentes tinham tudo em comum (Atos 2:44).
Deste capítulo
Levítico 25:2
"Quando vocês tiverem entrado na terra que lhes hei de dar, a terra repousará: esse será um sábado em honra do Senhor."
Levítico 25:3
"Durante seis anos você semeará a sua terra, durante seis anos podará a sua vinha e recolherá os seus frutos."
Levítico 25:4
"Mas o sétimo ano será um sábado, um repouso para a terra, um sábado em honra do Senhor: você não semeará o seu campo nem podará a sua vinha;"
Levítico 25:5
"não colherá o que nascer dos grãos caídos da sua ceifa, nem as uvas da sua vinha não podada, porque é um ano de repouso para a terra."
Levítico 25:6
"Mas o que a terra der espontaneamente durante o seu sábado servirá de alimento a vocês, a você, ao seu servo e à sua serva, ao seu operário ou ao estrangeiro que mora com você;"
Levítico 25:7
"tudo o que nascer servirá de alimento também ao seu rebanho e aos animais que estão em sua terra."
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