Versículo em destaque
João 15:9 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
" “Como o Pai me ama, assim também eu amo vocês. Perseverem no meu amor. "
João 15:9
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
7 Se permanecerem em mim, e as minhas palavras permanecerem em vocês, pedirão tudo o que quiserem, e será feito para vocês.
8 Nisso meu Pai é glorificado: que vocês deem muito fruto e se tornem meus discípulos.”
9 “Como o Pai me ama, assim também eu amo vocês. Perseverem no meu amor.
10 Se guardarem os meus mandamentos, serão constantes no meu amor, assim como eu também guardei os mandamentos de meu Pai e persisto no seu amor.
11 Eu disse essas coisas a vocês para que a minha alegria esteja em vocês, e a alegria de vocês seja completa.”
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Cristo, que é o próprio amor, está falando aqui sobre o amor e menciona quatro tipos de amor. Primeiro, ele fala do amor do Pai por ele. Ele diz que o Pai o amou, como em João 15:9: “Como o Pai me amou”. O Pai o amou como Mediador, isto é, como Aquele que está entre Deus e os homens. Sobre ele foi dito: “Este é o meu Filho amado”. Ele era o Filho do amor especial do Pai. O Pai o amou e entregou todas as coisas em suas mãos. E, ao mesmo tempo, o Pai amou o mundo de tal maneira que o entregou por todos nós.
Quando Cristo estava prestes a sofrer, consolou-se com o pensamento de que seu Pai o amava. Aqueles a quem Deus ama como Pai podem desprezar o ódio do mundo inteiro. Cristo também permaneceu no amor de seu Pai, como diz João 15:10. Ele sempre amou o Pai e foi amado por ele. Mesmo quando foi feito pecado e maldição por nós, e agradou ao Senhor esmagá-lo, ainda assim permaneceu no amor do Pai (Salmo 89:33). Porque continuou amando o Pai, passou de boa vontade por seus sofrimentos. Por isso, seu Pai continuou a amá-lo.
Cristo permaneceu no amor do Pai porque guardou os mandamentos do Pai. “Tenho guardado os mandamentos de meu Pai” – diz ele, como Mediador – e assim permanece nesse amor. Isso mostrava que ele continuava a amar o Pai, porque prosseguiu na obra que assumira e a completou. Por isso o Pai continuou a amá-lo. A alma do Pai nele se comprazia, porque ele não desfalecia nem se desanimava (Isaías 42:1-4). Nós, quando fomos criados, quebramos a lei de Deus e nos lançamos fora do seu favor. Cristo fez satisfação por nós, isto é, pagou nossa culpa obedecendo à lei que traz redenção. Assim, ele permaneceu no amor do Pai e nos reconduziu a esse amor.
Em segundo lugar, Cristo fala do seu próprio amor pelos discípulos. Mesmo estando para deixá-los, continua a amá-los. O modelo desse amor é impressionante: “Como o Pai me amou, também eu vos amei a vós”. Que profundo rebaixamento em sua graça! Como o Pai o amou, a ele que era o mais digno, assim ele amou a eles, que eram os mais indignos. O Pai o amou como a seu Filho, e ele ama os discípulos como a seus filhos. O Pai entregou todas as coisas em suas mãos e, do mesmo modo, juntamente consigo, ele nos dá gratuitamente todas as coisas. O Pai o amou como Mediador, como cabeça da igreja e grande depositário da graça e do favor de Deus, não por si somente, mas para o bem daqueles que representava. Cristo está dizendo, em essência: “Fui um depositário fiel. Como o Pai confiou o seu amor a mim, eu o transmito a vocês.” Assim o Pai se agradou dele, para poder se agradar de nós nele. Ele o amou, para que nele, o Amado, fôssemos aceitos (Efésios 1:6).
As provas e resultados desse amor são quatro. Primeiro, Cristo amou seus discípulos porque deu a sua vida por eles, como em João 15:13: “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a sua vida pelos seus amigos.” É com esse amor que Cristo nos amou. Ele é nosso substituto, entregando corpo por corpo e vida por vida, embora conhecesse nossa incapacidade de retribuir e soubesse o quanto isso lhe custaria. Nisso vemos até onde o amor humano pode chegar. Sua expressão mais elevada é dar a própria vida por um amigo, para salvar a vida desse amigo. Houve até alguns exemplos heróicos assim, mais do que arrancar os próprios olhos (Gálatas 4:15). Se alguém dará tudo o que possui por causa da sua vida, então quem dá a vida por um amigo deu tudo. Não pode dar mais do que isso. Às vezes isso pode ser nosso dever (1 João 3:16). Paulo desejava ardentemente essa honra (Filipenses 2:17). “Por um justo alguém talvez tenha coragem de morrer” (Romanos 5:7). Isso é o amor em sua forma mais alta, forte como a morte.
Mas o amor de Cristo é melhor do que qualquer outro amor. Ele não apenas igualou os atos de amor mais notáveis, mas os ultrapassou. Outros entregaram a vida, deixando que lhes fosse tirada; Cristo entregou a sua vida voluntariamente. Ele não foi apenas passivo, escolheu isso e tornou essa entrega um ato próprio. A vida que outros entregaram tem valor apenas igual, ou até menor, à vida por que foi trocada. Mas Cristo vale infinitamente mais do que dez mil de nós. Outros morreram por amigos, mas Cristo deu a sua vida por nós quando ainda éramos inimigos (Romanos 5:8, 10). Os corações precisam ser mais duros do que ferro ou pedra para não se enternecerem diante da doçura incomparável de um amor divino assim.
Em segundo lugar, Cristo amou seus discípulos ao trazê-los para uma aliança de amizade consigo (João 15:14-15). “Se vocês mostram, pela obediência, que são de fato meus discípulos, então são meus amigos, e serão tratados como amigos.” Os seguidores de Cristo são seus amigos, e ele se agrada de chamá-los assim. Aqueles que fazem o serviço de servos são elevados à honra de serem amigos. Davi tinha um servo em sua corte, e Salomão tinha um em sua corte, que era, de modo especial, amigo do rei (2 Samuel 15:37; 1 Reis 4:5). Mas todos os servos de Cristo têm essa honra. Podemos ajudar um estranho em um caso particular, mas a um amigo damos todo cuidado e apoio. Assim, Cristo toma os crentes como seus amigos. Ele os visita e lhes fala como a amigos, suporta suas fraquezas e vê o melhor neles. Sente suas aflições e se alegra com o seu progresso. Intercede por eles no céu e cuida de tudo o que lhes diz respeito ali. Se dizem que amigos têm uma só alma, aquele que se une ao Senhor é um só espírito com ele (1 Coríntios 6:17). Embora os crentes muitas vezes ajam como se não fossem amigos, ele permanece amigo que ama em todo o tempo.
Note-se o calor com que isso é dito. Cristo não quer chamá-los servos, embora eles o chamem Mestre e Senhor. Quem deseja imitar a humildade de Cristo não deve ficar insistindo em sua autoridade e posição sempre que tem oportunidade, mas lembrar que seus servos são também conservos. No entanto, Cristo faz questão de chamá-los amigos. Ele não apenas os ama, mas quer que saibam disso, pois a bondade está em sua boca. Depois da ressurreição, parece falar com ainda mais ternura aos discípulos do que antes. “Vai para meus irmãos”, diz em (João 20:17). “Filhos, tendes aí alguma coisa de comer?” (João 21:5). Mas, embora Cristo os chamasse amigos, eles continuavam a se chamar servos. Pedro se chama servo de Cristo (1 Pedro 1:1), e o mesmo faz Tiago (Tiago 1:1). Quanto mais honra Cristo nos dá, mais devemos procurar honrá-lo. Quanto mais altos somos aos olhos dele, mais baixos devemos ser aos nossos próprios olhos.
Em terceiro lugar, Cristo amou seus discípulos sendo muito aberto em lhes dar a conhecer a sua mente (João 15:15). “De agora em diante vocês não ficarão tão às escuras como antes, como servos que só são informados sobre a tarefa do momento. Quando o Espírito for derramado, vocês conhecerão os planos do seu Senhor como amigos. Tudo o que ouvi de meu Pai tenho feito conhecer a vocês.” Quanto à vontade secreta de Deus, há muitas coisas que precisamos aceitar sem conhecer. Mas quanto à vontade revelada, Jesus Cristo transmitiu fielmente a nós o que recebeu do Pai (João 1:18; Mateus 11:27).
Cristo comunicou aos discípulos as grandes verdades sobre a redenção humana para que as anunciassem a outros. Eles eram os homens a quem foram confiados seus segredos (Mateus 13:11). Cristo amou seus discípulos porque os escolheu e designou para serem o principal meio de sua glória e honra no mundo (João 15:16): “Eu vos escolhi a vós, e vos nomeei.”
Seu amor por eles apareceu primeiro na eleição, na escolha que fez deles para serem apóstolos (João 6:70): “Não vos escolhi a vós, os doze?”. Isso não começou da parte deles. “Não fostes vós que me escolhestes a mim, mas eu vos escolhi primeiro.” Por que foram trazidos a tanta intimidade com ele, enviados a uma missão tão grande por ele e dotados de tanto poder do céu? Não foi porque eram sábios ou bons o bastante para escolherem a Cristo como Mestre, mas por causa do favor e da graça dele em escolhê-los como discípulos. É justo que Cristo escolha os seus próprios ministros, e ele ainda faz isso por meio de sua providência e de seu Espírito. Mesmo quando ministros escolhem para si esse santo ofício, a escolha de Cristo vem primeiro, orienta e confirma a deles. De todos os que são escolhidos para a graça e a glória, pode-se dizer: eles não escolheram Cristo, mas ele os escolheu primeiro (Deuteronômio 7:7-8).
O amor de Cristo também se manifestou na ordenação dos discípulos: “Eu vos designei”. Ou seja, ele os colocou no ministério (1 Timóteo 1:12) e lhes deu uma comissão. Isso mostrava que ele os considerava seus amigos, pois lhes concedeu tamanha honra e colocou tamanha confiança em suas mãos. Foi uma grande demonstração de confiança fazê-los seus embaixadores no mundo, tratando dos negócios do seu reino e servindo como seus principais oficiais. A eles foi entregue, em primeiro lugar, o tesouro do evangelho, para que se espalhasse.
Quando ele diz que deviam ir, quer dizer que deveriam ir como homens que carregam um encargo, pois o ministério é um trabalho real, e quem o assume deve esperar muito esforço. Deveriam ir de lugar em lugar, por todo o mundo, e dar fruto. Foram designados não para ficar parados, mas para estar em movimento, trabalhar muito e fazer o bem sem cansar. Não deveriam desperdiçar esforço, mas ser instrumentos na mão de Deus para trazer as nações à obediência de Cristo (Romanos 1:13). Aqueles a quem Cristo designa devem ser frutíferos, e serão frutíferos. Devem trabalhar, e não trabalharão em vão.
Em segundo lugar, o evangelho deveria ser transmitido adiante, para que “o vosso fruto permaneça”. O bom efeito da obra deles deveria continuar no mundo, de geração em geração, até o fim dos tempos. A igreja de Cristo não foi feita para ser passageira, como muitas escolas de filosofia que existiram só por um momento. Ela não surgiu de repente para logo desaparecer, mas para durar enquanto durarem os dias do céu. As pregações e escritos dos apóstolos chegaram até nós, e ainda hoje somos edificados sobre esse fundamento. Desde que a igreja foi primeiramente fundada pelo ministério dos apóstolos e dos setenta discípulos, uma geração de ministros e cristãos passou, e outra veio depois. Pela grande comissão (Mateus 28:19), Cristo tem uma igreja no mundo que, como um corpo legítimo, não morre, mas continua por meio de muitos membros. Assim, o fruto deles permanece até hoje, e permanecerá enquanto a terra durar.
O amor de Cristo por eles também aparece na acolhida que têm diante do trono da graça: “Tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vos dará”. Isso aponta primeiro para o poder dos apóstolos de fazer milagres, recebido em resposta à oração. Quaisquer dons que precisassem para a obra, qualquer ajuda do céu de que necessitassem em qualquer momento, bastava pedir. Aqui há três coisas que nos estimulam a orar, e são grandes consolos. Primeiro, temos um Pai a quem recorrer. Cristo o chama de Pai, meu e vosso, e o Espírito nos ensina a clamar: “Aba, Pai”. Segundo, vamos em um bom nome. Se pedimos segundo a vontade de Deus, podemos usar humilde e ousadamente o nome de Cristo, reivindicando nossa união com ele e seu cuidado por nós. Terceiro, uma resposta de paz é prometida. O que pedirmos nos será dado. Essa grande promessa ligada a esse grande dever mantém um santo comércio de amor entre o céu e a terra.
Em seguida, Cristo volta-se para o amor dos discípulos por ele e lhes dá mandamentos por causa do grande amor que já demonstrara. Primeiro, insiste para que permaneçam em seu amor (João 15:9). Isso pode significar: “Continuem me amando e continuem recebendo o meu amor”. As duas ideias se encaixam. Devemos fazer nossa felicidade depender do amor constante de Cristo por nós, e devemos continuar demonstrando nosso amor por Cristo, de modo que nada nos afaste dele nem o leve a retirar de nós a manifestação do seu amor. Todos os que amam a Cristo devem continuar a amá-lo, sempre buscando maneiras de demonstrar esse amor, e amá-lo até o fim.
Os discípulos estavam prestes a sair para o serviço de Cristo, onde enfrentariam muitos sofrimentos. Mas Cristo lhes diz: “Permanecei no meu amor”. Conservem vivo o amor por mim, e então as tribulações que encontrarem por minha causa serão mais fáceis de suportar. O amor tornou sete anos de duro serviço leves para Jacó. Não deixem que o sofrimento por Cristo esfrie o amor por Cristo, mas que o acenda ainda mais.
Em segundo lugar, ele lhes ordena que deixem a sua alegria permanecer neles e os encher (João 15:11). Ele disse esses mandamentos e promessas para que isso acontecesse. A expressão pode ser entendida de duas maneiras. Pode significar que a alegria dele neles permaneça. Se derem muito fruto e permanecerem em seu amor, ele continuará se alegrando neles, como já o faz. Discípulos frutíferos e fiéis são motivo de alegria para o Senhor Jesus; ele tem prazer neles (Sofonias 3:17). Assim como há alegria no céu quando pecadores se convertem, há também uma alegria duradoura na perseverança dos crentes.
Ou pode significar que a sua alegria, isto é, a alegria deles nele, permaneça. É vontade de Cristo que seus discípulos vivam se alegrando nele (Filipenses 4:4). A alegria do hipócrita dura apenas um momento, mas a alegria dos que permanecem no amor de Cristo é um banquete constante. Como a palavra do Senhor permanece para sempre, as alegrias que dela procedem e sobre ela se firmam também permanecem. Ele quer que a alegria deles seja completa, não só que seja abundante, mas que a alegria nele e em seu amor vá subindo cada vez mais, até atingir a perfeição quando entrarem no gozo do seu Senhor.
Somente aqueles em quem a alegria de Cristo permanece têm a alegria tornada plena. As alegrias do mundo são vazias, estragam rápido e nunca satisfazem de verdade. Só a alegria que vem da sabedoria enche a alma (Salmo 36:8). O propósito de Cristo neste mundo é encher seu povo de alegria (João 1:4). Ele disse essas coisas para que nossa alegria vá aumentando, de plenitude em plenitude, até ser aperfeiçoada ao final.
Para mostrarem o amor que têm por ele, devem guardar seus mandamentos: “Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor” (João 15:10). A obediência deles provaria que o amor que tinham era verdadeiro e firme, e então poderiam ter certeza do seu amor contínuo por eles.
“Permanecer no meu amor” significa ficar nele como em uma casa, um lugar de descanso e uma fortaleza segura. Assim continuariam desfrutando do seu amor e também receberiam graça e força para continuar amando-o. Se a mesma mão que primeiro derramou o amor de Cristo em nossos corações não nos mantivesse ali, logo nos afastaríamos. O amor do mundo nos arrastaria para longe do amor a Cristo.
A condição dessa promessa é clara: “Se guardardes os meus mandamentos”. Os discípulos deviam guardar os mandamentos de Cristo, não apenas obedecendo pessoalmente, mas também transmitindo-os fielmente a outros. Eram depositários de uma grande confiança, pois deveriam ensinar tudo o que Cristo havia ordenado (Mateus 28:20). Deviam guardar esse mandamento sem mancha e sem perder a pureza (1 Timóteo 6:14) e, assim, mostrar que realmente permaneciam em seu amor.
Cristo os estimula à obediência apontando para o próprio exemplo: “Assim como eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e permaneço no seu amor”. Cristo se submeteu à lei da mediação, isto é, à lei de atuar como mediador entre Deus e os homens, e, procedendo assim, preservou tanto a honra quanto o consolo dessa obra. Da mesma forma, preservamos a honra e o consolo da nossa relação com ele quando nos submetemos aos seus mandamentos.
Ele também mostra que a obediência é necessária para terem lugar entre seus amigos (João 15:14): “Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando, e não de outra forma”. Somente os que se mostram servos obedientes serão considerados verdadeiros amigos de Cristo. Os que não querem que ele reine sobre eles serão tratados como seus inimigos. A verdadeira amizade implica ter os mesmos amores e os mesmos desgostos. A única obediência que Cristo aceita é a obediência universal, isto é, obedecê-lo em tudo o que ele ordena, sem deixar nada de lado e sem discutir contra nenhum mandamento.
Ele então se volta para o amor que deviam ter uns pelos outros, o qual é, ao mesmo tempo, prova do amor deles por Cristo e resposta agradecida ao amor que ele lhes demonstrou. Devemos guardar seus mandamentos, e este é o seu mandamento: que nos amemos uns aos outros (João 15:12), e de novo (João 15:17). Nenhum dever é recomendado com mais frequência e calor pelo Senhor Jesus do que o amor mútuo, e com boa razão.
Cristo primeiro recomenda esse amor pelo seu próprio exemplo: “Como eu vos amei” (João 15:12). O amor dele por nós deve servir de modelo para o nosso amor uns pelos outros, e também deve nos mover a amar desse modo. Ele lhes deu claras provas desse amor, chamou-os de amigos, comunicou-lhes seus segredos e estava disposto a conceder-lhes o que pedissem. Devemos ir e fazer o mesmo.
Ele também exige isso por meio do seu mandamento. Ele fala com sua autoridade e faz deste um dos estatutos firmes do seu reino. Note como ele declara isso de forma tão enfática nesses versículos, em ambos os casos com grande força. “Este é o meu mandamento” (João 15:12), como se este fosse o mais necessário de todos os mandamentos.
Na lei, a proibição da idolatria era destacada mais do que as outras, porque o povo era muito inclinado a esse pecado. Do mesmo modo, Cristo sabia que a igreja cristã teria grande tendência à falta de amor, por isso enfatizou esse mandamento de forma especial. “Isto vos mando” (João 15:17). Ele fala como se estivesse dando muitos mandamentos, e ainda assim nomeia apenas este: que vocês se amem uns aos outros. Esse único mandamento abrange muitos deveres e exerce uma boa influência sobre todos os demais.
Deste capítulo
João 15:1
"“Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que não der fruto em mim, ele o cortará;"
João 15:2
"e podará todo o que der fruto, para que produza mais fruto."
João 15:3
"Vocês já estão puros pela palavra que tenho anunciado a vocês."
João 15:4
"Permaneçam em mim, e eu permanecerei em vocês. O ramo não pode dar fruto por si mesmo se não permanecer na videira. Assim também vocês: tampouco podem dar fruto se não permanecerem em mim."
João 15:5
"Eu sou a videira; vocês, os ramos. Quem permanecer em mim, e eu nele, esse dá muito fruto, porque sem mim vocês nada podem fazer."
João 15:6
"Se alguém não permanecer em mim, será lançado fora como o ramo. Ele secará, e irão juntá-lo e lançá-lo ao fogo, e será queimado."
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