Versículo em destaque
João 15:26 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
" Quando vier o Paráclito, que enviarei a vocês da parte do Pai, o Espírito da Verdade, que procede do Pai, ele dará testemunho de mim. "
João 15:26
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
24 Se eu não tivesse feito entre eles obras como nenhum outro fez, não teriam pecado; mas agora eles as viram e odiaram a mim e a meu Pai.
25 Mas foi para que se cumpra a palavra que está escrita na sua Lei: Odiaram-me sem motivo.
26 Quando vier o Paráclito, que enviarei a vocês da parte do Pai, o Espírito da Verdade, que procede do Pai, ele dará testemunho de mim.
27 Vocês também darão testemunho, porque estão comigo desde o princípio.”
Explore estudos bíblicos guiados
Sessões estruturadas com notas, perguntas e insights de orientadores
As Bem-Aventuranças (5 Dias)
Cinco encontros curtos com as bênçãos de Jesus e o caráter do reino de Deus.
Prévia da sessão 1:
Bem-Aventurados os Humildes e os que Choram
6 min
Salmos de Consolo (5 Dias)
Cinco encontros curtos nos Salmos, pensados para dias pesados em que há pouco tempo e pouca energia.
Prévia da sessão 1:
O Cuidado do Pastor
5 min
Crie uma conta grátis para salvar notas, acompanhar progresso e desbloquear todas as sessões
Criar conta grátisComentário Bible Guided
Depois de falar da forte oposição que o seu evangelho enfrentaria no mundo, e das aflições que recairiam sobre aqueles que o anunciassem, Cristo dá esta promessa para livrar seus amigos do medo. Ele mostra que há um firme apoio à sua causa, por meio da principal testemunha, o Espírito (João 15:26), e da testemunha adicional dos apóstolos (João 15:27); e o testemunho é o apoio certo da verdade.
Em primeiro lugar, Cristo promete que o Espírito Santo defenderá a sua causa no mundo, não importa quanta resistência encontre. Quando o próprio Cristo foi insultado, ele entregou sua causa ferida nas mãos do Pai. Ele não perdeu nada por ter ficado em silêncio, porque o Consolador veio, falou poderosamente em seu favor e venceu a causa. É como se dissesse: “Quando vier o Consolador, ou Advogado, que vem da parte do Pai e que eu enviarei para ocupar o lugar da minha presença corporal, ele dará testemunho de mim contra os que me odeiam sem motivo”.
Este versículo nos diz mais sobre o Espírito Santo do que quase qualquer outro na Bíblia. Como somos batizados em seu nome, devemos procurar conhecê‑lo tanto quanto a Escritura o revela. Ele é chamado de Espírito da verdade e procede do Pai. Isso significa, primeiro, que ele é uma pessoa divina real, não apenas uma força ou qualidade. Segundo, que é eterno, procedendo do Pai de um modo que pertence a Deus desde sempre. Assim como uma pessoa exala o seu sopro e, por meio dele, comunica seus pensamentos e força, assim o bendito Espírito é, por assim dizer, o fluir da luz e do poder de Deus.
Cristo também fala da missão do Espírito. O Espírito viria com uma efusão mais plena de dons, graça e poder do que jamais se tinha visto. Cristo por muito tempo fora anunciado como “aquele que havia de vir”, e agora o bendito Espírito é apresentado da mesma forma. Cristo diz: “Eu o enviarei a vós da parte do Pai”. Em João 14:16, ele havia dito: “Eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador”, mostrando o Espírito como fruto da intercessão de Cristo. Aqui ele diz: “Eu o enviarei”, mostrando o Espírito como fruto da autoridade real de Cristo e de seu governo após a ascensão.
O Espírito é enviado por Cristo como Mediador, isto é, aquele que age entre Deus e os homens, agora ressuscitado e exaltado para dar dons aos homens. É também enviado da parte do Pai, não apenas do céu como lugar, mas segundo a vontade do Pai, com o seu poder e autoridade unidos. Ele é enviado aos apóstolos para dirigir a sua pregação, fortalecê‑los em sua obra e sustentá‑los em seus sofrimentos. Foi dado a eles, e àqueles que depois deles foram chamados ao ministério, de acordo com a promessa em (Isaías 59:21).
A obra do Espírito é descrita de duas maneiras. O título Consolador, ou Advogado, significa que ele fala em favor de Cristo contra a incredulidade do mundo e consola os crentes contra o ódio do mundo. Ele é também testemunha de Jesus Cristo. É um dos três que testificam no céu, e o primeiro dos três que testificam na terra (1 João 5:7, 8). Ele ensinou os apóstolos, capacitou‑os a realizar milagres e inspirou as Escrituras, que permanecem como o testemunho permanente de Cristo (João 5:39). O poder do ministério vem do Espírito, porque é ele quem habilita os ministros. O poder do cristianismo também vem do Espírito, porque é ele quem torna os crentes santos, e assim, de ambas as maneiras, ele testifica de Cristo.
Em segundo lugar, os apóstolos também teriam a honra de ser testemunhas de Cristo, com a ajuda do Espírito (João 15:27). “E vós também testificareis de mim, porque estais comigo desde o princípio do meu ministério.” Os apóstolos foram escolhidos para serem testemunhas de Cristo no mundo. Quando Cristo diz que o Espírito testificará, ele acrescenta que eles também dariam testemunho. A obra do Espírito não elimina o nosso dever, mas o desperta e o auxilia. Embora o Espírito testifique, os ministros ainda precisam dar o seu testemunho, e as pessoas precisam ouvi‑lo, porque o Espírito age por meio dos meios de graça.
Os apóstolos foram as primeiras testemunhas chamadas no grande processo entre Cristo e o príncipe deste mundo, Satanás, cujo domínio foi derrubado. Seu encargo era dizer a verdade sobre Cristo, toda a verdade e somente a verdade, para que a honra que lhe pertence de direito fosse restaurada. Embora os discípulos tenham fugido quando deviam ter permanecido como testemunhas no julgamento de Cristo diante do sumo sacerdote e de Pilatos, depois se mantiveram firmes e corajosos quando o Espírito foi derramado sobre eles. Então defenderam a causa de Cristo contra as acusações levantadas contra ele. A verdade da fé cristã devia ser provada em grande parte por fatos, especialmente pela ressurreição de Cristo, e os apóstolos foram escolhidos de modo especial para testemunhar isso (Atos 10:41). Eles deram esse testemunho fielmente (Atos 3:15; Atos 5:32). Os ministros de Cristo continuam sendo suas testemunhas.
Isso também foi uma grande honra para eles, porque iriam cooperar com o próprio Deus. O Espírito testificaria de Cristo, e eles também testificariam, sob a direção e em concordância com o Espírito. O Espírito os preservaria do erro naquilo que relatassem de sua própria experiência, e lhes ensinaria o que só poderia ser conhecido por revelação. Isso devia encorajá‑los contra o ódio e o desprezo do mundo, pois Cristo os havia honrado e estaria ao lado deles.
Eles também estavam habilitados para essa obra porque estiveram com Cristo desde o princípio. Não apenas ouviram seus ensinamentos públicos, mas também conviveram intimamente com ele. Ele andava fazendo o bem, e enquanto muitos só viam as grandes e misericordiosas obras que ele fazia em suas próprias cidades, aqueles que o acompanharam em suas viagens viram todas elas. Também puderam observar a pureza de sua vida, e podiam testificar que nunca viram nem ouviram nele nada que mostrasse o menor sinal de fraqueza humana.
Temos fortes razões para aceitar o testemunho dos apóstolos sobre Cristo, porque eles não falaram por ouvir dizer. Eles falaram daquilo que conheciam com o mais alto grau de certeza possível (2 Pedro 1:16; João 1:1, João 1:3).
Estão mais aptos a testificar por Cristo aqueles que verdadeiramente têm estado com ele em fé, esperança e amor, e que têm vivido em estreita comunhão com Deus por meio dele. Os ministros precisam primeiro aprender de Cristo, e então pregá‑lo. As pessoas falam melhor das coisas de Deus quando falam a partir da experiência pessoal.
É uma vantagem especial conhecer a Cristo desde o princípio e entender todas as coisas cuidadosamente desde o começo, como Lucas diz a respeito do seu relato (Lucas 1:3). E é uma grande bênção ter estado com ele desde o início de nossos dias. A convivência precoce e constante com o evangelho de Cristo torna uma pessoa semelhante a um bom pai de família, sábio e útil no cuidado da sua casa.
Deste capítulo
João 15:1
"“Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que não der fruto em mim, ele o cortará;"
João 15:2
"e podará todo o que der fruto, para que produza mais fruto."
João 15:3
"Vocês já estão puros pela palavra que tenho anunciado a vocês."
João 15:4
"Permaneçam em mim, e eu permanecerei em vocês. O ramo não pode dar fruto por si mesmo se não permanecer na videira. Assim também vocês: tampouco podem dar fruto se não permanecerem em mim."
João 15:5
"Eu sou a videira; vocês, os ramos. Quem permanecer em mim, e eu nele, esse dá muito fruto, porque sem mim vocês nada podem fazer."
João 15:6
"Se alguém não permanecer em mim, será lançado fora como o ramo. Ele secará, e irão juntá-lo e lançá-lo ao fogo, e será queimado."
Oração diária
Receba uma reflexão bíblica diária por e-mail
Comece cada manhã com um versículo, uma oração e um próximo passo simples.
Aviso importante: Esta orientação bíblica não substitui cuidados profissionais de saúde mental. Se você estiver com sintomas de crise, ligue para 188 (CVV) no Brasil ou 988 nos EUA, ou procure ajuda profissional imediatamente.
Bible Guided oferece orientação baseada na fé e deve complementar, não substituir, apoio terapêutico profissional.