Versículo em destaque
Isaías 6:1 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
" No ano da morte do rei Ozias, eu vi o Senhor sentado em um trono muito elevado; as franjas do seu manto enchiam o templo. "
Isaías 6:1
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
1 No ano da morte do rei Ozias, eu vi o Senhor sentado em um trono muito elevado; as franjas do seu manto enchiam o templo.
2 Os serafins permaneciam junto dele. Cada um deles tinha seis asas; com um par de asas cobriam a face; com outro cobriam os pés; e, com o terceiro, voavam.
3 Suas vozes se revezavam e diziam: “Santo, santo, santo é o Senhor Deus do universo! A terra inteira proclama a sua glória!”
Explore estudos bíblicos guiados
Sessões estruturadas com notas, perguntas e insights de orientadores
As Bem-Aventuranças (5 Dias)
Cinco encontros curtos com as bênçãos de Jesus e o caráter do reino de Deus.
Prévia da sessão 1:
Bem-Aventurados os Humildes e os que Choram
6 min
Salmos de Consolo (5 Dias)
Cinco encontros curtos nos Salmos, pensados para dias pesados em que há pouco tempo e pouca energia.
Prévia da sessão 1:
O Cuidado do Pastor
5 min
Crie uma conta grátis para salvar notas, acompanhar progresso e desbloquear todas as sessões
Criar conta grátisComentário Bible Guided
A visão que Isaías teve quando foi confirmado como profeta do Senhor, à semelhança de Samuel (1 Samuel 3:20), teve dois propósitos. Primeiro, fortaleceu a sua fé, para que estivesse plenamente certo da verdade daquilo que Deus ainda lhe mostraria. Deus já havia iniciado sua comunicação com Isaías, e visões assim não precisavam ser repetidas a cada nova mensagem. De modo parecido, Deus apareceu primeiro a Abraão como o Deus de glória (Atos 7:2) e a Moisés (Êxodo 3:2). As profecias de Ezequiel e também as de João começam com visões da glória divina.
Em segundo lugar, essa visão inflamou o coração de Isaías. Deu-lhe tal reverência por Deus que ao mesmo tempo o impulsionaria e o manteria fiel no serviço divino. Quem vai ensinar outros a respeito de Deus deve primeiro conhecer bem a Deus. A visão é datada para que seja certa: aconteceu no ano em que morreu o rei Uzias, depois de ele ter reinado quase toda a sua vida sobre Judá, em geral de maneira boa e bem-sucedida, por mais de cinquenta anos.
Quando Uzias morreu, Isaías viu o Senhor num trono. Isso nos lembra que, quando príncipes morrem e voltam ao pó, o nosso consolo é que o Senhor reina para sempre (Salmo 146:3, 4, 10). O rei de Israel morre, mas o Deus de Israel vive. A morte de pessoas grandes e piedosas deve erguer nossos olhos, em fé, para o Rei eterno e imortal. Uzias morreu debaixo de uma nuvem de juízo, pois foi mantido isolado como leproso até a sua morte. Governantes terrenos têm limites, e sua glória geralmente fenece. Deus, porém, vive para sempre, e sua glória nunca se apaga. Uzias morre num lugar de enfermidade, mas o Rei dos reis continua assentado em seu trono.
O que o profeta viu foi registrado para nós, a fim de que creiamos e, por meio dessa revelação, contemplemos a glória do Senhor como num espelho. Devemos desviar-nos de tudo e considerar esta grande visão com humilde reverência. Primeiro, vemos Deus em seu trono, e esse trono é alto e sublime. Ele está acima de todos os outros tronos porque é maior do que todos, e está sobre eles porque os governa. Isaías não viu a própria essência de Deus, que nenhum ser humano pode ver. Ele viu o Senhor em seu governo e autoridade, e viu o Senhor Jesus. João 12:41 explica que Isaías viu a glória de Cristo e falou dele, o que é prova clara de que nosso Salvador é verdadeiramente divino. Depois de sua ressurreição, quando Cristo se assentou à direita de Deus, apenas tomou o lugar que sempre lhe pertenceu (João 17:5).
Em segundo lugar, vemos o seu templo, sua igreja na terra, cheia dos sinais da sua glória. Seu trono estava posto à entrada do templo, como os governantes que se assentavam a julgar às portas. A orla de seu manto enchia o templo. Isso pode indicar o mundo inteiro, já que tudo é o templo de Deus e a terra é o estrado de seus pés. Mas, de modo especial, aponta para a igreja, que é cheia, enriquecida e embelezada pelos sinais da presença especial de Deus.
Em terceiro lugar, vemos os brilhantes e bem-aventurados assistentes ao redor do trono, que honram sua glória e executam seu governo (Isaías 6:2). Sobre o trono, pairando perto dele e voltados para ele, estavam os serafins, anjos santos cujo nome significa “ardentes”. Deus faz de seus ministros chamas de fogo (Salmo 104:4). Eles ardem de amor por Deus, zelo por sua glória e ira contra o pecado. Deus também os usa como instrumentos de seu juízo quando é fogo consumidor para seus inimigos. Não é certo se Isaías viu dois, quatro ou, como parece mais provável, uma multidão incontável de anjos (Daniel 7:10). A grandeza deles está em serem serafins, cheios de calor que corresponde à sua luz, cheios não apenas de conhecimento de Deus, mas de santo amor.
Recebem atenção especial as suas asas, por causa da maneira como as usavam, o que nos ensina algo importante. Cada um tinha seis asas, não estendidas para o alto, como na visão de Ezequiel (Ezequiel 1:11), mas usadas de duas maneiras. Quatro asas eram usadas para cobrir. Com duas, as superiores, junto à cabeça, cobriam o rosto; com as outras duas, inferiores, cobriam os pés, ou as partes mais baixas. Isso mostra profunda humildade e reverência em seu serviço diante de Deus, pois ele é tremendamente temido na assembleia dos santos (Salmo 89:7). Eles cobrem não apenas os pés, as partes menos honrosas do corpo (1 Coríntios 12:23), mas até o rosto. Seus rostos, sem dúvida, são mais belos do que os rostos humanos (Atos 6:15), mas diante de Deus os cobrem, porque não podem suportar o fulgor da glória divina. Também o fazem porque, conscientes de quão longe estão da perfeita santidade de Deus, envergonham-se de se expor abertamente diante dele, que até a seus anjos atribui loucura, se eles pretendessem se comparar com ele (Jó 4:18). Se os anjos são tão reverentes diante de Deus, com quanto mais cuidado devemos nós nos aproximar de seu trono com santo temor. Do contrário, não estaremos fazendo a vontade de Deus como os anjos a fazem. E, no entanto, Moisés, quando subiu ao monte para estar com Deus, tirou o véu do rosto (2 Coríntios 3:18).
As outras duas asas eram usadas para voar. Quando os anjos são enviados em missões de Deus, voam depressa (Daniel 9:21), mais rápido do que se fossem levados pelo vento. Isso nos ensina a fazer a obra de Deus com disposição e prontidão. Se os anjos vêm do céu à terra para o nosso bem, não deveríamos nós nos erguer da terra em direção ao céu e participar de sua glória (Lucas 20:36)?
Em quarto lugar, ouvimos o cântico de louvor que os anjos entoam para honrar aquele que está no trono (Isaías 6:3). Cantavam com zelo e forte emoção, clamando em alta voz. Também cantavam em harmonia, chamando uns aos outros e respondendo alternadamente, sem qualquer descompasso. Seu cântico é o mesmo entoado pelos quatro seres viventes (Apocalipse 4:8). Louvar a Deus sempre foi e será para sempre a ocupação do céu e a alegria constante dos espíritos bem-aventurados (Salmo 84:4). O culto do céu não muda com o tempo nem com estilos.
Os serafins dão a Deus louvor por duas coisas. Primeiro, exaltam sua perfeição infinita em si mesmo.
Aqui está um dos títulos mais gloriosos de Deus: ele é o Senhor dos Exércitos, Senhor sobre todos os exércitos e poderes, sobre todos os exércitos do céu e da terra. E uma de suas qualidades mais gloriosas é a sua santidade. Sem santidade, até o seu domínio como Senhor dos Exércitos ou, como diz a passagem paralela em Apocalipse 4:8, como Senhor Deus Todo-Poderoso, não seria a verdade jubilosa e digna de louvor que é. Poder sem pureza apenas causaria terror.
Nenhum atributo divino é mais celebrado na Escritura do que este. O poder de Deus é mencionado duas vezes em Salmo 62:11, mas sua santidade é afirmada três vezes: “Santo, santo, santo”. Isso mostra várias coisas. Mostra o zelo e a intensidade dos anjos em louvar a Deus, pois repetem as palavras quando uma expressão só não basta. Mostra também o profundo prazer que eles têm em meditar na santidade de Deus, um tema no qual gostam de demorar-se. E mostra quão acima até das criaturas mais puras está a santidade de Deus. Ele é santo, três vezes santo, infinitamente santo, santo por natureza, perfeitamente santo e santo para sempre.
Isso pode também apontar para as três pessoas da Trindade, o santo Pai, o santo Filho e o santo Espírito, já que o versículo seguinte diz: “Quem há de ir por nós?” (Isaías 6:8). Ou pode apontar para Deus como aquele que era, que é e que há de vir, pois esse título de honra é acrescentado ao cântico em Apocalipse 4:8. Alguns entendem ainda que os anjos estavam também louvando a justiça da sentença que Deus estava prestes a pronunciar sobre a nação judaica. Nesse juízo, ele seria e permaneceria santo, porque todos os seus caminhos são retos.
A glória de Deus também foi dada a conhecer às pessoas. “Toda a terra está cheia da sua glória”, a glória do seu poder e da sua pureza, pois ele é santo em todas as suas obras (Salmo 145:17). Os judeus pensavam que a glória de Deus deveria permanecer restrita à sua própria terra. Mas este capítulo aponta para os tempos do evangelho, quando a glória de Deus encheria toda a terra. E é especialmente a glória de sua santidade, que é a beleza de todos os seus outros atributos. Por um tempo, essa glória encheu o templo (Isaías 6:1), mas, em dias posteriores, a própria terra estará cheia dela.
Perceba os sinais de terror que encheram o templo quando essa visão da glória divina apareceu (Isaías 6:4). Primeiro, a casa foi abalada. Não só a porta, mas até os umbrais, embora firmemente estabelecidos, se moveram à voz daquele que clamava, à voz de Deus chamando para juízo (Salmo 50:4) e à voz do anjo que o louvava. O céu tem vozes fortes o bastante para abafar todo o ruído deste mundo inferior, com suas muitas águas (Salmo 93:3-4). Esse forte abalo do templo mostrava a ira de Deus contra o povo por causa de seus pecados. Também dava um prenúncio da posterior destruição do templo e da cidade pelos babilônios e, depois, pelos romanos. Tinha por objetivo nos humilhar. Se paredes e colunas tremem diante de Deus, não deveríamos nós tremer também?
Em segundo lugar, a casa ficou escurecida. Ela foi cheia de fumaça, como uma nuvem estendida sobre o trono de Deus (Jó 26:9). Por causa dessa escuridão, não conseguimos contemplar tudo plenamente nem descrevê-lo com total clareza.
No templo acima, não haverá fumaça, e tudo será visto abertamente. Lá Deus habita em luz, mas aqui Ele faz das trevas o seu esconderijo.
Deste capítulo
Isaías 6:2
"Os serafins permaneciam junto dele. Cada um deles tinha seis asas; com um par de asas cobriam a face; com outro cobriam os pés; e, com o terceiro, voavam."
Isaías 6:3
"Suas vozes se revezavam e diziam: “Santo, santo, santo é o Senhor Deus do universo! A terra inteira proclama a sua glória!”"
Isaías 6:4
"A esse brado, as portas estremeceram em seus gonzos, e a casa se encheu de fumaça."
Isaías 6:5
"“Ai de mim!”, eu gritava. “Estou perdido, porque sou um homem de lábios impuros e habito com um povo (também) de lábios impuros e, entretanto, meus olhos viram o rei, o Senhor dos exércitos!”"
Isaías 6:6
"Porém, um dos serafins voou em minha direção; trazia na mão uma brasa viva, que havia tirado do altar com uma tenaz."
Isaías 6:7
"Aplicou-a à minha boca e disse: “Tendo esta brasa tocado teus lábios, teu pecado foi tirado, e tua falta, apagada.”"
Oração diária
Receba uma reflexão bíblica diária por e-mail
Comece cada manhã com um versículo, uma oração e um próximo passo simples.
Aviso importante: Esta orientação bíblica não substitui cuidados profissionais de saúde mental. Se você estiver com sintomas de crise, ligue para 188 (CVV) no Brasil ou 988 nos EUA, ou procure ajuda profissional imediatamente.
Bible Guided oferece orientação baseada na fé e deve complementar, não substituir, apoio terapêutico profissional.