Versículo em destaque
Isaías 56:3 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
" Que o estrangeiro que deseja afeiçoar-se ao Senhor não diga: “Certamente o Senhor vai excluir-me de seu povo”. Que o eunuco não diga: “Oh! Sou apenas um lenho seco”. "
Isaías 56:3
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
1 Eis o que diz o Senhor: “Respeitem o direito e pratiquem a justiça, porque minha salvação não tarda a chegar e minha justiça não tarda a revelar-se”.
2 Feliz o homem que assim se comporta, e o filho do homem que se atém a isso, que observa o sábado sem profaná-lo e se abstém de toda má ação.
3 Que o estrangeiro que deseja afeiçoar-se ao Senhor não diga: “Certamente o Senhor vai excluir-me de seu povo”. Que o eunuco não diga: “Oh! Sou apenas um lenho seco”.
4 Porque eis o que diz o Senhor: “Aos eunucos que observarem meus sábados, que escolherem o que me é agradável e se afeiçoarem à minha aliança,
5 eu darei, na minha casa e dentro de minhas muralhas, um monumento e um nome de mais valor que filhos e filhas; eu lhes darei um nome que jamais perecerá.
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O profeta fala aqui em nome de Deus a pessoas que desejavam sinceramente pertencer ao Senhor, mas se sentiam profundamente desanimadas. Alguns se angustiavam porque não eram filhos de Abraão. Tinham-se unido ao Senhor, entregando a ele suas vidas para sempre, o que é o centro da verdadeira religião: voltar as costas ao mundo e à carne e nos consagrar inteiramente ao serviço e à honra de Deus. Ainda assim, perguntavam-se se Deus os aceitaria, por serem estrangeiros, gente de fora da família de Israel.
Temiam que Deus os tivesse separado do seu povo e não os contasse como seus. Mas Deus já havia dito muitas vezes que deveria haver uma mesma lei para o natural da terra e para o estrangeiro (Êxodo 12:49). Mesmo assim, caíram nessa conclusão triste. A incredulidade muitas vezes põe na mente de pessoas piedosas pensamentos que contradizem diretamente o que Deus já declarou. Os ministros precisam ter respostas prontas para os medos e suspeitas dos crentes fracos, mesmo quando esses temores parecem sem razão.
Outros se desanimavam porque não eram pais em Israel. O eunuco, um homem incapaz de ter filhos, dizia: “Sou como uma árvore seca.” Era assim que ele se via, e essa era a sua dor. Outros o viam da mesma forma e tratavam isso como vergonha. Consideravam-no inútil por não ter filhos, nem esperança de tê-los.
Naquele tempo isso era ainda mais doloroso. Os eunucos não podiam servir como sacerdotes (Levítico 21:20) e não podiam entrar na congregação do mesmo modo que os outros (Deuteronômio 23:1). Além disso, Deus havia prometido a Israel muitos descendentes, o que era uma de suas grandes bênçãos, especialmente porque o Messias viria daquele povo. No entanto, Deus não queria que os eunucos concluíssem que estavam excluídos da igreja do evangelho ou impedidos de se tornarem sacerdotes espirituais, só porque tinham sido excluídos do antigo sistema cerimonial. Quando a barreira da lei cerimonial foi derrubada, os gentios foram acolhidos, e também o foram aqueles que tinham sido afastados por causa de impurezas rituais.
Ainda assim, pela resposta dada aqui, parece que o peso principal no coração do eunuco era a sua falta de filhos. Por isso Deus dá consolo apropriado aos dois grupos.
Aos que não têm filhos, mas que são eles mesmos filhos da igreja e da aliança, Deus faz esta promessa: eles ainda podem ter um lugar e um nome muito melhores. Naturalmente, a pessoa valoriza o lugar e o nome que vêm por meio de filhos e filhas. É consolador pensar que continuamos vivendo em nossos filhos depois de morrermos. Mas há um lugar melhor e um nome melhor para os que pertencem a Deus, que compensam de sobra a falta do outro.
Um lugar e um nome significam descanso e honra. Falam de uma morada segura e confortável, e de uma boa reputação entre os vizinhos. Tais pessoas serão felizes e poderão estar em paz tanto em casa como em público. Mesmo que não tenham filhos para encher a casa de alegria ou ficar ao lado delas quando enfrentarem oposição, possuirão algo muito superior.
O próprio Deus lhes dará esse lugar e esse nome por promessa. Ele será tanto a sua casa como a sua honra. Ele lhes dará isso em sua casa e dentro de seus muros, onde terão um lugar estável e serão plantados como árvores que criam raízes (Salmo 92:13). Habitarão com Deus todos os dias da sua vida (Salmo 27:4), vivendo em casa na comunhão com ele, como Ana, que permanecia no templo dia e noite.
Ali também terão um nome. Uma boa posição diante de Deus e do seu povo é um nome melhor do que ter filhos e filhas. Nossa relação com Deus, nossa parte em Cristo, nosso direito às bênçãos da aliança e nossa esperança da vida eterna nos dão um lugar bem-aventurado e um nome bem-aventurado na casa de Deus. Esse nome jamais morrerá nem será cortado. Será um nome eterno, como o lugar e o nome dos anjos, que não se casam porque não morrem.
As bênçãos espirituais são muito superiores a ter filhos e filhas. Filhos podem trazer preocupações, tristezas e até vergonha. Mas as bênçãos que recebemos na casa de Deus são alegria e honra constantes, consolos que não podem ser estragados.
Deus também quer que saibam que o Israel de Deus, quando voltasse da Babilônia, não seria um peso do modo como foi quando saiu do Egito com aquela mistura de gente que os acompanhou sem nunca estar realmente com eles. Não; os filhos do estrangeiro terão um lugar e um nome na casa de Deus, se cumprirem estas condições.
Primeiro, precisam se afastar de todos os outros deuses, de todo rival e pretensão falsa, e se unir ao Senhor de modo tão pleno que se tornem um só espírito com ele (1 Coríntios 6:17). Segundo, devem unir-se a ele como súditos leais a seu rei e soldados a seu comandante, por um voto de fidelidade e obediência. Devem servi-lo constantemente, não apenas quando lhes convém, mas como pessoas totalmente sob suas ordens e devotadas à sua causa.
Terceiro, devem unir-se a ele como amigos que se preocupam com a sua honra e com o bem do seu reino no mundo. Devem amar o nome do Senhor, alegrar-se com tudo o que ele revelou de si mesmo e valorizar todo lembrete que os faça lembrar dele. Servi-lo e amá-lo andam juntos. Os que verdadeiramente o amam o servirão fielmente, e a obediência que nasce do amor é ao mesmo tempo mais agradável a Deus e mais alegre para nós, porque seus mandamentos não são pesados (1 João 5:3).
Quarto, devem guardar o sábado sem profaná-lo. Isso é especialmente exigido do estrangeiro que vive entre o povo de Deus. Quinto, devem abraçar a aliança, isto é, colocar-se debaixo de suas promessas e obrigações, e tomar para si as bênçãos que ela oferece.
Também lhes é dito que privilégios receberão quando vierem a Deus. Primeiro, receberão ajuda: “Eu os levarei ao meu santo monte.” Deus não apenas os acolhe quando chegam, ele também inclina seus corações a vir, mostra-lhes o caminho e os guia nele. Davi orou por essa mesma direção quando pediu que Deus o conduzisse ao seu santo monte por sua luz e sua verdade (Salmo 43:3). A igreja é o santo monte de Deus, onde ele estabeleceu o seu Rei; trazê-los ali é colocá-los debaixo do Rei de Sião, bem como dentro do templo de Sião.
Segundo, receberão aceitação: “Os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceitos no meu altar.” Essas ofertas serão tão aceitáveis embora pertençam a estrangeiros. As orações e louvores dos gentios piedosos, seus sacrifícios espirituais, serão tão agradáveis a Deus quanto os dos judeus tementes a ele. Não será feita qualquer diferença entre uns e outros. Embora sejam gentios por nascimento, a graça os contará como filhos crentes do fiel Abraão e filhos de oração do lutador Jacó. Em Cristo Jesus não há grego nem judeu, circuncisão nem incircuncisão.
Terceiro, receberão consolo. Não apenas serão aceitos, mas também se alegrarão nisso: “Eu os alegrarei na minha casa de oração.” Deus lhes dará graça não só para servi-lo, mas para servi-lo com alegria. Esse serviço alegre honra o próprio Deus, pois quando cantamos nos caminhos do Senhor, nosso Deus é grandemente glorificado. Eles irão embora e comerão o seu pão com alegria, porque Deus se agrada das suas obras (Eclesiastes 9:7). Mesmo que venham à casa de oração com tristeza, sairão com alegria, porque ali encontrarão alívio ao lançarem suas preocupações sobre Deus e se confiarem a ele. Como Ana, voltarão com o rosto mudado, já não triste. Muitos corações entristecidos acharam alegria na casa de oração.
Também é prometido que muitos gentios entrarão na igreja, não apenas alguns poucos que cheguem isoladamente, mas grandes multidões, com a porta amplamente aberta para eles: “A minha casa será chamada casa de oração para todos os povos.” Naquele tempo o templo era a casa de Deus, e Cristo mais tarde aplicou essas palavras a ele (Mateus 21:13), olhando também adiante para a igreja do evangelho, pois o verdadeiro sentido aponta para essa casa maior (Hebreus 9:8; Hebreus 9:9). Cristo a chama de sua casa também (Hebreus 3:6).
Essa casa é prometida como casa de oração, não apenas casa de sacrifícios. As reuniões do povo de Deus devem ser encontros de oração, em que se reúnem em fé unida e amor compartilhado. E é prometido que será casa de oração não só para os judeus, mas para todos os povos. Isso se cumpriu quando Pedro aprendeu e declarou que, em toda nação, aquele que teme a Deus e faz o que é justo é aceito por ele (Atos 10:35). Antes, os estrangeiros eram excluídos e até ameaçados de morte se chegassem perto demais; agora, porém, os gentios já não são considerados forasteiros e estrangeiros (Efésios 2:19). A oração de Salomão na dedicação do templo já mostrava que ele deveria ser casa de oração e que os estrangeiros deveriam ser bem-vindos ali (1 Reis 8:30; 1 Reis 8:41; 1 Reis 8:43).
Isso também aponta para os gentios sendo unidos aos judeus em um só corpo, para que, como Cristo diz, haja um só rebanho e um só Pastor (João 10:16). Deus ajuntará os dispersos de Israel. Muitos judeus que, pela incredulidade, haviam se excluído a si mesmos, serão trazidos de volta pela fé, como um remanescente escolhido pela graça (Romanos 11:5). Cristo veio às ovelhas perdidas da casa de Israel (Mateus 15:24), para ajuntar seus dispersos (Salmo 147:2), para restaurar os que lhe foram guardados (Isaías 49:6) e para ser a sua glória (Lucas 2:32). Ele também ajuntará outros a si, além desses dispersos.
Ou, se alguns gentios já haviam sido trazidos de tempos em tempos, isso ainda era apenas um pequeno começo. Muitos outros ainda haveriam de ser incluídos. “Ainda ajuntarei outros a ele, além dos que já se ajuntaram.” Estes são apenas os primeiros frutos, em comparação com a grande colheita que Cristo fará dentre as nações, quando entrar a plenitude dos gentios. A igreja é um corpo em crescimento. Quando alguns são ajuntados, ainda se pode esperar por mais, até que o corpo completo esteja formado. “Ainda tenho outras ovelhas.”
Deste capítulo
Isaías 56:1
"Eis o que diz o Senhor: “Respeitem o direito e pratiquem a justiça, porque minha salvação não tarda a chegar e minha justiça não tarda a revelar-se”."
Isaías 56:2
"Feliz o homem que assim se comporta, e o filho do homem que se atém a isso, que observa o sábado sem profaná-lo e se abstém de toda má ação."
Isaías 56:4
"Porque eis o que diz o Senhor: “Aos eunucos que observarem meus sábados, que escolherem o que me é agradável e se afeiçoarem à minha aliança,"
Isaías 56:5
"eu darei, na minha casa e dentro de minhas muralhas, um monumento e um nome de mais valor que filhos e filhas; eu lhes darei um nome que jamais perecerá."
Isaías 56:6
"Quanto aos estrangeiros que desejam unir-se ao Senhor para servi-lo e amar seu nome, para serem seus servos, se observarem o sábado sem profaná-lo e se afeiçoarem à minha aliança,"
Isaías 56:7
"eu os conduzirei ao meu monte santo e os cumularei de alegria na minha casa de oração; seus holocaustos e sacrifícios serão aceitos sobre meu altar, pois minha casa será chamada casa de oração para todos os povos."
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