Versículo em destaque
Isaías 56:1 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
" Eis o que diz o Senhor: “Respeitem o direito e pratiquem a justiça, porque minha salvação não tarda a chegar e minha justiça não tarda a revelar-se”. "
Isaías 56:1
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
1 Eis o que diz o Senhor: “Respeitem o direito e pratiquem a justiça, porque minha salvação não tarda a chegar e minha justiça não tarda a revelar-se”.
2 Feliz o homem que assim se comporta, e o filho do homem que se atém a isso, que observa o sábado sem profaná-lo e se abstém de toda má ação.
3 Que o estrangeiro que deseja afeiçoar-se ao Senhor não diga: “Certamente o Senhor vai excluir-me de seu povo”. Que o eunuco não diga: “Oh! Sou apenas um lenho seco”.
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O propósito destes versículos é mostrar que, quando Deus vem a nós em misericórdia, devemos ir ao encontro dele em obediência.
Primeiro, Deus declara seu propósito misericordioso para conosco (Isaías 56:1): “A minha salvação está prestes a vir”. Trata-se da grande salvação trazida por Jesus Cristo, aquela mesma salvação sobre a qual os profetas investigaram e inquiriram cuidadosamente (1 Pedro 1:10). Ela foi antecipada em livramentos anteriores, como a libertação do jugo de Senaqueribe ou o retorno do cativeiro da Babilônia. A salvação do evangelho é a própria salvação de Deus. Ele a planejou, ele a executou, e ele toma para si a glória dessa obra como sendo sua. Nessa salvação a justiça de Deus é revelada, o que é uma das grandes belezas do evangelho, como Paulo afirma em Romanos 1:17. A lei mostrava a justiça de Deus de modo a condenar o pecador; o evangelho mostra a justiça de Deus de modo a justificar, isto é, declarar justos, todos os que creem.
Os santos do Antigo Testamento viram essa salvação chegando de longe, muito antes de ela se manifestar em plenitude. Os profetas lhes haviam anunciado que ela estava próxima. Daniel entendeu, a partir dos escritos de Jeremias, que o retorno da Babilônia se aproximava ao completar-se o período de setenta anos; de modo semelhante, outros entenderam pelos escritos de Daniel que nossa redenção em Cristo se avizinhava ao fim das setenta semanas de anos.
Em segundo lugar, Deus mostra o que espera de nós em vista dessa misericórdia. Não devemos raciocinar assim: “Se a salvação está próxima, podemos viver como quisermos, pois não corremos perigo de perdê-la”. Isso seria transformar a graça de Deus em licença para viver sem freios. Pelo contrário, quanto mais a salvação está perto, tanto mais devemos vigiar contra o pecado. Quanto mais plenamente Deus nos assegura que cumprirá suas promessas, tanto mais forte é a obrigação que recai sobre nós de obedecer. A salvação mencionada aqui já veio, e, no entanto, como ainda há uma salvação mais plena adiante, o apóstolo usa o mesmo argumento para insistir na responsabilidade dos cristãos: “Agora está mais perto de nós a nossa salvação do que quando aceitamos a fé” (Romanos 13:11).
O que se requer de nós para nos preparar para essa salvação que se aproxima é, em primeiro lugar, ser honestos e corretos em todos os nossos relacionamentos. “Guardai o juízo, e fazei justiça.” Ande segundo a regra de Deus e seja cuidadoso no falar e no agir, de modo a não prejudicar ninguém. Dê a cada um o que lhe é devido. Quando reivindicar aquilo que outros lhe devem, lembre-se da equidade, e não seja duro. Viva segundo a regra: “Tudo o que quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós”. Os magistrados devem exercer a justiça com sabedoria e fidelidade. Essa maneira de viver prova que nossa fé e nosso arrependimento são sinceros e abre caminho para a misericórdia de Deus. “Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus.” Deus é fiel para conosco; sejamos, portanto, fiéis uns para com os outros.
Em segundo lugar, é necessário observar cuidadosamente o dia de descanso, como se declara em Isaías 56:2. Não agimos com justiça se roubamos de Deus o tempo que lhe pertence. Guardar o sábado santo, aqui, representa todos os deveres para com Deus, isto é, os frutos do nosso amor por ele. Do mesmo modo, “juízo e justiça” representam todos os nossos deveres para com o próximo, os frutos do nosso amor ao semelhante. O dever, em si, é guardar o sábado, vigiá-lo como algo precioso confiado às nossas mãos. Guardá-lo santo. Resguardá-lo. Preservá-lo de qualquer profanação. Não permitir que nós mesmos ou outros quebrem o descanso santo ou negligenciem a obra santa daquele dia.
Se estas palavras se dirigem primeiro aos judeus na Babilônia, era oportuno reavivar neles especialmente esse dever. Estando longe do templo e impossibilitados de cumprir outras partes da lei, ainda podiam mostrar que pertenciam a Deus honrando o dia dele e distinguindo-o dos demais dias. Mas, como o mandamento é dirigido mais amplamente ao “homem” e ao “filho do homem”, também demonstra que a guarda do dia do Senhor permanece como dever nos tempos do evangelho, quando a igreja é ampliada e outras cerimônias são abolidas. Aqueles que querem guardar o sábado de toda contaminação precisam ser firmes e vigilantes. Não devem apenas começar a praticar esse dever, mas agarrar-se a ele e perseverar. O tempo do sábado é precioso, mas passa rapidamente, se não o guardarmos com cuidado.
Há também um estímulo para a obediência a esse mandamento: “Bem-aventurado o homem que isto fizer”. Se desejamos a bênção de Deus sobre o nosso trabalho durante a semana, devemos levar a sério a guarda do dia de descanso. E, agindo assim, estaremos melhor preparados para praticar juízo e justiça. Quanto mais piedade houver, mais honestidade haverá (Tito 2:2).
Em terceiro lugar, devemos romper toda ligação com o pecado. “Bem-aventurado… o filho do homem que… guarda a sua mão de cometer algum mal.” Isso inclui todo tipo de injustiça contra o próximo, seja no corpo, nos bens ou na reputação. Num sentido mais amplo, abrange qualquer coisa que desagrade a Deus e prejudique nossa própria alma. A melhor prova de que guardamos bem o sábado é que procuramos manter uma boa consciência ao longo de toda a semana. Assim ficará evidente que estivemos com Deus, como aconteceu com Moisés, quando desceu do monte e o seu rosto brilhava diante do povo.
Deste capítulo
Isaías 56:2
"Feliz o homem que assim se comporta, e o filho do homem que se atém a isso, que observa o sábado sem profaná-lo e se abstém de toda má ação."
Isaías 56:3
"Que o estrangeiro que deseja afeiçoar-se ao Senhor não diga: “Certamente o Senhor vai excluir-me de seu povo”. Que o eunuco não diga: “Oh! Sou apenas um lenho seco”."
Isaías 56:4
"Porque eis o que diz o Senhor: “Aos eunucos que observarem meus sábados, que escolherem o que me é agradável e se afeiçoarem à minha aliança,"
Isaías 56:5
"eu darei, na minha casa e dentro de minhas muralhas, um monumento e um nome de mais valor que filhos e filhas; eu lhes darei um nome que jamais perecerá."
Isaías 56:6
"Quanto aos estrangeiros que desejam unir-se ao Senhor para servi-lo e amar seu nome, para serem seus servos, se observarem o sábado sem profaná-lo e se afeiçoarem à minha aliança,"
Isaías 56:7
"eu os conduzirei ao meu monte santo e os cumularei de alegria na minha casa de oração; seus holocaustos e sacrifícios serão aceitos sobre meu altar, pois minha casa será chamada casa de oração para todos os povos."
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