Versículo em destaque
Isaías 45:20 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
" Venham, reúnam-se todos, aproximem-se, vocês que foram salvos dentre as nações! Nada disso compreendem aqueles que trazem seu ídolo de madeira, aqueles que oram a um deus impotente para salvar. "
Isaías 45:20
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
18 Eis o que diz o Senhor, que criou os céus, ele, o único Deus que formou a terra e a estabilizou, que não a criou para que fosse um caos, mas a organizou para que nela se viva: “Eu sou o Senhor e não tenho rival.
19 Não tenho falado às escondidas, nem em uma terra tenebrosa. Não disse à raça de Jacó: ‘Procurem-me no caos’; eu, o Senhor, digo a verdade e me manifesto com toda a franqueza.
20 Venham, reúnam-se todos, aproximem-se, vocês que foram salvos dentre as nações! Nada disso compreendem aqueles que trazem seu ídolo de madeira, aqueles que oram a um deus impotente para salvar.
21 Façam valer seus argumentos, consultem-se uns aos outros: quem havia predito o que se passa, quem o tinha anunciado desde longa data? Não fui eu, o Senhor, e nenhum outro? Não há Deus fora de mim.
22 Voltem-se para mim e serão salvos, todos os confins da terra, porque eu sou Deus e sou o único,
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O que é dito aqui tem, antes de tudo, o propósito de convencer os idólatras e mostrar quão tolo é adorar deuses que não podem ajudá-los, enquanto negligenciam o Deus que pode. Que todos os que escaparam dentre as nações — não apenas os judeus, mas também pessoas de outros povos que foram libertas do cativeiro na Babilônia por Ciro — venham e ouçam o que Deus declara contra a idolatria. Eles deviam ser curados desse pecado tanto quanto os judeus, para que Babilônia, que por tanto tempo foi como um berço da idolatria, se tornasse agora o seu túmulo.
Que os refugiados se congreguem e venham juntos. Deus tem algo a lhes dizer para o seu próprio bem, e é isto: a idolatria é loucura por duas razões. Primeiro, porque estabelece para si um falso refúgio. Eles erguem o pedaço de madeira da sua imagem de escultura, pois é disso que ela é feita. Mesmo que a cubram de ouro, a enfeitem e a tratem como se fosse um deus, continua sendo apenas madeira. Eles oram a um deus que não pode salvar, porque não pode ouvir, não pode socorrer e não pode fazer coisa alguma.
Assim desonram a si mesmos quando dão honra divina a algo que não lhes pode retribuir com nenhum bem. Enganam-se a si mesmos quando pedem alívio a algo que não tem poder para concedê-lo. Não têm verdadeiro entendimento, ou estão reduzidos a um modo de pensar animal, aqueles que gastam tanto esforço e sofrimento em buscar o favor de um deus que não tem poder algum.
Segundo, a idolatria estabelece um rival contra Deus, o único Deus vivo e verdadeiro (Isaías 45:21). Deus, por assim dizer, ordena: “Tragam-nos todos de novo. Que a grande causa seja outra vez julgada, a causa entre Deus e Baal. Que se aproximem e tomem conselho juntos sobre como defender a si mesmos e aos seus ídolos.” A prova é a mesma de antes: que indiquem algum momento em que um de seus deuses tenha anunciado claramente eventos futuros, como o Deus de Israel fez. Aí, sim, se poderia admitir que tivessem alguma razão em suas pretensões.
Mas nenhum deles jamais fez isso. Seus profetas eram falsos profetas. Já o Senhor declarou o que aconteceria muito antes que se cumprisse. Portanto, eles precisam admitir que não há outro Deus além dele. Ninguém mais é apto para reinar. Ele é Deus justo, que governa com retidão. Fará justiça aos oprimidos. E ninguém mais é capaz de salvar. Ele é o Deus justo, e também o Salvador, que pode salvar sem ajuda de ninguém, mas sem o qual ninguém pode ser salvo.
Os que erguem qualquer rival contra ele demonstram não ter senso real de verdade e mentira, de bem e mal, e nem mesmo do que é o seu próprio maior interesse. Em seguida, esta palavra também é dada para consolo e encorajamento de todos os verdadeiros adoradores de Deus, onde quer que estejam (Isaías 45:22). Os que adoram ídolos oram a deuses que não podem salvar. Mas o Deus de Israel diz a todos os confins da terra, a seu povo ainda que espalhado até os lugares mais distantes e parecendo perdido e esquecido no exílio: “Basta olhar para mim, em fé e oração. Olhem acima da ajuda humana e das causas secundárias. Desviem os olhos de todos os falsos salvadores e olhem para mim, e sereis salvos.”
Isso também aponta para a futura conversão dos gentios, das nações não judaicas, que vivem nos confins da terra, os povos mais distantes, quando a bandeira do evangelho for erguida. A ela os gentios virão. Quando Cristo for levantado da terra, como a serpente de bronze foi levantada no poste, ele atrairá os olhos de todos para si. Todos são convidados a olhar para ele, assim como os israelitas mordidos olharam para a serpente de bronze. O olhar da fé é suficientemente forte, pela graça de Deus, para alcançar o Salvador e receber dele a salvação mesmo desde as extremidades da terra, porque ele é Deus, e não há outro.
Duas coisas são prometidas aqui para a plena alegria de todos os que olham para o Salvador pela fé. Primeiro, a glória do Deus que eles servem será grandemente exaltada, e isso é boa notícia para todo o povo do Senhor. Por mais que eles e seus nomes sejam abatidos, Deus será exaltado (Isaías 45:23). Isso é confirmado por um juramento, para que tenhamos forte consolação: “Jurei por mim mesmo” (e Deus não pode jurar por ninguém maior, Hebreus 6:13). A palavra saiu de sua boca e não voltará atrás nem será anulada. Ela saiu em justiça, porque é o mais justo e correto no mundo que aquele que fez todas as coisas seja Senhor sobre todas as coisas, e que todos os seres, por terem vindo dele, sejam dedicados a ele.
Ele disse, e cumprirá: “Serei exaltado” (Salmo 46:10). Ele nos assegurou, primeiro, que será obedecido em toda parte, e que os reinos do mundo se tornarão o seu reino. Eles o honrarão: “Diante de mim se dobrará todo joelho”, e se ligarão a ele por um juramento de fidelidade: “Por mim jurará toda língua.” Isso é aplicado ao domínio de nosso Senhor Jesus Cristo (Romanos 14:10-11). Todos nós compareceremos ante o tribunal de Cristo e daremos conta a ele, pois está escrito: “Tão certo como eu vivo, diz o Senhor, todo joelho se dobrará diante de mim e toda língua confessará a Deus.” E isso também parece apontar para (Salmo 2:9-10).
Quando o coração é trazido à obediência a Cristo e se torna voluntário no dia do seu poder, então o joelho se dobra diante dele em humilde adoração e em obediente disposição para cumprir seus mandamentos, com submissão ao que ele determina e concordância com sua vontade em ambas as coisas. A língua também jurará por ele, pondo um vínculo sobre a alma para mantê-la para sempre ligada a ele, pois a pessoa sincera não recua diante de tais compromissos.
Em segundo lugar, ele nos assegurou que será buscado em toda parte, e que pessoas virão a ele de todas as partes do mundo para pedir o seu favor. “A ele virão” de terras distantes para suplicar sua misericórdia. “A ti virá toda carne, com as suas súplicas” (Salmo 65:2). E quando Cristo foi levantado da terra, atraiu a si todos.
Terceiro, resistir a ele não levará a nada. Todos os que se irritam contra ele, que se enfurecem contra seus laços e cordas, as nações que se ofendem porque ele tomou o seu grande poder e começou a reinar, os que se indignam com o rigor de suas leis, com o êxito do seu evangelho e com o caráter espiritual de seu reino, serão envergonhados. Alguns serão trazidos a uma vergonha que conduz ao arrependimento, e outros a uma vergonha que termina em ruína. De um modo ou de outro, mais cedo ou mais tarde, todos os que se sentem incomodados com o domínio e as vitórias de Cristo serão humilhados por causa de sua loucura e obstinação. Louvado seja Deus por esta certeza: aconteça o que acontecer conosco e com os nossos interesses, o Senhor reinará para sempre.
Além disso, o bem-estar das almas pelas quais se preocupa será plenamente assegurado. “De certo dirá alguém,” e outro aprenderá com ele a dizer o mesmo, de modo que toda a descendência espiritual de Israel dirá e se firmará nisso: que Deus lhes basta, e que em Cristo há o suficiente para suprir toda necessidade. “No Senhor há justiça e força,” como se lê na margem. Ele é justo e poderoso em si mesmo. Pode fazer qualquer coisa, mas só fará o que é perfeitamente correto e justo.
Ele tem tudo o que é necessário para suprir as necessidades dos que o buscam e nele confiam, conforme a retidão do seu governo e as riquezas de sua graça. E podemos dizer mais do que “ele tem isso”, porque ele prometeu ser o nosso Deus; portanto, nele nós o temos. Para os judeus cativos, o Senhor era justiça, isto é, graça que tornava úteis para eles os seus sofrimentos e os preparava para o livramento. Ele era também força para sustentá-los e para sua saída do cativeiro.
No Senhor Jesus, temos justiça para nos tornar agradáveis à boa vontade de Deus, e força para começar e continuar a obra de Deus em nós. Ele é a fonte de ambas, e devemos depender dele em ambas. Devemos avançar na sua força e falar da sua justiça (Salmo 71:16).
Isso significa também que eles encontrarão abundante alegria e satisfação nele. Os judeus seriam justificados no Senhor diante dos outros e abertamente se gloriariam em seu Deus. Seus inimigos os haviam escarnecido, levantado falsas acusações e agido como se tivessem o direito de esmagá-los, alegando que Deus os havia abandonado. Mas quando Deus realizasse o livramento deles, isso os justificaria dessas acusações duras, e eles se gloriariam nisso.
Todos os verdadeiros cristãos, que dependem de Cristo por força e justiça, são justificados nele e devem gloriar-se nisso. Todos os crentes são a descendência de Israel, um povo sincero e de oração. Seu grande privilégio, por meio de Jesus Cristo, é que nele, e por causa dele, são aceitos por Deus, uma vez que Cristo foi feito justiça para nós. Todos os que são justificados reconhecerão que é somente em Cristo, e em mais ninguém, que são justificados, e todos os que são justificados serão glorificados.
Assim, o grande dever dos crentes para com Cristo é gloriar-se nele e nele se ufanar. Ele foi feito tudo para nós, a fim de que, aquele que se gloria, glorie-se no Senhor. E devemos de bom grado nos adequar a esse propósito.
Deste capítulo
Isaías 45:1
"Eis o que diz o Senhor a Ciro, seu ungido, que ele tomou pela mão para derrubar as nações diante dele, para desatar o cinto dos reis e para abrir-lhe as portas, a fim de que nenhuma delas lhe fique fechada:"
Isaías 45:2
"“Eu mesmo irei diante de você, aplainando as montanhas, arrebentando os batentes de bronze e arrancando os ferrolhos de ferro."
Isaías 45:3
"Eu darei a você os tesouros enterrados e as riquezas escondidas, para mostrar a você que sou eu o Senhor, aquele que o chama pelo seu nome, o Deus de Israel."
Isaías 45:4
"É por amor ao meu servo, Jacó, e a Israel, que escolhi, que chamei você pelo seu nome e lhe dei títulos de honra, embora você não me conhecesse."
Isaías 45:5
"Eu sou o Senhor, sem rival; não existe outro Deus além de mim. Eu cingi você quando ainda não me conhecia,"
Isaías 45:6
"a fim de que se saiba, do levante ao poente, que nada há fora de mim. Eu sou o Senhor, sem rival;"
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