Versículo em destaque
Isaías 44:9 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
" Os fabricantes de ídolos nada são, e suas obras preciosas nada valem; para a confusão deles, suas testemunhas não sabem ver nem compreender. "
Isaías 44:9
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
7 Quem é igual a mim? Que venha sustentar suas pretensões! Que prove e pleiteie contra mim! Quem anunciou o futuro desde a origem? Que nos predigam o que ainda deve acontecer!
8 Portanto, não tenham medo nem tremam! Não tenho esclarecido vocês há muito tempo? Vocês são minhas testemunhas: existe outro Deus além de mim? Haverá outro rochedo além de mim?”.
9 Os fabricantes de ídolos nada são, e suas obras preciosas nada valem; para a confusão deles, suas testemunhas não sabem ver nem compreender.
10 Aquele que quer modelar um deus funde uma estátua que não servirá para nada.
11 Seus fiéis ficarão decepcionados, e seus operários são apenas homens. Que todos se reúnam e compareçam. Ficarão assustados e decepcionados.
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Muito antes deste ponto, Deus já havia usado o profeta para mostrar a insensatez e o vazio do pensamento dos idólatras. Aqui ele vai além e os expõe por completo, de modo que fiquem ridículos. Essa mensagem tinha vários propósitos: proteger Israel da tentação de adorar ídolos na Babilônia, corrigir a forte inclinação deles para a idolatria, dar-lhes palavras para responder aos seus senhores caldeus e fortalecer sua esperança no Deus verdadeiro.
A Babilônia seria o lugar para onde Israel seria levado cativo, longe da cidade onde adoravam a Deus. Lá enfrentariam pressão para se adaptar e agradar aos novos dominadores. Como a idolatria era o pecado que mais facilmente os enredava, Deus os enviou à Babilônia em parte para curá-los disso. A vara de Deus e a palavra de Deus atuam juntas: uma para disciplinar, a outra para explicar por que ele está disciplinando.
Quando seus captores zombassem dizendo: “Onde está o seu Deus?”, Israel poderia responder com outra pergunta: Que são os deuses de vocês? Deus também queria arrancar o medo que eles tinham dos deuses de seus inimigos. Ele mostraria que se levanta contra qualquer um que levante rivais tão vergonhosos ao seu trono.
Assim, o profeta lança um desafio aos idólatras. Que tentem se justificar, se puderem, da acusação de loucura e cegueira. Eles empenham mente e mãos para fazer imagens de escultura e depois chamam aquilo de seus objetos mais preciosos. Têm profundo apego a eles e esperam grande ajuda deles. Mas a natureza humana pecadora muitas vezes transforma o que deveria ser odiado naquilo que é amado, e isso é uma doença gravíssima.
Os que fazem e confiam em ídolos são todos vaidade. Enganam a si mesmos e a outros, e iludem o povo para quem fabricam essas imagens. Seus ídolos preciosos não lhes trarão ajuda. Não podem fazer o bem nem proteger do mal. Imagens de escultura são inúteis, e o culto que se presta a elas não traz proveito algum.
O profeta chega a apelar para a própria consciência dos idólatras. Se fossem honestos consigo mesmos, admitiriam que são cegos e ignorantes ao fazer isso. Eles são suas próprias testemunhas contra si. Quem, senão alguém fora de si, pensaria em fazer um deus, ou seja, fabricar alguma coisa e depois afirmar que é divina? Se as pessoas fossem fiéis ao seu próprio senso íntimo do que é certo, muitas vezes seriam levadas ao arrependimento, especialmente os idólatras.
O profeta também os desafia a defender seu caso com segurança. Se um homem diz que fez um deus, e outros se reúnem para explicar como cada um ajudou a fazê‑lo, todos eles ficarão envergonhados da fraude. Os artífices são apenas homens, fracos e limitados. Não podem, de modo algum, fabricar algo todo‑poderoso, e deveriam corar de vergonha por fingirem o contrário. Ainda que todos se ponham juntos, como artesãos defendendo seu ofício, não conseguem encarar a questão com verdadeira coragem. A causa deles é fraca demais. Idolatria e impiedade são coisas que as pessoas deveriam ter vergonha de defender.
Então o profeta descreve, de modo simples, como um deus é feito. O trabalho é feito por artífices comuns, do tipo dos que produzem ferramentas normais de lavoura, como carro ou arado. Um deles é ferreiro, trabalhando com tenazes e brasas. Ele se esforça tanto que fica com fome e exausto, porque quem o contratou tem pressa de ver a obra pronta. Talvez nem pare para comer ou beber, e assim desmaie de fraqueza (Isaías 44:12). É possível que houvesse até alguma superstição nisso, como se o fabricante de um deus não devesse comer enquanto trabalha nele.
O ferreiro molda as chapas e ferragens com martelos e faz tudo com exatidão, conforme o modelo posto diante de si. Depois entra em cena o carpinteiro, que dedica igual cuidado à parte de madeira (Isaías 44:13). Ele pega todas as suas ferramentas. Mede com o cordel, risca a madeira com a linha, corta nas dimensões exatas, alisa com a plaina e marca a figura com o compasso. O objeto fica exatamente como ele quer.
A forma é a de um homem, uma criatura fraca e mortal, porque essa é a figura mais nobre que o artífice conhece. Ele se orgulha da beleza humana e, por isso, dá à imagem os melhores traços humanos que consegue imaginar. Mas isso é um grande insulto a Deus. Deus honrou o homem fazendo‑o à sua imagem, quanto à alma e ao entendimento, mas o homem desonra a Deus fazendo‑o à imagem de um corpo humano. Mesmo que o homem use os mais belos traços humanos, isso continua inadequado ao Espírito infinito. Apenas o rebaixa.
Quando a imagem fica pronta, permanece na casa, seja no templo ou santuário feito para ela, seja talvez numa casa particular, se for um ídolo doméstico. Mas o material, em si, é algo muito pobre para ser um deus. É apenas o tronco de uma árvore. A árvore cresceu na floresta entre outras, sem mais valor nem poder do que as demais.
Pode ter sido um cedro, um cipreste ou um carvalho (Isaías 44:14). Talvez o homem a tivesse escolhido muito tempo antes justamente para esse uso e a tivesse fortalecido para si, usando alguma técnica para que crescesse melhor que as outras. Ou, conforme alguns entendem, ele escolheu a árvore mais alta e mais forte da floresta. Ou ainda pode ter preferido um freixo, que cresce rápido, e que ele mesmo plantara com esse propósito, depois regado pela chuva do céu.
Vê‑se quão falso é o seu consolo. Ele confia naquilo que ele próprio plantou, modelou e preparou. Levanta, como rival ao Deus do céu, algo que foi nutrido pela chuva de Deus, a mesma chuva que cai sobre justos e injustos.
Os galhos dessa árvore não servem para nada além de lenha, e é para isso que são usados, junto com as aparas que caem enquanto ela é trabalhada. Servem para o homem queimar (Isaías 44:15, Isaías 44:16). Isso mostra que a árvore não tem nenhum poder em si mesma para se proteger, já que pode ser queimada como qualquer outra. Mostra também que o homem que a escolheu não tinha nenhum respeito especial por ela antes de fazê‑la ídolo.
Uma parte serve de fogo para aquecê‑lo. Ele pega um tanto e se aquece (Isaías 44:15). Desfruta o conforto que o fogo lhe dá e fica tão pouco incomodado com o que fez que chega a dizer: “Ah, estou aquecido, vejo a chama.” Na verdade, a parte da árvore usada como lenha, que é o uso para o qual Deus e a natureza a destinaram, traz‑lhe mais ajuda e satisfação real do que o ídolo que ele faz com o restante.
A mesma madeira também lhe serve para cozinhar. Ele a usa para assar carne, preparar sua comida, e fica satisfeito, sem achar que fez mal algum. Serve até para aquecer o forno, que é onde costumamos usar o combustível de menor valor. Ele acende a lenha e assa o pão com seu calor, e ninguém o acusa por isso.
Depois de tudo isso, ele ainda usa o tronco da árvore para fazer um deus, quando poderia muito bem tê‑lo transformado apenas em um banco, como já zombou um antigo poeta. Outro escritor chegou a ameaçar o ídolo que guardava seu bosque, dizendo que, se não protegesse as árvores para seu fogo, seria queimado ele mesmo. Quando o tolo idólatra já usou uma parte da árvore para os serviços mais baixos e deixou o restante secar, faz dele uma imagem de escultura e se curva diante dela (Isaías 44:15). Ou seja, transforma a parte que sobrou em um deus, conforme sua própria imaginação e intenção (Isaías 44:17). Ele se inclina e a adora, prestando‑lhe honra divina. Prostra‑se diante dela como servo ou mendigo, e ora a ela, dependendo dela e esperando dela ajuda. Diz: “Livra‑me, porque tu és o meu deus.”
É ali que ele entrega sua adoração e fidelidade, e dali espera proteção e livramento. Que cegueira estranha é essa, buscar socorro em deuses que não podem socorrer a si mesmos. E, no entanto, é a oração que os torna deuses, não o trabalho do ferreiro ou do carpinteiro. Tudo aquilo em que confiamos para nosso livramento, isso é o que transformamos em deus.
O juízo sobre tudo isso é claro (Isaías 44:18‑20). É o sinal mais evidente de profunda estupidez e loucura, mostrando que o homem pode se tornar pior do que os animais que perecem. Os animais seguem seus sentidos, mas aqui o homem nem sequer segue a razão. Eles não conheceram nem entenderam o senso comum (Isaías 44:18). Em outras questões podem agir com prudência, mas nisso agem da forma mais irracional possível.
Embora tenham certo conhecimento e entendimento, desconsideram a regra mais básica de um pensamento sério (Isaías 44:12). Ninguém para para refletir ou pergunta a si mesmo: “Eu queimei uma parte desta árvore para cozinhar e assar. Por que agora faria do restante algo abominável?” Isto é, um ídolo, que é odiado por Deus e por todas as pessoas sábias e bondosas. “Por que eu escolheria fazer o que o Senhor detesta? Por que me prostraria diante de um pedaço de madeira, coisa sem sentido, sem vida, sem força? Por que me rebaixaria e me tornaria semelhante ao que adoro?” Uma árvore em crescimento pode ser bela e forte, mas o toco perdeu sua glória. E o homem que dá glória a esse toco perde a sua própria.
A triste verdade a respeito desses idólatras é que, em primeiro lugar, eles enganam a si mesmos (Isaías 44:20). Alimentam-se de cinzas. Esperam obter algum proveito ao adorar ídolos, mas acabarão frustrados, como alguém que tenta se nutrir com cinzas. Alimentar-se de cinzas revela um apetite distorcido e um estado doentio. Do mesmo modo, mostra uma alma dominada por maus hábitos quando as pessoas, no culto, vão só até onde seus olhos conseguem ver.
Estão gravemente enganados, e a culpa é deles mesmos. Um coração enganado, que é deles mesmos, os afastou da fé e da adoração ao Deus vivo, para ídolos mudos. São conduzidos por seus próprios desejos e presos por eles. O afastamento de um pecador em relação a Deus vem inteiramente dele mesmo e do coração mau de incredulidade que há dentro dele. Um coração rebelde é também um coração iludido.
Em segundo lugar, eles se apegam firmemente ao próprio engano e se recusam a ser corrigidos. Nenhum deles é levado a desconfiar de si a ponto de dizer: “Por acaso não há uma mentira na minha mão direita?” e assim considerar o cuidado de sua alma.
Os idólatras seguram uma mentira na mão direita. Um ídolo é uma mentira porque não é aquilo que pretende ser e não pode fazer o que promete. Ele também é um mestre de mentiras (Habacuque 2:18).
Isso é um alerta sério para qualquer um que esteja se acomodando no pecado. Precisamos perguntar se há uma mentira em nossa própria mão direita. Aquilo que tratamos como nosso bem supremo não é, na verdade, uma mentira? Se o nosso coração está posto nas riquezas ou nos prazeres deste mundo, eles certamente se mostrarão falsos. E se nos apegamos firmemente à nossa religião externa e às nossas boas ações como se pudessem nos salvar, estamos nos enganando com uma mentira na mão direita, como uma casa edificada sobre a areia.
A desconfiança de si mesmo costuma ser o primeiro passo para o livramento. Não podemos ser realmente honestos conosco se não formos atentos e vigilantes em relação a nós mesmos. Quem quer salvar a sua alma precisa começar perguntando à própria consciência: “Há uma mentira na minha mão direita?” Aqueles que são entregues para crer na mentira estão sob forte ilusão, e é difícil ser libertado dela (2 Tessalonicenses 2:11).
Deste capítulo
Isaías 44:1
"Agora escute, Jacó, meu servo, Israel, a quem escolhi."
Isaías 44:2
"Eis o que diz o Senhor, que criou você, que formou você desde o seio materno e socorreu você: “Não tenha medo, Jacó, meu servo, meu Israel, a quem escolhi!"
Isaías 44:3
"Porque derramarei água sobre o solo sedento, eu a farei correr sobre a terra árida; derramarei meu espírito sobre sua posteridade e minha bênção sobre seus rebentos."
Isaías 44:4
"Crescerão como a vegetação irrigada, como os álamos à beira dos arroios."
Isaías 44:5
"Um dirá: ‘Eu sou do Senhor’; outro reivindicará para si o nome de Jacó; um terceiro escreverá na sua mão: ‘Ao Senhor’ e receberá o cognome de Israel”."
Isaías 44:6
"Eis o que diz o Senhor, o rei de Israel, seu Redentor, o Senhor dos exércitos: “Eu sou o primeiro e o último; não há outro Deus além de mim."
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