Versículo em destaque
Isaías 40:18 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
" Com quem vocês poderiam comparar Deus, e que imagem dele poderiam oferecer? "
Isaías 40:18
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
16 o Líbano não bastaria para o braseiro de seu altar, nem seus animais, para os holocaustos.
17 Todas as nações juntas nada são diante dele; a seus olhos, são como que inexistentes.
18 Com quem vocês poderiam comparar Deus, e que imagem dele poderiam oferecer?
19 Um artesão funde uma estátua, o ourives, a placa de ouro, e faz derreter as correntinhas de prata. (4l,6) Prestam assistência mútua e dizem um ao outro: “Coragem!”. (4l,7) O fundidor estimula o ourives, e o malhador, o ferreiro: “A solda é boa” — diz. Ele a reforça com rebites para que não oscile.
20 Aquele que deseja esculpir uma imagem escolhe madeira que não apodrece; põe-se à procura de um operário hábil, a fim de assentar uma estátua que não oscile.
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O profeta repreende dois tipos de pessoas. Primeiro, aqueles que representam Deus por meio de coisas criadas e assim transformam a verdade em mentira e a glória de Deus em vergonha. Eles fazem imagens, dizem que elas se parecem com Deus e as honram como se fossem o próprio Deus. Segundo, aqueles que colocam coisas criadas no lugar de Deus, temendo-as mais do que a Deus, como se fossem iguais a ele, ou amando-as mais do que a Deus, como se pudessem rivalizar com ele.
Esse desafio aparece duas vezes: “A quem, pois, fareis semelhante a Deus?” (Isaías 40:18, Isaías 40:25). O próprio Santo diz: “A quem, pois, me fareis semelhante?” Isso mostra a tolice da idolatria física, o culto prestado a imagens visíveis do Deus invisível. É também um forte alerta contra a idolatria espiritual, que consiste em dar a qualquer criatura o amor, o temor, a confiança ou a esperança que pertencem somente a Deus. Os orgulhosos colocam a si mesmos no mesmo nível de Deus. Os gananciosos colocam o dinheiro no mesmo nível de Deus. Tudo o que valorizamos mais do que Deus se torna, na prática, um deus rival, o que é um terrível insulto àquele que é Deus sobre todos.
Para mostrar como a idolatria é insensata, o profeta primeiro descreve os ídolos como vergonhosos e dignos de desprezo (Isaías 40:19, Isaías 40:20). Observe os ídolos “melhores”, os que os ricos levantam e adoram. São feitos de metal barato, fundidos na forma que o artesão quiser, e depois cobertos de ouro para aparentarem grande valor. Mas continuam sendo coisas fabricadas, obras de mãos humanas; por isso, não podem ser Deus (Oséias 8:6). Todo o seu valor depende da escolha do artífice, inclusive quanto à forma que terão.
São também uma fraude. Podem parecer ouro por fora, mas por dentro são chumbo ou cobre. Nesse sentido, se assemelham aos falsos deuses em si, que não eram o que aparentavam ser e enganavam os seus adoradores. Se isso já é verdade em relação aos ídolos mais caros, quanto mais vergonhosos são os deuses dos pobres? Uma pessoa que mal pode oferecer algo ainda assim pode desejar ter um “deus” próprio. Se não pode conseguir um de bronze ou de pedra, escolhe a madeira, separa uma árvore que dure bastante e manda esculpi-la em forma de imagem.
Tanto ricos quanto pobres tomam cuidado em prender firmemente seus ídolos para que não sejam roubados. Os mais caros são presos com correntes de prata, e até uma imagem de madeira é cuidadosamente fixada para não cair nem ser removida. Pense na vergonha que os idólatras trazem sobre si. Confiam nas próprias mãos para fazer “deuses” que os ajudem. “Nehustãs”, pedaços de metal ou toras de madeira, são tratados como se pudessem salvar. Seus pensamentos são vazios, e seus corações, mergulhados em trevas.
Ao mesmo tempo, o comportamento deles nos envergonha, a nós que adoramos o único Deus vivo e verdadeiro. Eles não pouparam esforços nem gastos com seus ídolos, enquanto nós tantas vezes consideramos desperdício gastar muito no serviço de Deus. Eles guardavam seus ídolos para que não fossem movidos, enquanto nós muitas vezes agimos de modo a afastar o nosso Deus.
Em seguida, o profeta apresenta Deus diante de nós como infinitamente grande e digno da mais alta honra, de modo que não pode haver comparação real entre ele e os ídolos. Para provar a grandeza de Deus, apela primeiro para aquilo que as pessoas ouviram ao longo da história e para o testemunho comum de todas as eras e nações (Isaías 40:21). “Porventura não sabeis?”, pergunta, à luz da própria natureza. “Porventura não o ouvistes?”, da boca de pais e mestres, desde o princípio? Essas verdades sobre Deus são tão antigas quanto o mundo. “Porventura não o entendestes?”, desde a fundação da terra, que Deus é um grande Deus e grande Rei acima de todos os deuses?
Essa verdade é amplamente reconhecida: existe um Ser infinito que é a fonte de todo ser. Ela é conhecida não apenas desde o começo da história humana, mas desde o início de todo o universo. Está firmada, por assim dizer, sobre os próprios alicerces da terra. Os atributos invisíveis de Deus são claramente vistos por meio das coisas que foram criadas (Romanos 1:20). Você pode perguntar a seu pai, e ele dirá o mesmo; e aos anciãos (Deuteronômio 32:7). Pergunte à primeira pessoa que encontrar, e a resposta será semelhante. Alguns entendem essas palavras também como repreensão: “Não quereis saber? Não quereis ouvir?” Os que não sabem disso muitas vezes escolhem não saber. A luz brilha diante deles, mas eles fecham os olhos.
O que se afirma aqui de Deus é isto: ele governa toda a criação. Os céus e a terra estão sob seu cuidado. “Ele é o que está assentado sobre o círculo da terra” (Isaías 40:22). Ele tem sua glória especial no mundo superior, mas governa também este mundo inferior. Dá-lhe suas leis e dirige todos os seus movimentos para a sua própria glória. Ele está assentado, inabalável, sobre a terra, e assim a mantém firme. Ele estende os céus continuamente por seu poder e providência, e assim o fará até o dia em que forem enrolados como um livro. Ele os estende com a mesma facilidade com que nós abrimos uma cortina pela manhã e a fechamos à noite.
Os céus são para a terra como uma tenda para habitação, um toldo estendido sobre nossas cabeças. Eles envolvem o mundo inteiro. Ele também mostra sua grandeza pela pequenez dos seres humanos diante dele. As muitas pessoas sobre a terra, diante de seus olhos, são como gafanhotos, tão pequenas e de tão pouco valor, tão facilmente esmagadas. Os orgulhosos podem se exaltar, mas é apenas como o salto de um gafanhoto. Em um instante, precisam voltar a se curvar ao chão. Se os espias acharam que eram como gafanhotos diante dos filhos de Anaque, os gigantes descendentes de Anaque (Números 13:33), o que somos nós diante do grande Deus?
Os gafanhotos vivem pouco e de modo descuidado, ao contrário da formiga. Assim é a maior parte das pessoas. Aqueles que se levantam contra Deus, por mais temíveis que pareçam aos outros, serão certamente abatidos por sua poderosa mão (Isaías 40:23, Isaías 40:24). Príncipes e juízes podem ter grande poder e usá-lo para sustentar opressão e injustiça. Podem tratar os que estão ao seu redor como nada e, quanto aos seus inimigos, “assopram contra eles” em desprezo (Salmo 10:5; Salmo 12:5). Mas, quando o grande Deus trata com eles, reduz-os a nada. Ele os humilha, quebra o seu orgulho e os faz como se não fossem, deixando de ser temidos ou amados. Ele os deixa incapazes de resistir a seus juízos, que os impedirão de se firmar no poder ou lhes tirarão o poder depois de o terem alcançado. Não serão plantados nem semeados, os dois modos de propagação das plantas, seja por sementes, seja por estacas.
E mesmo que os ímpios obtenham algum poder e pareçam plantados ou semeados, seu sucesso não durará. Não lançarão raízes profundas na terra, não permanecerão por muito tempo no domínio. Elifaz, um dos amigos de Jó, viu o insensato criar raízes, mas logo sua casa foi amaldiçoada. Uma figueira pode secar rapidamente, e assim também aqueles que parecem seguros por um tempo.
Deus também pode arruiná-los justamente quando pensam estar firmemente estabelecidos. Basta que ele sopre sobre eles, e murcham e se desfazem. Então o redemoinho de seu juízo os levará como palha. A princípio, a ira de Deus pode parecer apenas uma brisa leve, mas logo pode tornar-se um furacão. Quando Deus julga, ele certamente prevalece. Os que se recusam a se inclinar diante dele não podem permanecer de pé em sua presença.
O profeta então aponta para aquilo que todos podem ver no céu: “Levantai ao alto os vossos olhos” (Isaías 40:26). Não devemos ficar olhando apenas para a terra. Devemos erguer os olhos e considerar as luminárias do céu e perguntar quem as fez. Elas não se criaram a si mesmas, nem se organizaram sozinhas. Portanto, deve haver um Deus que lhes deu o ser, a força e o movimento.
O que vemos na criação deve nos conduzir ao Criador. Os idólatras olhavam para os astros e, dominados pelo que viam, não iam além disso. Adoravam os corpos celestes em vez daquele que os fez (Deuteronômio 4:19; Jó 31:26). Por isso, o profeta nos conclama a usar tanto a razão quanto a visão. Devemos considerar quem criou as estrelas e dar a nossa adoração somente a ele.
Devemos honrar a Deus por seu domínio sobre elas. Ele faz sair o exército celeste uma a uma, como um comandante que dispõe suas tropas em ordem. Ele conhece cada uma pelo nome, segundo o lugar que ocupa e o serviço que presta (Salmo 147:4). Ele também as usa exatamente como quer. Quando as convoca para servir, obedecem de modo tão perfeito que nenhuma falta ao seu posto. Como as estrelas que lutaram contra Sísera, cada uma cumpre a tarefa que lhe foi designada.
Por isso, é errado fazer dessas criaturas rivais de Deus. Elas são apenas servas prontas a executar sua vontade, e tratá-las como deuses é um insulto tanto para elas quanto para ele.
Deste capítulo
Isaías 40:1
"“Consolem, consolem meu povo” — diz o Deus de vocês."
Isaías 40:2
"Animem Jerusalém, digam-lhe bem alto que suas labutas terminaram, que sua falta foi expiada, que recebeu, da mão do Senhor, pena dupla por todos os seus pecados."
Isaías 40:3
"Uma voz exclama: “Abram no deserto um caminho para o Senhor, tracem uma pista reta na estepe para nosso Deus."
Isaías 40:4
"Que todo vale seja aterrado, que toda montanha e colina sejam abaixadas; que os cimos sejam aplainados, que as escarpas sejam niveladas!”"
Isaías 40:5
"Então, a glória do Senhor se manifestará; todas as criaturas juntas apreciarão o esplendor, porque a boca do Senhor o prometeu."
Isaías 40:6
"“Clame!” — disse uma voz, e eu respondi: “Que clamarei?” “Toda criatura é como a erva, e toda a sua glória, como a flor dos campos!"
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