Versículo em destaque
Isaías 40:1 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
" “Consolem, consolem meu povo” — diz o Deus de vocês. "
Isaías 40:1
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
1 “Consolem, consolem meu povo” — diz o Deus de vocês.
2 Animem Jerusalém, digam-lhe bem alto que suas labutas terminaram, que sua falta foi expiada, que recebeu, da mão do Senhor, pena dupla por todos os seus pecados.
3 Uma voz exclama: “Abram no deserto um caminho para o Senhor, tracem uma pista reta na estepe para nosso Deus.
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Aqui temos a ordem e a orientação dadas não apenas a este profeta, mas, com ele, a todos os profetas do Senhor e até a todos os ministros de Cristo, para anunciarem consolo ao povo de Deus. Em primeiro lugar, isso não apenas permitia que Isaías encorajasse os fiéis do seu próprio tempo. Eles não podiam deixar de se sentir profundamente aflitos ao ver Judá e Jerusalém correndo para a ruína por meio de pecados ousados, e Deus, em sua providência, aproximando ainda mais essa ruína. Mesmo assim, deviam saber que Deus ainda tinha misericórdia guardada para eles. Em segundo lugar, esta palavra era especialmente para os profetas que viveriam durante o cativeiro, quando Jerusalém estivesse em ruínas. Eles deveriam animar os cativos a esperar a libertação no tempo de Deus. Em terceiro lugar, os ministros do evangelho, que o Espírito Santo usa como consoladores e auxiliadores da alegria cristã, são aqui lembrados de sua vocação.
Palavras de consolo são dirigidas ao povo de Deus em geral (Isaías 40:1). Os profetas recebem suas ordens de Deus, que é o Senhor Deus dos santos profetas (Apocalipse 22:6), para confortar o seu povo. O mandamento é repetido: “Consolai, consolai”. Não porque os profetas fossem relutantes, pois esta é uma das partes mais agradáveis de sua obra, mas porque o povo de Deus muitas vezes não acolhe o consolo com facilidade, e seus consoladores precisam repetir as mesmas coisas várias vezes até que alguma coisa penetre no coração.
Notam‑se aqui quatro pontos. Há um povo no mundo que pertence a Deus. É vontade de Deus que o seu povo seja um povo consolado, mesmo nos piores tempos. É tarefa dos ministros fazerem o que puderem para o consolo do povo de Deus. E palavras de advertência, como as da primeira parte deste livro, precisam ser seguidas de palavras de consolo. O Deus que fere é o mesmo que sara.
Palavras de consolo também são dirigidas a Jerusalém em particular: “Falai ao coração de Jerusalém” (Isaías 40:2). Falar ao coração é falar de modo a reanimar o ânimo e trazer consolo a ela, e a todos os que lhe pertencem e se interessam por seu bem. Não sussurrar essa mensagem, mas proclamá‑la com clareza. Que os santos ouçam as suas consolações com tanta nitidez quanto os pecadores ouvem as suas culpas. Façam‑na ouvir isso.
Digam‑lhe que os dias da sua aflição estão contados e já quase terminados. Sua guerra acabou, o tempo estabelecido de seu duro serviço chegou ao fim. A campanha terminou, e ela entrará agora em um período de descanso. A vida humana é uma batalha (Jó 7:1), e a vida cristã ainda mais. Mas a luta não durará para sempre. A guerra terá fim e, então, os bons soldados não apenas entrarão no descanso, mas também receberão sua recompensa.
Digam‑lhe também que a causa da sua aflição foi removida, e uma vez removida a causa, o próprio sofrimento chegará ao fim. Seu pecado foi perdoado, Deus está reconciliado com ela, e ela não será mais tratada como culpada diante dele. Nada pode ser mais consolador do que isto: “Tem bom ânimo, os teus pecados são perdoados” (compare Mateus 9:2). As aflições são realmente tiradas em amor quando o pecado é perdoado.
Digam‑lhe, ainda, que o propósito da sua aflição foi alcançado. Ela recebeu da mão do Senhor “em dobro” por todos os seus pecados, isto é, o bastante, e mais que o bastante, para quebrar o apego que tinha aos seus ídolos. A idolatria era o grande pecado pelo qual Deus tinha uma contenda com eles, e o cativeiro na Babilônia foi destinado a afastá‑los disso. E conseguiu. Produziu neles um profundo ódio à idolatria, como um remédio forte que limpa completamente a doença.
Ou isso pode ser entendido como linguagem da compaixão de Deus. Sua alma se angustiou por causa da miséria de Israel (Juízes 10:16) e, como um pai terno, depois de falar contra eles, ainda assim os lembrava com profundo afeto (Jeremias 31:20). Ele estava pronto a dizer que os havia corrigido com severidade excessiva. Os penitentes reconhecem que Deus os puniu menos do que seus pecados mereciam. Mas Deus, em sua grande bondade, fala como se lhes tivesse dado mais castigo do que mereciam. Em Cristo e em seus sofrimentos, os verdadeiros penitentes de fato receberam do Senhor em dobro por todos os seus pecados, porque o pagamento que Cristo fez com sua morte foi de valor tão infinito que foi mais do que suficiente para a culpa do pecado. Deus não poupou o seu próprio Filho.
Deste capítulo
Isaías 40:2
"Animem Jerusalém, digam-lhe bem alto que suas labutas terminaram, que sua falta foi expiada, que recebeu, da mão do Senhor, pena dupla por todos os seus pecados."
Isaías 40:3
"Uma voz exclama: “Abram no deserto um caminho para o Senhor, tracem uma pista reta na estepe para nosso Deus."
Isaías 40:4
"Que todo vale seja aterrado, que toda montanha e colina sejam abaixadas; que os cimos sejam aplainados, que as escarpas sejam niveladas!”"
Isaías 40:5
"Então, a glória do Senhor se manifestará; todas as criaturas juntas apreciarão o esplendor, porque a boca do Senhor o prometeu."
Isaías 40:6
"“Clame!” — disse uma voz, e eu respondi: “Que clamarei?” “Toda criatura é como a erva, e toda a sua glória, como a flor dos campos!"
Isaías 40:7
"A erva seca, e a flor murcha quando o sopro do Senhor passa sobre elas. (Verdadeiramente, o povo é semelhante à erva.)"
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