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Isaías 30:8 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro

" Agora, pois, vá escrever estas coisas de uma prancheta; inscreva-as em um livro, para que isso permaneça para o futuro e seja um testemunho eterno. "

Isaías 30:8

menu_book Versículo no contexto

6 Oráculo contra as feras do sul: Para a terra da tribulação e da angústia, de onde vêm o leão e a leoa, a víbora e o dragão voador, conduzirão as riquezas sobre o dorso de jumentos e os tesouros sobre a corcova de camelos, para oferecê-los a um povo que não lhes serve de nada.

7 O socorro do Egito é ineficaz e nulo; por isso, eu o chamo Raab, o inerte.

8 Agora, pois, vá escrever estas coisas de uma prancheta; inscreva-as em um livro, para que isso permaneça para o futuro e seja um testemunho eterno.

9 Porque este é um povo rebelde; são filhos mentirosos, filhos que se recusam a ouvir as instruções do Senhor.

10 Eles dizem aos videntes: “Não vejam”, e aos profetas: “Não nos anunciem a verdade; digam-nos coisas agradáveis, profetizem-nos fantasias.

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auto_stories Comentário Bible Guided

Aqui, em primeiro lugar, a advertência é extremamente séria. O profeta não devia apenas falar essa mensagem, mas também escrevê-la em uma tábua, para que pudesse ser vista em público (Isaías 30:8). Ele devia registrá-la com cuidado em um livro, não em folhas soltas que pudessem ser perdidas ou rasgadas, para que permanecesse como testemunho duradouro contra aquela geração perversa. Era para ficar também para as gerações futuras, até o fim dos tempos, como parte do testemunho das Escrituras.

Esse aviso escrito tem vários propósitos. Envergonha o povo daquele tempo, que não quis ouvir quando a mensagem foi primeiro anunciada. Também tira de Deus qualquer culpa quando seus juízos vierem, porque as pessoas poderão ver quão pecadora a nação havia se tornado e quão pacientemente Deus lidara com eles antes. E ainda serve de alerta para que outros não sigam o mesmo exemplo, para não terem o mesmo fim, como Paulo mais tarde diz, que essas coisas foram escritas para nossa instrução (1 Coríntios 10:11).

Em segundo lugar, o profeta apresenta uma triste descrição desses judeus pecadores. Pelo que sabemos, eram o único povo na terra que declarava abertamente servir ao Deus verdadeiro, e mesmo assim muitos deles eram gente rebelde (Isaías 30:9). Quebravam a fé com as próprias promessas e alianças, e não se mantinham fiéis ao que haviam dito. Eram também filhos que não queriam ouvir a lei do Senhor, preferindo seguir o próprio caminho.

Em terceiro lugar, a acusação contra eles é muito grave, e a sentença é terrível. Uma parte do pecado deles era tentar impedir que os profetas falassem a palavra de Deus com clareza. Não queriam pregação fiel que mostrasse suas falhas e os advertisse sobre o perigo do pecado. Queriam palavras agradáveis, palavras que os lisonjeassem e dissessem que estava tudo bem, mesmo quando não estava.

Eles também odiavam quando os profetas tentavam impedi-los de continuar no pecado. Os profetas se colocavam em seu caminho, como o anjo que se opôs a Balaão, avisando que a ira de Deus estava à frente. Mas eles tratavam isso como um insulto e mandavam os profetas saírem da frente, como se não tivessem direito de interferir. Pessoas que estão totalmente decididas a fazer o mal costumam se irritar com quem tenta adverti-las.

Eles não suportavam ouvir falar do Santo de Israel, o nome santo com que Deus se apresenta. Rejeitavam tanto a mensagem quanto a forma como ela era anunciada, porque a santidade de Deus perturba especialmente os corações ímpios. Aqueles que não suportam ser desviados do pecado têm fortes razões para temer ser destruídos por ele.

O juízo vem do próprio Santo de Israel, exatamente o título que eles rejeitaram. Ministros fiéis ainda devem usar os nomes e as verdades que despertam os pecadores, mesmo quando essas verdades são mal recebidas. É preciso dizer às pessoas que Deus é o Santo de Israel, e um dia elas o encontrarão assim, quer ouçam, quer deixem de ouvir.

A razão do juízo é que eles desprezaram essa palavra. Recusaram-se a temê-la ou a confiar nela. Em vez de dependerem do Santo de Israel, confiaram na opressão e na falsidade, nas riquezas que tinham adquirido de forma injusta e nos caminhos pecaminosos que escolheram como sua segurança. Esse tipo de confiança não pode permanecer. É como um muro prestes a cair, ou como uma casa construída sobre a areia, que desaba na tempestade e esmaga aquele que a edificou.

O desprezo deles pela palavra de Deus, justamente a palavra sobre a qual poderiam ter construído, faria com que todas as outras coisas em que confiavam se parecessem com um muro estufado. Se se colocasse peso sobre ele, desabaria, e muitas vezes desabaria até pelo próprio peso.

A ruína que trouxeram sobre si seria repentina. A quebra viria num instante, quando não esperassem, o que a tornaria mais assustadora. Viria também quando estivessem despreparados, o que a tornaria mais mortal. E seria completa, além de qualquer reparo. Suas seguranças seriam não apenas frágeis, como o barro (Isaías 29:16), mas quebradas como um vaso de oleiro. Aquele que empunha a vara de ferro o despedaçará (Salmo 2:9), sem poupar nem tentar conservar parte dele inteira.

Uma vez quebrado e já sem utilidade, seria esmiuçado completamente. Nada restaria grande o bastante para pegar sequer um pouco de fogo ou água, duas coisas de que as pessoas precisam todos os dias e que os pobres muitas vezes carregam em um caco de cântaro. Seria como uma parede inclinada (Salmo 62:3), ou como um copo ou jarro quebrado, sem nenhuma utilidade e impossível de consertar.

Eles também rejeitaram a orientação bondosa que Deus lhes dava, orientação destinada não só a protegê-los, mas também a lhes dar paz. Em vez disso, escolheram o próprio caminho (Isaías 30:15-17). Deus, que os conhecia e sabia o que era melhor para eles, lhes deu essa instrução, que ainda hoje fala a nós.

Se quisermos ser guardados do mal que há em qualquer tribulação, da tentação que a acompanha e da maldição que pode estar nela, precisamos de voltar e descansar. Precisamos voltar-nos para Deus e descansar nele como nosso lugar seguro. Devemos abandonar os caminhos errados que seguimos e nos firmar no caminho de Deus e do dever. Esse é o caminho da salvação. Voltem desse plano de descer ao Egito, e descansem na vontade de Deus, então poderão confiar a ele a própria segurança. No voltar, isto é, numa verdadeira mudança de coração e de vida, e no descansar, isto é, numa plena submissão a Deus e contentamento nele, vocês serão salvos.

Se quisermos força para fazer o que Deus ordena e suportar o que ele nos impõe, ela estará na tranquilidade e na confiança. Precisamos manter a mente calma, apoiando-nos o tempo todo no poder e na bondade de Deus. Devemos recolher-nos a uma santa quietude, refreando sentimentos inquietos e tempestuosos, e preservando a paz no coração. E também devemos confiar em Deus com santa confiança, crendo que ele pode fazer o que quer e fará o que é melhor para o seu povo. Então isso será nossa força. Dará santa coragem e firme perseverança para todas as dificuldades que tivermos de enfrentar.

Mas eles rejeitaram esse remédio, embora fosse para o próprio bem deles. Quem não aceita Deus como médico morre justamente de sua doença. Trabalhamos contra nós mesmos quando nos recusamos a nos submeter a ele. Eles não quiseram sequer experimentar o caminho que Deus lhes apresentava. Em vez disso, disseram: “Não, sobre cavalos fugiremos, e cavalgaremos sobre ligeiros” (Isaías 30:16). Queriam correr de um lado para outro em busca de ajuda estrangeira. Pensavam saber mais do que Deus e entender o próprio bem melhor do que ele.

Quando Senaqueribe, rei da Assíria, tomou todas as cidades fortificadas de Judá, esses rebeldes não quiseram ser convencidos a ficar quietos e esperar pacientemente a ação de Deus, como ele depois agiu de maneira maravilhosa. Queriam salvar-se por seus próprios planos, e isso só os colocou em perigo ainda maior.

O pecado deles se tornaria seu castigo. “Vocês dizem que vão fugir, então vocês fugirão.” Eles queriam rapidez, e rapidez marcaria também os seus perseguidores. Os cães correm mais atrás de quem mais corre. Os conquistadores protegiam os que ficavam quietos, mas perseguiam os que tentavam escapar. Assim, o próprio plano com que esperavam salvar-se se transformou em sua ruína, e os mais culpados foram os mais atingidos.

É predito (Isaías 30:17) que seriam facilmente destruídos. O medo esgotaria sua coragem, e a fuga só o aumentaria, de modo que um inimigo poria mil em retirada, e cinco fariam fugir um exército inteiro. Isso não poderia acontecer se a sua Rocha não os tivesse vendido (Deuteronômio 32:30). É também predito que seriam amplamente destruídos, restando apenas alguns poucos fugitivos, aqui e ali, sozinhos em lugares solitários. Até esses sobreviventes ficariam como estandarte no alto de um monte, um sinal para que outros evitem as mesmas escolhas pecaminosas e a mesma confiança carnal.

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