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Gênesis 17:7 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro

" Faço uma aliança com você e com a sua posteridade, uma aliança eterna, de geração em geração, para que eu seja o seu Deus e o Deus de sua posteridade. "

Gênesis 17:7

menu_book Versículo no contexto

5 De agora em diante, você não será mais chamado Abrão, mas Abraão, porque farei de você o pai de uma multidão de povos.

6 Eu o tornarei extremamente fecundo, farei nascer de você nações, e você terá reis como descendentes.

7 Faço uma aliança com você e com a sua posteridade, uma aliança eterna, de geração em geração, para que eu seja o seu Deus e o Deus de sua posteridade.

8 Darei a você e aos seus descendentes depois de você a terra em que você mora como peregrino, toda a terra de Canaã, como possessão perpétua, e serei o seu Deus”.

9 Deus disse ainda a Abraão: “Você, porém, guardará a minha aliança, você e a sua posteridade nas gerações futuras.

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auto_stories Comentário Bible Guided

Aqui vemos a continuidade da aliança, apresentada de três maneiras. Primeiro, ela é estabelecida. Não foi feita para ser mudada ou cancelada. Está firme e selada, tão sólida quanto o poder e a verdade de Deus podem torná-la. Segundo, ela é transmitida à descendência de Abraão. Não é apenas uma aliança com o próprio Abraão, que terminaria com ele, mas com sua semente depois dele, não só a descendência física, mas também a espiritual. Terceiro, ela é perpétua no sentido do evangelho. A aliança da graça é eterna. Foi planejada desde a eternidade, e seus resultados permanecem para sempre. Seu sinal exterior é transmitido com o selo aos filhos dos crentes, e sua operação interior continua pelo Espírito de Cristo em todas as eras.

As promessas da aliança são o seu coração, e são muito grandes e preciosas. Duas promessas bastam para incluir todo o resto. A primeira é que Deus seria o Deus deles, em (Gênesis 17:7) e (Gênesis 17:8). Todas as bênçãos, alegrias e esperanças da aliança se reúnem nessa única promessa. Ninguém precisa de mais nada para ser verdadeiramente feliz. O que Deus é em si mesmo, ele será para o seu povo. Sua sabedoria os guiará e aconselhará. Seu poder os protegerá e sustentará. Sua bondade os suprirá e consolará. Os crentes podem esperar de Deus aquilo que os adoradores fiéis sempre esperaram encontrar nele. Isso é suficiente, embora ainda não esgote tudo.

A segunda promessa é que Canaã seria a posse duradoura deles, em (Gênesis 17:8). Deus já havia prometido essa terra a Abraão e à sua descendência em (Gênesis 15:18). Mas aqui ela é chamada de possessão perpétua, o que claramente aponta para além da própria terra, para a felicidade do céu, aquele descanso permanente que ainda aguarda o povo de Deus (Hebreus 4:9). Essa é a pátria superior para a qual Abraão olhava, e é o cumprimento da promessa de que Deus seria o Deus deles. Sem essa esperança maior, Deus teria se envergonhado de ser chamado o Deus deles (Hebreus 11:16). Assim como Canaã foi assegurada à descendência física de Abraão, o céu é assegurado a todos os seus descendentes espirituais, por aliança e como uma posse verdadeiramente duradoura. A Palavra oferece essa vida eterna, e os sacramentos a confirmam a todos que vivem sob a administração externa da aliança. O Espírito concede a todos os crentes a garantia, ou sinal de entrada, dessa herança (Efésios 1:14). Canaã é chamada de a terra em que Abraão peregrinou como estrangeiro, e a Canaã celestial também é uma terra de estrangeiros, porque o que havemos de ser ainda não se manifestou plenamente.

A aliança também tinha um sinal, a circuncisão. Por isso, a Escritura a chama de aliança da circuncisão (Atos 7:8). Ela é descrita como a aliança que Abraão e sua descendência deviam guardar, como uma cópia ou forma exterior dela, em (Gênesis 17:9–10). É chamada de sinal e selo (Romanos 4:11). Foi um selo, porque confirmava a Abraão e à sua semente as promessas que pertenciam à parte de Deus na aliança, assegurando-lhes que seriam cumpridas e que Canaã um dia seria deles. O fato de essa ordenança continuar mesmo depois que possuíram Canaã mostra que a promessa olhava para além daquela terra, para outra Canaã ainda futura (Hebreus 4:8). Também era uma obrigação, porque prendia Abraão e sua semente ao dever que lhes cabia na aliança. Isso incluía aceitar a aliança, concordar com ela e abandonar a corrupção da carne, realidade a que a circuncisão primeiro apontava. De modo mais amplo, os comprometia a obedecer a todos os mandamentos de Deus, sempre que ele os fizesse conhecer. A circuncisão tornava a pessoa responsável por guardar toda a lei (Gálatas 5:3). Os que desejam que Deus seja o seu Deus devem concordar em ser o seu povo.

A circuncisão era uma ordenança de sangue, porque a lei tratava da purificação por meio de sangue (Hebreus 9:22). Veja (Êxodo 24:8). Mas, tendo o sangue de Cristo sido derramado, todas as ordenanças sangrentas terminaram, e a circuncisão cedeu lugar ao batismo. Ela era dada apenas aos homens, embora as mulheres também fossem incluídas na aliança, porque o homem é a cabeça da mulher. Em nosso próprio reino, o juramento de fidelidade é exigido apenas dos homens. Alguns entendem que só o sangue dos homens era derramado porque a ordenança apontava para Jesus Cristo e para o seu sangue.

Foi a carne do prepúcio que foi cortada, porque o pecado entra no mundo por meio do nascimento natural, e porque a Semente prometida viria da própria linhagem de Abraão. Como Cristo ainda não havia se oferecido por nós, Deus requereu que o homem entrasse em aliança entregando uma parte do próprio corpo, e nenhuma parte poderia ser mais adequadamente poupada. Era uma parte escondida do corpo, pois a verdadeira circuncisão é a do coração. Dessa maneira Deus deu honra a uma parte menos honrosa do corpo (1 Coríntios 12:23–24).

A ordenança devia ser aplicada às crianças quando tivessem oito dias de vida, não antes. Isso lhes dava alguma força para suportar a dor, e ao menos um sábado já teria passado sobre elas. Os filhos de estrangeiros que pertenciam à casa também deviam ser circuncidados, em (Gênesis 17:12–13). Isso já apontava com bondade para os gentios, que com o tempo seriam trazidos à família de Abraão pela fé. Veja (Gálatas 3:14).

Deus exigiu estrita obediência a esse mandamento, com uma pena muito severa, em (Gênesis 17:14). Desprezar a circuncisão era desprezar a aliança. Se os pais deixassem de circuncidar seus filhos, fariam isso para sua própria condenação, como no caso de Moisés (Êxodo 4:24–25). E se alguém não fosse circuncidado na infância e, já adulto, ainda recusasse a ordenança, Deus certamente trataria com ele. Se não quisesse cortar a carne do seu prepúcio, Deus o cortaria do meio do seu povo. É perigoso tomar as instituições de Deus com leveza ou viver em negligência delas.

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